Barulho d'Água Música

Veículo de divulgação de cantores, duplas, grupos, compositores, projetos, produtores culturais e apresentadores de música independente e de qualidade dos gêneros popular e de raiz. Colabore com nossas atividades: leia, compartilhe e anuncie!


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1023 – Cantorias e viola caipira vão animar domingos em Beagá (MG), entre fevereiro e julho.

A Picuá Produções Artísticas, estabelecida em Belo Horizonte (MG), promoverá a partir deste mês seu novo projeto, Viola de Feira, por meio do qual pretende fomentar e difundir a música de viola caipira oferecendo concertos mensais que transcorrerão no Centro Cultural Padre Eustáquio. Durante as apresentações, ponteado por dois ases do estado a cada nova rodada, o instrumento de dez cordas será a maior atração. O local escolhido é estratégico, pois atende a toda a região Noroeste da Capital mineira; anexa ao Centro Cultural é promovida a Feira Coberta — tradicional evento e ponto de encontro de belo-horizontinos que, portanto, constituem ótima oportunidade para feirenses e público em compras entrar em contato com a verdadeira cultura de raiz.

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1021 – Cinco álbuns da rica discografia de Roberto Corrêa (MG/DF) já podem ser ouvidos em plataformas digitais

O som sertanejo antes do dilúvio

“Para fechar o arco interiorano, o mineiro de Campina Verde, Roberto Corrêa (…), ponteia com erudição sua assumida viola caipira no CD independente Uróboro, na pele de um Guimarães Rosa encordoado.”
Tárik de Souza, Jornal do Brasil, 10/10/1995

Cinco dos álbuns autorais de Roberto Corrêa, um dos mais conceituados violeiros da atualidade, agora estão disponíveis e podem ser ouvidos, integralmente, em plataformas digitais. Uróboro (1994); Crisálida (1996); Extremosa-Rosa (2002); Temperança (2009); e Viola de Arame (2012), que o mineiro de Campina Verde radicado em Brasília (DF) chama de “filhos muito queridos” é apenas uma amostra da valiosa discografia de Corrêa, respeitado no meio da cultura popular e erudita como instrumentista, arranjador, compositor, pesquisador e professor. Apenas a produção autoral dele conta, ainda, com mais sete títulos e, além destes doze que incluem os cinco disponíveis na internet, ele assina mais uma dúzia, todos dedicados à pesquisas (Chapada dos Veadeiros, 2008; Cantos de Festa e Fé, 2002, por exemplo) e toca e canta como parceiro em outros onze (Violas de Bronze, com Siba, que saiu em 2009; e Esbrangente, com Paulo Freire e Badia Medeiros, de 2003, estão nesta lista). As participações em coletâneas e obras de outros artistas somam 22 (Mestres do Rasqueado, com a Orquestra do Estado do Mato Grosso, sob direção artística de Leandro Carvalho, no qual atua como solista de viola caipira e viola de cocho, 2010; e Meu Céu, de Zé Mulato & Cassiano, 1997)

 

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1020- Wescley J. Gama, compositor e poeta potiguar, volta à lista dos melhores discos do sítio Embrulhador com “Campos Grandes Reunidos”

as noites de dezembro
têm a pele muito fina
como o sono dos velhos
ou os dedos de uma aranha.
das noites de dezembro
pode-se ver o azul sonolento
das veias tão frágeis
e o relevo de suas vísceras.
as noites de dezembro
caminham nuas
pela cidade aberta
e as velhas nas calçadas
sorriem
escandalosamente serenas.
As Noites de Dezembro, #4 de Campos Grandes Reunidos

Poeta, contista, cantor e compositor potiguar, Wescley J. Gama mais uma vez está entre os contemplados com a Menção Honrosa do conceituado sítio Embrulhador. Ed Felix, jornalista responsável pela indicação, anualmente aponta quais seriam em sua opinião os 100 melhores álbuns de cada temporada, mas como praticamente avalia discos de todo o país, de todos os gêneros musicais (tanto físicos como distribuídos pela internet), abre a lista suplementar, na qual seleciona outros trabalhos que, em meio a tantos, julga merecem destaque.  A amostra de 2017, na qual consta Campos Grandes Reunidos, o terceiro de Wescley, exigiu de Felix ouvir nada mais, nada menos do que 1.557 (!) discos, lançados entre 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2017.

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1018 – Do Vale do Pajeú para o mundo: Maria Dapaz traduz em suas canções a alma festiva e musical dos brasileiros

O Barulho d’água Música apresenta aos amigos e seguidores que ainda não a conhecem Maria Dapaz, cantora e compositora pernambucana, residente em São Paulo e que já soma 17 álbuns na bagagem, lançados entre 1981 e 2015.  Desta prodigiosa obra, o blogue destaca Outro Baião (2013), indicado ao 25º Prêmio Brasileiro da Música, promovido em 2014. Gravado em Recife, capital do estado natal de Maria Dapaz,  Outro Baião, conforme destaca o texto de apresentação disponível no sítio eletrônico da artista, é “uma explosão de brasilidade”. O autor do artigo, Luis Avelima, comenta, ainda, que o álbum a consolida como uma das compositoras de grandes possibilidades, traduzindo em suas canções a alma de um Brasil festivo e musical.

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1015 – Contribua para a volta do “Oscar da Viola Caipira”, prêmio nacional de incentivo à cadeia produtiva da viola

Ficará aberta somente até 27 de janeiro a campanha que por meio de uma das plataformas nacionais de crowdfunding visa a arrecadar contribuições para a realização de nova edição do Prêmio Nacional de Excelência da Viola, que os organizadores divulgam como sendo “O Oscar da Viola Brasileira”. A meta é atingir ao menos R$30 mil, montante que permitiria promover, ainda neste ano, a quarta edição do evento, nos moldes das anteriores, e acolher inscrições para mais de 20 categorias — das quais, cinco de cada, receberão certificados e troféus que serão entregues aos indicados n“A Noite de Gala da Viola”. Aos contribuintes estão previstas recompensas que variam de acordo com o valor cedido e que incluem, por exemplo, o direito de chancelar o evento com suas marcas, obtendo, assim, destaque em todas as divulgações diárias em mídias sociais como Facebook, Instagram, Twitter e mídia espontânea, além de outros benefícios a serem negociados.

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1012- Título de melhor rabequeiro do Brasil é pouco para reconhecer a contribuição de Zé Gomes (RS) à música do país

Desde a mudança da redação do Solar da Lageado, em Sampa, para o Parque Miraflores, em Itapevi, a maior parte dos álbuns do acervo de discos do Barulho d’água Música estava encaixotada pela falta de espaço. Com a chegada a São Roque, enfim, começamos a organizá-los e a fazer um inventário: colocamos todos no piso da sala e assim acabamos encontrando — mais do que uma tarefa burocrática —  perolas que nem mais nos lembrávamos que existiam no baú do tesouro. Resolvemos que poríamos alguns para tocar (antes de prosseguir fique publicamente registrado: o primeiro a ser tocado na nova residência foi Casa, por muitas e simbólicas razões além do nosso amor e admiração por Consuelo de Paula!), escolhendo, em ordem alfabética, pelo menos um de cada cantor, dupla ou grupo brasileiros. O mais lógico éramos seguir o sentido A-Z, mas invertemos a mão, pois no final da fila se destacavam dois instrumentais raros, de um autor dos mais criativos que a nossa música de qualidade independente já teve: o compositor, arranjador, luthier, maestro e pesquisador gaúcho José Bonifácio Kruel Gomes, internacionalmente conhecido por Zé Gomes.

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1008 – Grupo de São Roque (SP) grava álbum de serestas e serenatas para comemorar cinco anos de atividades

O Barulho d’água Música acompanhou na noite de sexta-feira, 8 de dezembro, o lançamento do registro livre musical do Grupo de Choro, Seresta e Serenata de São Roque, cidade do Interior de São Paulo. O evento transcorreu no Restaurante Kim onde os onze músicos tocaram e cantaram sob a coordenação da maestrina Mari Dineri [Moraes de Camargo] canções consagradas de autores como Lupícinio Rodrigues; Paulo VanzoliniLuiz Ayrão; Noel Rosa; Cartola; Vinícius de Moraes, Garoto e Chico Buarque; Dominguinhos e Nando Cordel,e Waldir Azevedo, entre outros. A maioria parte das músicas consta entre as 15 faixas do álbum que destaca ainda três composições de Pixinguinha — entre as quais Carinhoso, que, neste ano, completa um século; Jacob do Bandolim (Doce de Coco); Pedro de Sá Pereira e Ary Pavão (Chuá Chuá); Lúcio Cardim (Matriz ou Filial); Canção de Amor (Elizete Cardoso). O Grupo deu início à apresentação com Seresta (Newton Teixeira, Alvarenga e Ranchinho) e, em seguida, Edson D’aisa interpretou, dele, São Roque em Noite de Seresta. O público também foi brindado com Nervos de Aço, de Lupicínio, e Eu Sonhei que Estavas tão Linda, de Lamartine Babo e Francisco Matoso, interpretada por Zé do Nino. Jorge Maciel, convidado que veio de São Vicente (SP), relembrou entre outros, Sentimental Demais (Altemar Dutra). 

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