1279 – Conversa Ribeira (SP) lança Do Verbo Chão, terceiro álbum do trio

 Andrea Guimarães, Daniel Muller e João Paulo Amaral tecem em 11 faixas, mais uma vez, um desdobramento singular da música caipira cultivando, ao mesmo tempo, o vínculo essencial com a tradição e a liberdade de recriá-la em novas concepções de arranjo e de interpretação. Disco está na lista dos 100 melhores de 2019

Com Tânia Bernucci

Os 17 anos de formação do trio Conversa Ribeira estão sendo comemorados pelos amigos e fãs de Andrea dos Guimarães, Daniel Muller e João Paulo Amaral com Do Verbo Chão, terceiro álbum da trajetória de meticulosa e entusiasmada pesquisa na qual buscam trazer à superfície joias lapidadas por destacados autores do cancioneiro caipira. Neste novo trabalho, já disponível nas plataformas digitais e lançado após bem-sucedida vaquinha virtual (clique aqui e ouça), o trio tece um desdobramento singular do gênero cultivando, ao mesmo tempo, o vínculo essencial com essa tradição e a liberdade de recriá-la em novas concepções de arranjo e interpretação.

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752 – Conversa Ribeira encerra em São Paulo segunda temporada do projeto Imagens do Brasil Profundo

Daniel, João Paulo e Andrea estão juntos e formam o Conversa Ribeira desde 2002

Daniel, João Paulo e Andrea estão juntos e formam o Conversa Ribeira desde 2002 (Foto: Mariana Chama)

O grupo Conversa Ribeiro, de São Paulo, encerrará nesta quarta-feira, 9,  partir das 20 horas, as atividades do projeto Imagens do Brasil Profundo, que tem curadoria do professor de Sociologia Jair Marcatti. Com entrada franca, o público que comparecer à Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, conhecerá João Paulo Amaral (viola caipira e voz); Daniel Muller (piano e acordeão); e Andrea dos Guimarães (voz), juntos desde 2002. Ao longo da trajetória do trio, o Conversa Ribeira tem procurado elaborar músicas que encantem pela riqueza e pela profundidade que vislumbram no repertório caipira, tanto no que se refere aos conteúdos musicais, quanto à experiência humana, aos saberes e às sensibilidades que se revelam nessa escolha. Neste semear, demonstrando o profundo respeito que cultivam com relação aos antepassados caipiras, promovem um encontro criativo entre essa fonte abundante de inspiração e outros estilos aos quais também se dedicam,  tais quais a canção popular brasileira e a música instrumental.

De acordo com o texto de apresentação disponível na página eletrônica do Conversa Ribeira, as interpretações do trio são sínteses cuidadosamente elaboradas em que ao modo caipira de cantar e tocar se sobrepõem novas concepções de arranjo, de harmonia, de improvisação, das interpretações instrumentais e vocais. Assim, quando mergulha na particularidade de cada canção que escolhe recriar, traz à tona, sob um novo ponto de vista, sua expressividade. O resultado é uma música que transborda fronteiras dos gêneros musicais e um repertório que abrange desde melodias folclóricas e modas compostas ou gravadas por grandes artistas da música caipira de raiz, até novas composições de autores contemporâneos, conscientes de seus enraizamentos culturais e interessados em transformá-los em frutos.

O projeto do Conversa Ribeira inclui também canções de artistas consagrados da música brasileira que não são propriamente caipiras, mas que se mostram sensíveis às profundezas ancestrais das culturas do interior do Brasil. Nos dois álbuns que lançaram, Conversa Ribeira e Águas Memoriais, há obras de grandes compositores e intérpretes caipiras como João Pacífico, Raul Torres, Alvarenga, Ranchinho, Tião Carreiro e Almir Sater, entre outros, lado a lado com criações próprias e também e de artistas universais como Villa Lobos, Milton Nascimento e Dori Caymmi.

João Paulo Amaral rege a Orquestra Filarmônica de Violas de Campinas e é ex integrante do Trio Carapiá

Daniel Muller é bacharel e mestre em Música pela Unicamp, arranjador e instrumentista do Quatro a Zero, grupo que propõe uma releitura do choro e de sua tradição, utilizando instrumentos como guitarra, contrabaixo elétrico, piano e bateria

Andrea dos Guimarães é arranjadora e compositora, bacharel em Música Popular e Mestre em Música pela Unicamp, integrante do Garimpo Quarteto, grupo com conceito fundamentado na música instrumental que apresenta a voz como instrumento por meio da utilização de vocalizações sem palavras. Em fevereiro lançou Desvelo, seu primeiro trabalho autoral.

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O jornalista Vitor Nuzzi autografa exemplar do livro que escreveu sobre Geraldo Vandré durante o lançamento da obra na BMA (Foto: Marcelino Lima/Arquivo Barulho d’água Música)

O cantor e compositor Geraldo Vandré foi tema da rodada anterior do projeto Imagens do Brasil Profundo, na quarta-feira, 2, quando Marcatti recebeu o jornalista Vitor Nuzzi , autor do livro Geraldo Vandré — Uma Canção Interrompida, que saiu pela Kuarup. Jair Marcatti o desenvolveu em 2014 com o intuito de por em debate por meio de músicas, de filmes, de manifestações populares e de objetos o Brasil por dentro — aquele país que nas palavras de Ariano Suassuna, escondido em rincões considerados profundos, é muito vivo.  Para a primeira temporada foram convidados violeiros que falaram sobre as ligações de sua música com a cultura caipira. Em 2015, com a ampliação do programa, passaram a ser abordados outros aspectos das diversas culturas regionais do Brasil, agora desvendados em diferentes formatos: shows, bate-papos musicais, debates e palestras.

Ao invés de promover abordagens tradicionais, Marcatti prefere convidar músicos, documentaristas, diretores de cinema, ativistas culturais e pesquisadores da cultura popular que em comum nutrem um modo de olhar aprofundado e amplo sobre o Brasil e promovem  trabalhos de pesquisa e resgate das nossas mais entranhadas tradições. Com cada um dos participantes, Marcatti aborda aspectos do universo cultural brasileiro, de nossas trajetórias, continuidades e rupturas; daquilo que sem nenhuma pretensão definidora poderíamos chamar de identidades brasileiras, no plural, com a vantagem dos exemplos serem pontuados no calor da prosa, ao vivo, pelo som dos instrumentos, muitos artesanais, e pela apresentação de outras formas de expressão cultural.

Serviço

Projeto Imagens do Brasil Profundo recebe Conversa Ribeira

Quarta-feira, 9 de dezembro, 20 horas, entrada franca

Biblioteca Mário de Andrade 

Rua da Consolação, 94, Centro, a menos de 1.000 metros das estações República e Anhangabaú da linha 3-Vermelha do Metrô

 

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Nova edição do Troféu Cata-Vento premia Conversa Ribeira como melhor grupo de raiz em 2014

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Solano Ribeiro distingue desde 2007 com o  Troféu Cata-Vento os que considera os melhores cantores e grupos, do programa da Rádio Cultura Brasil

O grupo Conversa Ribeira, de Campinas (SP), está entre os indicados e recebeu no começo de dezembro o Troféu Cata-Vento, prêmio do programa Solano Ribeiro e a nova música do Brasilque o apresentador da Rádio Cultura Brasil Solano Ribeiro confere aos melhores da produção independente desde 2007.

Ribeiro ouviu centenas de músicas transmitidas pelo programa em 2014 para fazer a seleção deste ano, das quais escolheu treze.  “São 432 semanas, mais de oito anos no ar na tentativa de abrir espaços. Muitos começavam quando começamos. Alguns se tornaram astros ou estrelas e seus talentos brilham. Outros esperam por sua hora de ocupar o lugar que merecem”, observou Solano Ribeiro . “E também aqueles que estão por começar. Assim é a vida. Feita de começos e de recomeços. O que era a Nova Música se transformou na Música Popular do Brasil, a MP do B que continua sem saber por onde ir, sem saber para onde ir. Só sabe que sua missão é ir por aí, ao sabor dos ventos. Ventos que movem Cata-Ventos”.

Conversa Ribeira

Daniel, João Paulo e Andrea estão juntos e formam o Conversa Ribeira desde 2002
Daniel, João Paulo e Andrea estão juntos e formam o Conversa Ribeira desde 2002 (Foto: Mariana Chama)

Os integrantes do trio Conversa Ribeira João Paulo Amaral (viola caipira e voz, regente da Orquestra Filarmônica de Violas de Campinas, e ex integrante do Trio Carapiá); Daniel Muller (piano e acordeão, bacharel e mestre em Música pela Unicamp, arranjador e instrumentista do Quatro a Zero, grupo que propõe uma releitura do choro e de sua tradição, utilizando instrumentos como guitarra, contrabaixo elétrico, piano e bateria); e Andrea dos Guimarães (voz, cantora, arranjadora e compositora, bacharel em Música Popular e Mestre em Música pela Unicamp, integrante do Garimpo Quarteto, grupo com conceito fundamentado na música instrumental que apresenta a voz como instrumento através da utilização de vocalizações sem palavras) são do Interior paulista. O grupo está na estrada desde 2002 e procura sempre elaborar músicas  que encante, com a riqueza e a profundidade que vislumbram no repertório clássico caipira, tanto no que se refere aos conteúdos musicais quanto à experiência humana, aos saberes e sensibilidades que se revelam nessa música.

Neste fazer musical, buscam dar vasão à admiração e ao profundo respeito que cultivam com relação a seus antepassados caipiras, promovendo um encontro criativo entre essa fonte abundante de inspiração e outros estilos musicais a que também se dedicam (a canção popular brasileira e a música instrumental).

De acordo com o texto de apresentação disponível na página eletrônica do Conversa Ribeira, as interpretações do trio são sínteses cuidadosamente elaboradas em que ao modo caipira de cantar e tocar se sobrepõem novas concepções de arranjo, de harmonia, de improvisação, das interpretações instrumentais e vocais. A busca do grupo, quando mergulha na particularidade de cada canção que escolhe recriar, é trazer à tona, sob um novo ponto de vista, sua expressividade. O resultado é uma música que transborda as fronteiras dos gêneros musicais.

O repertório abrange desde melodias folclóricas e modas compostas ou gravadas por grandes artistas da música caipira de raiz, até novas composições de autores contemporâneos, conscientes de seus enraizamentos culturais e interessados em transformá-los em frutos. Inclui também canções de artistas consagrados da música brasileira que não são propriamente caipiras, mas se mostram sensíveis às profundezas ancestrais das culturas do interior do Brasil.  Nos dois álbuns que lançaram, Conversa Ribeira e Águas Memoriais, há obras de grandes compositores e intérpretes caipiras como João Pacífico, Raul Torres, Alvarenga, Ranchinho, Tião Carreiro e Almir Sater, entre outros, lado a lado com criações próprias e também e de artistas universais como Villa Lobos, Milton Nascimento e Dori Caymmi.

Confira todos os vencedores do Troféu Cata-Vento:

Revelação feminina: (Melina Mulazani) – Curitiba (PR)
Revelação masculina: Almério – Altino (PE)
Infantil: Badi Assad – São Paulo (SP)
Conjunto: Crispim Soares – Blumenau (SC)
Samba: Tia Cida – São Paulo (SP)
Destaque do ano: Germano Mathias – São Paulo (SP)
Música raiz: Grupo Conversa Ribeira – Campinas (SP)
Instrumental: Ronen Altman São Paulo (SP)
Pop: Supercombo – Vitória (ES)
Rock: Aletrix – São Paulo (SP)
Álbum: Vás, de Marina Wisnik – São Paulo (SP)
Cantora: Jennifer Souza – Belo Horizonte (MG)
Cantor: Marcelo Pretto – São Paulo (SP)
Música: A melhor hora da praia, de Nação Zumbi – Recife (PE)