Barulho d'Água Música

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959 – Expoentes paulistas da viola caipira se encontram no Casarão Cultural de Barão Geraldo (SP)

O Centro Cultural Casarão de Barão Geraldo reservou quatro datas do comecinho do mês de junho para promover o I Casarão das Violas, apresentações que levarão ao local expoentes paulistas de variadas vertentes do instrumento de dez cordas. A primeira atração também será mais uma rodada do premiado projeto Dandô Circuito de Música Dércio Marques, que neste ano atravessa a quinta temporada. Em 8 de junho, o anfitrião João Arruda receberá Rodrigo Zanc, cantador de Araraquara residente na vizinha São Carlos. No dia seguinte, 9, o contador de causos radicado em Campinas Paulo Freire levará ao público o show O Violeiro descoberto. Para o sábado, 10, está escalado o grupo sul-mineiro Vento Viola que, na bagagem, trará para lançamento o segundo álbum da trajetória, Em Nome do Vento. Nestes três dias, as apresentações começarão às 20 horas. Já no domingo, 11, o grupo Catira de São Gonçalo abrirá os trabalhos às 18 horas. Uma hora depois, Levi Ramiro e Jackson Ricarte, de Pirajuí e São José dos Campos, vão se revezar ao microfone para encerramento do projeto.

O Centro Cultural Casarão está localizado na rua Maria Ribeiro Sampaio Reginato, sem número, na altura do KM 15 da Estrada da Rhodia (sentido Paulínia). Não há cobrança de entrada e a colaboração para o “chapéu” que ajuda a manter as atividades do Casarão, passado sempre ao final dos espetáculos, é espontânea.

Sobre as atrações

Rodrigo Zanc além de tocar gosta de pesquisar a viola brasileira e suas influências, há mais de 20 anos vem lutando incansavelmente e sem concessões pela manutenção e propagação da cultura ligada ao instrumento. Em nome desta bandeira, já participou de vários festivais, dentre eles o Viola de Todos os Cantos, da EPTV – Rede Globo, e chegou às finais de 2005 e de 2007. Em 2006, lançou Pendenga, o primeiro CD. Em 2010, foi à Europa divulgar seu trabalho. Em 2013, produziu Fruto da Lida, selecionado para o 26º Prêmio da Música Brasileira. Pelo segundo ano no Dandô, Rodrigo Zanc também está à frente do projeto Viola para Dominguinhos (que retomará no segundo semestre) e integra o projeto 4 Cantos,  que ele e Cláudio Lacerda (Botucatu/SP) mantém desde 2011 juntamente com Luiz Salgado (Patos de Minas/Araguari-MG) e Wilson Teixeira (Avaré/SP).

O cantor, compositor e multi-instrumentista João Arruda, natural de Campinas (SP), possui destacado talento para tocar violas e instrumentos de percussão. Declara-se trovador apaixonado pela cultura e tradições populares e vem ganhando elogios como artista comprometido com a valorização e a criação de temas e canções da cultura popular brasileira e da América Latina. Além de músico, é produtor fonográfico. Sua obra pode ser encontrada em mais de 15 álbuns nos quais aparece como artista, convidado ou produtor. É constantemente requisitados para festivais, programas de rádio e emissoras de televisão e assina diversas trilhas sonoras para espetáculos, documentários e filmes. A trajetória musical inclui turnês por Brasil e exterior; com o grupo de Pífanos Flautins Matuá integrou o projeto Samarro’s Brazil realizando concertos na França e na Itália; já percorreu Argentina, Bélgica, Inglaterra e o País Basco com seu concerto Entre Violas e Couros. É idealizador e curador do projeto musical Arreuní, que promove encontros com diversos artistas brasileiros e convidados estrangeiros. Em 2007 lançou Celebrasonhos. Seu mais recente disco solo é Venta Moinho (2013), mas já está preparando o terceiro “filho”, Entre Violas e Couros, apenas com canções autorais gravadas ao vivo.

Paulo Freire é de São Paulo, mas fixou-se em Campinas. A surpreendente e inesgotável capacidade de contar causos, bem como o modo peculiar de tocar viola (este blogue já testemunhou ocasiões em que, inclusive, colocou-a com o tampo inferior voltado para o público, tocando as cordas, portanto, com os dedos invertidos, ou de costas) são resultantes de sua incursão ao sertão de Urucuia, região situada no noroeste de Minas Gerais, onde teve contato com valores da tradição rural e bebeu nas fontes onde Guimarães Rosa ambientou o consagrado romance Grande Sertão: Veredas. Além de músico com viagens a vários centros da Europa carimbadas no passaporte, é escritor e entre outros já dividiu trabalhos com Arnaldo Antunes, Mônica Salmaso, Luiz Tatit, Isa Taube, Cida Moreira e Ivan Vilela.

O  grupo sul-mineiro de Itajubá Vento Viola, reúne Clayton Roma César DameireLúcio Lorena e Aidê Fernandes. Em nome do Vento chegou em dezembro de 2016 e sucede Viola de Todos os Cantos (2000), que conta com a participação do violeiro Levi Ramiro e é considerado entre os amantes da música regional e caipira uma verdadeira relíquia por não dispor mais de cópias. Em Nome do Vento reúne 13 faixas e conta com as participações em três delas de Ronaldo Chaplin (Cheiro de Minas), João Lúcio (Amo Minas) e Adriano Rosa (Pinho e Violeiro).”

Nascido do encontro de violeiros, catireiros e foliões de reis durante encontro casual no Centro de Cultura Caipira e Arte Popular de Campinas, o grupo Catira de São Gonçalo completou o primeiro aniversário em 21 de maio.

Levi Ramiro brotou em Uru, situada na mesorregião de Bauru, e atualmente reside e em Pirajuí. Neste recanto, quando não está percorrendo a estrada ou pescando (hábito que por anos manteve em companhia do inseparável cão Pitoco, que recentemente partiu antes do combinado) também desempenha o ofício de luthier. Violeiros como Fabrício Conde (Juiz de Fora/MG) e João Arruda (Campinas/SP) tocam instrumentos feitos por Levi Ramiro, mas ele começou a carreira, inicialmente, dedicando-se ao violão popular. Somente na década dos anos 1990 quedou-se pela viola caipira. Passou, então, a absorver e a trazer em suas dez cordas todo o universo cultural que forma suas raízes. Com base em valores da cultura caipira e misturando elementos que formam a música brasileira, Levi Ramiro compõe poeticamente a simplicidade da vida interiorana e já gravou nove álbuns, o mais recente intitulado Purunga.

Jackson Ricarte ainda tinha 7 anos quando junto com a família deixou a cidade de Senador Pompeu (CE) para fixar moradia em São Paulo. Antes de fazer as malas, já ouvia Luiz Gonzaga e o xará Jackson do Pandeiro, ídolos cuja paixão passou a dividir com  Tião Carreiro e Almir Sater, dentre tantos outros compositores e cantores, vivendo na nova cidade. O pai percebeu a inclinação do garoto e quando o filho completou 11 anos o presenteou com um violão. Começava, então, o ciclo artístico que em poucas semanas o levaria a tocar o clássico Boiadeiro Errante (Teddy Vieira) sua música do panteão caipira predileta. Aos 12 anos, animava bares, praças e gradativamente ganhava o público com seu carisma e talento. Desde muito cedo, portanto, Ricarte assumiu que seria baluarte da música regionalista brasileira e, aos 18, passou a se dedicar ao estudo da viola caipira, simultaneamente abraçando a carreira profissional de músico. Apaixonado pelo instrumento de dez cordas, aprimorou a técnica na Escola de Música do Estado de São Paulo Tom Jobim, com os professores Rui Torneze e João Paulo Amaral. Neste período, Jackson Ricarte participou como solista da Orquestra Paulistana de Viola Caipira e residiu por um tempo na sede da Orquestra, o Instituto São Gonçalo, onde teve contato com rico acervo musical e dedicou-se a pesquisas que o levaram a conhecer entre novas influências Dércio Marques, Rubinho do Vale, João Bá, Katya Teixeira, Dani Lasalvia, Fernando Guimarães, Paulinho Pedra Azul, Cicero Gonçalves, Amauri Falabella, Chico Lobo, Pereira da Viola, Levi Ramiro, Socorro Lira, Elomar, Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo dentre tantos outros menestréis da música regional. Neste ano lançou o primeiro álbum, Estrada Afora

Sobre o Circuito Dandô

Ao idealizar o Dandô Circuito de Música Dércio Marquesa cantora, compositora e pesquisadora paulistana de cultura popular Katya Teixeira pretendia fomentar a circulação de música de qualidade inquestionável por todo o Brasil, reunindo artistas de várias regiões, e, assim, além de criar intercâmbios, gerar novas plateias. Quem já se apresentou possui trabalhos reconhecidos e merece melhor projeção no panorama nacional, o que proporcionaria às pessoas acesso a outras linguagens e propostas produzidas fora da “grande mídia”.  Um artista sai de cada cidade e passa por todos os pontos do circuito, girando a roda de forma contínua. Cada edição conta sempre com uma atração do local recebendo e abrindo o espetáculo para o convidado, em shows de aproximadamente noventa minutos. Ao final, um bate-papo entre artistas e plateia fecha a apresentação.

O público de várias cidades de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais, de Goiás, de Pernambuco e do Distrito Federal já prestigiou shows da caravana, que neste ano chegará a Portugal, Argentina, Chile e Uruguai.

O objetivo de Katya Teixeira é, ainda, tornar popular o nome de Dércio Marques e seu inestimável legado não apenas para a música, mas para toda a cultura brasileira. Mineiro de Uberaba, Dércio Marques morreu em julho de 2012, em Salvador (BA), deixando como maior legado uma grande escola que transcende a composição musical e poética e propõe, ainda, uma postura mais íntegra e solidária de viver, voltada tanto para a preservação da natureza, quanto para o aprimoramento espiritual de cada indivíduo, sem deixar de lado o engajamento político e social. 

O Dandô recebeu em dezembro de 2014 o Prêmio Brasil Criativo na categoria Artes de Espetáculo/Música, no Auditório Ibirapuera (SP). Promovido pelo Ministério da Cultura, pelo Projeto Hub e pela 3M, o Brasil Criativo contemplou 22 projetos  perante um público de mais de 800 pessoas. 

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895 – Estreia em Porto Alegre (RS) “Violas ao Sul”, projeto para difusão da música gaúcha e clássicos do cancioneiro nacional

A Fundação Ecarta reservou o palco onde está acostumada a receber em Porto Alegre (RS) grandes talentos da resistência cultural gaúcha para o primeiro concerto, transcorrido na noite do sábado, 25, do grupo Violas ao Sul, reunião de quatro violeiros, quatro vertentes, quatro mentes e quatro corações que se dedicam à guerrilha artística por meio da música. Valdir Verona, Mário Tressoldi, Angelo Primon e Oly Júnior têm a viola de 10 cordas permeando seus trabalhos ao longo dos anos e agora, juntos, irão se dedicar à apresentação de canções autorais, clássicos do cancioneiro gaúcho e brasileiro, bem como da música contemporânea. No programa de estreia constaram Milonga Blues e Desculpe Meu Filho (Oly Júnior), Das Bandas do Poente e Chamamé Blues (Valdir Verona), 10 de Fole (Angelo Primon), Violas do Sul do Brasil (Chico Saga/Mário Tressoldi), Na Volta que o Mundo Dá (Vicente Barreto/Paulo Cesar Pinheiro), Lamento (Fernando Reis Júnior), Maré Baixa (Ivo Ladislau/Mauro Moraes), Portas dos Sonhos (Mário Barbará/Sérgio Napp), Cantiga de Eira (Barbosa Lessa) e Os Homens de Preto (Paulo Ruschel).

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854- Cláudio Lacerda mescla em “Trilha Boiadeira” clássicos e composições próprias sobre personagem que representa a brasilidade e tem força de mito

O cantor e compositor paulistano Cláudio Lacerda lançará nesta sexta-feira, 15, o quarto álbum de sua carreira, no palco da unidade Pompeia do Sesc de São Paulo. Trilha Boiadeira, inicialmente gravado para marcar os 10 anos do canal de agronegócios Terra Viva, reúne 12 faixas e está acondicionado em um belíssimo estojo cujo encarte traz figuras de boiadeiros em atividade ou solitários, paisagens e animais com os quais deparam na, além de apetrechos da lida como se entalhadas em madeira ou curtidas em couro. Os arranjos da maioria das composições, releituras de clássicos dos gêneros caipira e regional, são de Neymar Dias, multi instrumentista da melhor cepa que fará parte da comitiva levando a viola de dez cordas à garupa, ao lado de Igor Pimenta (baixo acústico), Thadeu Romano (acordeon) e Kabé Pinheiro (percussão).

Além de Disparada, obra de Théo de Barros e Geraldo Vandré vencedora do lendário festival da TV Record de 1966 em interpretação do saudoso Jair Rodrigues, o repertório inclui duas das consideradas mais belas músicas do cancioneiro rural de todos os tempos, Boiadeiro Errante (Teddy Vieira) e Boi Soberano (Carreirinho, Izaltino Gonçalves e Pedro Lopes), de acordo com avaliações e pesquisas do  jornalista José Hamilton Ribeiro apontadas na edição revista e ampliada em 2015 Música Caipira: As 270 maiores modas. O conjunto da obra de Cláudio Lacerda e seus ponteiros, no entanto, não guarda apenas estas virtudes, mas recoloca em foco uma das mais marcante e mítica personagem da cultura popular, a qual estão associadas tradições e valores que evocam a brasilidade que constitui a alma típica e autenticamente sertaneja.

Mais do que uma profissão vinculada a uma atividade comercial presente no mundo rural, exercida coletivamente, posto que uma de suas formas de organização são as comitivas (nas quais há, inclusive, funções predeterminadas), é individualmente que o boiadeiro se afirma e se insere no cenário que representa e na história. Nas jornadas com os bois ou boiadas, este se torna protagonista de sagas que percorrem paisagens de tirar o fôlego, sim, mas transcorrem quase sempre em ambientes rústicos ou hostis, o que exige dele valentia e bravura.

O boiadeiro, entretanto, para além de um homem bruto que em certa medida ou contraditoriamente também se diviniza, possui também habilidades e é dotado de sensibilidades terrenas que ajudam a consolidar mais do que a lenda de um herói o perfil de homem ideal, justo e admirado, tanto pelos companheiros, quanto pelos patrões e, claro, pela correspondente feminina.  Isto sem contar que é, ainda, a ligação espiritual entre o sacro e o profano à medida que se torna o eleito para, sempre com justeza e respeito, inclusive, zelar pela sorte do próprio boi, animal que também possui sua aura mística e sagrada, impedindo que o bicho, em sua condição de animal, sofra mais do que o aceitável ou permitido para que sua carne, leite e couro sirvam às nossas necessidades; ainda que do boi só não se aproveite o berro, como sacou  o cearense Ednardo, desenvolve-se entre ambos os seres ligações afetivas tão intensas a ponto de, na hora cruel do abate, o carrasco evitar baixar o cutelo por reconhecer ali seu animal de estimação e ser lambido por este.

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Óleo sobre tela disponibilizado na internet, sem atribuição do crédito ao artista plástico, representa a lida de boiadeiros

O  campo e os ofícios que ele contém, enfim, é representativo do todo: evoca belezas naturais e inocência, paz, tranquilidade, redenção e poesia, mas também esboça um território no qual se manifestam ódio e brutalidade; há rivalidades, inclusive as inflamadas pela inveja e pelo amor, provocativas de dores e de conflitos, tragédias, sofrimento e morte (“boiadeiro veio tarde, veja a cruz no estradão!”). Este universo está bem delineado e presente não apenas na mais nova obra Cláudio Lacerda cuja discografia já oferece aos amigos e fãs Alma Lavada, Alma Caipira e Cantador. O berrante para que comece o aboio de lançamento de Trilha Boiadeira soará às 21 horas, ajeite a sela, prepare o seu coração e aproveite a viagem: vai ter poeira cobrindo a estrada, sol queimando o rosto, rios caudalosos a serem atravessados, caboclinhas acenando à janela, mas ninguém terá pressa de chegar…

Cláudio Lacerda já dividiu palco e faixas de seus discos com Dominguinhos, Renato Teixeira e, recentemente Amelinha, compõe com Luiz Salgado (Araguari/MG), Rodrigo Zanc (São Carlos/SP) e Wilson Teixeira (Avaré/SP) o projeto cultural 4 Cantos; com Zanc protagoniza ainda tributos a Pena Branca e Xavantinho. Em Trilha Boiadeira assina parcerias com Adriano Rosa e vários ícones da música de raiz como Neymar Dias, Zé Paulo Medeiros, Teddy Vieira, Almir Sater, Renato Teixeira e Paulo Simões.

O Sesc Pompeia fica na rua Clélia, 93, e para mais informações disponibiliza o número de telefone 11 3871-7700.


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832 – Chico Lobo (MG), Cláudio Lacerda (SP) e João Triska concorrem ao Prêmio Fernando Brant de música regional

Chico Lobo (MG), Cláudio Lacerda (SP),  e João Triska (PR) estão entre os 117 finalistas das 39 categorias do 2º Prêmio Profissionais da Música, conforme apontaram os 4967 votos de profissionais cadastrados (entre os quais o autor deste blogue, o jornalista Marcelino Lima), em processo encerrado no domingo, 13 de março. Os três disputarão, agora, o título da categoria Raiz Regional, representado pelo Troféu Fernando Brant, previsto para ser entregue entre os dias 1 e 3 de abril, no Teatro Nacional de Brasília (DF), evento que terá entrada franca mediante retirada de ingresso e que oferecerá como parte da programação várias atividades e eventos correlatos, incluindo exposição sobre a vida e a obra de Fernando Brant, um dos ícones do Clube da Esquina, que morreu em 2015 e entre outros foi parceiro de Milton Nascimento.

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825 – Orquestra de Pinheiros, jazz e música de raiz compõem cardápio do começo da nova temporada do MCB (SP)

O Museu da Casa Brasileira (MCB/SP) retomará a partir de 13 de março a programação gratuita de atrações musicais que promove desde 1999, aos domingos, sempre a partir das 11 horas, no palco montado no terraço da entidade. A 17ª temporada começará com uma apresentação da Orquestra Pinheiros, seguida, em 20 de março, por concerto da Reteté Big Band. Wilson Teixeira está confirmado para 27 de março, quando o público ouvirá músicas do mais recente álbum lançado pelo violeiro, Casa Aberta, mescladas a canções do primeiro disco autoral dele, Almanaque Rural, e sucessos do universo caipira e regional.

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A Orquestra Pinheiros vai apresentar concerto em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, com repertório que trará músicas compostas por mulheres, para mulheres ou interpretadas por elas (Foto: Rodrigo Sodré)

Orquestra de Pinheiros, 13 de março

A Orquestra Pinheiros, ligada ao Esporte Clube Pinheiros, de São Paulo, tem regência do maestro Murilo Alvarenga e por meio de Sophisticated Ladies pretende marcar a passagem do Dia Internacional da Mulher, que ocorrerá na terça-feira, 8 de março. O repertório terá apenas músicas compostas por mulheres, para mulheres ou interpretadas por elas, com participação especial das cantoras Cinthia Zaccarioto, Rita Valente, Cris Cabianca e Catarina Marrese.

Reteté Big Band, 20 de março

Idealizada em 2004 pelos músicos Thiago Alves, Paulo Malheiros e Josué dos Santos, a Reteté Big Band apresentará clássicos de jazz e composições próprias nas quais se notam influencias de bandas norte-americanas como The Count Basie Orchestra e Thad Jones/Mel Lewis Big Band. Inicialmente, a banda, que apenas tocou com todos os membros juntos pela primeira vez a partir de 2006, formou-se para agregar músicos que constantemente se encontravam em igrejas evangélicas e grupos jovens da antiga Universidade Livre de Música, atual Escola de Música do Estado de São Paulo Tom Jobim.

Os integrantes atuam nas melhores formações instrumentais da cidade de São Paulo e compuseram o Movimento Elefantes, coletivo paulistano de bandas de sopro, entre 2009 e 2013. Além das influencias e gostos já mencionados, a Reteté também incorpora em seu repertório tendenciosas melodias de hinos tradicionais. O nome atípico vem de uma alusão ao movimento pentecostal presente em igrejas evangélicas, já que a maioria dos rapazes teve contato inicial com a música em algumas delas. A Reteté Big Band vem conquistado o público com muita qualidade, aliada à capacidade de improvisação e, assim, por onde passa, angaria mais fãs e imprime seu selo de difusores de boa música, com descontração.

A Rateté Big Band reúne Jefferson Rodrigues, Cássio Ferreira, João Paulo Barbosa, Lucas Macedo, Luiz Neto (saxofones); Jorginho Neto, Valdemar “Nevada”, e o compositor e arranjador Paulo Malheiros (trombones e tenor); Jaziel Gomes (trombone baixo); Paulo Jordão; Júnior Galante, Sidmar Vieira e Bruno Belasco (trompetes); David Sansão (piano); Thiago Alves (contrabaixo); Paulinho Vicente (bateria); e Carlos Iafelice (composições e arranjos)

 

Wilson Teixeira, 27 de março

Paulista de Avaré radicado na Capital, Wilson Teixeira está celebrando quinze anos de carreira, iniciada com premiadas participações em festivais, trajetória que está consolidando com projetos autorais ou em parcerias que envolvem outros violeiros — Cláudio Lacerda (São Paulo/SP), Luiz Salgado (Araguari/MG) e Rodrigo Zanc (São Carlos/SP), do projeto cultural 4 Cantos –, e cantoras como a paulistana Sarah Abreu, por exemplo. Sempre acompanhado por músicos tarimbados e bem entrosados, já se apresentou em inúmeras casas de shows pelo interior paulista, Capital e cidades brasileiras, além de programas consagrados como Sr. Brasil, de Rolando Boldrin; Dia a Dia Rural, de Tavinho Ceschi; Talentos do Jornal da Record News, de Heródoto Barbeiro; e Aparecida Sertaneja!, com Mariângela Zan.

Wilson Teixeira mescla tradições caipiras e do regionalismo com saborosas pitadas de folk em canções que canta ou interpreta ao dedilhar as dez cordas que, em suas mãos, soam refinados toques apoiados em elaborados arranjos e afinações. Atualmente, vem divulgando o repertório de Casa Aberta, segundo álbum da carreira, lançado em São Paulo em novembro de 2015. O repertório traz composições dele, em parcerias ou de amigos tais quais Salatiel Silva e Reinaldo Luz, Claudio Lacerda e Julio Bellodi, Bezão, Adilson Casado, Evandro Camperom, Guilherme Cruz, Chico Lobo, Bilo Mariano, e Edu Santana.

Uma semana antes de ocupar o palco do MCB, Wilson Teixeira estará na praça de eventos da unidade Vila Mariana do Sesc de São Paulo para apresentar mais um tributo aos irmãos Tonico e Tinoco. Nesta homenagem à dupla Coração do Brasil,  Wilson Teixeira estará acompanhado por Vinícius Bini (contrabaixo), Walter Bini (violão), Kabé Pinheiro (percussão) e Cleber Silveira (acordeom).

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Vinícius Bini, Cléber Silveira, Wilson Teixeira e Walter Bini, com Kabé Pinheiro, estarão no dia 20 no tributo a Tonico e Tinoco, na Vila Mariana (Foto: Arquivo Barulho d’água Música/Marcelino Lima)

O Museu da Casa Brasileira fica na avenida Brigadeiro Faria Lima, 2705, São Paulo, telefone 11 3032-3727. 

O endereço da unidade Vila Mariana do Sesc de São Paulo é rua Pelotas, telefone 11 5080-3000, a cerca de 1.000 metros da estação Ana Rosa da linha 1 Azul do Metrô.

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765 – Casa Aberta, segundo álbum de Wilson Teixeira: entre, puxe sua cadeira, aprecie sem moderação e fique o quanto quiser….

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Junto ao portão, o violeiro Wilson Teixeira espera amigos e admiradores para os quais tem a Casa Aberta e uma vez lá dentro conduzirá a um pomar repleto de goiabeiras, laranjeiras e outras árvores carregadas de frutos, incluindo uma buriti, os que aceitarem o agradável convite para ouvir as 10 faixas do seu novo álbum, o segundo da carreira e que acabou de sair do forno – conforme ele mesmo, à lenha, já que não foi assado com pressa para assim ser melhor degustado, de forma que guardasse todos os sabores de uma autêntica iguaria de roça à qual se incluiu pitadas de baunilha urbana em doses certas para não macular o equilíbrio da receita elaborada para transitar entre o campo e a cidade.

Casa Aberta é uma mescla de música caipira, MPB e folk dedicada ao parceiro de estrada Salatiel Silva (São Paulo), mas todos os que já integram a lista que forma o público sempre crescente de Wilson Teixeira e os eventuais que se juntarem no caminho com certeza nela vão querer passar temporadas: o cantor e compositor de Avaré (SP), além da tradicional viola de dez cordas, sentou-se ao piano e, entre outros instrumentos, também toca na roda violão aço, ganzá e ukulelê.

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649 – Cláudio Lacerda no Imagens do Brasil Profundo: a arte de melhorar o que já é ótimo!

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Cláudio Lacerda, cantor e compositor paulistano, acompanhado por Daniel Franciscão (viola caipira) e Leonardo Padovani (violino), protagonizou na noite de quarta-feira, 16, mais um dos seus memoráveis shows, durante o qual cantou na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, sucessos da carreira que já soma três álbuns gravados, um prestes a ser colocado à disposição dos amigos e fãs (inúmeros, mas ainda poucos para um artista da sua magnitude e capacidade interpretativa e veia composicional!) e vários projetos dedicados à pesquisa, preservação e divulgação das tradições populares que abastecem o inesgotável e rico manancial da  música regional e de raiz nacionais, concebidos e costurados independentemente não sem mergulhar em dedicados estudos.  Cláudio Lacerda atendia ao convite do curador do projeto Imagens do Brasil Profundo, o professor de Sociologia Jair Marcatti, e mais uma vez provou: quando ele sobe ao palco o que já é normalmente ótimo pode ficar ainda melhor!

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