1384- Banda de Pau e Corda (PE) lança disco de inéditas após 29 anos e busca dialogar com diferentes gerações de artistas nordestinos

Grupo pernambucano imprime sua marca em novo álbum que mistura temáticas regionais, canções românticas e letras de cunho político

jornaslistas antifascistasEm atividade desde 1972, a Banda de Pau e Corda é um dos grupos mais longevos da música popular brasileira. Integrante de um movimento de renovação da sonoridade criada no Nordeste, que tinha como epicentro o Recife (PE), o grupo foi responsável, junto a nomes como Quinteto Violado, Geraldo Azevedo e Alceu Valença, por criar uma canção popular urbana com características marcadamente nordestinas. E fez disso a sua missão. Após quase 30 anos sem entrar em estúdio para gravar um trabalho solo, o grupo lançou, em 23 de abril, um novo álbum. Missão do Cantador, título que dá nome ao álbum e também à sua faixa de abertura, marca uma espécie de retorno da Banda de Pau e Corda à sua essência. O álbum sai pelo selo Biscoito Fino, com produção assinada por José Milton e capa de Elifas Andreato.

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1348 – Burro Morto, Zabé da Loca, Jackson Envenenado, Flávio José: conheça, ouça e curta conterrâneos de Genival Lacerda no blogue Música da Paraíba

Álbuns de ritmos e gêneros tradicionalmente nordestinos ou resultantes de fusões aparentemente incongruentes  compõem o  eclético cardápio de músicos e  de grupos conterrâneos de Zé Ramalho, Chico César e Socorro Lira disponíveis para serem baixados na faixa

“Nós somos irmãos por afinidade/já que a humanidade ergueu-se do pó/a mãe Natureza não tem preconceito/nem separa o peito para um filho só…” Otacílio Batista

A Covid-19 levou, recentemente, Genival Lacerda, um dos ícones da nossa cultura popular, que deixou como legado uma copiosa obra de valorização de ritmos nordestinos como o forró, o xote e o coco.

O Rei da Munganga conquistou várias gerações e sua majestade de quase sete décadas se espraiou para além do Nordeste a partir de sua cidade natal, Campina Grande (PB), contagiando o Brasil inteiro. Seu legado, certamente, ainda terá força e representatividade por muitos mais anos; o mercado comercial da música pode, logo menos, até começar a interferir e se mexer para que seja imposto ao gosto popular um novo ídolo, à feição do mainstream, contudo, assim como as contribuições de Luiz Gonzaga e outros nordestinos, será muito difícil, mesmo que a indústria do entretenimento force a barra, desidratar a marca do criador de Severina Xique Xique e todo o conteúdo cultural que seu nome carrega!

Mas, por outro lado, a internet tem amantes e críticos e tanto pode entrar na roda para promover, quanto para denegrir e esvaziar talentos, ajustando seus holofotes para incensar A ou B segundo conveniências de emissoras, mídias e empresas do mercado fonográfico. Vendo pelo lado bom, trata-se uma ferramenta capaz de integrar e ampliar boas ofertas de entretenimento e trabalhos culturais dos mais interessantes, reduzindo por meio do compartilhamento as distâncias e tornando mais democrático o contato entre o artista e os fãs, ajudando a formar novos públicos; fazendo aquilo que o Sr.Brasil, Rolando Brasil, chama de “tirar o Brasil da gaveta”. E os blogues cumprem bem este papel à medida a qual seus idealizadores e mantenedores (geralmente idealistas e um pouco desparafusados) se esforçam para garimpar e trazer à luz obras escondidas ou esquecidas pelo Brasil profundo à dentro.

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1170 – Rock, baião e psicodelia fervem no caldeirão de “Paêbiru”, bolachão mais caro da MPB

Quase todo o lote da única prensagem do disco lançado em 1975 por Lula Cortês e Zé Ramalho, tema de março da série  Clássico do Mês, além da fita master, foi destruída por uma enchente em Recife. Os álbuns que sobraram estão em poder de colecionadores ou fora do pais a preço de ouro, por não menos de R$ 4 mil

O Barulho d’água Música retoma neste final de março a série Clássico do Mês, dedicada a um álbum que marcou época na música brasileira. Nesta atualização o disco escolhido é Paêbirú: Caminho da Montanha do Sol¹ também conhecido simplesmente por Paêbirú ou Peabiru, bolachão duplo de Lula Côrtes Zé Ramalho lançado em 1975 pela extinta gravadora Rozenblit. Paêbiru é o único trabalho lançado em parceria entre os dois, o segundo de Lula Côrtes e o primeiro de Zé Ramalho. Contém uma miscelânea de gêneros musicais como o rock psicodélicojazz, e ritmos regionais do Nordeste e é considerado um dos primeiros discos não declarados da psicodelia brasileira. Chegou a ser o vinil com maior valor comercial no Brasil: bem conservado, um disco da edição original na mão de colecionadores não custaria menos que R$ 4 mil ou até mais. Paêbiru vem acompanhado de um livro que traz estudos sobre a região e informações sobre a lenda do Caminho da Montanha do Sol.

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1130 – Ednardo (CE) rememora “Romance do Pavão Mysterioso” em duas rodadas, no Sesc Belenzinho (SP)*

Cantor e compositor que já conta com 45 anos de trajetória volta à São Paulo para apresentar com sua banda repertório do seu mais famoso disco, cuja faixa-título é inspirada em um clássico folhetim da literatura de cordel
* Com Eliene Verbena, Verbena Comunicações

A unidade Belenzinho do Sesc da cidade de São Paulo reservou o palco de seu teatro para as apresentações de Ednardo, um dos mais aclamados cantores e compositores do país. Natural de Fortaleza (CE), Ednardo e a banda de sete músicos que o acompanham – entre os quais o violeiro Manassés de Sousa, que participou da gravação do disco e assina trabalhos importantes da música brasileira desde a década dos anos 1970 — serão atração nos dias 1º e 2 de dezembro para relembrarem, na íntegra, as músicas do primeiro e mais famoso disco dele, Romance do Pavão Mysteriozo (veja detalhes na guia Serviços). Os shows integram o projeto Álbum da unidade, pelo qual o Sesc visa a remontar a memória da música brasileira por meio de registros fonográficos.

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1116 – Cátia França, Consuelo de Paula e Déa Trancoso cantam em “Mamelucas”, no Sesc Pompeia

Show é uma das atrações da I Mostra Elas em Cena, que terá encontros inéditos entre compositoras com o objetivo de proporcionar contato e  troca entre sonoridades e processos criativos de diferentes universos musicais

As cantoras e compositoras Cátia de França (PB), Consuelo de Paula (MG) e Déa Trancoso (MG) protagonizarão uma apresentação inédita no Espaço Cênico do Sesc Pompeia no próximo sábado, 13, como atração da I Mostra Elas em Cena. Em Mamelucas, nome dado ao show, as três revelarão sinergias, organicidades e cumplicidades, envoltas em muitas texturas cheias de profundos diálogos e espiritualidades, convidando o público a abraçar as composições poéticas, os sentires e os saberes da gênese cultural brasileira. O Sesc, que costuma ser britanicamente pessoal, marcou o início da cantoria para 21h30 e está limitando a venda de ingresso, já iniciada tanto pela internet, quanto na bilheteria da casa, a dois por pessoa (veja guia Serviços)

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1076 – Xaxado Novo (SP) lança segundo álbum com registros de show promovido no Auditório Ibirapuera

O Xaxado Novo, formado em 2013 e, atualmente, integrado por cinco músicos paulistas, está lançando o segundo álbum, Xaxado Novo ao Vivo, registro sonoro com 13 faixas da apresentação promovida em 10 de dezembro de 2016, no Auditório Oscar Niemeyer do Ibirapuera, em São Paulo, experiência que o grupo relata como “noite mágica e encantada, que marcou nossas vidas e apresentou um espetáculo único e inédito, que sempre sonhávamos fazer”. Para ser gravado, o disco finalizado em maio de 2017 utilizou recursos dos próprios músicos somados à vaquinha virtual (crowdfunding) pela plataforma Catarse e conta com as participações de Gabriel Levy (sanfona), Ricardo Herz (violino popular) e Orkestra Bandida (coletivo dedicado à difusão de música oriental) que dividiram o palco do Ibirapuera com o Xaxado Novo.

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1037 – Single lançado por Katya Teixeira homenageia Violeta Parra e Margarida Maria Alves

A cantora e compositora paulistana Katya Teixeira está com single novo já disponibilizado pela Tratore Digital para audição. Violetas e Margaridas retrata a mulher dentro do contexto social e histórico, do campo às grandes metrópoles, e apresenta duas versões da mesma canção, em português e espanhol. A música integra a coletânea Herencia Rebelde – Trovadoras Sin Fronteras en la Ruta de Violeta, lançado no Chile por Cecília Concha Laborde em homenagem ao centenário de nascimento de Violeta Parra, em 2017, com 51 cantautoras latino-americanas.

O centenário de nascimento de Violeta Parra foi comemorado em 2107 no Chile e em vários lugares do mundo que admiram músicas como Volver a los 17 e Gracias a La Vida, que ela compôs

A exemplo de Violeta Parra, que foi uma mulher a frente de seu tempo e deu voz a seu povo por intermédio de sua arte, dentre tantas temos Margarida Maria Alves, no Brasil, a primeira mulher a lutar pelos direitos trabalhistas no estado da Paraíba durante a ditadura militar e que acabou pagando com a vida por suas posturas e convicções, abatida na cidade onde nascera (Alagoa Grande), em 12 de agosto de 1983, uma semana depois de ter completado 50 anos, na presença do marido e do filho. 

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1018 – Do Vale do Pajeú para o mundo: Maria Dapaz traduz em suas canções a alma festiva e musical dos brasileiros

O Barulho d’água Música apresenta aos amigos e seguidores que ainda não a conhecem Maria Dapaz, cantora e compositora pernambucana, residente em São Paulo e que já soma 17 álbuns na bagagem, lançados entre 1981 e 2015.  Desta prodigiosa obra, o blogue destaca Outro Baião (2013), indicado ao 25º Prêmio Brasileiro da Música, promovido em 2014. Gravado em Recife, capital do estado natal de Maria Dapaz,  Outro Baião, conforme destaca o texto de apresentação disponível no sítio eletrônico da artista, é “uma explosão de brasilidade”. O autor do artigo, Luis Avelima, comenta, ainda, que o álbum a consolida como uma das compositoras de grandes possibilidades, traduzindo em suas canções a alma de um Brasil festivo e musical.

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846 – “Alucinação”, álbum que fez de Belchior mais do que apenas um rapaz latino-americano, completa 40 anos

Belchior, um dos mais consagrados, inspirados e lúcidos cantores e compositores da música popular brasileira motivou o portal de notícias 247 a produzir, em 23 de maio do ano passado, uma matéria especial que teve por mote os 39 anos do álbum Alucinação, que hoje, portanto, já se aproxima dos 40.  A empreitada para escrever sobre o disco e o cearense de Sobral que ao vencer o IV Festival Universitário da Música Brasileira em agosto de 1971, concorrendo com Na Hora do Almoço, iniciou a trajetória que o firmaria entre as mais fulgurantes estrelas da constelação da música nacional foi confiada a um jornalista com nome de poeta. Khalil Gibran, então, começou recordando em seu texto no qual nos apoiaremos que Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, ou simplesmente Belchior, teve infância simples, de menino do interior. Porém, a Sobral da sua meninice era uma cidade repleta de sons, cores e poesia que iluminariam seu imaginário. Para ajudar, o contato com a música começou dentro da própria família: o pai tocava sax e flauta, enquanto a mãe cantava no coro da igreja local.

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760 – Grupo Ilumiara lança álbum Cantos de Trabalho no Cine Teatro Brasil, em Beagá (MG)

O Grupo Ilumiara promoverá neste domingo, 13, o show de lançamento do álbum Cantos de Trabalho, a partir das 19h30, no Cine Teatro Brasil Vallourec, em Belo Horizonte (MG). Formado por Alexandre Gloor, Carlinhos Ferreira, Leandro César, Letícia Bertelli e Marcela Bertelli, o Grupo Ilumiara tem repertório marcado por cantigas que vêm dos mestres da tradição em Minas Gerais e de fontes sonoras e textuais de diversos outros pesquisadores tais como Mário de Andrade e Ayres da Mata Machado. O disco, gravado e mixado por Bruno Correa e masterizado por Chico Neves, tem arranjos elaborados pelos músicos Kristoff Silva, Rafael Martini, Felipe José e Leandro César, que também realizou a produção musical. Sérgio Pererê cantará como convidado em faixa especial sobre os Vissungos, cantos tradicionais dos negros da região de Serro e Diamantina (MG).

Cantar e trabalhar são necessidades humanas universais. Em cada tempo e lugar, o  teor da vida indica o entoar de cantigas, de danças e de batuques que se ligam a gestos e modos de fazer. Das peculiaridades étnicas, geográficas, históricas e culturais deriva o universo diversificado dos chamados Cantos de Trabalho. É inspirado por esse universo que o Grupo Ilumiara produziu este primeiro disco, totalmente dedicado aos cantos de trabalho. O Ilumiara é um dos grupos que vem apresentando este tema como convidado do projeto do Sesc Sonora Brasil,  que prevê a realização de 130 concertos em todos os estados do Brasil, a partir de julho. Os giros prosseguirão até o segundo semestre de 2016, passando neste ano pelas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste. Na segunda fase, em 2016, será contemplado o público das regiões Sul e Sudeste.

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