1482 -Violeira vencedora do 6º PPM, Laís de Assis (PE) lança primeiro disco, Ressemântica

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Álbum da pernambucana, com participações de Graça Nascimento, Renata Rosa e Adelmo Arcoverde, está nas plataformas e, em breve, ganhará versão física

A vencedora do 6° Prêmio Profissionais da Música (PPM) da categoria Violas e Violeiros deste ano, a pernambucana Laís de Assis lançou no final de novembro o primeiro disco da carreira, Ressemântica, disponível nas principais plataformas digitais e com o qual abrimos neste dia 4 as tradicionais audições matinais dos sábados aqui no Solar do Barulho, em São Roque (SP). Tema na quinta-feira, 2 de dezembro, do programa Revoredo, apresentado na Rádio USP FM pelo maestro José Gustavo Julião de Camargo, Ressemântica é envolvido pela essência do feminino ancestral em suas 13 faixas dedicadas à exploração de novas sonoridades da viola nordestina, mas cuidadosas ao preservar o singular sotaque dessa linguagem. A maioria das composições foi composta e arranjada pela própria Laís de Assis, cujo perfil foi tema da recente atualização 1430, publicada em 24 de agosto aqui no Barulho d’água.

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1477- Concha Acústica do Taquaral, em Campinas (SP), recebe música caipira no dia 27 de novembro

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Apresentação do Projeto Oficinas de Música Caipira terá participação especial de João Paulo Amaral Trio

 Os alunos do projeto Oficinas de Música Caipira, realizado na Escola Estadual Francisco Barreto Leme, situada no distrito de Joaquim Egídio, em Campinas (SP), realizarão apresentação gratuita na Concha Acústica do Taquaral neste sábado, 27 de novembro, a partir das 17 horas. O público poderá ouvir clássicos como O Menino da Porteira, Chico Mineiro, Romaria, e conhecer também o trabalho do João Paulo Amaral Trio. João Paulo Amaral é professor de viola caipira e coordenador artístico do projeto Oficinas de Música Caipira. Neste concerto levará ao palco algumas músicas do seu álbum mais recente, Aço da Terra, gravado com seu trio formado por Alberto Luccas (baixo acústico) e Cleber Almeida (bateria), além de receber outros convidados. O músico natural de Mogi das Cruzes (SP) está completando 20 anos de carreira dedicados à viola caipira (viola de 10 cordas) e possui experiência nacional e em palcos de Portugal, Espanha, México, Inglaterra e Estados Unidos. É pesquisador e compositor que se destaca por propor novos caminhos musicais para esse instrumento centenário. Pós-graduado em Música pela Universidade de Campinas, defendeu o primeiro mestrado sobre a viola caipira do país, com pesquisa sobre o violeiro Tião Carreiro.

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1406 – Rainer Miranda de Brito (SP/PI) lança quarto álbum da série Áspero, concebida para a viola em realejo

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As seis faixas de A comitiva de notícias e outras histórias foram gravadas artesanalmente e em fita cassete, com encarte feito à mão, e em breve estarão nas plataformas digitais

Rainer Miranda de Brito, violeiro e antropólogo radicado em São Raimundo Nonato (PI)

Compositor do Interior paulista, nascido em Votorantim, cidade da região de Sorocaba situada a cerca de 110 quilômetros da capital São Paulo, Rainer Miranda de Brito, atualmente residente em São Raimundo Nonato (PI) é violeiro autodidata e antropólogo. Conforme declarou recentemente em entrevista ao jornalista Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, da Revista Ritmo Melodia, Rainer desenvolve no estado nordestino como docente da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), situado no campus Serra da Capivara, um projeto de extensão para ensino e fomento da viola de dez cordas no semiárido piauiense, o VÁRIA Artes e violas na Caatinga. Em um perfeito casamento entre os ofícios de professor universitário e de músico, como um dos métodos e estratégias para resgate e afirmação de uma das possíveis afinações para a viola de dez cordas, a realejo, há sete anos ele vem lançando álbuns da série batizada Áspero, que define como “melodias estranhas para estórias de povos de lugar algum” ou “uma empreitada de narrativas instrumentais de uma viola de dez cordas”.

A série começou em fevereiro de 2014, com Queda & Regresso, prosseguiu com Duas Derradeiras, de maio de 2017, e a Casa de Héstia, de março do ano passado. Neste mês, a obra que Rainer espera completar com seis volumes ganhou o quarto: A comitiva de notícias e outras estórias, cujo repertório narra “estórias sobre a chegada de notícias em um pequeno povoado, uma carta de lembranças entre irmãos e boatos sobre a menina que seguindo um assovio na caatinga deixou de ser gente para ser um pé de espinheira”. Todas as músicas dos quatro títulos já disponíveis de Áspero podem ser ouvidas e baixadas a partir do portal que o autor desenvolveu para dar suporte ao projeto — gratuitamente, inclusive –, mas para o álbum mais recente a novidade é que A comitiva… também foi gravado e produzido em fita cassete!

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1363 – Ricardo Vignini (SP), 30 anos de estrada, recebe convidados em seis apresentações virtuais*

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Violeiro paulistano vai se apresentar entre 20/3 e 4/4 e abre vaquinha eletrônica para álbum triplo, reunindo discos lançados em 2020, e livro

* Com Graciela Binaghi

O violeiro, compositor e produtor musical Ricardo Vignini chegou aos 30 anos de carreira e para celebrar a marca promoverá em seis apresentações virtuais o Projeto Reviola, contemplado pela Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, por meio da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e do Ministério do Turismo do Governo Federal. Os concertos começarão sempre às 18 horas, com rodadas aos sábados e aos domingos, entre 20 de março e 4 de abril, com transmissão pelo canal de Vignini. Entre os convidados, ele receberá Adriana Farias e Alzira E; Socorro Lira e Uli; e Zé Geraldo e Tuia. Fernando Nunes (baixo) e Ricardo Berti (bateria) também estarão no palco.

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1343- Marcos Assunção (MS) lança método para violeiros aprendizes e anuncia terceiro disco instrumental

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Livro que ganhará três volumes resulta de pesquisa que leva o estudante ao encontro de uma linguagem híbrida e contemporânea durante curso para dominar o instrumento

O guitarrista, violonista, violeiro e compositor Marcos Assunção publicou recentemente o método Viola Brasileira Volume I, um trabalho de pesquisa musical que leva o aprendiz e estudantes ao encontro de uma linguagem híbrida e contemporânea e que o autor envia pelos Correios aos interessados. A iniciação à leitura de partituras que ele oferece neste trabalho busca aproximar ainda mais a viola caipira à sistematização metodológica desenvolvida para outros instrumentos, dando ao estudante a oportunidade de dialogar com outros gêneros da música popular brasileira e de concerto.

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1274 – Com Bruno Sanches e seu belo disco Do Barroco às Barrancas do Rio, abrimos os trabalhos em 2020

Solista inventivo, cantor e arranjador, violeiro recentemente vencedor do Prêmio Mimo é considerado pelo professor e pesquisador Ivan Vilela, seu mestre na USP, um músico completo, “aquele que pensa, toca, cria e recria”, elevando a viola um universo sonoro cada vez mais amplo. 

O Barulho d’água Música retoma os trabalhos após a passagem das festas do final de 2019 e nesta primeira atualização de 2020 apresenta aos amigos e seguidores o premiado violeiro paulista Bruno Sanches, nascido em Regente Feijó, “Cidade Pérola da Alta Sorocabana”, situada na região de Presidente Prudente, a cerca de 550 quilômetros a Oeste da Capital do Estado, a cidade de São Paulo. Compositor, cantor, pesquisador e arranjador que se dedica à música desde os 12 anos de idade, Sanches foi destaque em outubro de 2019 e em agosto de 2018 dos programas Sr.Brasil e Revoredo, na TV Cultura e na Rádio USP FM (de São Paulo e de Ribeirão Preto), respectivamente convidado por Rolando Boldrin e pelo maestro José Gustavo Julião de Camargo, e, em ambas as ocasiões, falou sobre a carreira, os projetos e o álbum Do Barroco às Barrancas do Rio. Com 11 faixas instrumentais que mesclam composições próprias com obras de Gaspar Sanz, J.S. Bach, Carreirinho, Dorival Caymmi, Paulo Cesar Pinheiro e Guinga e Augustin Barrios, o disco tem direção artística do professor, pesquisador e compositor violeiro Ivan Vilela, do qual Sanches foi aluno na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP).

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1238- Clareando, do violeiro Emiliano Pereira, evoca laços familiares, paisagens do Paraná e faz tributo ao Velho Lua

Obra integra música caipira, o rock e world music e ritmos como a guarânia e o galope a músicas inspiradas no fandango paranaense e no pagode de viola

  • O álbum independente Clareando, do paranaense Emiliano Pereira, lançado em abril de 2018, foi o que escolhemos para abrir neste 28 de setembro as audições matinais de todos os sábados aqui no boteco do Barulho d’água Música, em São Roque, aprazível cidade do interior de São Paulo.

Residente em Curitiba, Emiliano, além da carreira solo, integra o Trio Serra Acima, ao lado dos violeiros João Triska e Júnior Bier. Formado em Música pela Faculdade de Artes do Paraná, desde 2007 desenvolve pesquisas sobre toques e ritmos da viola de dez cordas, a popular viola caipira, buscando sonoridades desde suas tradições até sua expressão mais contemporânea. Trabalha, ainda, com estilos que vão da  world music e música regional brasileira à música infantil e participou de projetos como o Fandango Paranaense e Orquestra à Base de Cordas de Curitiba. Paralelamente à carreira de músico, é professor e ministra aulas e oficinas de música.

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1113 – Adeus a Luhli, compositora que ao lado de Lucina está na história da cultura brasileira por romper padrões

“Sendo a soma de tudo me aceito humana e divina e numa espécie de mágica a música nunca termina” Luhli

 

Ainda mal digerindo a perda neste mundo terreno do “capitão” Antonio Roberto Espinosa, que ocorreu na terça-feira, 25/9, em Osasco — emblemática cidade da Grande São Paulo onde eu o conheci, pelas mãos dele ingressei no Jornalismo e me tornei o profissional que conforme dizem hoje eu seria –, recebi na noite de quarta-feira, 26, e novamente pela voz de minha companheira Andreia Regina Beillo, a notícia de que cantoras e amigas queridas como Consuelo de Paula e Socorro Lira estavam lamentando a morte de Luhli. Um pouco perturbado pela morte do Espina, puxei pela memória, mas não consegui, no ato da conversa com Andreia, recordar quem fora Luhli; momentos depois, entretanto, outro golpe: constatei que perdíamos nada mais, nada menos, que uma das mais inovadoras, revolucionárias e férteis cantoras e compositoras de todos os tempos da música brasileira, que em minha juventude amei tanto quanto os Beatles, os Rolling Stones, o Pink Floyd, o Iron Maiden, a moçada da Vanguarda Paulista, o 14 Bis, o Chico, o Fagner, o Milton, o Belchior, o Ednardo, a Elis, a Rita Lee, a Lucia Turnbull, a Dulce Quental, o Tarancón, as duplas Tião Carreiro e Pardinho e Tonico e Tinoco; artista que cantando em dupla com Lucina, àquela época ainda Luli, embalou meus anos de utopia durante os quais sonhávamos com o país que o Espinosa defendeu quase que com a vida (aos 20 e poucos anos!) e nos impelia a construir (“ousar sonhar, ousar lutar!”).

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