1160 – “Álibi”, de Maria Bethânia, é o tema de fevereiro da série “Clássico do Mês”

Lançado em 1978, o disco é o primeiro de uma cantora brasileira a ultrapassar a marca de 1 milhão de cópias vendidas, embora não seja o recordista de vendas da chamada “Abelha Rainha” detentora de cinco Discos de Ouro

O álbum Álibi, lançado em 1978 pela cantora baiana Maria Bethânia, com título inspirado em canção homônima do alagoano Djavan, é o escolhido da redação para ser destacado em fevereiro pela série Clássico do Mês, na qual o Barulho d’água Música traz informações sobre um disco que marcou época na canção brasileira. Apenas pelo belo repertório de 11 faixas que trouxe e que há mais de 40 anos muita gente ainda canta, este oitavo disco de Bethânia já seria motivo mais que suficiente para figurar nesta atualização especial, mas e talvez justamente pela seleção de canções que ela interpreta — de expoentes como Djavan,  Gonzaguinha, Chico Buarque e Gilberto Gil, Rosinha de ValençaPaulo Vanzolini, o mano Caetano Veloso, Dona Ivone Lara, entre outros — é preciso acrescentar que Álibi tornou-se ícone por ser o pioneiro de uma cantora brasileira a bater a marca de 1 milhão de cópias vendidas. Além do time de compositores, Bethânia ainda contou com as participações de Gal Costa (Sonho Meu, Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho) e Alcione (O meu amor, Chico Buarque).

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1151 – “Pérola Negra”, álbum de estreia de Luiz Melodia, é o primeiro Clássico do Mês de 2019

Disco que agradou a crítica, mas não caiu imediatamente no gosto popular,     ‘   46 anos depois do lançamento é apontado entre os cem melhores do  país  conforme lista elaborada pela revista Rolling Stone Brasil

O Barulho d’água Música, dando sequência à série Clássico do Mês, dedica esta atualização a Pérola Negra, disco de estreia do saudoso Luiz Melodia. O cantor e compositor lançou o álbum em 1973, sob direção musical de Péricles Albuquerque. O convite para a gravação veio após o sucesso das interpretações de Gal Costa e Maria Bethânia, em 1971 e 1972,  das canções Pérola Negra e Estácio, Holy Estácio, incluída por Melodia entre as 10 faixas do seu trabalho de estreia.

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1499- Voz do Milênio, Elza Soares (RJ) deixa o Planeta Fome e sobe ao Plano Maior, aos 91 anos

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A carioca Elza Soares, uma das mais fulgurantes estrelas da cultura popular brasileira, morreu na tarde de quinta-feira, 20 de janeiro, em sua casa na cidade do Rio de Janeiro. Aos 91 anos, a passagem de Elza ao Plano Maior ocorreu por volta das 16 horas, e, segundo sua assessoria, a cantora e compositora expirou por causas naturais. É uma notícia nada agradável a se dar no começo de um ano em que a pandemia de Covid-19 voltou a assustar e durante o qual será fundamental reunirmos e termos forças para tentarmos devolver ao país a dignidade e a esperança, que, entre outras graves perdas e retrocessos, ficaram a um fio de irem para o ralo em meio ao processo bolsogenocida de desmonte e negação de projetos e políticas sócias e públicas nas mais diversas áreas. Mas, ao menos, pelo que se depreende da nota que trouxe a notícia, Elza se foi em paz e aparentemente sem sofrimento, o mínimo que alguém de sua envergadura e que tantas dores e barras suportou merecia. Agora, que sejam prestadas as justas e devidas homenagens, dispensadas as palavras frias que, por ventura, venham do Planalto Central!

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