1153- Rainha do Mar, Iemanjá é festejada em várias cidades do país; ouça músicas que a homenageiam*

*Com Camila Moraes  (da surcusal brasileira do portal El País) e blogues SignificadoConexão Planeta e iQuilibrio

Odoyá!

Hoje, 2 de fevereiro, cidades como Salvador (BA), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Rio Grande (RS), entre outras, celebram cultos e promovem festas, entre outras iniciativas de louvor, a Iemanjá, orixá feminino de origem africana e presente nas religiões Candomblé e Umbanda. Por sincretismo, entre os católicos é tratada por Nossa Senhora da Conceição — em São Paulo — das Candeias (celebrada, também em 8/12) — na Bahia –, e dos Navegantes — no Rio Grande do Sul. Em Belém, capital do Pará, e São Paulo, devotos organizam procissões e cultos em 8 dezembro, o que demonstra a popularidade desta divindade cujo nome também ocorre iniciado pela letra Y: YemanjáNa África,o nome tem origem nos termos do idioma Yorubá “Yèyé Omo Ejáque significa “Mãe dos filhos-peixe”. 

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1149 – Yamandu Costa e Thadeu Romano aliviam saudades do mestre Dominguinhos em show único no Sesc Pinheiros (SP)*

Repertório  vai passear por músicas dos discos que o violonista gaúcho gravou com o sanfoneiro de Pernambuco, mesclado a sucessos de Tom Jobim, Sivuca, Abel Ferreira, Chico Buarque, Luiz Gonzaga…
*Com Lu Lopes (Rubra Rosa Projetos Culturais)

Yamandu Costa e Thadeu Romano vão apresentar Salve Dominguinhos, trazendo de volta aos palcos composições de Yamandu + Dominguinhos e Lado B (discos que ambos gravaram juntos, em 2007 e em 2010) com uma única apresentação marcada para a noite de sexta-feira, 1º de fevereiro, na unidade Pinheiros do Sesc da cidade de São Paulo (ver guia Serviços). Em 2018 completamos cinco anos sem o sanfoneiro pernambucano que nos deixou em 23/7/2013. Mais do que as saudades, ele nos deixou um legado imenso de obras para música. Seu Domingos, apesar de ter partido aos 72 anos, encantou jovens músicos de várias gerações e, por essa razão, sempre viveu cercado pela novidade da juventude.

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1122 – “O Banquete dos Mendigos”: disco duplo de Jards Macalé e um coletivo de artistas que peitaram a ditadura completa 45 anos

Bolachão foi gravado ao vivo na cidade do Rio de Janeiro,  em clima tenso, com tropas dentro e fora do MAM e ficou seis anos “recolhido” até finalmente ser lançado em 1979, intercalando músicas e os 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que, naquele dia, completava 25 anos

Com o blogue Criatura de Sebo e Jornal GGN

O Barulho d’água Música retoma a série Clássico do Mês para nesta mais nova atualização antecipar a comemoração do aniversário de 45 anos, que ocorrerá em 10 de dezembro, do álbum O Banquete dos Mendigos, gravado ao vivo, em 1973, no Museu de Arte Moderna (MAM), na cidade do Rio de Janeiro. E por que antecipar a matéria sobre este emblemático disco? Para recordar  nestes tempos em que há nuvens sombrias pairando sobre os valores e as instituições que promovem a democracia, o respeito e amor ao próximo, que o show que resultou na gravação do projeto dirigido por Jards Macalé comemorava, naquela ocasião, os 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas também tinha a função de chamar a atenção da população brasileira para a violação, em larga escala e sob aplicação de intensa violência, de direitos civis pelos militares que estavam no poder. Após a Comissão Nacional da Verdade, recentemente, entregar seu relatório oficial sobre as barbaridades cometidas em nome do Estado nos anos de chumbo, cobrou-se a punição aos crimes da ditadura, o fim de seus “entulhos” — resquícios como os “autos de resistência”, que ceifam a vida da juventude negra nas periferias do país, a perseguição às minorias que formam o segmento LGBT,  aos partidários de setores mais à esquerda do espectro político — que candidatos durante as mais recentes eleições voltaram a demonizar, atribuindo a adversários socialistas, por exemplo, pechas e rótulos que não só os desumanizam, como os transformam em “monstros”, trazendo das trevas, por exemplo, a ridícula crença de que “comunistas” são por si só homens maus e que estes “comem criancinhas”, como se dizia naquela época na qual as “fake news” já estavam por ai.   Continue Lendo “1122 – “O Banquete dos Mendigos”: disco duplo de Jards Macalé e um coletivo de artistas que peitaram a ditadura completa 45 anos”

1119 – Conheça João Bid, cantor e compositor de Mairinque (SP), autor de “Ensaio sobre nossas coisas”

Músico natural de Mairinque fez parte do grupo Catavento e também se destaca por premiadas obras na literatura e pela montagem de peças teatrais

O acervo do Barulho d’água Música agora conta com Ensaio sobre nossas coisas, segundo álbum solo do cantor e compositor João Bid, de Mairinque ¹ — cidade situada a cerca de 70 quilômetros da capital de São Paulo, com entrada na altura do Km 67 da rodovia Raposo Tavares, no sentido Sorocaba e que em 27 de outubro completará 128 anos. Ensaio sobre nossas coisas marca o aniversário de 60 anos de Bid, que ele comemorou em 2016, quando lançou o álbum gravado em casa e produzido de maneira independente, reunindo 14 músicas inéditas compostas com 13 parceiros ao longo de quase 40 anos de carreira. “A ideia do disco é celebrar as parcerias musicais que a vida me deu“, comentou o artista, que é acompanhado pelo violão de Matheus Pezzotta, jovem talento da vizinha São Roque e filho do também cantor e compositor Edson d’aisa. O disco pode ser encomendado pelo endereço virtual daisaprodcult@bol.com.br. 

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1106 – Ocupação Dandô, na Unibes (SP), marca cinco anos de premiado projeto itinerante

Vários eventos em torno da música independente que vem motivando a promoção do circuito cultural em homenagem a Dércio Marques serão oferecidos entre quarta-feira e domingo, na estação Sumaré do Metrô SP

Para celebrar cinco anos de estrada do Circuito Dandô de Música Dércio Marques, a União Brasileiro-Israelita de Bem Estar Social (Unibes) Cultural acolherá entre 12 e 16 de setembro a Ocupação Dandô. O evento, entre a quarta-feira, dia da abertura, e o domingo, oferecerá palestras, rodas de conversa, sarau, a exposição fotográfica Olhar da Utopia, oficinas de música e de dança latino-americanas, contações de histórias, mostras regionais e shows já confirmados com João Bá e João Arruda (12/9), Ceumar (13/9), Zé Geraldo (14/9), Alzira E. (15/9), José Delgado, Cecilia Concha Laborde e Analia Garcetti (16/9), além do lançamento da segunda coletânea do projeto, produzida em parceria com a Tratore, e que tem repertório apresentando 27 artistas do Brasil, do Chile, da Argentina e da Venezuela.  Paralelamente à Ocupação, será realizado o 2º Encontro Latino-americano do Dandô com representantes de circuitos parceiros do Chile, da Venezuela e da Argentina, que terá abertura na terça-feira, 11. 

Para ingressos e mais informações visite www.facebook.com/circuitodando e veja abaixo a guia Serviços.

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1095 – Lírica, engajada e cáustica, obra de Gonzaguinha ganha brandura e delicadeza na voz de Mirianês Zabot (RS)

“A voz suave de Mirianês Zabot desliza com segurança pelas canções de Gonzaguinha. A delicadeza dos arranjos ressalta um estilo próprio e é mais do que um convite para se deliciar com os dois: Mirianês e Gonzaguinha”.
Regina Echeverria. Jornalista e biógrafa, autora de Gonzaguinha e Gonzagão Uma História Brasileira, em que se baseou o filme Gonzaga De Pai pra Filho.
Marcelino Lima, com  texto de Oscar Pilagallo, jornalista e escritor

No ano em que o país lembrou um 25 anos do adeus prematuro a Gonzaguinha (2016), a cantora Mirianês Zabot “com voz distinta, suave e límpida” renovou entre nós,  amigos e fãs da obra do filho do Velho Lua, a certeza da eterna presença do compositor carioca, conforme observou à época o jornalista e escritor Oscar Pilagallo. Marianês acabar de gravar o álbum que recentemente enviou para o Barulho d’água Música em tributo ao cantor e compositor de Sangrando,  “com um poder balsâmico capaz de ao cantar transformar aspereza em brandura, rascância em delicadeza, derramamento em contenção”, ainda conforme o texto de Pilagallo — que, abaixo, a partir do segundo parágrafo, seguirá na integra. “E tudo isso enquanto, mais do que preservar a essência do cancioneiro do homenageado, empresta-lhe novas e insuspeitadas possibilidades de interpretação.”

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1094 – Rio Abaixo e Viola de 9 Cordas: lançamentos de Valdir Verona (RS) chegam ao Barulho d’água

A obra do músico de Caxias do Sul é uma das mais ricas do país e reinsere a viola caipira na cultura gaúcha por meio de shows, livros técnicos e discos nos quais toca ritmos nativos como Rancheira, Chamamé, Milonga, Xote e Toada

 

Marcelino Lima

O Barulho d’água Música recebeu recentemente duas novas contribuições para o acervo de álbuns e livros que vimos montando, paralelamente ao trabalho de divulgação da boa música de diversos gêneros e ritmos que é produzida no país. Desta vez a gentileza veio de Caxias do Sul, uma das mais importantes cidades do Rio Grande do Sul, onde vive e produz extensa e valiosa obra o violeiro Valdir Verona. São dois novos discos instrumentais,  Rio Abaixo e Viola de 9 Cordas.

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1072 – Roda ao ar livre, em Beagá, comemora reconhecimento da viola como patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais

Patrimônio cultural imaterial é uma categoria definida pela Unesco que abrange expressões culturais e  tradições que um grupo de indivíduos preserva em respeito da sua ancestralidade para conhecimento das gerações futuras

Marcelino Lima

Os violeiros Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias vão se apresentar, juntos, a partir das 19 horas da quinta-feira, 14 de junho, na Praça da Liberdade, em palco que será armado entre o Memorial Minas Gerais Vale e o Museu de Minas e do Metal da Gerdau, em Belo Horizonte (MG). A cantoria celebrará a análise pelo Conselho Estadual de Patrimônio Cultural de Minas Gerias (Conep) que — antes da roda de viola ao ar livre,  em reunião prevista para começar às 16 horas — analisará o Dossiê do Registro dos Saberes, Linguagens e Expressões Musicais da Viola em Minas Gerais para reconhecimento do instrumento como patrimônio imaterial do Estado. Com direção artística de Chico Lobo e produção da Viola Brasil, o show ao ar livre terá como convidados Letícia Leal, Gustavo Guimarães, o mestre e folião Seu Odorino e a Orquestra Estudo Viola de Betim.

Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias são três dos mais populares representantes da viola caipira em Minas Gerais

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1066 – Pereira da Viola convida Nádia Campos para mais uma rodada do projeto Viola de Feira, em BH

Evento da Picuá Promoções é promovido sempre no último domingo de cada mês durante a Feira Coberta, no Centro Cultural Padre Eustáquio

Marcelino Lima, com Nilce Gomes e Lilian Macedo

A Picuá Produções Artísticas, estabelecida em Belo Horizonte (MG), promoverá em 27 de maio a quarta rodada do projeto Viola de Feira, por meio do qual pretende fomentar e difundir a música de viola caipira oferecendo concertos mensais que transcorrerão no Centro Cultural Padre Eustáquio. Durante as apresentações, ponteado por dois ases do estado, o instrumento de dez cordas será a maior atração, sempre no último domingo de cada mês, a partir das 11 horas. Um violeiro anfitrião receberá outro, convidado, de forma que se possa estabelecer entre ambos e a plateia vínculos culturais, fomentando, ainda, diálogos com a música brasileira. A vez , agora, é de Pereira da Viola, que compartilhará a honra com Nádia Campos.

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