1283 – Em Achados & Perdidos, Luiz Millan (SP) faz “acerto de contas” com a carreira

Disco tem participação de Giana Viscardi e parcerias com Michel Freidenson, Moacyr Zwarg, Plínio Cutait, Marília Millan e Ivan Miziara. Além de músicas próprias, traz novos arranjos para ‘Brazil com S’, de Rita Lee, e Outro Cais, de Eduardo Gudin, entre outras 

O cantor e compositor paulistano Luiz Millan, escolheu o nome do seu quinto disco, Achados & Perdidos, como uma espécie de acerto de contas que ele faz com sua carreira, reunindo músicas novas, outras há muito tempo feitas, além de gravar, pela primeira vez, canções de outros compositores como Rita Lee e Marcos Valle. Nessa empreitada, contou com arranjos do pianista Michel Freidenson, com a cantora Giana Viscardi, e com verdadeiros mestres da música instrumental de São Paulo, como Sylvinho Mazzucca (baixo), Léa Freire (flauta), Edu Ribeiro (bateria), Camilo Carrara (violão) e Adriana Holtz (violoncelo). Na capa, uma foto de Millan em uma das “Reuniões Musicais”, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em 1976.

Continue Lendo “1283 – Em Achados & Perdidos, Luiz Millan (SP) faz “acerto de contas” com a carreira”

1278 – Luiz Vieira (PE) não resiste a infarto na cidade do Rio de Janeiro e bate asas

Cantor e compositor pernambucano vivia em Copacabana e deixou como legado mais de 500 composições, como Prelúdio para ninar gente grande e Paz do meu amor, que marcam gerações

Os amantes da boa música lamentam desde a quinta-feira, 16, o desencarne na cidade do Rio de Janeiro do cantor, compositor e radialista Luiz Vieira (Luiz Rattes Vieira Filho). Uma parada cardíaca levou ao Mundo Maior o autor consagrado por músicas que há anos embalam gerações como A paz do meu amor (Menino Passarinho) e Prelúdio para ninar gente grande, dois dos seus maiores sucessos entre mais de 500 canções que deixou como legado. Vieira, que tinha 91 anos, sentiu-se mal em sua casa em Copacabana na noite anterior e não resistiu às sequelas do infarto. O corpo foi sepultado na tarde de sexta-feira, 17, no Cemitério São João Batista, no bairro carioca de Botafogo.

Continue Lendo “1278 – Luiz Vieira (PE) não resiste a infarto na cidade do Rio de Janeiro e bate asas”

1218 -Luiz Vieira (PE) ganha tributo aos 90 anos em espetáculo gravado e disco pela Kuarup 

Álbum celebra a obra do consagrado compositor através de intérpretes de diferentes gerações em novas gravações 

Um dos maiores e mais autênticos compositores da música brasileira, o músico cantador pernambucano Luiz Vieira, carinhosamente tratado no meio artístico por Menino Passarinho, completou 90 anos em 12 outubro do ano passado e para celebrar esta data especial, um notável elenco subiu ao palco do Teatro Itália, na cidade de São Paulo, dez dias antes, em 2 de outubro. O objetivo era celebrar a música e a poesia de Vieira na gravação do espetáculo que se transformou em um álbum de 20 faixas e rendeu um programa especial para o Canal Brasil, levado ao ar em 26 de janeiro, Um exemplar do disco, lançado recentemente pela produtora e gravadora Kuarup, está sendo tocado no momento em que redigimos esta atualização, gentilmente enviado à redação do Barulho d’água Música pelo diretor da Kuarup Musica, Rodolfo Zanke, ao qual e à cuja equipe agradecemos.

A gravação das 20 faixas levou ao Itália nomes de diferentes estilos e gerações da música brasileira como Daniel, Renato Teixeira, Zeca Baleiro, Maria Alcina, As Galvão, Claudette Soares, Alaíde Costa, Agnaldo Rayol, Agnaldo Timóteo, Moacyr Franco, Ayrton Montarroyos, Socorro Lira, Graça Braga, Anastácia, Verônica Ferriani e Zeca Baleiro, Altemar Dutra Júnior, Célia & Celma, Sérgio Reis, Claudette Soares e Eliana Pittman. A direção musical e os arranjos couberam ao pianista Alexandre Vianna e  a direção artística e a produção a Thiago Marques Luiz.

À época se recuperando de uma pneumonia, Luiz Vieira, por recomendações médicas, não pode comparecer. A ele caberia interpretar ao lado dos filhos mais novos (os gêmeos de 11 anos, Jorge e Luiz) Ponteio (Edu Lobo). Outra ausência sentida foi a de Ângela Maria, inicialmente escalada para coordenar a festa e receber os demais convidados, mas a Rainha do Rádio partiu dias antes, em 29 de setembro. Ela também se tornaria nonagenária em 13 de maio deste ano e também acabou homenageada no show.

O álbum da Kuarup é mais uma obra prima da gravadora que ressurgiu das cinzas, agora nas mãos da competente equipe de Zanke. Resgata e ajuda a tornar ainda mais admirados sucessos de Vieira que já atravessam décadas e estão na memória afetiva de várias gerações como Menino de Braçanã, Prelúdio Pra Ninar Gente Grande (em cuja letra há os versos que renderam ao homenageado o apelido “Menino Passarinho”), Paz do Meu Amor, Inteirinha, Na Asa do VentoGuarânia da Lua Nova. Algumas das vozes que as interpretam agora são contemporâneas de Luiz Vieira e gravaram canções dele nos anos 1950 e 1960, como os Agnaldos e Moacyr Franco,  E o texto de apresentação do álbum é de outro ícone da cultura nacional, o Sr. Brasil Rolando Boldrin, que se inspirou na carreira de Luiz Vieira nos anos 1960 para se tornar o famoso apresentador de causos e canções da televisão brasileira, hoje na TV Cultura. 

Luiz Vieira, natural de Caruaru (PE), tem profícuos 70 anos de carreira. Nesta rica trajetória gravou dezenas de discos, foi apresentador de rádio, de televisão de importantes emissoras e teve músicas gravadas por mais de 100 expoentes da MPB incluindo Maria Bethânia, Rita Lee, Caetano Veloso, Ivan Lins, Zizi Possi, Paulinho da Viola, Fagner, Alceu Valença, Nara Leão, Luiz Gonzaga, Evinha, Cauby Peixoto, Ângela Maria, Marlene, Inezita Barroso, Amelinha, Taiguara e Elba Ramalho, entre outros.

Luiz Rattes Vieira Filho de batismo, recebeu o nome de um dos avôs. Ainda aos dois anos, ficou órfão da mãe, e, antes dos dez se mudou para o estado do Rio de Janeiro para ser criado pelo avô, em Alcântara, município de São Gonçalo. Na ex-capital federal, a cidade do Rio de Janeiro àquela época, exerceu diversas atividades antes de ingressar na vida artística: chofer de caminhão, motorista de táxi, guia de cego, engraxate e lapidário. Ainda criança, cantou em circos e em parques de diversão e somava oito anos ao produzir sua primeira composição.

No início da carreira, Luiz Vieira preferia músicas românticas, valsas e samba-canções. Em uma rodada do programa de Renato Murce, na cidade do Rio de Janeiro, imitou Vicente Celestino, apresentou-se como crooner de orquestra num cabaré do bairro carioca da Lapa e assim conseguiu ser contratado pela Rádio Tupi, por intermédio de Paulo de Grammont. Em 1950, já integrava o cast das rádios Tupi e Record, de São Paulo, que pertenciam às Emissoras Associadas.

A canção Menino de Braçanã, composta em 1953 (em parceria com Arnaldo Passos), tornou-se seu primeiro sucesso, na voz de Roberto Paiva e, em seguida, o cantor Ivon Curi a gravou. No disco dos 90 anos, a interpretação coube a Renato Teixeira, acompanhado, entre outros, músicos pelo acordeonista do momento, Thadeu Romano. (Também participam do álbum  Ronaldo Rayol, ao violão, João Benjamin, ao baixo acústico e  o baterista Rafael Lourenço,)  

Entre 1954 e 1961, além de cantor da rádio e televisão Record paulista, Viera passou, ainda, pela Rádio Nacional (CBN). O programa Encontro com Luiz Vieira, levado ao pela extinta TV Excelsior, no canal 9, de São Paulo, estreou em 1962 e neste mesmo ano Vieira ganharia as paradas de sucesso com a canção Prelúdio Pra Ninar Gente Grande — que no álbum da Kuarup ganhou as vozes da trinca Timóteo, Rayol e Franco. Em 1963, emplacou outro grande sucesso, Paz do Meu Amor (Prelúdio nº 2), que Daniel reinterpretou, abrindo os trabalhos no Teatro Itália.

Luiz Vieira chegou a fazer diversas viagens aéreas por semana para cumprir agendas em cinco programas de televisão, cruzando o país, do Ceará ao Rio Grande do Sul. Também se tornou locutor da Rádio Manchete e é estudioso das músicas de cordel.

Faixas do álbum: 1. Paz do Meu Amor (Daniel)/ 2. O Menino de Braçanã (Renato Teixeira)/ 3. Guarânia da Lua Nova (As Galvão) / 4. Guarânia da Saudade (Ayrton Montarroyos) / 5. Os Olhinhos do Menino (Altemar Dutra Júnior) / 6. Estrada da Saudade (Célia&Celma) / 7. Inteirinha (Claudette Soares) / 8. Na Asa do Vento (Verônica Ferriani e Zeca Baleiro) / 9. Estrada do Colubandê (Maria Alcina e Edy Star) / 10. Pagando o Pato (Raimundo José) / 11. Maria Filó/O Danado do Trem (Anastácia) / 12. Corridinhos da Saudade (Socorro Lira) / 13. Balada do Amor Sublime (Moacyr Franco) / 14. Cativo (Sérgio Reis) / 15. Resto de Quem Parte (Agnaldo Rayol) / 16. Estrela Miúda (Graça Braga) / 17. Nossos Destinos (Eliana Pittman) / 18. Estrela de Veludo (Márcio Gomes) / 19. Poema de Um Bruto (Agnaldo Timóteo) / 20. Prelúdio Pra Ninar Gente Grande/Menino Passarinho (Agnaldo Timóteo, Agnaldo Rayol e Moacyr Franco).

https://music.apple.com/br/album/luiz-vieira-90-anos-ao-vivo/1461566990

Querido amigo e amado poeta LUIZ VIEIRA 

Ao ver você “dobrar” a “Esquina da Vida” (90), cercado de discípulos maravilhosos. numa comemoração tão “arretada”, tive Inevitavelmente que “voar” com o pensamento pra mentalizar os anos quando você apresentava o seu programa de TV. na Excelsior.

Ali. ao VIVO e em preto e branco, você “desfilava” suas obras, contava e declamava belíssimas histórias nordestinas

Foi ali, vendo e assistido emocionado as suas declamações. (Zé da Luz – “Brasil Caboclo”) e vendo a sua impecável Interpretação no seu eterno “MENINO PASSARINHO” que senti passar o meu ANJO bom (que me acompanha até hoje). pra sentenciar-me – Está aí. ROLANDO BOLDRIN Este deve ser e será o seu “caminho”. É Isso que você deve APRENDER a fazer: emocionar as pessoas. contando e cantando um BRASIL de verdade 

Foi ali, assistindo emocionado você, que escolhi o meu “DESTINO” de artista brasileiro. Por Isso, amado Poeta, LUIZ VIEIRA, você foi, ainda é e continuará sendo, eternamente, o meu maior MESTRE. 

Um grande beijo deste seu ETERNO admirador. que por motivos de “Viagem” não estava presente em CARNE-E-OSSO na sua FESTA.

PARABÉNS MESTRE LUIZ VIEIRA

Rolando Boldrin, outubro de 2018 

Braços curtos

A música Menino de Braçanã foi o primeiro sucesso de Luiz Vieira, que a gravou, em 1954, pela gravadora Todamérica, apontou o articulista Paulo Peres, autor em 28 de maio de 2017 do texto Um menino de Braçanã, que trazia Jesus Cristo no seu coração, publicado no portal Tribuna da Internet.

Peres observou:“Braçanã é um lugar situado no Município de Rio Bonito, no Rio de Janeiro, onde Luiz Vieira morou algum tempo. Antigamente, as terras para serem vendidas eram medidas através de braçadas, isto é, a pessoa abria os braços e, consequentemente, contava uma, duas, cem, mil braçadas etc.  Entretanto, se alguém desconfiasse que a medida não estava correta, dizia que a terra parecia ter sido medida pelos braços de uma anã, surgindo, daí, o nome Braçanã”.

Sobre a Kuarup 

Especializada em música brasileira de alta qualidade, o seu acervo concentra a maior coleção de Villa-Lobos em catálogo no país, além dos principais e mais importantes trabalhos de choro, música nordestina, caipira e sertaneja, MPB, samba e música instrumental em geral, com artistas como Baden Powell, Renato Teixeira, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Rolando Boldrin, Paulo Moura, Raphael Rabello, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar, Pena Branca & Xavantinho e Arthur Moreira Lima, entre outros. 

Kuarup Música, Rádio e TV: http://www.kuarup.com.br 

Telefones: (11) 2389-8920 e (11) 99136-0577/ Rodolfo Zanke rodolfo@kuarup.com.br/

 

1200 – Kuarup estreia no audiovisual com série sobre bastidores do pop brasileiro nos anos 1970

A História Secreta do Pop Brasileiro, dirigida pelo jornalista André Barcinski, traz Gretchen, Raul Gil, Os Pholhas, Dudu França e Gilliard entre outros em oitos episódios, a partir do dia 17

Produzida pela Kuarup e dirigida pelo jornalista André Barcinski, História Secreta do Pop Brasileiro revela histórias desconhecidas dos bastidores da música pop brasileira. O lançamento, quando serão apresentados os três primeiros episódios, será no dia 17 de junho, às 21 horas, durante o 11º. Festival In-Edit Brasil. Após a exibição haverá um debate com Barcinski e o produtor musical Hélio Costa Manso, com mediação da jornalista, escritora, curadora e DJ Cláudia Assef.

Quem foram os “clones” brasileiros de astros internacionais como Trini Lopez? Como surgiu a onda dos “falsos gringos”, que revelou, na década dos anos 1970, nomes como Morris Albert e Mark Davis (Fábio Júnior)? Quem foi responsável pela explosão da música infantil nos anos 1980, com nomes como Xuxa e A Turma do Balão Mágico? Quem eram os músicos de estúdio que gravaram – sem créditos – tantos clássicos do nosso pop?

Continue Lendo “1200 – Kuarup estreia no audiovisual com série sobre bastidores do pop brasileiro nos anos 1970”

1183 – Jazz B (SP) recebe Ubaldo Versolato Quarteto para lançamento de álbum de estreia, Portal

Saxofonista de Roberto Carlos e da banda Mantiqueira apresentará Portal, com participações dos filhos Léo e Renata, pela gravadora Kuarup

A audição matinal aos sábados neste dia 04 de maio aqui no boteco do Barulho d’água Música, em São Roque, Interior de São Paulo, começaram com Portal, disco de estreia que o saxofonista Ubaldo Versolato lançará em 10 de maio, em São Paulo (confira a guia Serviço). O álbum nos foi enviado pela gravadora Kuarup, à qual mais uma vez agradecemos em nome de Rodolfo Zanke. O aguardado projeto do músico reúne oito faixas, todas instrumentais, e é o trabalho de estreia do instrumentista paulista que tem mais de 40 anos de carreira.

Continue Lendo “1183 – Jazz B (SP) recebe Ubaldo Versolato Quarteto para lançamento de álbum de estreia, Portal”

1129 – Trompetista Guilherme Dias Gomes lança sétimo disco, Trips, com homenagem a Janete Clair

Músico atuou em discos e em shows de Ivan Lins, Fagner, Leila Pinheiro e Kid Abelha, e produziu trilhas sonoras para novelas e séries da TV Globo, som que une música brasileira e jazz

Para manter a  tradição de todo sábado começar o dia ouvindo um álbum novo aqui na redação do Barulho d’água Música ,  botamos para tocar na vitrolinha Trips, novidade da discografia do trompetista carioca Guilherme Dias Gomes, que recebemos enviado pelo colega Beto Previero, da Tambores Comunicações, ao qual somos gratos.  Para quem está achando o nome do músico familiar, sim: Guilherme é filho de Dias Gomes (1922-1999) e de Janete Clair (1925-1983), que formaram o casal de autores de novela mais bem sucedido da dramaturgia brasileira.  E foram os próprios pais que incentivaram Guilherme à música, como ele contou, observando que Dias Gomes adorava música erudita. O escritor e Janete  tinham vários amigos músicos, como os maestros Claudio Santoro, Alceu Bochinno e Guerra Peixe, por exemplo, e incentivaram o filho a estudar música ainda criança. No princípio eu não gostava muito, mas hoje eu agradeço”, afirmou Guilherme. “O trompete veio aos 12 anos, quando quis entrar na banda do colégio e só tinha vaga para esse instrumento”

Continue Lendo “1129 – Trompetista Guilherme Dias Gomes lança sétimo disco, Trips, com homenagem a Janete Clair”

1124 – Sesc Santo André (SP) programa shows em tributo a Elizeth Cardoso e Catulo Cearense com Zezé Motta e Cláudio Nucci

Edvaldo Santana também foi convidado para apresentação na qual cantará sucessos do seu mais recente disco e da carreira, que já ultrapassa 40 anos, em um show intimista com voz e violão, guitarra e percussão

A unidade Santo André do Sesc de São Paulo programou para este começo de novembro apresentações com nomes marcantes da música popular brasileira. Na sexta-feira, 2, feriado dedicado aos Finados, a entidade receberia a cantora e atriz Zezé Motta para uma homenagem às canções imortalizadas na voz de Elizeth Cardoso, Divina Saudade. Amanhã, sábado, 3, Cláudio Nucci, Rodrigo Maranhão e Mariana Baltar interpretarão músicas do cancioneiro popular em lançamento do disco A Paixão Segundo Catulo, do Selo Sesc. E para o dia 9 o palco estará reservado ao cantor e compositor Edvaldo Santana, que apresentará entre outras músicas do seu oitavo disco, Só Vou Chegar Mais Tarde, com o qual  celebra mais de 40 anos de carreira.

Continue Lendo “1124 – Sesc Santo André (SP) programa shows em tributo a Elizeth Cardoso e Catulo Cearense com Zezé Motta e Cláudio Nucci”

1113 – Adeus a Luhli, compositora que ao lado de Lucina está na história da cultura brasileira por romper padrões

“Sendo a soma de tudo me aceito humana e divina e numa espécie de mágica a música nunca termina” Luhli

 

Ainda mal digerindo a perda neste mundo terreno do “capitão” Antonio Roberto Espinosa, que ocorreu na terça-feira, 25/9, em Osasco — emblemática cidade da Grande São Paulo onde eu o conheci, pelas mãos dele ingressei no Jornalismo e me tornei o profissional que conforme dizem hoje eu seria –, recebi na noite de quarta-feira, 26, e novamente pela voz de minha companheira Andreia Regina Beillo, a notícia de que cantoras e amigas queridas como Consuelo de Paula e Socorro Lira estavam lamentando a morte de Luhli. Um pouco perturbado pela morte do Espina, puxei pela memória, mas não consegui, no ato da conversa com Andreia, recordar quem fora Luhli; momentos depois, entretanto, outro golpe: constatei que perdíamos nada mais, nada menos, que uma das mais inovadoras, revolucionárias e férteis cantoras e compositoras de todos os tempos da música brasileira, que em minha juventude amei tanto quanto os Beatles, os Rolling Stones, o Pink Floyd, o Iron Maiden, a moçada da Vanguarda Paulista, o 14 Bis, o Chico, o Fagner, o Milton, o Belchior, o Ednardo, a Elis, a Rita Lee, a Lucia Turnbull, a Dulce Quental, o Tarancón, as duplas Tião Carreiro e Pardinho e Tonico e Tinoco; artista que cantando em dupla com Lucina, àquela época ainda Luli, embalou meus anos de utopia durante os quais sonhávamos com o país que o Espinosa defendeu quase que com a vida (aos 20 e poucos anos!) e nos impelia a construir (“ousar sonhar, ousar lutar!”).

Continue Lendo “1113 – Adeus a Luhli, compositora que ao lado de Lucina está na história da cultura brasileira por romper padrões”

1101- “Acabou Chorare”, melhor disco já gravado no Brasil, faz a fama dos Novos Baianos sob as bênçãos de João Gilberto

Segundo disco do grupo, tema de mais uma edição da série Clássico do Mês,
tem nome ‘sugerido’ pela então pequenina Bebel Gilberto, segue a cartilha da  transgressão dos músicos e é um grito de protesto em plenos “anos de chumbo” contra a caretice e a tristeza da música que imperavam no pais

O Barulho d’água Música retoma a série Clássico do Mês dedicando esta atualização ao álbum Acabou Chorare, que o grupo Novos Baianos lançou em 1972.  O conjunto de dez faixas deste disco, uma das quais instrumental,  produzido com a bênção de João Gilberto em um ambiente de completa descontração dentro de um sítio situado em Jacarepaguá, na cidade do Rio de Janeiro, sustentam simplesmente o primeiro lugar na lista dos 100 melhores já gravados no país desde 2007, de acordo com avaliações dos críticos da Rolling Stone BrasilAcabou Chorare saiu pelo selo Som Livre, dois anos depois do relativo sucesso do É Ferro na Boneca, carregando influência estrondosa do dândi da Bossa Nova, que expandiu todos os horizontes criativos do grupo.

Continue Lendo “1101- “Acabou Chorare”, melhor disco já gravado no Brasil, faz a fama dos Novos Baianos sob as bênçãos de João Gilberto”

1051 – Segundo disco de Rita Lee, com Os Mutantes, é destaque do Clássico do Mês

Disco atribuído a Rita Lee que levou Os Mutantes ao estúdio pela última vez, tema do Clássico do Mês, foi  primeiro a utilizar a tecnologia multicanais e segundo da carreira da eterna Rainha do rock

Marcelino Lima, com jornal Extra

Hoje É o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida, o segundo álbum de estúdio da cantora Rita Lee, é o disco escolhido como tema de abril da série Clássico do Mês, que o Barulho d’água Música vem publicando desde dezembro. Lançado em 1972 pela Philips Records, por meio do selo Polydor Records. Este disco, na verdade, foi a maneira encontrada pela banda Os Mutantes para aproveitar a inauguração do Estúdio Eldorado — que possuía uma mesa de 16 canais, a única disponível no Brasil naquele momento. O álbum, portanto, é creditado à estrela maior do rock brasileiro, mas na prática acabou colocando na fita toda a banda, de tal sorte que, na prática, o bolachão acabou tendo a honra de ser o último disco gravado pela formação clássica d’Os Mutantes[1] do qual a corintiana confessa fez parte no início da carreira. Os Mutantes já haviam lançado Mutantes e Seus Cometas no País do Baurets naquele ano, mas o contrato com a gravadora só permitia o lançamento de um disco por ano.

Continue Lendo “1051 – Segundo disco de Rita Lee, com Os Mutantes, é destaque do Clássico do Mês”