Barulho d'Água Música

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921 – Saturno, novo álbum de Chico Teixeira, chega às plataformas digitais com homenagens a João Lavraz e Geraldo Roca*

Saturno, nome do terceiro álbum de Chico Teixeira, já pode ser ouvido e pré-comprado na íntegra em várias das mais acessadas plataformas digitais. A novidade que antecede o lançamento do disco físico estreou em 17 de março com dez músicas para fãs e amigos do cantor e compositor paulistano, entre as quais a faixa-título — singela e poética homenagem ao irmão, João Lavraz, que morreu em 1 de novembro de 2014. Song Swan, outro tributo póstumo, é dedicado a Geraldo Roca (parceiro de Paulo Simões em Trem do Pantanal), encontrado morto, em casa, no Natal de 2015. A audição prossegue com A cara da gente, na qual Chico Teixeira e o coautor, Rodrigo Hid, buscaram imprimir características que assinalam como referências o lugar, a identidade e a noção de pertencimento. Continuar lendo

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845 – Relação de vencedores do Troféu Fernando Brant tem Hamilton de Holanda, Chico Lobo, Adriano Grineberg…

Hamilton de Holanda (RJ), Chico Lobo (MG) e Adriano Grineberg (SP) estão entre os vencedores do 2º Prêmio Profissionais da Música, anunciados em Brasília (DF) entre 1º e 3 de abril. O projeto idealizado com o objetivo de reconhecer o potencial e premiar a contribuição de profissionais envolvidos na criação, produção e circulação de obras de arte físicas e digitais relacionados à música contou com 117 finalistas de 39 categorias que compuseram as modalidades Criação (na qual Holanda, Lobo e Grineberg concorreram), Produção e Convergência. Todos os ganhadores levaram para casa o Troféu Fernando Brant, músico mineiro de Caldas (MG) que integrou o Clube da Esquina e se consagrou como compositor de sucessos nacionais como Travessia, em parceria com Milton Nascimento.

Veja abaixo a relação dos contemplados da modalidade Criação e suas respectivas categorias

Autor, Thiago Amud; Instrumentista, Hamilton de Holanda (bandolim); Cantor, Pedro Sá Moraes; Cantora, Verônica Ferriani; Arranjador, André Vasconcellos; Hip-Hop, Lurdes da Luz; Gospel, Anayle Sullivan; Instrumental, Panorama do Choro Paulistano; Rock’n Blues, Adriano Grineberg; Metal & Hardcore, As Verdades de Anabela; Groove & Pop, Aláfia; Raiz Regional, Chico Lobo; MPB, Roberta Campos; Folclore e Cultura Popular, Mawaca; e Samba Choro, Galo Cego.

Os demais vencedores poderão ser conferidos mediante acesso ao linque http://www.ppm.art.br/pt/

Roberta Campos

Roberta Campos (ao violão) faturou o troféu da categoria MPB, na qual concorreu com a parceira do projeto de Manifesto Poesia, Nô Stopa. Nesta foto de Rita Araújo ambas estão no palco do Sesc Belenzinho, de São Paulo


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819 – Edu Sereno, revelação da nova música paulistana, toca e canta na Penha (SP) repertório que prepara para o primeiro álbum*

O Centro Cultural da Penha, um dos bairros mais populosos e tradicionais da zona Leste paulistana, receberá neste domingo, 28, um cantor jovem, da nova safra da cidade, Edu Sereno, que nasceu e cresceu naquele reduto cercado por diversidade musical e cultural das mais significativas. Em pouco tempo de estrada, Edu Sereno já conquistou admiradores em mais de sete capitais e vem ganhando notoriedade cada vez maior. O que impulsiona são letras  provocativas para arranjos urbanos do repertório que fará parte de O pão que o Diabo ama sou, cujas composições, mescladas a outras de Esquinas, Janelas e Canções (2013), comporão a apresentação de 60 minutos prevista para começar às 19 horas, com entrada franca, no Teatro Martins Penna.

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713 – Nô Stopa (SP) recebe Zé Geraldo e amigos para lançar “Manifesto Poesia” em teatro da Moóca (SP)

no e chicoo

A paulistana Nô Stopa está com disco novo na praça, Manifesto Poesia, o terceiro da carreira que já contava com Camomila e Distorção e Novo Prático Coração, este com composições dela e de parceiros como Fernando Anitelli, Roberta Campos,Tata Fernandes, Alexandre Lima e Kleber Albuquerque; Fernando Anitelli também é o produtor do álbum cheirando a tinta. A festa de estreia que Nô Stopa protagonizou no sábado, 31 de outubro, com lotação máxima das poltronas do Teatro Arthur de Azevedo (situado na Moóca, em São Paulo) teve encerramento de gala: amigos e fãs que estavam na plateia formaram um cordão que desceu do palco puxado por ela ao som de Canto do Povo do Mar de Minas, de Kleber Albuquerque, e arrebanhou pelo caminho mais vozes, em coro, rumo ao saguão da casa. Ali, Nô Stopa recebeu abraços, os devidos cumprimentos e autografou exemplares.

No e Ze

Zé Geraldo recitou o poema Obra e cantou Voar, Voar durante o show de Nô Stopa (Foto: Daniel Kersys). A foto de Nô Stopa sorrindo, no destaque, é de Rita Araújo

Mais do que um número de música, o show conferido pelo Barulho d’água Música produzido pela própria Nô Stopa e pela produtora e cenógrafa Sandra Miyaza para a noite de lançamento de Manifesto Poesia teve momentos circenses. Antes de Nô Stopa entrar em cena tocando caxixi em Do que é feito o poema, a banda tomou lugar e surgiu no palco ainda em silêncio, pedalando uma pequena bicicleta, o garoto Gael, para ler “Manifesto é um grupo de muitas pessoas falando a mesma coisa”. Ainda durante a execução desta faixa, ao fundo surgiu Zé Geraldo e recitou o poema incidental Obra, de Marco Aurélio Cremasco. Além do consagrado pai — que regressou para cantar em duo com ela Voar, Voar –, Nô Stopa recebeu os convidados Chico Teixeira, Roberta Campos e os integrantes do Folk na Kombi Bezão e Felipe Câmara, além dos atores Ricardo e Sandra Miyazawa. Os músicos Zeca Loureiro (guitarra), Henrique Alves, Rogério Rochlitz e Gustavo Souza acompanharam a estrela da noite.

O poema não é feito de argamassa aço cimento
O poema é feito de vórtice caos tormento
O poema é feito
De firula dança pouco de vento
O poema não é… Caso desfeito
Brotam carne osso sentimento

Obra, poema de Marco Aurélio Cremasco

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