1251 – Com uma viola caipira nas mãos, Lu Pasinato (SP/PR) revalida ditado “quem puxa aos seus não degenera… e a todos eleva!”

O Barulho d’água Música apresenta aos amigos e seguidores Lu Pasinato, nascido em Parapuã (SP). Por influências de um berço no qual a música sempre teve vez, desde muito cedo Lu Pasinato se sentiu despertado pela música e à medida que cresceu descobriu suas aptidões naturais para instrumentos de cordas,  Em 1989, como ocorre com muitos que acabam conhecendo a viola caipira, rendeu-se à sonoridade singular das dez cordas e ela passou a ser seu instrumento de trabalho, juntamente com a guitarra.

Roberto Prado escreveu recentemente para o programa especial Grandes talentos da música brasileira do Paraná, apresentado por Rogéria Holtz na Rádio Educativa do Paraná (FM 97,1), que o compositor e instrumentista  Luciano Pasinato, o Lu Pasinato, nasceu em 1975. Descendente de italianos e espanhóis, filho de Domingos Pasinato e Antônia Errerias Pasinato, Lu teve o privilégio de ser o mais novo entre cinco irmãos de uma família extremamente musical, na qual a arte fazia parte do dia a dia. Os pais de Lu, conforme apontou Prado, sustentaram a família por muito tempo como barbeiro e costureira, mas logo depois do nascimento dele, decidiram se tornar comerciantes.

A nova atividade dos pais os levou a mudarem várias vezes para cidades de São Paulo e do Paraná, uma vivência que possibilitou ao caçula conhecer muitas pessoas, culturas, paisagens diferentes, formando um vasto arquivo de memórias que até hoje inspiram sua criação. No final dos anos 1980, os Pasinato se fixaram na cidade de Rancharia, na região da Alta Sorocabana, onde Lu passou a infância e a juventude. Nessa cidade do Interior de São Paulo, ele teve um encontro fundamental com a viola caipira, que se tornaria sua grande paixão.

O irmão mais velho de Luciano, Ruba Pasinato, músico profissional, sempre foi a inspiração dele e sua guia no mundo da música brasileira de qualidade. Outra forte referência foi o tio do violeiro, José Errerias. Zequinha do Acordeon, como ficou popularmente conhecido, tocou e gravou com diversos artistas da música sertaneja de raiz na década dos anos 1950 e 1960, pois além da qualidade técnica e criativa, era exímio leitor de partituras. Entre outras funções, Zequinha atuou como acordeonista oficial da dupla Tonico & Tinoco, participando, inclusive, de filmes dos famosos irmãos, ícones até hoje do universo caipira.

Nesta atmosfera musical, desde sempre Lu soube que seria músico profissional, mas com a diferença que, em sua casa, ao contrário da grande maioria, um filho ser músico era visto com ótimos olhos. Assim. desde piá — na escola, nas festas e com os amigos –, os violões sempre acabavam nas mãos de Lu Pasinato. Até que em agosto de 1989, quando tinha 14 anos de idade, Lu viveu uma experiência definitiva: em uma exposição folclórica, realizada no colégio no qual estudava, em Rancharia, travou seu primeiro contato com a viola; deste dia, até hoje, ele nunca mais se separou do instrumento.

Viola caipira Lu Pasinato aprendeu a tocar ouvindo e vendo os grandes violeiros da sua terra, tais quais Espirro, Zé Vilela, Flávio da Amoreira e tantos outros, além de beber nas fontes de mestres como Tião Carreiro, Renato Andrade, Almir Sater,  Goiano e Mazinho Quevedo. A partir deste aprendizado, foi adquirindo identidade sonora, experimentando, criando, agregando o toque de viola original que desenvolvia ouvindo outros ritmos em sua casa.

Lu Pasinato começou a carreira profissional ainda aos 15 anos, tocando guitarra em bandas de bailes de Rancharia e região, enquanto, ao mesmo tempo, desenvolvia sua técnica pessoal de encantar com a viola caipira. Em 1996, veio para Curitiba a convite do baterista Wagner Venceslau, o Waguinho Batera, hoje radicado em Maringá (PR), para tocar guitarra em uma casa noturna. Mas o que Lu Pasinato queria, mesmo, como ele próprio recorda, era mostrar sua violinha na grande Capital, abrir espaço para o seu modo diferente de tocar e compor com o instrumento.

A vinda para Curitiba, portanto, significou uma importante guinada na formação e na carreira de Lu Pasinato. Foi naquela cidade que pode trocar ideias e aprimorar a técnica e a criatividade em contato com grandes instrumentistas. Na Capital do estado gravou também seus dois álbuns autorais, Mudernage e Aldeia, e vem atuando intensamente como instrumentista em gravações e em concertos no Brasil e no Exterior, acompanhando artistas como João Pedro Teixeira, Hermeto Pascoal e Cacao de Queiroz, para ficar apenas em alguns exemplos. Além disso, ministra frequentes workshops e oficinas de viola caipira nas quais divide com os alunos a técnica, a história e a paixão pelo instrumento.

Lu Pasinato também tem atuado como violeiro e guitarrista em teatros, casas de shows, bares, estúdios de gravação e como side-man, além de participar ativamente de gravações de discos, DVDs e jingles. Em sua trajetória já acompanhou, gravou e/ou dividiu palcos com João Pedro Teixeira, Hermeto Pascoal e Cacao de Queiróz, Almir Sater, Ivan Lins, Toquinho, Ney Matogrosso, Kleyton e Kledyr, Moraes Moreira, Johnny Alf, entre outros.

Por este precioso currículo, é dos mais requisitados e aplaudidos na cena curitibana e cidades próximas, onde em seus workshops de viola caipira aborda as inúmeras e inusitadas possibilidades sonoras deste instrumento que no estado tem, ainda, representantes tais como Fernando Deghi (embora também paulista, lá radicado), Cláudio Avanso, Emiliano Pereira, João Triska, Oswaldo Rios, o pai e filho Rogério e Victor Gulin, Ricardo Denchuski e Lydio Roberto. Pasinato é endorser das Palhetas Cerne, para a qual assina a palheta Gota 3mm Lu Pasinato, e também do luthier Marcos Jackel, de Curitiba.

A discografia solo é composta pelos dois álbuns anteriormente mencionados, ambos dedicados à viola instrumental. O primeiro, Mudernage (2008), apresenta composições próprias, e o segundo, Aldeia (2014), resgata a viola caipira e seus ritmos tradicionais como o Pagode, a Catira, o Chamamé, a Folia de Reis em composições autorais, mantendo sua identidade tanto nas composições, quanto na execução do instrumento.

Atualmente, Lu Pasinato vem se apresentando em diversas formações de música instrumental, com música brasileira, música regional e jazz. Em 2018, viajou para Paris e na capital francesa gravou Encontro Universal, de João Pedro Teixeira e Cacao de Queiróz. Há alguns dias, em 11 de outubro, foi atração no Centro Cultural Teatro Guaíra da Exposição Ars Sonora que abordou a obra de Hermeto Pascoal, durante a 14ª Bienal de Arte Contemporânea de Curitiba.

Para saber mais sobre e contratar Lu Pasinato ele disponibilizou o número de telefone (41) 99716-9460 e o endereço eletrônico lu_pasinato@yahoo.com.br. Pelos linques abaixo se poderá ouvir seus dois álbuns e baixar e assistir vídeos de suas apresentações e trabalhos. Os dois álbuns podem ser encomendados tanto com o próprio violeiro, quanto com a gravadora e distribuidora curitibana Gramofone, cujo endereço é Rua Curupis, 450, bairro Santa Quitéria, Curitiba, CEP 80310. Para mais informações, os telefones da Gramofone são +55 41 98516-5131 e +55 41 3228-1044 e o endereço eletrônico gramofone@gramofone.com.br

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 Links para saber mais sobre Lu Pasinato:

https://sonhosesons.com.br/catalogo/mudernage-lu-pasinato

SoundCloud:   (Viola e Guitarra)

 

Videos:

 

Cinema Paradiso/Maturitè (Ennio Morricone)  – Viola

Sauveiro – Chamamé Viola Caipira (Lu Pasinato) – Viola

Terra Canção – 2014 (Bloco 1) -Viola

Terra Canção – 2014 (Bloco 2) – Viola

Encontro Universal  Teaser (Paris)

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975 – Viola Quebrada (PR) vai à final do 28º PMB com “Meus Retalhos”; concorrentes são de Jundiaí (SP) e de São Leopoldo (RS).

O disco Meus Retalhos poderá render ao grupo de Curitiba (PR) Viola Quebrada o troféu de melhor da categoria Regional do 28º Prêmio da Música Brasileira (PMB), que será entregue no Rio de Janeiro, em 19 de julho. O álbum lançado em 2015 concorre com Trilhando o Rio Grande (Grupo Rodeio) e Forró por aí (Serelepe), conta com 13 faixas e é o sexto da trajetória do Viola Quebrada — referência não apenas no Sul do país de boa música caipira e de raiz que entremeia às composições próprias clássicos como Flor do Cafezal e Queria, ambas de Luiz Carlos Paraná. O mais recente trabalho apresenta composições e arranjos inéditos para ritmos variados em temas contemporâneos como a defesa da natureza; êxodo rural; fé e festejos populares; e amor, além de outros comuns ao cotidiano do sertanejo conforme leituras de Oswaldo Rios (voz e violão) e Rogério Gulin (violão e viola caipira); ambos formam o grupo com Rubens Pires (acordeon), Sandro Guaraná (contrabaixo) e Marco Saldanha (percussão), além da voz de Mari Amatti. Traz, ainda, parcerias com Consuelo de Paula, Paulo Freire, Rubens Pires, Etel Frota, Chico Lobo, João Evangelista Rodrigues e Roberto Prado. Katya Teixeira, em Flor de Algodão, Álvaro e Daniel, e Daniel Vicentini (viola caipira) em Linda Flor do Paraná, também participam.

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733- De volta à Curitiba (PR), agora no Teatro Paiol, Viola Quebrada lança “Meus Retalhos”

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O palco do Teatro Paiol, uma das mais tradicionais casas de espetáculo de Curitiba (PR), estará reservado para receber na noite de sexta-feira, 20, mais uma apresentação do Viola Quebrada, grupo da cidade que está lançando o sexto álbum, intitulado Meus Retalhos. O show começará às 20 horas.

O Viola Quebrada iniciou a turnê do show Meus Retalhos em São Paulo e depois percorreu seis cidades paranaenses, entre setembro e outubro. O disco tem 13 faixas e reforça não apenas no Sul do país o trabalho do grupo como referência de boa música caipira e de raiz, com composições próprias mescladas a clássicos como Flor do Cafezal e Queria, ambas de Luiz Carlos Paraná.

Em São Paulo o disco foi lançado no auditório da Galeria Itaú Cultural em 17 de setembro, com participações de Mari Amatti e Consuelo de Paula. A plateia ouviu naquela ocasião, ainda, Valeu, de Paulo Leminski, e As mocinhas da cidade (Nhô Belarmino e Nhá Gabriela)*; Valeu se tornou conhecida em 1981 na voz de Paulinho Boca de Cantor (Santa Inês/BA) e As mocinhas da cidade é considerada como o segundo hino do Paraná.

Meus Retalhos reúne composições e arranjos inéditos para ritmos variados, elaborados nos mais recentes seis anos por Oswaldo Rios (voz  violão)e Rogerio Gulin (violão e viola caipira), que formam o grupo com Rubens Pires (acordeon), Sandro Guaraná (contrabaixo) e Marco Saldanha (percussão), e assinaram parcerias também com Consuelo de Paula, Paulo Freire, Rubens Pires, Etel Frota, Chico Lobo, João Evangelista Rodrigues e Roberto Prado. Katya Teixeira, em Flor de Algodão, Álvaro e Daniel, e Daniel Vicentini (viola caipira) em Linda Flor do Paraná, também participam do álbum.

O Teatro Paiol fica na Praça Guido Viaro, sem número, em Prado Velho, Curitiba.

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650- Viola Quebrada (PR) lança “Meus Retalhos”, álbum com o qual percorrerá seis cidades paranaenses

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O Viola Quebrada  iniciou com shows em São Paulo e em Curitiba a turnê do show Meus Retalhos que marcará o lançamento do álbum homônimo, de 13 faixas, sexto trabalho do grupo que está estabelecido na capital paranaense. O Viola Quebrada é uma referência não apenas no Sul do país de boa música caipira e de raiz e entremeia a composições próprias clássicos como Flor do Cafezal e Queria, ambas de Luiz Carlos Paraná, que incluiu no repertório que trouxe ao auditório da galeria Itaú Cultural, em São Paulo, na noite de quinta-feira, 17 de setembro. Nesta apresentação, com as participações de Mari Amatti e Consuelo de Paula, a plateia ouviu, ainda, Valeu, de Paulo Leminski, e As mocinhas da cidade (Nhô Belarmino e Nhá Gabriela)*; Valeu se tornou conhecida em 1981 na voz de Paulinho Boca de Cantor (Santa Inês/BA) e As mocinhas da cidade é considerada como o segundo hino do Paraná.

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646 – Viola Quebrada (PR) inicia em Sampa turnê de lançamento do sexto álbum, “Meus Retalhos”

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O Grupo Viola Quebrada já é uma referência não apenas em Curitiba (PR), mas também em todo o sul do país de boa música caipira e de raiz e será o público paulistano quem terá a primazia de vê-lo apresentar o primeiro show da turnê do álbum Meus Retalhos, novidade que mostrará na noite de quinta-feira, 17 de setembro, a partir das 20 horas, no auditório da Galeria Itaú Cultural. Sexto disco do Viola Quebrada, Meus Retalhos reúne composições e arranjos inéditos para ritmos variados, elaborados nos mais recentes seis anos por Oswaldo Rios e Rogerio Gulin em 13 faixas que incluem as participações de Consuelo de Paula – que se apresentará com o grupo tanto em São Paulo, quanto em Curitiba — Paulo Freire, Rubens Pires, Etel Frota, Chico Lobo e Roberto Prado. 

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