1589 – Marco Bernardo interpreta dez dos maiores autores do piano brasileiro em série aberta com Sinhô e disponibilizada pela Kuarup

Coleção Pianismos do Brasil, do Instituto Piano Brasileiro, ainda terá Lamartine Babo, Ary Barroso, Nabor Pires Camargo, Lina Pesce e Carolina Cardoso de Menezes, entre outros, lançados bimensalmente até abril de 2024

Em dezembro de 2021, numa iniciativa inédita, o Instituto Piano Brasileiro (IPB), sob direção do pianista e pesquisador Alexandre Dias, convidou Marco Bernardo para realizar até o presente momento a gravação de representativas obras de dez compositores referenciais ligados ao piano brasileiro. Em sua maioria, são produções de intérpretes do instrumento, em suas versões originais e inéditas para piano, selecionadas a partir do acervo do Instituto que, de quebra, gerou vídeos de partituras dedicados a cada autor. já disponíveis no canal do IPB

A Kuarup, gravadora conhecida pela dedicação à boa música brasileira, soube da iniciativa e, imediatamente, decidiu encampá-la e levá-la ao público por meio da distribuição do projeto em formato de série nas plataformas digitais. Até o momento, a maioria dessas partituras jamais fora gravada tal como escritas para o piano. Agora, pela primeira vez e por conta da prolífica parceria entre o IPB e o pianista Marco Bernardo, apadrinhado pela Kuarup, poderemos ouvir o pianismo desses verdadeiros mestres, responsáveis pelo estabelecimento dos padrões da música popular brasileira tal como a conhecemos hoje.

O álbum Pianismos do Brasil Volume 1 – Sinhô, de abertura do projeto dos dez compositores, foi lançado em 14 de outubro pela Kuarup, com exclusividade nas plataformas digitais. Traz 16 das mais representativas músicas de Sinhô, batizado José Barbosa da Silva (1888-1930), pianeiro carioca aclamado como O Rei do Samba. Na fase antecedente à chegada do disco, o público teve acesso aos singles Jura! e Gosto Que Me Enrosco. Autor destes outros entre estes dois sucessos (consagrados, por exemplo, na voz de Zeca Pagodinho, e no caso de Jura!, com Pagodinho, tema de abertura da telenovela O cravo e a rosa, exibida pela Rede Globo entre 2000 e 2001), Sinhô ganha, agora, o disco com versões originais e inéditas para piano, selecionadas a partir das 107 partituras resgatadas até o momento e disponibilizadas pelo IPB em http://institutopianobrasileiro.com.br/post/visualizar/107_partituras_de_Sinho_Jose_Barbosa_da_Silva_agora_disponiveis. Os vídeos das respectivas partituras estão em https://youtube.com/playlist?list=PLKya-u1rrLopagtLLUx6Q6t14AOcHBPiv.

A cada dois meses, será lançado um novo volume; a Kuarup manterá a estratégia de dar uma “canja” e liberar dois singles por vez antes do disco, até a 10ª edição, que em abril de 2024 deverá encerrar a série. Em dezembro, sairá Pianismos do Brasil – Volume 2 – Nabor Pires Camargo. Após uma pausa, no começo do ano, em fevereiro, o terceiro álbum, Pianismos do Brasil – Volume 3 – Hekel Tavares, e assim sucessivamente a cada sessenta dias seguindo ordem que estará informada ao final desta atualização.

O repertório do primeiro álbum inclui clássicos como o samba-canção Jura! (1928); o choro canção Gosto Que Me Enrosco (Florzinha), de 1928/29; a marcha carnavalesca O Pé de Anjo, de 1919; o samba carioca Quem São Eles? (Não Era Assim Que Meu Bem Chorava), de 1918; o samba de partido alto Que Vale A Nota Sem o Carinho da Mulher?, de 1928; o sambinha Sabiá (Schiu! Schiu!), de 1927; o samba-canção Deus Nos Livre dos Castigos das Mulheres… (O Preto Que Tinha Alma Branca), de 1928; e o samba de partido alto Fala Meu Louro, de 1919; além de duas curiosidades musicais: o choro Kananga do Japão, composto entre 1918 e 1919 e, graças a Pixinguinha (que o guardou de memória e gerou uma partitura e que foi apresentado com o famoso Grupo da Guarda Velha em um programa radiofônico da Rádio Tupi nos anos 1950), o ragtime Pianola, que encerrará o álbum, composto em 1919 e guardado de memória por Augusto Vasseur, pianista, violonista, compositor, professor e amigo de Sinhô, e que veio a registrá-lo em seu bolachão de vinil de 10 polegadas Sala de Espera do Cine Avenida, lançado pela gravadora Sinter (1957), cuja partitura foi tirada de ouvido e editorada por Alexandre Dias.

Até o momento, as partituras de Sinhô jamais haviam sido gravadas da maneira como foram escritas para piano. Assim, pela primeira vez, poderemos ouvir o pianismo de Sinhô, que possui um estilo virtuosístico marcado por vários ornamentos, saltos na mão esquerda, além dos baixos característicos. Sim, Sinhô! Viva, Sinhô!

Pianismos do Brasil, calendário de lançamento dos dez álbuns da série

1. Sinhô – Outubro [] 2. Nabor Pires Camargo – Dezembro[] 3. Hekel Tavares – Fevereiro de 2023 [] 4. Carolina Cardoso de Menezes – Abril de 2023 [] 5. Ary Barroso – Junho de 2023 [] 6. Lina Pesce – Agosto de 2023 [] 7. Aurélio Cavalcanti – Outubro de 2023 [] 8. Costinha – Dezembro de 2023 [] 9. Augusto Vasseur – Fevereiro de 2024 []10. Lamartine Babo – Abril de 2024

Sinhô, pseudônimo de José Barbosa da Silva, é natural do Rio de Janeiro (RJ), nascido em 18 de setembro de 1888 e falecido em 4 de agosto de 1930. Compositor dos primórdios do samba, cujas músicas foram publicadas entre 1917 e 1930, das quais se destacam Jura!, Gosto Que Me Enrosco e Kananga do Japão, frequentador das reuniões na casa da Tia Ciata e pianista das lojas de instrumentos e editoras de partituras Casa Beethoven e Carlos Wehrs, tocava (inclusive violão) em clubes carnavalescos como Kananga do Japão e Ameno Resedá.

FILHO DE PEIXE…

Natural da cidade de São Paulo, Marco Bernardo  nasceu em uma família de talentosos músicos pelo ramo paterno, que muito o influenciaram: seu tio Ciccillo (Francisco Bernardo) foi violinista-spalla das orquestras Sinfônica Brasileira (OSB) e da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, além de músico requisitado em importantes gravações nas décadas dos anos de 1940 a 1960. Já o tio Arthur Bernardo foi violonista, vocalista, compositor e um dos fundadores do célebre conjunto Demônios da Garoa. Estudou piano com os professores Rosa Lourdes Civile Melitto, Lourdes França, Gilberto Tinetti e Lina Pires de Campos. É diplomado em Licenciatura em Educação Artística com Habilitação em Música pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Conheça o site de Marco Bernardo: www.marcobernado.com

Leia também aqui no Barulho d’água Música sobre Marco Bernardo: 

https://barulhodeagua.com/tag/marco-bernardo/

Especializada em música brasileira de alta qualidade, o seu acervo concentra a maior coleção de Villa-Lobos em catálogo no país, além dos principais e mais importantes trabalhos de choro, música nordestina, caipira e sertaneja, MPB, samba e música instrumental em geral, com artistas como Baden Powell, Renato Teixeira, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Rolando Boldrin, Paulo Moura, Raphael Rabello, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar, Pena Branca & Xavantinho e Arthur Moreira Lima, entre outros.

 

1585- Mário Sève lança Ouvindo Paulinho da Viola, dedicado aos 80 anos do sambista

#MPB #Samba #Choro #MúsicaInstrumental #CulturaPopular #RiodeJaneiro

Disco com capa de Elifas Andreato traz entre as faixas duas composições inéditas mescladas a composições consagradas do homenageado. E terá concerto para lançamento no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Em 12 de novembro Paulinho da Viola, consagrado personagem de nossa história musical, completará 80 anos de idade e para marcar a data a produtora e gravadora Kuarup já disponibilizou (exclusivamente nas plataformas digitais) Ouvindo Paulinho da Viola, disco com 12 choros que traz temas consagrados como Choro Negro e Sarau Para Radamés, apresenta obras com parceiros e duas inéditas, o choro Chuva Grossa Molha Mesmo e a valsa Carinhosa, compostas com Mário Sève, autor do álbum. Flautista, saxofonista e integrante do seleto grupo de Paulinho da Viola, Sève é também coautor do choro Vou-me Embora Pra Roça, lançado no álbum Sempre se Pode Sonhar, do compositor e sambista. O lançamento do álbum Ouvindo Paulinho da Viola terá direito a um concerto de Sève, programado para duas rodadas no Theatro Municipal do Rio de Janeiro (sala Mário Tavares) em 16 de novembro, às 17 e às 19 horas.

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1574- Natália Lepri e André Siqueira costuram voz e violão em disco lançado pela gravadora Kuarup

#MPB #Violão #CulturaPopular

Com a espontaneidade dos concertos ao vivo, Macramê foi gravado em apenas dois dias. Traz em 13 faixas releitura de clássicos brasileiros e latino-americanos, com a participação de André Vercelino. O disco está disponível nas plataformas digitais e em versão física.

O álbum Macramê, que tem distribuição e lançamento pela produtora e gravadora Kuarup nas plataformas digitais, surgiu do diálogo musical criativo e constante dos artistas. O duo formado por Natália Lepri (voz) e André Siqueira (violão, violão barítono, viola caipira e flauta contralto), traz em sua textura o conceito do contraponto, linha versus linha, ponto contra ponto, como princípio criador. O formato camerístico e a opção de utilizar os instrumentos alinhavando linhas melódicas, além do acompanhamento harmônico tradicional, geram texturas pouco ouvidas neste formato de violão e voz.

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1568 – Gilson Peranzzetta e Marcel Powell lançam Pro Tião, com participação de Alaíde Costa, no Blue Note,

#MPB #Violão #Piano #MúsicaInstrumental #CulturaPopular #ProdutoraeGravadoraKuarup

Disco pelo selo Kuarup homenageia o violonista paraense Sebastião Tapajós, com músicas inéditas dos autores e clássicos instrumentais do gênero

Texturas, entrelaçamento de cordas, cores, suavidades, sonoridades, timbres, vigor, emoção pura. Estas são as imagens sugeridas pelo encontro do pianista e maestro Gilson Peranzzetta com o violinista Marcel Powell em Pro Tião, álbum lançado e distribuído pela gravadora Kuarup e que ganhará concerto na casa noturna Blue Note, situada na cidade de São Paulo. A dupla estará no palco na sexta-feira, 9 de setembro, a partir das 20 horas, em encontro cujo disco homenageia o violonista paraense Sebastião Tapajós, falecido em outubro do ano passado.

A arte dos dois instrumentistas imprime à formação de duo dimensão nova e surpreendente, foge dos sotaques conhecidos para formular uma sonoridade peculiar. Nas 11 faixas estão contidos sedimentos culturais do Brasil, retratados pela diversidade de ritmos e gêneros. Peranzzetta e Powell protagonizam solos e ao tocarem juntos trocam funções e sensações em busca de inéditas dinâmicas. Ora com a mão esquerda ao piano, Peranzetta busca os baixos e desenha a harmonia para que Powell evolua ao violão, ora o violão serve de apoio para o piano, o que brinda o público com um espetáculo mágico.

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1559 – Maria Marcella (RJ) lança álbum em homenagem aos João Bosco, Donato e Gilberto

#MPB #Literatura #ContosdeFadas #CulturaPopular

Maria Canta João é o segundo epê da jovem intérprete carioca pela gravadora Kuarup e já se encontra nas plataformas digitais

As tradicionais audições aos sábados pela manhã na redação do Barulho d’água Música, aqui no Solar do Barulho, na Estância Turística de São Roque (SP), começaram neste dia 23 de julho com Maria Canta João,  epê da intérprete carioca Maria Marcella que já está disponível desde maio nas plataformas digitais. O belo álbum de seis faixas, lançado pela gravadora Kuarup, revisita parte da obra de João Bosco, João Donato e João Gilberto. Marcella vem conquistando seu merecido espaço no cenário nacional desde a parceria com músicos renomados como Dori Caymmi em Dentro D’Água (2020) e Gilson Peranzzetta no epê anterior, Mudanças do Amor (2021). Marcella, agora, brinca com o conto clássico João e Maria para prestar a reverência aos três grandes Joões da música brasileira, conforme ela declarou.

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1552 – Deo Lopes e Victor Mendes se unem e lançam pela Kuarup disco em parceria com canções inéditas

 Álbum Concerto Sentido  está disponível nas plataformas digitais e em cedê traz a obra do poeta do interior de São Paulo

Deo Lopes e Victor Mendes apresentam o disco Concerto Sentido, álbum que tem distribuição nas plataformas digitais e em formato físico pela produtora e gravadora Kuarup. Com composições inéditas de Deo Lopes, importante compositor do Vale do Paraíba, do Interior de São Paulo e uma das principais referências da MPB e da música regional do país, o disco é fruto do encontro entre duas gerações.

O trabalho nasceu após a participação de Deo na turnê de Nossa Ciranda, álbum solo de Victor Mendes, que saiu em 2017. Desde então os músicos se aproximaram e passaram a fazer releituras de músicas gravadas nos anos 1980 e 1990 em cinco elepês de Deo Lopes. Aos poucos, novas canções surgiram e tomando corpo com a convivência, os dois artistas deram origem ao projeto. Com a sutileza e a força da presença de Deo Lopes, Concerto Sentido aproxima dois artistas e gerações por meio da música.

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1543 – Kuarup lança livro que resgata a história da gravadora carioca Forma

#MPB #CulturaPopular #CinemaNovo #EditoraKuarup

O jornalista Renato Vieira lança livro sobre a gravadora carioca que
lançou importantes discos da música brasileira como os Afro-Sambas,
de Baden Powell e Vinícius de Moraes, e a trilha sonora de Deus e o
Diabo na terra do Sol

Tempo Feliz A História da Gravadora Forma, do jornalista e escritor Renato Vieira, com distribuição pela editora Kuarup, já chegou às livrarias de todo o país, com preço a partir de R$50. O livro traz uma pesquisa completa sobre a gravadora Forma, um ousado selo carioca fundado pelos jovens Roberto Quartin e Wadi Gebara, que esteve em atividade entre 1964 e 1967 até fechar as portas por causa de dívidas. “Em 2014 conheci o Gebara, um dos donos da Forma, que tinha toda a documentação sobre a gravadora e queria contar sua história”, afirmou Renato Vieira sobre o início do processo. A Forma lançou importantes discos para a música brasileira como Os Afro­ Sambas, de Baden Powell e Vinícius de Moraes, Coisas, de Moacir Santos, Inútil Paisagem, de Eumir Deodato, e as trilhas sonoras dos filmes Deus e o Diabo na Terra do Sol e Esse Mundo é Meu, entre outros. “Trata-se da história de um sonho que deu errado financeiramente, mas em termos artísticos ficou e permanece até hoje, observou Vieira. “Eles eram dois jovens que gostavam de música e apostaram tudo nisso.”

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1523 – Nino Karvan reedita os três primeiros álbuns para as plataformas digitais pela Kuarup

#MPB #Rock #Blues #Rap #Samba #ChoroCanção #Brega PsicodeliaNordestina #Coco #Galope #Baião #Xote #ArtesPlásticas #CulturaPopular #Simão Dias #Aracaju #Sergipe #ReidoBaião #LuizGonzaga

Álbuns são Mangaba Madura, José e Aquarela Pra Pandeiro, remasterizados

O cantor e compositor Nino Karvan relançará em formato digital, com distribuição da Kuarup, os três primeiros álbuns autorais da carreira. Ainda inéditos, os discos serão disponibilizados nas plataformas digitais até junho e o primeiro a ser remasterizado, Mangaba Madura (2001), que abre sua discografia, já pode ser ouvido desde 1° de abril. Depois, de acordo com o calendário bolado entre a Kuarup e o músico sergipano, chegarão José (2014) e Aquarela Pra Pandeiro (2006). O processo de remasterização coube a Ricardo Vieira, maestro e arranjador e produtor musical.

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1513 – Renata Arruda (PB) lança disco com clássicos de sambas para comemorar 30 anos de carreira

A cantora e compositora paraibana Renata Arruda estreia na gravadora e produtora Kuarup com o lançamento de novo álbum com sambas clássicos e o inédito Foi Embora, de sua autoria, que segundo a artista, foi a maior dor de cotovelo que ela já compôs. Já com onze discos na carreira, este é o segundo disco do projeto Roda de Samba, lançado em 2013 a partir de repertório que Renata Arruda cantou em João Pessoa, Capital do Estado. O espetáculo deu tão certo que os músicos que a acompanham sugeriram registrar todas as canções apresentadas. Como os shows tinham mais de 25 canções e mais de duas horas de duração, parte do conteúdo entrou no primeiro trabalho e o restante ficou guardado para o lançamento de agora. As músicas foram escolhidas com o único critério: sambas que a cantora gosta de cantar.

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