1072 – Roda ao ar livre, em Beagá, comemora reconhecimento da viola como patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais

Patrimônio cultural imaterial é uma categoria definida pela Unesco que abrange expressões culturais e  tradições que um grupo de indivíduos preserva em respeito da sua ancestralidade para conhecimento das gerações futuras

Marcelino Lima

Os violeiros Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias vão se apresentar, juntos, a partir das 19 horas da quinta-feira, 14 de junho, na Praça da Liberdade, em palco que será armado entre o Memorial Minas Gerais Vale e o Museu de Minas e do Metal da Gerdau, em Belo Horizonte (MG). A cantoria celebrará a análise pelo Conselho Estadual de Patrimônio Cultural de Minas Gerias (Conep) que — antes da roda de viola ao ar livre,  em reunião prevista para começar às 16 horas — analisará o Dossiê do Registro dos Saberes, Linguagens e Expressões Musicais da Viola em Minas Gerais para reconhecimento do instrumento como patrimônio imaterial do Estado. Com direção artística de Chico Lobo e produção da Viola Brasil, o show ao ar livre terá como convidados Letícia Leal, Gustavo Guimarães, o mestre e folião Seu Odorino e a Orquestra Estudo Viola de Betim.

Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias são três dos mais populares representantes da viola caipira em Minas Gerais

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1015 – Contribua para a volta do “Oscar da Viola Caipira”, prêmio nacional de incentivo à cadeia produtiva da viola

Ficará aberta somente até 27 de janeiro a campanha que por meio de uma das plataformas nacionais de crowdfunding visa a arrecadar contribuições para a realização de nova edição do Prêmio Nacional de Excelência da Viola, que os organizadores divulgam como sendo “O Oscar da Viola Brasileira”. A meta é atingir ao menos R$30 mil, montante que permitiria promover, ainda neste ano, a quarta edição do evento, nos moldes das anteriores, e acolher inscrições para mais de 20 categorias — das quais, cinco de cada, receberão certificados e troféus que serão entregues aos indicados n“A Noite de Gala da Viola”. Aos contribuintes estão previstas recompensas que variam de acordo com o valor cedido e que incluem, por exemplo, o direito de chancelar o evento com suas marcas, obtendo, assim, destaque em todas as divulgações diárias em mídias sociais como Facebook, Instagram, Twitter e mídia espontânea, além de outros benefícios a serem negociados.

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927 – Violeiro Levi Ramiro lança “Purunga”, novo álbum solo e nono da carreira

1-Vasilha feita com a casca de plantas cucurbitáceas.(cabaças)
2-Planta da família das Cucurbitáceas(Lagenaria Vulgaris).Porongo

Barulho d’água Música vem sendo embalado por novidades fonográficas recentemente lançadas, aprovadas com louvor e com mais dez pontos de bonificação nos testes de excelência da redação: nunca antes na história deste veículo ouvimos tanta música de qualidade, material de incontestável contribuição para nosso cada vez mais precioso acervo e que tem deixado o quarteto Pablito Neruda, Leopoldo Rogério, Maria Júlia e Abigail Cristina visivelmente felizes! A mais recente aquisição, enviada de Pongaí (SP),  chegou com o remetente Levi Ramiro, uma saudação particularíssima nos desejando saúde e paz e um “som purunguístico”. Purunga, álbum despachado no interior do envelope, é o nono da carreira do violeiro, compositor e artesão, um dos mais respeitados nas rodas da música caipira e regional. Mais do que gravar 17 inéditas músicas (entre as quais quatro instrumentais), Levi Ramiro procurou revelar aos amigos e fãs etapas da confecção de uma nova viola [neste caso feita de cabaça], ilustrando o encarte com fotos de Adriano Rosa nas quais aparece em sua oficina particular manuseando ferramentas e dando vida ao instrumento.

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848 – Violeiro Anderson Baptista não resiste à gripe H1N1 e morre em Campinas (SP)

O Barulho d’água Música lamenta informar que ocorreu na manhã de hoje, 8 de abril, a morte do músico e violeiro Anderson Baptista de Jezus, que ao lado de Rodrigo Nali formava o Duo Catrumano, de Campinas, além da dupla Anderson e Rodrigo Nali.

Ainda jovem, Anderson completaria 28 anos em 7 de junho, mas após uma semana internando no hospital da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Pucc) perdeu a batalha que travava para resistir às complicações da Influenza H1N1, a temida gripe suína, conforme notícia confirmada pelo produtor cultural José Carlos da Silva, da Juá Cultural Produção e Eventos. O velório começará às 16h30 no Cemitério Parque das Flores, situado na avenida Deputado Luis Eduardo Magalhães, 1505, que fica no bairro de Campinas Cidade Satélite Íris. O sepultamento do corpo ocorrerá amanhã, durante a manhã.

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753 – Sesc Pinheiros (SP) traz Duo Catrumano para concerto que encerra Série Erudita Viola em Concerto

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O Duo Catrumano será a atração da rodada que encerrará nesta quarta-feira, 9, a Série Erudita Viola em Concerto, promovida pela unidade Pinheiros do Sesc de São Paulo, com curadoria do violeiro e professor Ivan Vilela. Formado pelos violeiros Rodrigo Nali e Anderson Baptista, o Duo Catrumano estará no palco do teatro situado no 3º andar a partir das 20h30, com ingresso limitado a quatro por pessoa. A entrada será proibida após o início do concerto. 

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741- Duo Arcoverde (PE), precedido por conferência de Lia Marchi, movimenta a Série Erudita Viola em Concerto (SP)

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O Sesc Pinheiros promoveu na noite de quarta-feira, 25, a penúltima rodada da Série Erudita Viola em Concerto, projeto que desde agosto, com curadoria do violeiro, compositor e professor Ivan Vilela procura levar o público a um mergulho ao universo da viola, desde suas origens seculares até o contexto contemporâneo, desdobrando-se numa série de concertos, palestras e masterclasses que desvendarão o instrumento. Ivan Vilela recebeu desta vez Lia Marchi, para uma nova conferência, e, depois, o palco coube ao Duo Arcoverde, formado pelos pernambucanos Adelmo e André Arcoverde, pai e filho. Antes da apresentação dos Arcoverde, Vilela comentou que por conta das festas natalinas a última sessão da Série está antecipada para 9 de dezembro, a partir das 19 horas. Naquela data a conferência terá por tema O caipira, modos de ser e de não ser, com José de Souza Martins. O show reunirá o Duo Catrumano, dupla formada por ex-alunos de Vilela, os violeiros Rodrigo Nali e Anderson Baptista. 

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674 – Canções de São Francisco, novo álbum de Gustavo Guimarães (MG), celebra a fraternidade, o amor à frugalidade e à natureza

 

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Gustavo Guimarães é natural de Diamantina e e está radicado em Belo Horizonte (MG) Foto: Paulo Tadeu Pinto

Há dois dias, em 4 de outubro, domingo, ocorreu a data dedicada ao louvor de um dos santos mais amados e singelos do Catolicismo, mas que encontra seguidores e admiradores também entre outros panteões pelos valores universais que praticava: São Francisco de Assis. Frade franciscano que teve o hábito da pregação itinerante e marcado pelo despojamento que marcou sua vida (*Assis, 5 de julho de 1182 , — +3 de outubro de 1226), São Francisco de Assis inspirou o violeiro e compositor Gustavo Guimarães a promover um novo trabalho, o álbum Canções de São Francisco, com 14 composições próprias nas quais cantam ideias e visões de mundo do santo sinônimo de simplicidade, respeito à natureza e amor a todas as criaturas. 

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668 – Sesc Pinheiros (SP) promove com Renato Varoni e Marcus Ferrer segunda noite da Série Erudita Viola em Concerto

O Barulho d’Água Música acompanhou na noite de 30 de setembro a segunda rodada da Série Erudita Viola em Concerto, que entre agosto e dezembro, mensalmente, sempre na última quarta-feira de cada mês, oferecerá concertos, conferências e masterclasses com grandes nomes da viola instrumental brasileira, buscando mostrar a versatilidade deste instrumento que se confunde com a formação histórica do Brasil. Sob a curadoria do violeiro, compositor, pesquisador e professor Ivan Vilela , a Série buscará estabelecer relações, diálogos e contrapontos no intuito de contribuir para a ampliação e formação de repertório do público em geral.

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Os convidados do dia 30 de setembro foram os cariocas Renato Varoni e Marcos Ferrer. Varoni ministrou a palestra Os caminhos da viola no mundo urbano: Rio de Janeiro – século XIX, seguida pelo concerto de Marcos Ferrer. De acordo com ele, após a transferência da corte portuguesa para o Brasil em 1808 e com a recolocação de 15.000 membros da aristocracia no Rio de Janeiro, teve início um processo civilizatório que transformou política, econômica e culturalmente a então capital do país naquele começo de século XIX. O carioca teve de se adaptar a uma inusitada realidade, levando-o a incorporar novos costumes e a rejeitar outros que passaram a ser considerados ultrapassados.

Nesse contexto, a viola, um dos cordofones mais populares no país desde o século XVI, começou a cair em importância no Rio de Janeiro, enquanto o violão e seus similares como a viola francesa (ou “guitarra francesa”) ocuparam, gradativamente, o papel de principal acompanhador da música popular à medida que os anos 1800 avançavam. Renato Varoni apoiou-se em representações musicais na literatura e na iconografia da época paara durante a palestra mostrar como o declínio da viola no Rio de Janeiro esteve atrelado às disputas sociais mais amplas, resultando na desvalorização simbólica do instrumento ante forças que pretendiam europeizar e modernizar a cidade.

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Renato Varoni tem experiência na área de música popular brasileira como músico, professor e pesquisador. Dedica-se desde 2003 à investigação dos cordofones luso-brasileiros, e é especialista em viola de arame. Concluiu doutorado em Etnomusicologia pela Queens University Belfast com a tese Tuning in to the past: the viola and its representations in 19th century in Rio de Janeiro  e mestrado em Musicologia Histórica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com a dissertação Os caminhos da viola no Rio de Janeiro do século XIX , posteriormente ao Bacharelado em Música com habilitação em Música Popular Brasileira também pela UFRJ. Atualmente,escreve artigos sobre a viola e leciona temporariamente na Universidade Federal do Maranhão (MA).

O concerto que Marcus Ferrer apresentou no Sesc Pinheiros seguiu repertório baseado em acurada seleção de diversos compositores nacionais, entre os quais Guerra-Peixe (Prelúdio número 5), Villa-Lobos (Prelúdio número 2), Radamés Gnattali (Estudo número 5), Edino Krieger (Ponteando), Marisa Resende (Psiu!) bem como composições próprias, tais quais Modinha Prelúdio e Toada Serra Mar, além de peças criadas especialmente para o músico, como Casa de Ferrer, Viola de pau, de Jorge Antunes (DF). Nesta execução, o músico inovou utilizando um arco de violino para tocar uma das suas duas violas e a encerrou com a viola segura pela mão esquerda, em posição vertical com a frente voltada para a plateia e elevada enquanto a vibração das cordas e da batida que ele dera no tampo ressoavam pelo ar; Ferrer levou ao palco duas violas, uma das quais, centenária, tocou a maior parte do concerto, afinada em “rio abaixo”, e com a qual também executou ainda os chorinhos Magoado (Dilermando Reis), Carinhoso (Pixinguinha) e Odeon (Chiquinha Gonzaga); o violeiro Neymar Dias prestigiou o concerto e tocou a viola centenária após o encerramento do concerto.

12049618_992422467488790_5496190345852504206_nMarcus Ferrer é professor da UFRJ, doutor em Teoria e Prática da Interpretação, com a tese A viola de 10 cordas e o Choro: arranjos e análises, pela Universidade Federal do Estado do Rio/UniRio. Mestre em Composição, defendeu a dissertação Choros 4 e Suíte Retratos: o Choro visto por Heitor Villa-Lobos e Radamés Gnattali pela Escola de Música da UFRJ. Ferrer ainda é compositor, violonista e violeiro, além de fundador e integrante da Orquestra de Cordas Brasileira com a qual ganhou três prêmios Sharp: melhor grupo de música instrumental e melhor disco de música instrumental; e melhor disco de música instrumental com Chiquinho do Acordeon e Raphael Rabello. Classificou-se em terceiro lugar no II Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola com Toada Serra Mar.

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Próximas atrações da Série Erudita Viola em Concerto

28 de outubro, 19 horas – Conferência com Paulo Castagna: A difusão das violas no Brasil, do século XVI ao início do século XIX/ 20h30 – Concerto: Fabrício Conde (Juiz de Fora/MG)
29 de outubro, 19 horas – Masterclass: A viola percussão de Fabrício Conde
25 de novembro –  Conferência com Lia Marchi: Entre Brasil e Portugal: viola e tradição/ 20h30 – Concerto: Duo Arcoverde, com André e Adelmo Arco Verde (Nazaré da Mata/PE)
9 de dezembro – Conferência com  José de Souza Martins: O Caipira, modos de ser e de não ser/ 20h30: Concerto: Duo Catrumano, com Rodrigo Nali e Anderson Baptista (Campinas/SP)
O Sesc Pinheiros fica na rua Paes Leme, 195,  a menos de 1.000 metros das estações Faria Lima da linha 4 Amarela do Metrô e Pinheiros da CPTM, com saída pela praça Victor Civita. Para mais informações telefone para 11 3095-9400 e visite sescsp.org.br/pinheiros.
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621- Ivan Vilela é atração da rodada de agosto do projeto Canto & Viola, em Belo Horizonte (MG)

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O  compositor, professor e pesquisador Ivan Vilela será a próxima atração do projeto Canto & Viola, que oferece mensalmente apresentações de expoentes da viola caipira nascidos em Minas Gerais, sempre no Cine Teatro Brasil Vallouréc, com coordenação de Luiz Trópia e Tadeu Martins. Ivan Vilela estará no palco nesta quarta-feira, 26, a partir das 19h30. O Cine Teatro Brasil fica na Avenida Amazonas, 315, Centro de Belo Horizonte. Para saber mais e comprar ingresso há o  (31) 2626-1251

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São Francisco Xavier (SP) recebe João Lucas & Léo em show que fará homenagem ao compositor Goiano

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João Lucas e Léo já estão preparando o primeiro álbum e em SFX farão tributo a um dos mestres que os influenciaram, Goiano (Foto: Divulgação Juá Cultural)

 

A dupla João Lucas & Léo é a atração deste sábado, 17, na terceira rodada do Festival São Chico das Violas, que está rolando desde 3 de janeiro no acolhedor distrito de São Francisco Xavier, em São José dos Campos (SP). A apresentação, como nas duas primeiras do ano, começará às 21h30 no Largo São Sebastião, 105, com o ingresso ao custo de R$ 15,00. Promotora do festival, a Photozofia Cozinha e Arte abriu o São Chico com o casal Oswaldinho e Marisa Viana, e, no dia 10, reservou o palco para Ricardo Vignini. Em 24 de janeiro, o convidado será Zeca Collares. A programação será encerrada no dia 31, com Adriana Faria.

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