1281 – Disco Canteiro de Alumiá revisita o Movimento Armorial, com elogios de Antonio Madureira e Ivan Vilela

Dez canções de arranjos artesanais e sonoridade armorial compõem o álbum Canteiro de Alumiá, de Ricardo Dutra e Quinteto Aralume, lançado em agosto de 2019, no Teatro Martins Pena, na cidade de São Paulo, com participação da cantora Letícia Torança e apresentação do violeiro, pesquisador e compositor Ivan Vilela, professor da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP). O disco, disponível nas plataformas digitais, foi o escolhido para abrirmos neste dia 25 de janeiro mais uma rodada das audições matinais que promovemos aos sábados aqui no boteco do Barulho d’água Música. Chamado de “trovador contemporâneo”, o compositor, cantador e instrumentista Ricardo Dutra, com o Quinteto Aralume, de maneira poética e imbuídos de lirismo melódico, abordam nas faixas do álbum histórias do povo brasileiro e a natureza que os rodeia, unidas ao refinamento artesanal dos arranjos que bebem nas fontes do Quinteto Armorial.

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1165- Kuarup lança “Canta Inezita”, álbum que homenageia Rainha da Música Caipira

Consuelo de Paula, Maria Alcina, As Galvão e Cláudio Lacerda interpretam 15 clássicos eternizados na voz da dama da viola,  a imortal Inezita Barroso

Ontem, 8 de março, data dedicada ao Dia Internacional da Mulher, completaram-se quatro anos da morte de Inezita Barroso — apenas quatro dias depois de ela ter completado 90 anos de vida.  Em homenagem à data global e para reverenciar a memória e a obra da Rainha da Música Caipira, o selo Kuarup lançou nas plataformas digitais e nas lojas Canta Inezita, aproveitando o espetáculo gravado ao vivo reunindo intérpretes de diferentes estilos e gerações no teatro do SESC Santo André, em São Paulo, nos dias 17 e 18 de agosto de 2018, com sucessos da apresentadora do programa Viola Minha Viola, cantora, atriz, violonista, professora e folclorista, uma das principais personagens da história da música popular brasileira. O álbum, gentilmente enviado à redação pela Kuarup, pelo qual mais uma vez agradecemos ao amigo Rodolfo Zanke e equipe, foi o escolhido para as tradicionais audições aos sábados pela manhã neste dia 9 de março aqui no Barulho d’água Música.

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1084 – 49º Festival de Inverno de Campos do Jordão (SP) recebe Neymar Dias tocando Bach na viola caipira

Arranjador e multi-instrumentista de São Paulo vai se apresentar no dia 21, às 17 horas, com entrada franca
Marcelino Lima

O compositor, arranjador e multi-instrumentista Neymar Dias será uma das atrações que o 49º Festival de Inverno de Campos do Jordão oferecerá no sábado, 21 de julho, aos moradores e turistas da aprazível cidade da Serra da Mantiqueira, encravada na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. A apresentação, gratuita, está prevista para começar às 17 horas na Capela do Palácio Boa Vista do Governo , com distribuição de pulseiras a partir de uma hora antes do concerto, na portaria do Palácio, limitada à capacidade do local, de 120 lugares. O acesso à Capela se dará com até 5 minutos de antecedência antes de Neymar Dias ocupar o palco; neste horário também será permitida a entrada de fila de espera, limitada à lotação do espaço. Não será permitida entrada após o início do concerto no qual o paulistano executará transcrições na viola caipira de Johann Sebastian Bach (ver programa em Serviços) e composições autorais.

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941 – Primeiro do Brasil a receber cobiçado prêmio na Suíça, Cristian Budu encerra projeto Forte Piano (SP)

Brasileiro de origem romena, o jovem pianista Cristian Budu  encerrará no domingo, 30 de abril, as apresentações do Forte Piano, encontro de diversos escolas e gerações de pianistas que a unidade Ipiranga do Sesc da cidade de São Paulo vem promovendo, sempre a partir das 18 horas. Cristian Budu é dotado de uma musicalidade genuína e de calorosa força de comunicação, traços da personalidade artística internacionalmente reconhecida e que possibilitou alcançar, precocemente, os postos mais altos em concursos nacionais como o Nelson Freire (2010) e o Programa Prelúdio da TV Cultura (2007). Em 2013, aos 25 anos, com direito a dois troféus extras, incluindo o outorgado pelo público, tornou-se o primeiro brasileiro a vencer o Grande Prêmio do Concurso Internacional Clara Haskil, na Suíça, um dos mais importantes e prestigiados do cenário mundial, que elege apenas um campeão por edição e por vezes nenhum; entre os laureados, destacam-se, por exemplo, Richard Goode, Christoph Eschenbach, Mitsuko Uchida e Evgeni Korolyov. Além do grande prêmio principal, também arrebatou o prêmio do público e o prêmio Children’s Corner. No mesmo ano venceu o concurso Wild Card Ensemble Honors Competition, do New England Consevatory, situado em Boston, Estados Unidos.

Cristian Budu tem em sua coleção, ainda, o Premio 2013 (Categoria Jovem Talento) da Revista Concerto, que posteriormente o convidou para gravar, em 2015, o álbum distribuído apenas aos anunciantes. Um segundo convite, no mesmo ano, possibilitou outro álbum solo, este do selo suíço Claves. Budu participou de festivais concorridos, tais quais o J. S. Bach, na Suíça; estrelou, na Alemanha, a série Rising Stars do Festival Frankische Musiktage; o Festival da Radio France; o de Delft, na Holanda; o Rockport Music Festival, dos Estados Unidos; em Campos do Jordão (SP) abrilhantou o Festival Internacional, no qual também fez parte do corpo docente; na série da OSESP, em 2015 e 2016, integrou o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo; a Orquestra Sinfônica de Lucerne e a Orquestra Sinfônica de Jerusalém, entre outros. Já atuou como solista em salas como Jordan Hall, Liederhalle, Ateneu de Bucareste, Sala São Paulo e à frente de orquestras como Orquestre de la Suisse Romande (Suíça), Orquestra Sinfônica da Rádio de Stuttgart (Alemanha), Orquestra Emil Nichifor (Romênia), Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Filarmônica de Montevidéu, Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Orquestra Petrobrás Sinfônica, Orquestra Sinfônica do Paraná, entre tantas outras. 

 

Reconhecido também pela sensibilidade camerística, Budu já dividiu o palco com artistas como Christian Poltera, Jennifer Stumm, Rick Stotijn, Alexandra Soumm, Giovanni Gnocchi, Joseph Conyers e Semion Gavrikov e foi spalla dos segundos violinos da Orquestra Filarmônica de Israel. Atualmente, forma um duo com a violinista suíça Esther Hoppe, vencedora do Concurso Internacional Mozart, professora do Mozarteum, situado em Salzburg, Áustria. 

Quando se mudou para Boston, em 2010, Cristian Budu passou  a hospedar saraus que inspiraram, posteriormente, a criação do projeto Groupmuse (www.groupmuse.com), que alcançou considerável impacto na mídia e ganhou a parceria da Boston Symphony Orchestra. No Brasil, criou o Pianosofia (www.pianosofia.com) com o intuito de promover concertos clássicos em domicílio, protagonizados por amantes da música que frequentemente se encontram e ensaiam; este projeto, que valoriza formações de câmara com piano, planejado para “acordar” pianos que estão “mudos”, logo de início ganhou apoio da Sociedade Cultura Artística. O Pianosofia também prevê a expansão da comunidade por parte do público: todos os membros são conhecidos pessoalmente em saraus que podem ser requeridos por meio de contatos com o portal.

Cristian Budu é Mestre em Performance Pianística pelo New England Conservatory, onde foi bolsista de 2010 a 2012, na classe de Wha Kyung Byun, com quem estuda até hoje. É bacharel em Música pela Universidade de São Paulo (USP) na classe de Eduardo Monteiro e antes disso estudou com Elsa Klebanovsky (pupila de Wilhelm Kempff), Marina Brandão e Cláudio Tegg.

Participou de masterclasses com artistas como Russell Sherman, Menahem Pressler, Maria João Pires, Leif Ove Andsnes, Gilberto Tinetti, Marisa Lacorte, Flavio Augusto, entre outros. Cresceu em Diadema, cidade da Grande São Paulo, à medida que procurava caminhos próprios incentivado pelo brincante Antônio Nóbrega, mestre que o introduziu no universo das músicas e danças tradicionais brasileiras; durante quatro anos, o aplicado aluno do Instituto Brincante se aperfeiçoou com Rosane Almeida e diversos artistas populares, lapidando o talento que rendeu participações especiais em espetáculos do próprio Nóbrega; mais tarde, também em Boston, integrou um quarteto especializado em música brasileira vencedor em 2013 do Honors Competition do New England Conservatory (categoria Improvisação Contemporânea).

Budu tornou-se nos Estados Unidos Mestre em performance pianística, sob tutela de Wha-Kyung Byun e Em Boston é integrante de um quarteto especializado em Choro

Este título abriu portas para diversas apresentações nos Estados Unidos e a gravação de um álbum. Neste mesmo país, tornou-se mestre em performance pianística sob tutela de Wha-Kyung Byun e recebeu bolsa de estudos especial concedida pelo New England Conservatory de Boston. Em 2014, a mesma escola o aceitou para o Artist Diploma — programa de maior prestígio dos conservatórios norte-americanos, que oferece, além de bolsa integral e patrocínio, diversos concertos solo, de câmara e com orquestras.

Recentemente, o CD de estreia no selo suíço Claves (Prelúdios de Chopin e Bagatelas de Beethoven) foi reconhecido com o Editor’s Choice da revista inglesa Grammophone e com o selo 5 Diapasom da revista francesa Diapasom. Gravou também um disco com os Prelúdios de Chopin e as Kreislerianas de Schumann por encomenda da Revista Concerto e o Concerto nº 1 de Tchaikovsky com a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, sob regência de Cláudio Cruz.

O pianista desenvolve carreira intensa como solista e camerista, apresentando-se na América do Sul, Europa, Estados Unidos e Israel em salas como Jordan Hall (Boston), Ateneu de Bucareste, Teatro Municipal de São Paulo, Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Fundação Maria Luísa e Oscar Americano, Museu da Casa Brasileira, entre outras. É  parceiro frequente de Antonio Meneses, com quem se apresentou no Festival Vermelhos (Ilhabela/SP), e na Sala Cecília Meireles (Rio de Janeiro/RJ).

Apresentou recital no Rockport Music Festival (Estados Unidos), ministrou masterclass na University of Massachusetts (Estados Unidos), e participou de diversos concertos em Boston pelo projeto Community Performances and Partnerships.

Com patrocínio do programa Young at Arts, apresentou-se na Romênia como solista junto a Orquestra Emil Nichifor e em recital no Museu George Enescu. Em Israel, apresentou recitais solo e em duo com o violinista Semion Gavrikov a convite da Organização Zfunot Tarbut e participou na Argentina do I Encontro de Pianistas do Mercosul, organizado por Dario Ntaca. Apresenta-se regularmente em festivais como o Klavier-Festival Ruhr, Festival da Radio France e em concertos com orquestras como a Sinfônica da Rádio de Stuttgart, Orquestra Sinfônica de Jerusalém, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), OPES Filarmônica de Montevidéu, entre outros. Em Boston é integrante de um quarteto especializado em Choro.

O projeto  Forte Piano  propõe inéditos encontros entre representantes das diversas escolas brasileiras de piano, sempre aos domingos. Já recebeu o duo Bailado, composto pelo pianista Daniel Grajew e Marcos Paiva, Laércio de Freitas e o duo Hércules Gomes e Rodrigo y Castro. É conduzido por Glauce Passeri.

 

719 – MinC confere a Rolando Boldrin grau de Comendador da Ordem do Mérito Cultural

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A presidenta Dilma Rousseff homenageou na segunda-feira, 9 de novembro, em Brasília (DF), artistas brasileiros agraciados com a Ordem do Mérito Cultural de 2015, concedida pelo Ministério da Cultura (MinC) nos graus Grã-Cruz, Comendador e Cavaleiro a personalidades, grupos ou instituições como reconhecimento por suas contribuições ao país. Com direito a show com Caetano Veloso, que entre outros dos seus sucessos cantou Alegria, Alegria, a edição deste ano teve como maior homenageado o poeta paulista Augusto de Campos – criador, ao lado do irmão, Haroldo de Campos, e de Décio Pignatari, do movimento nacional de poesia concreta, na década de 1950. Entre os laureados vinculados à musica estiveram Daniela Mercury e as Ceguinhas de Campina Grande (Grã-Cruz), Arnaldo Antunes e Rolando Boldrin (Comendador), além de Humberto Teixeira, cearense reconhecido Cavaleiro póstumo por entre outras obras ser o coautor de clássicos em parceria com o Rei do Baião, Luiz Gonzaga (PE).

Rolando Boldrin dispensa qualquer tipo de apresentação. Cantor, compositor, ator de cinema, de teatro, de televisão e escritor, tornou-se o querido Sr. Brasil, deferência pela qual seus fãs e amigos passaram a tratá-lo e que faz referência ao programa que já está há 35 anos no ar, dos quais a década mais recente com gravações no teatro do Sesc Pompeia, em São Paulo, acolhidas pela TV Cultura.

Em 20 de julho, Boldrin pode sentir todo o carinho que merece do público nacional — que alcançou por ser um defensor e promotor dos valores tradicionais da cultura popular — durante o programa especial que a emissora da Fundação Padre Anchieta gravou na Sala São Paulo, com a presença de expoentes como Vital Farias, Saulo Laranjeira, Arismar do Espírito Santo, Jane Duboc, Casuariana, Quinteto Violado e os membros do grupo Pau-Brasil, entre os quais Mônica Salmaso, Léa Freire, Paulo Bellinati, Teco Cardoso e Nélson Ayres. Em 25 de setembro, um pouco menos  de um mês antes de completar 78 anos, Rolando Boldrin recebeu o título de Cidadão Guairense, conferido pela Câmara Municipal de Guaíra, cidade do Interior paulista no qual iniciou a carreira aos doze anos e que integra a região da terra natal, São Joaquim da Barra.

Da lavoura ao cinema, hoje esquecidas

As irmãs Indaiá, Maroca e Poroca são as Ceguinhas de Campina Grande, alusão à cidade paraibana em cujas ruas Francisca Conceição Barbosa (Indaiá), Maria das Neves Barbosa (Maroca) e Regina Barbosa (Poroca) começaram a cantar, antes dos sete anos. O reconhecimento do trio veio em 1999, ano do lançamento do documentário A pessoa é para o que nasce, que conta a vida delas, mas as três vêm se queixando de terem sido esquecidas após o sucesso do filme, conforme relataram em programa da qual foram destaque, levado ao ar pela TV Record, em rede nacional, no dia 4 de outubro, e gravado na residência de uma amiga onde há um ano vivem de favor após perderem tudo que ganharam na carreira por má administração dos gestores dos seus bens.

 As Ceguinhas de Campina Grande já se apresentaram com Gilberto Gil e os Paralamas do Sucesso. Cegas de nascença, as três trabalharam na lavoura desde crianças.  E chegaram a ser alugadas como mão de obra temporária pelo próprio pai, que era alcoólatra. O pai morreu quando Indaiá tinha sete anos e elas passaram a se apresentar nas ruas de Campina Grande, cantando emboladas e tocando ganzá. Com as doações que recebiam, sustentavam 14 parentes.

O repertório do trio, aos poucos, passou a incluir cantigas, cocos e outros ritmos do cancioneiro nordestino que as irmãs reprocessaram com acréscimo de improvisos. Em 1997, foram levadas pelo cineasta Roberto Berliner para uma participação no programa Som da Rua, da TVE. Em seguida, Berliner utilizou as gravações feitas para o programa e montou o documentário de curta-metragem A pessoa é para o que nasce.

O sucesso do curta levou a um convite para participar do festival de percussão Percpan de 2000, em Salvador (BA). O grupo recebeu elogios de Naná Vasconcelos e de Otto, além de ser homenageado numa composição de Gilberto Gil. Em 2004, Berliner lançou a versão em longa-metragem do seu documentário. No mesmo ano as três irmãs receberam pela primeira vez a Ordem do Mérito Cultural.

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O amigo do Rei

Humberto Teixeira, nascido em Iguatu (CE) em 1915, é um dos mais representativos e produtivos compositores da música popular brasileira. Músico e poeta, criou com Luiz Gonzaga clássicos como Asa Branca. Teixeira exerceu mandato de deputado federal e criou lei que leva seu nome para divulgar a arte e a cultura brasileira pelo mundo por meio das Caravanas de Música Popular Brasileira. Conhecido como “O Doutor do Baião” e como “O Grande Poeta da Seca”, faleceu em 3 de outubro de 1979, no Rio de Janeiro.

 

664 – Sr. Brasil agora é também Cidadão de Guaíra, cidade paulista onde cantou pela primeira vez

boldrin guaira

Há pouco mais de dois meses homenageado com um belo programa especial, gravado no auditório da Sala São Paulo, na Capital paulista no dia 20 de julho e levado ao ar em 20 de setembro para comemorar 10 anos do programa Sr. Brasil na TV Cultura, Rolando Boldrin recebeu na sexta-feira, 25, o título de Cidadão Guairense, concedido ao cantor, compositor, ator e escritor pela Câmara Municipal de Guaíra (SP). A honraria, aprovada por unanimidade, é indicação do vereador José Mendonça (PDT) e Rolando Boldrin a recebeu ao encerramento da II Feira do livro e  Fórum Regional de Educação de Guaíra, em solenidade que transcorreu no Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça.

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630 – Trio que Chora e Ione Papas tocam e cantam em festa de nove anos de projeto musical do Aúthos Pagano (SP)

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Nove anos de atividades do projeto Conversa com Verso do Centro Cultural e de Estudos Superiores Aúthos Pagano motivaram as coordenadoras Celina Lucas e Lourdes Casquete a convidar o público para participar do evento comemorativo que ocorreu na tarde de sábado, 29 de agosto, com direito a café coletivo e bolo de festa. Antes da confraternização, desfrutando da bela tarde, a plateia curtiu, desta vez do lado de fora, as apresentações do Trio que Chora e da cantora Ione Papas. Marca registrada do Conversa com Verso nesta jornada de quase uma década, as cantorias costumam ser oferecidas em uma das salas do imóvel localizado em arborizada rua do bairro paulistano do Alto da Lapa , a Tomé de Souza. Ao ser transferida para o quintal naquela ocasião especial, tornou-se ainda mais agradável por transcorrer quase que o tempo todo com sábias cantando — acompanhamento inesperado para Marta Ozzetti (flautas), Cássia Maria (percussão) e Rosana Bergamasco (violão), que formam o Trio que Chora, mais Ione Papas.    

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622 – Rolando Boldrin conta causos e fala sobre a carreira para Persona em Foco, novo programa da TV Cultura

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Rolando Boldrin cantou clássicos como Vide Vida Marvada e fez tributo a vários amigos de São Joaquim da Barra entre os causos que contou no teatro do Sesc Belenzinho (Foto: Roberto Aso)

O mais novo programa da TV Cultura, Persona em foco, no ar desde junho, terá entre suas atrações o Sr. Brasil Rolando Boldrin, que contará vários causos sobre o começo de sua carreira de ator premiado tanto do cinema, quanto da telinha, e que já conta com mais de 30 novelas em seu currículo. Atílio Bari, que coordena o Persona em Foco, conta que o programa possibilita aos artistas narrarem suas trajetórias e fazerem revelações inéditas de momentos emocionantes ou cômicos. Vídeos históricos, fotos e material de arquivos pessoais dos biografados, além de depoimentos de amigos e de colegas de trabalho enriquecem as entrevistas. Continue Lendo “622 – Rolando Boldrin conta causos e fala sobre a carreira para Persona em Foco, novo programa da TV Cultura”

Homenagem ao Sr. Brasil pelos 10 anos na TV Cultura deixa lotada a Sala São Paulo

O Barulho d’Água Música acompanhou, ontem, 20 de julho, a gravação do programa especial que marca os 10 anos do Sr. Brasil, com Rolando Boldrin, na TV Cultura. O apresentador recebeu no palco da Sala São Paulo Mônica Salmaso e o grupo Pau Brasil, Vital Farias, Saulo Laranjeira, Luís Carlos Borges, Arismar do Espírito Santo e Jane Duboc, Casuarina, Luca Bulgarini e o Quinteto Violado, entre outros músicos. E também cantou e declamou, além de contar pitorescos e curiosos causos, uma das marcas do programa. Na plateia que ocupou praticamente todas as cadeiras, Boldrin contou com o prestígio dos músicos que formam o Projeto 4 Cantos Cláudio Lacerda, Luiz Salgado, Rodrigo Zanc, Wilson Teixeira, mais Zé Geraldo, Fábio PorteConsuelo de Paula, Osni Ribeiro, Jaime Alem e esposa Nair Cândia, Daniela Lasalvia, Lucas Ventania, Danilo Gonzaga Moura, do Trio José, e Socorro Lira e vários outros cantadores e artistas de diversos segmentos.

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Barulho d’água Música junta-se à corrente contra o fim do programa Viola, Minha Viola

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Sem muito o que dizer, mas muito, muito, a lamentar: o Barulho d’água Música se engaja à campanha “Digo não ao fim do Viola Minha Viola”, que mobiliza artistas, jornalistas e blogueiros na tentativa de reverter a suposta decisão da TV Cultura, da Fundação Padre Anchieta (SP), de tirar do ar o programa que Inezita Barroso comandou por 35 anos. O mais curioso e irônico é que o anúncio do fim do Viola, Minha Viola, embora ainda não oficialmente confirmado, ganha status de notícia e forte indício de não ser apenas potoca por conta da demissão dos 52 funcionários que o produziam, há pouco mais de um mês depois de a emissora prestar homenagens das mais emocionantes e justas, em 8 de junho, à rainha da música caipira, com uma festa belíssima na Sala São Paulo, com direito à presença do presidente da emissora e uma gama de artistas como Ivan Lins, Renato Teixeira, Paulo Freire, Roberto Corrêa, Renato Borgheti, Neymar Dias, Pereira da Viola, Mococa e Paraíso, mais o CoralUsp e o Regional do Joãozinho. Naquela noite, três meses após a morte de Inezita, o que mais se comentava e se desejava, tanto entre a plateia, como nos bastidores, até mesmo em respeito à memória e à vontade dela, era quando o programa voltaria ao ar. E já se especulava que poderia assumi-lo tanto Lima Duarte, quanto Sérgio Reis, entre os nomes que corriam à boca pequena.

Eu, Marcelino Lima, cresci assistindo ao programa ao lado de meus pais, nos primórdios apresentado pela Inezita e pelo Moraes Sarmento, e considero inadmissível como fã e blogueiro que um patrimônio nacional como o Viola, Minha Viola acabe reduzido a um produto qualquer, que pudesse ser descartado como se fosse um mero enlatado ou série boboca — sobretudo quando esta postura, como sugerem os critérios ou falta deles conforme  se pode ler lá e acolá, parece atender a uma… pauta política! O Viola, Minha Viola chegaria ao fim tragado pela “reestruturação” da emissora — eufemismo para o verdade sucateamento e chegada às instâncias de decisão de uma direção com visão retrógrada, comercial e nada técnica — no qual constaria até gente que teria defendido o mesmo regime que matou um dos seus mais incontestáveis baluartes, o jornalista Vladimir Herzog –, aliada às dificuldades impostas por uma tal “crise econômica” que assolaria o país. São Pedro, desta vez, pelo menos, não ganhou culpa!

Nico Prado, o ex-diretor do programa, publicou o seguinte comunicado, que tem força de um desabafo:

“Gente, deixo claro que minha demissão não representa um por cento da minha tristeza se comparada aos 52 colegas também demitidos e ao fim do Viola, Minha Viola. Centenas de artistas, músicos e uma imensa legião de fãs da música caipira também foram demitidos. Isso sim é irreparável!”

Há tempos também já se lamentava a mesma destruição na programação da Rádio Cultura — que passou a ter playlists mecanizadas e de gosto duvidoso. A comunidade artística se mobilizou contra isso, sem sucesso,  e até agora não se ouviu nenhuma palavra, comentário, explicação, satisfação de autoridades como o próprio governador presidenciável do Estado Geraldo Alckmin (que reduziu as verbas para a emissora em pelo menos 20%, comenta-se) contra estes atentados ao patrimônio cultural não apenas de São Paulo, mas do Brasil.

Haja indignação, ou melhor, não haja! Nesta segunda-feira, 20, novamente na Sala São Paulo, haverá homenagem da Cultura a Rolando Boldrin pelos 10 anos no ar do Sr. Brasil na mesma emissora. Estaremos lá e, esperamos, que não seja esta a última vez que teremos o Boldrin gravando em um palco.  Já estamos, no entanto, com um incomodo bichinho nos fustigando atrás da orelha, os nós dos dedos inchados de bater três vezes na madeira e temendo que apenas a vela que acendemos para São Gonçalo não seja suficiente!

Vamos botar a boca no trombone, gente!? Compartilhe o jogo da velha e a imagem abaixo! E se for ter barulho, chame-nos para engrossar o caldo!

#VIOLAMINHAVIOLAETERNO

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