Barulho d'Água Música

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983 – Prestigie Rodrigo Caçapa (PE), convidado de nova rodada do projeto Violada, na casa Mora Mundo

A casa Mora Mundo, de São Paulo, receberá na noite de sábado, 29 de julho, o violeiro pernambucano Rodrigo Caçapa, convidado de mais uma rodada do projeto Violada – circuito autoral das violas brasileiras. Caçapa será chamado ao palco pelo anfitrião Fábio Miranda (violeiro de Brasília radicado em São Paulo e autor dos álbuns Caravana Solidão e Chamamento) para o show que promoverá a partir das 21 horas, com contribuição solidária partindo de R$ 10,00, além da consumação. Ao final da apresentação, o microfone estará à disposição e os músicos e demais presentes que levarem os próprios instrumentos poderão também tocar e cantar.

Os concertos do projeto Violada promovem a circulação de violeiros de várias regiões do Brasil, favorecem o intercâmbio entre os participantes e estimulam a formação de admiradores para a nova produção musical de viola. Quem já conta com reconhecido trabalho ou aqueles que ainda estão começando a se projetar no cenário musical podem, assim, alcançar admiradores e simpatizantes, divulgando ao vivo suas respectivas obras, por enquanto movimentando nas cidades paulistas de São Paulo, São José dos Campos e Monteiro Lobato.

Vale a pena destacar, ainda, que o instrumento carrega vários elementos da identidade cultural do país. Ponteado em diversas afinações, pode ser denominado como viola caipira, viola nordestina, viola de cocho, viola de fandango, viola de machete, viola de buriti e viola de cabaça, mas independentemente de como é chamado é portador de forte expressão regional e de valiosa história, encantando sucessivas gerações desde o período colonial brasileiro. E esta trajetória, associada à preservação e à divulgação de memórias e de afetos, também enriquece movimentos de inovação, renovação e de resistência artísticos — sem contar que a viola simboliza, entre outras tradições, a lida rural e do homem do campo.

Para além da forte representação do universo caipira, onde se encaixou como instrumento solista por excelência, a viola, ao longo dos tempos, também vem sendo alçada à condição de protagonista de estilos e sonoridades que bebem em fontes da MPB e das canções nordestina, caiçara, fronteiriça, nativista e latina americana, chegando com personalidade, inclusive, ao território do rock e do blues, às rodas de choro, de rap e de samba e às sessões de jazz. Esta pluralidade e versatilidade dos vários tipos de viola só reforçam a importância do circuito Violada, iniciativa que tem curadoria de Fábio Miranda e Beto Sanches ampliadora dos espaços de atuação dos violeiros, notadamente os independentes, posto que esta parcela do segmento segue carente de locais para execução de sua obra.

As atrações convidadas por Miranda e Sanches conseguem encontrar a oportunidade de dialogar com estabelecimentos comerciais, parceiros, patrocinadores, apoiadores e o público, valorizando o artista visitante e o próprio circuito. Cada apresentação conta sempre com um anfitrião, o artista encarregado de receber o visitante da vez e abrir os concertos de, aproximadamente, 1h30. Ao final deste tempo a cantoria poderá ser sucedida por um bate-papo entre os músicos e as plateias. É possível ainda, pensar em outras atividades relacionadas ao espetáculo, tais quais oficinas, aulas, rodas de violas, palestras etc.

O circuito Violada não visa ao lucro de pequenos grupos: é um esforço coletivo que pretende facilitar a divulgação dos trabalhos autorais, custeando as despesas básicas. O mutirão cultural, entretanto, só pode ser mantido com a parceria de colaboradores, além da compreensão, apoio e benção dos violeiros.

A casa Mora Mundo fica na rua Barra Funda, 391, a uma caminhada leve da estação Marechal Deodoro da linha 3 Vermelha do Metrô. Em dias de espetáculos abre as portas às 19 horas.

 

Cordas eletrificadas*

Rodrigo Caçapa é compositor, arranjador e produtor musical, nascido na cidade do Recife (PE). Ao longo de 15 anos de atividade profissional, já colaborou com Alessandra Leão, Siba e a Fuloresta, Nação Zumbi, Biu Roque, Tiné, SaGrama, Renata Rosa, Iara Rennó, Kiko Dinucci, Florencia Bernales (Argentina), Maciel Salu, Chão e Chinelo, Mio Matsuda (Japão) e Orquestra à Base de Cordas de Curitiba. Em 2011 lançou Elefantes na Rua Nova, primeiro álbum autoral, composto de temas instrumentais para viola dinâmica, instrumento que ajudou a projetar Helena Meirelles, a Dama da Viola, e também é utilizado pelo conterrâneo de Caçapa, o violeiro Adelmo Arcoverde. Elefantes na Rua Nova tem participação de Alessandra Leão (percussões) e Hugo Linns (linhas de baixo). Por meio da eletrificação e afinações de violas de 12 e de 10 cordas criadas especialmente para as gravações, Caçapa produziu uma obra enxuta, acompanhada, ainda, por violões-baixo, pandeiro e ganzá, além de utilizar pedais de efeito como tremolo, reverb e delay.

* Com o blogue Eu Ovo

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959 – Expoentes paulistas da viola caipira se encontram no Casarão Cultural de Barão Geraldo (SP)

O Centro Cultural Casarão de Barão Geraldo reservou quatro datas do comecinho do mês de junho para promover o I Casarão das Violas, apresentações que levarão ao local expoentes paulistas de variadas vertentes do instrumento de dez cordas. A primeira atração também será mais uma rodada do premiado projeto Dandô Circuito de Música Dércio Marques, que neste ano atravessa a quinta temporada. Em 8 de junho, o anfitrião João Arruda receberá Rodrigo Zanc, cantador de Araraquara residente na vizinha São Carlos. No dia seguinte, 9, o contador de causos radicado em Campinas Paulo Freire levará ao público o show O Violeiro descoberto. Para o sábado, 10, está escalado o grupo sul-mineiro Vento Viola que, na bagagem, trará para lançamento o segundo álbum da trajetória, Em Nome do Vento. Nestes três dias, as apresentações começarão às 20 horas. Já no domingo, 11, o grupo Catira de São Gonçalo abrirá os trabalhos às 18 horas. Uma hora depois, Levi Ramiro e Jackson Ricarte, de Pirajuí e São José dos Campos, vão se revezar ao microfone para encerramento do projeto.

O Centro Cultural Casarão está localizado na rua Maria Ribeiro Sampaio Reginato, sem número, na altura do KM 15 da Estrada da Rhodia (sentido Paulínia). Não há cobrança de entrada e a colaboração para o “chapéu” que ajuda a manter as atividades do Casarão, passado sempre ao final dos espetáculos, é espontânea.

Sobre as atrações

Rodrigo Zanc além de tocar gosta de pesquisar a viola brasileira e suas influências, há mais de 20 anos vem lutando incansavelmente e sem concessões pela manutenção e propagação da cultura ligada ao instrumento. Em nome desta bandeira, já participou de vários festivais, dentre eles o Viola de Todos os Cantos, da EPTV – Rede Globo, e chegou às finais de 2005 e de 2007. Em 2006, lançou Pendenga, o primeiro CD. Em 2010, foi à Europa divulgar seu trabalho. Em 2013, produziu Fruto da Lida, selecionado para o 26º Prêmio da Música Brasileira. Pelo segundo ano no Dandô, Rodrigo Zanc também está à frente do projeto Viola para Dominguinhos (que retomará no segundo semestre) e integra o projeto 4 Cantos,  que ele e Cláudio Lacerda (Botucatu/SP) mantém desde 2011 juntamente com Luiz Salgado (Patos de Minas/Araguari-MG) e Wilson Teixeira (Avaré/SP).

O cantor, compositor e multi-instrumentista João Arruda, natural de Campinas (SP), possui destacado talento para tocar violas e instrumentos de percussão. Declara-se trovador apaixonado pela cultura e tradições populares e vem ganhando elogios como artista comprometido com a valorização e a criação de temas e canções da cultura popular brasileira e da América Latina. Além de músico, é produtor fonográfico. Sua obra pode ser encontrada em mais de 15 álbuns nos quais aparece como artista, convidado ou produtor. É constantemente requisitados para festivais, programas de rádio e emissoras de televisão e assina diversas trilhas sonoras para espetáculos, documentários e filmes. A trajetória musical inclui turnês por Brasil e exterior; com o grupo de Pífanos Flautins Matuá integrou o projeto Samarro’s Brazil realizando concertos na França e na Itália; já percorreu Argentina, Bélgica, Inglaterra e o País Basco com seu concerto Entre Violas e Couros. É idealizador e curador do projeto musical Arreuní, que promove encontros com diversos artistas brasileiros e convidados estrangeiros. Em 2007 lançou Celebrasonhos. Seu mais recente disco solo é Venta Moinho (2013), mas já está preparando o terceiro “filho”, Entre Violas e Couros, apenas com canções autorais gravadas ao vivo.

Paulo Freire é de São Paulo, mas fixou-se em Campinas. A surpreendente e inesgotável capacidade de contar causos, bem como o modo peculiar de tocar viola (este blogue já testemunhou ocasiões em que, inclusive, colocou-a com o tampo inferior voltado para o público, tocando as cordas, portanto, com os dedos invertidos, ou de costas) são resultantes de sua incursão ao sertão de Urucuia, região situada no noroeste de Minas Gerais, onde teve contato com valores da tradição rural e bebeu nas fontes onde Guimarães Rosa ambientou o consagrado romance Grande Sertão: Veredas. Além de músico com viagens a vários centros da Europa carimbadas no passaporte, é escritor e entre outros já dividiu trabalhos com Arnaldo Antunes, Mônica Salmaso, Luiz Tatit, Isa Taube, Cida Moreira e Ivan Vilela.

O  grupo sul-mineiro de Itajubá Vento Viola, reúne Clayton Roma César DameireLúcio Lorena e Aidê Fernandes. Em nome do Vento chegou em dezembro de 2016 e sucede Viola de Todos os Cantos (2000), que conta com a participação do violeiro Levi Ramiro e é considerado entre os amantes da música regional e caipira uma verdadeira relíquia por não dispor mais de cópias. Em Nome do Vento reúne 13 faixas e conta com as participações em três delas de Ronaldo Chaplin (Cheiro de Minas), João Lúcio (Amo Minas) e Adriano Rosa (Pinho e Violeiro).”

Nascido do encontro de violeiros, catireiros e foliões de reis durante encontro casual no Centro de Cultura Caipira e Arte Popular de Campinas, o grupo Catira de São Gonçalo completou o primeiro aniversário em 21 de maio.

Levi Ramiro brotou em Uru, situada na mesorregião de Bauru, e atualmente reside e em Pirajuí. Neste recanto, quando não está percorrendo a estrada ou pescando (hábito que por anos manteve em companhia do inseparável cão Pitoco, que recentemente partiu antes do combinado) também desempenha o ofício de luthier. Violeiros como Fabrício Conde (Juiz de Fora/MG) e João Arruda (Campinas/SP) tocam instrumentos feitos por Levi Ramiro, mas ele começou a carreira, inicialmente, dedicando-se ao violão popular. Somente na década dos anos 1990 quedou-se pela viola caipira. Passou, então, a absorver e a trazer em suas dez cordas todo o universo cultural que forma suas raízes. Com base em valores da cultura caipira e misturando elementos que formam a música brasileira, Levi Ramiro compõe poeticamente a simplicidade da vida interiorana e já gravou nove álbuns, o mais recente intitulado Purunga.

Jackson Ricarte ainda tinha 7 anos quando junto com a família deixou a cidade de Senador Pompeu (CE) para fixar moradia em São Paulo. Antes de fazer as malas, já ouvia Luiz Gonzaga e o xará Jackson do Pandeiro, ídolos cuja paixão passou a dividir com  Tião Carreiro e Almir Sater, dentre tantos outros compositores e cantores, vivendo na nova cidade. O pai percebeu a inclinação do garoto e quando o filho completou 11 anos o presenteou com um violão. Começava, então, o ciclo artístico que em poucas semanas o levaria a tocar o clássico Boiadeiro Errante (Teddy Vieira) sua música do panteão caipira predileta. Aos 12 anos, animava bares, praças e gradativamente ganhava o público com seu carisma e talento. Desde muito cedo, portanto, Ricarte assumiu que seria baluarte da música regionalista brasileira e, aos 18, passou a se dedicar ao estudo da viola caipira, simultaneamente abraçando a carreira profissional de músico. Apaixonado pelo instrumento de dez cordas, aprimorou a técnica na Escola de Música do Estado de São Paulo Tom Jobim, com os professores Rui Torneze e João Paulo Amaral. Neste período, Jackson Ricarte participou como solista da Orquestra Paulistana de Viola Caipira e residiu por um tempo na sede da Orquestra, o Instituto São Gonçalo, onde teve contato com rico acervo musical e dedicou-se a pesquisas que o levaram a conhecer entre novas influências Dércio Marques, Rubinho do Vale, João Bá, Katya Teixeira, Dani Lasalvia, Fernando Guimarães, Paulinho Pedra Azul, Cicero Gonçalves, Amauri Falabella, Chico Lobo, Pereira da Viola, Levi Ramiro, Socorro Lira, Elomar, Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo dentre tantos outros menestréis da música regional. Neste ano lançou o primeiro álbum, Estrada Afora

Sobre o Circuito Dandô

Ao idealizar o Dandô Circuito de Música Dércio Marquesa cantora, compositora e pesquisadora paulistana de cultura popular Katya Teixeira pretendia fomentar a circulação de música de qualidade inquestionável por todo o Brasil, reunindo artistas de várias regiões, e, assim, além de criar intercâmbios, gerar novas plateias. Quem já se apresentou possui trabalhos reconhecidos e merece melhor projeção no panorama nacional, o que proporcionaria às pessoas acesso a outras linguagens e propostas produzidas fora da “grande mídia”.  Um artista sai de cada cidade e passa por todos os pontos do circuito, girando a roda de forma contínua. Cada edição conta sempre com uma atração do local recebendo e abrindo o espetáculo para o convidado, em shows de aproximadamente noventa minutos. Ao final, um bate-papo entre artistas e plateia fecha a apresentação.

O público de várias cidades de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais, de Goiás, de Pernambuco e do Distrito Federal já prestigiou shows da caravana, que neste ano chegará a Portugal, Argentina, Chile e Uruguai.

O objetivo de Katya Teixeira é, ainda, tornar popular o nome de Dércio Marques e seu inestimável legado não apenas para a música, mas para toda a cultura brasileira. Mineiro de Uberaba, Dércio Marques morreu em julho de 2012, em Salvador (BA), deixando como maior legado uma grande escola que transcende a composição musical e poética e propõe, ainda, uma postura mais íntegra e solidária de viver, voltada tanto para a preservação da natureza, quanto para o aprimoramento espiritual de cada indivíduo, sem deixar de lado o engajamento político e social. 

O Dandô recebeu em dezembro de 2014 o Prêmio Brasil Criativo na categoria Artes de Espetáculo/Música, no Auditório Ibirapuera (SP). Promovido pelo Ministério da Cultura, pelo Projeto Hub e pela 3M, o Brasil Criativo contemplou 22 projetos  perante um público de mais de 800 pessoas. 


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952 – Sesc São José dos Campos promove estreia do álbum Estrada Afora, de Jackson Ricarte

O violeiro, cantor e compositor Jackson Ricarte agradou em cheio amigos e quem curte boa música com Estrada Afora, álbum de estreia da carreira acolhido para distribuição pela Tratore e em crescente projeção com os sucessivos convites para shows de lançamento que o cearense de Senador Pompeu (há duas décadas em São Paulo) vem recebendo. Uma destas apresentações transcorrerá  a partir das 18 horas do sábado, 20 de maio, quando Jackson Ricarte visitará o Sesc de São José dos Campos, cidade da porção paulista do Vale do Paraíba, logo após passagem, na véspera, por Cajati. Na Área de Convivência, o público poderá curtir gratuitamente as 13 faixas de Estrada Afora — entre elas, a instrumental Cearando na Viola,  que assim como as demais transitam entre a cultura do sertanejo nordestino e a do caipira paulista, sem deixar de expressar influências sonoras contemporâneas, marcantes nos arranjos. Do cururu ao baião, Jackson Ricarte desenha um mapa sonoro por vertentes e ritmos nacionais à medida que desfia composições de autoria própria ou de amigos tais quais Aidê Fernandes, Braga, Cícero Gonçalves, Luís Avelima, Levi Ramiro e João Evangelista Rodrigues. Repleto de elementos da brasilidade, o repertório que no disco fica ainda mais mestiço com as participações especiais de Dani Lasalvia, Cícero Gonçalves, Katya Teixeira, Ruthe Glória e Socorro Lira. O cedê conta com direção musical dos compadres Levi Ramiro e Ricardo Vignini e pode ser ouvido nas plataformas digital da Napster e Tidal.

O Sesc de São José dos Campos fica na Avenida Adhemar de Barros, 999, Jardim São Dimas, e disponibiliza para mais informações o número de telefone (12) 3904-2000.

Jackson Ricarte ainda tinha 7 anos quando junto com a família deixou a cidade do sertão do Ceará para fixar moradia em São Paulo. Antes de fazer as malas, já ouvia Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, ídolos cuja paixão passou a dividir com  Tião Carreiro e Almir Sater, dentre tantos outros compositores e cantores, vivendo na nova cidade . O pai percebeu a inclinação do garoto e quando o filho completou 11 anos o presenteou com um violão.

Começava, então, o ciclo artístico que em poucas semanas o levaria a tocar o clássico Boiadeiro Errante,(Teddy Vieira) sua música do panteão caipira predileta. Aos 12 anos, animava bares, praças e gradativamente ganhava o público com seu carisma e talento. Desde muito cedo, portanto, Ricarte assumiu que seria baluarte da música regionalista brasileira e, aos 18, passou a se dedicar ao estudo da viola caipira, simultaneamente abraçando a carreira profissional de músico. Apaixonado pelo instrumento de dez cordas, aprimorou a técnica na Escola de Música do Estado de São Paulo Tom Jobim, com os professores Rui Torneze e João Paulo Amaral.

Neste período, Jackson Ricarte participou como solista da Orquestra Paulistana de Viola Caipira e residiu por um tempo na sede da Orquestra, o Instituto São Gonçalo, onde pôde ter contato com o rico acervo musical e dedicar-se à pesquisas que o levaram a conhecer entre novas influências Dércio Marques, Rubinho do Vale, João Bá, Katya Teixeira, Dani Lasalvia, Fernando Guimarães, Paulinho Pedra Azul, Cicero Gonçalves, Amauri Falabella, Chico Lobo, Pereira da Viola, Levi Ramiro, Socorro Lira, Elomar, Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo dentre tantos outros menestréis da música regional.

Atualmente participando da Orquestra de Viola Caipira de São José dos Campos como assistente de regência do diretor musical Ivan Vilela, Ricarte também se dedica à arte de ensinar viola caipira na Casa de Cultura Rancho Tropeiro pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo, situada em São José dos Campos. Como educador musical, já lecionou viola caipira no Instituto São Gonçalo, violão popular no Projeto Fábricas de Cultura, Iniciação Musical no projeto Vivencias Musicais na Escola SESI da cidade paulista de Salto, desenvolveu diversas oficinas e palestras de Viola Caipira nas Oficinas Culturais do Estado de São Paulo e em Bibliotecas da Prefeitura de São Paulo.


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937 – Ana Paula da Silva (SC) apresenta “Miudinho” em São José dos Campos e em São Paulo

Ana Paula da Silva, compositora e cantora catarinense de Joinville, finalista em duas categorias do Prêmio Profissionais da Música (PPM), estará em São Paulo para três apresentações entre 21 e 23 de abril, quando brindará o público de São José dos Campos e da Capital. Tanto no município do Vale do Paraíba, quanto em Sampa, Ana Paula da Silva estará acompanhada pelo pianista Fábio Leandro, protagonizando o show Miudinho.

Intérprete e produtora de sua obra e de outros projetos culturais, Ana Paula da Silva já completou 20 anos de carreira, período no qual lançou e produziu seis álbuns, um songbook e realizou shows e turnês no Brasil e no exterior. Em seus álbuns conta com a presença de músicos como Robertinho Silva, Beto Lopes, Arnou de Melo, Davi Sartori, Toucinho, Mário Sève, Toninho Ferragutti, Wolfgang Muthspiel, Karl Hodina, Bertl Mayer, Martin Reiter, Cláudio Jorge, e Chico Saraiva entre outros. Ela também compartilhou shows e turnês com Leny Andrade, Elza Soares e Toninho Horta e atuou como integrante do Joe Zawinul Syndicate, Martin Reiter Group e com Alegre Corrêa Group.

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924 – Instituto Juca de Cultura recebe Déo Lopes, baluarte da música regional do Vale do Paraíba

O cantor e compositor Déo Lopes está comemorando 30 anos de carreira e mostrará parte de sua obra como convidado do Instituto Juca de Cultura no domingo, 2 de abril, a partir das 17 horas. O músico, natural da paulista Santo Antonio da Alegria, hoje residente no Vale do Paraíba, começou a trilhar a estrada profissional em 1980 promovendo apresentações em espaços concorridos como os palcos do Lira Paulistana, Fulô da Laranjeira, Tuquinha, Centro Cultural Vergueiro, Sesc Pompeia, em São Paulo, e Vila dos Artistas, em Osasco. Públicos dos estados de Minas Gerais, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Bahia, e Goiás, entre outros, também o prestigiaram neste período que configura seu jubileu de pérola; sem jamais renegar os próprios valores, nestas três décadas Déo Lopes compôs exprimindo anseios, amores, e crenças, além de respeito à ecologia e ao meio ambiente.

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909 – Victor Mendes, integrante do Trio José, estreia carreira solo com “Nossa Ciranda”*

O cantor, compositor e instrumentista Victor Mendes lançou no começo deste ano Nossa Ciranda, seu primeiro disco solo. Aos 29 anos, Victor Mendes atualmente mora na capital paulista, município para onde se mudou de São José dos Campos com o objetivo de cursar História na Universidade de São Paulo (USP). Antes de fazer as malas e zarpar do Vale do Paraíba, contou, já se entendia com um violão da mãe e a guitarra dada de presente pelo pai, habilidades que começou a aprender bem cedo, aos 11 anos. Versátil, o filho do casal Márcia e Júlio também tem intimidade com a bateria e marcou presença na banda de rock que ele e os amigos batizaram de Ethama (Terra, em tupi-guarani), a qual legou aos fãs dois álbuns independentes antes de encerrar as atividades, em 2006.

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848 – Violeiro Anderson Baptista não resiste à gripe H1N1 e morre em Campinas (SP)

O Barulho d’água Música lamenta informar que ocorreu na manhã de hoje, 8 de abril, a morte do músico e violeiro Anderson Baptista de Jezus, que ao lado de Rodrigo Nali formava o Duo Catrumano, de Campinas, além da dupla Anderson e Rodrigo Nali.

Ainda jovem, Anderson completaria 28 anos em 7 de junho, mas após uma semana internando no hospital da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Pucc) perdeu a batalha que travava para resistir às complicações da Influenza H1N1, a temida gripe suína, conforme notícia confirmada pelo produtor cultural José Carlos da Silva, da Juá Cultural Produção e Eventos. O velório começará às 16h30 no Cemitério Parque das Flores, situado na avenida Deputado Luis Eduardo Magalhães, 1505, que fica no bairro de Campinas Cidade Satélite Íris. O sepultamento do corpo ocorrerá amanhã, durante a manhã.

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