1222 – Wilson Dias e Pereira da Viola relançam “Pote- A Melodia do Chão”, com poemas de João Evangelista Rodrigues, em Beagá (MG)

Rústico e refinado, disco produzido a partir de poemas de João Evangelista Rodrigues é um encontro de três mananciais que expressam com sensibilidade a alma sertaneja que temos, apesar dos avanços da urbanidade e da desconstrução das tradições populares

As tradicionais audições matinais que promovemos aos sábados aqui no boteco do Barulho d’água Música, em São Roque, aprazível cidade do Interior de São Paulo, começaram com o disco Pote – A Melodia do Chão, que o cantor e compositor mineiro Wilson Dias lançou em  outubro de 2010 em parceria com o conterrâneo Pereira da Viola, ambos violeiros, com distribuição pela  Sonhos e Sons, O disco é todo baseado em poemas do poeta das Alterosas e companheiro dos músicos, jornalista João Evangelista Rodrigues, e por ser tão apreciado pelos fãs e amigos do trio motivou um concerto de relançamento que a Picuá Produções programou para esta quarta-feira, 21 de agosto, a partir das 20 horas, no concorrido palco do Grande Teatro do Sesc Palladium, situado em Belo Horizonte (MG).

O texto de divulgação do show destaca que os três mineiros provêm de águas fortes e confluentes que brotaram, respectivamente, nos Vales do Mucuri, do Jequitinhonha e do São Francisco. As gravações começaram há dez anos e depois de gravado Pote é um projeto que continua florindo nos caminhos dos amantes da boa música de viola. No Palladium, a década será brindada com inigualáveis sabores daquelas poéticas águas sonoras, trazendo um convite para quem experimentou voltar a se deliciar à fartura e àqueles que ainda não os sabem saciar a sede. Como bons sertanejos que somos, te esperamos com água fresquinha no ‘Pote’”, disse Wilson Dias. Com seu humor e bom astral habitual, Pereira da Viola complementou: “Vai ser uma alegria astronômica, uma incelente maravilha que, se melhorar, vira rapadura!”

O CD  Pote pode ser definido como contemporâneo e primitivo. Rústico e refinado. Feito a mão. Modelado pela sensibilidade da palavra e conduzido pelo fio mágico dos acordes da viola. O Pote emerge da imaginação, dá asas ao sentimento e vivifica as coisas e objetos perdidos e ou esquecidos no sertão. O mesmo infinito e indefinido sertão de João Guimarães Rosa a um tempo íntimo, concreto e transcendental. Um sertão que todos somos ainda apesar das urbanidades e desurbanidades contemporâneas.

Em todas suas dimensões de utensílio, de arte, o pote é sagrado pelos segredos que contém e revela, por suas qualidades pictóricas. Um pote pode servir de sepultura, de túmulo, e isto só aumenta e valoriza seu potencial significativo. Sua transcendência. Em nada diminui, portanto, a magia de sua beleza. Quando animado pela poesia e pela música cria asas, canta e voa a feito de pássaro entre montanhas mineiramente latinas.

O disco é uma homenagem à palavra poética pela valorização da letra no processo de composição musical. É também um reconhecimento do trabalho de criação do poeta João Evangelista que, além da música, utiliza-se de várias linguagens e campos de conhecimento para expressão como filosofia, jornalismo, literatura e fotografia. Foi a intenção de destacar o papel da letra na construção da canção que orientou todas as etapas de produção do álbum, desde a composição, passando pelos arranjos, processo de gravação, interpretação, mixagem e concepção gráfica do encarte. É por isso que ao manusear e ouvi-lo pode-se perceber com todos os sentidos a intensidade e o sabor de cada palavra, de cada imagem, sua textura e visualidade.

Wilson Dias, João Evangelista e Pereira da Viola em uma das páginas do encarte

Pote é um verdadeiro cinema sonoro onde a música feita na viola revela as tonalidades de cada história. A palavra cantada torna-se palavra encantada. Música necessária e mágica, fruto de um encontro espiritual e artístico entre os três compositores. Uma trindade que só vem enriquecer a música feita na viola caipira, em Minas Gerais, instrumento que é patrimônio cultural imaterial do Estado. Por isso mesmo, está cada vez mais valorizada no complexo cenário musical brasileiro da atualidade e ganha uma nova aliada: a poesia que se mistura, de maneira equilibrada e harmônica, com o timbre e com a autêntica sonoridade do instrumento. Assim, tanto do ponto de vista temático, quanto musical e poético, pode-se dizer que há uma verdadeira sintonia criativa e estética.

A melodia do chão

 Pote, assim como o show, é marcante. Pode ser entendido como uma metáfora da condição do homem no mundo contemporâneo. Uma evocação do ambiente do mineiro a partir de uma visão crítica. Cercado de simbologia, um objeto real e mítico, que reflete a arte, a cultura, os valores, a religiosidade e as contradições da mineiridade. O pote guarda a água, símbolo da vida, ecoa a essência, marca o lugar e a passagem para o imaginário. Para um mundo real onde a poesia e a música, o sorriso e o diálogo, a prosa e a viola ainda são possíveis.

O Sesc Palladium fica na Avenida Augusto de Lima, 420 – Centro, Belo Horizonte. Para mais informações há o telefone  (31) 3270-8100

Ficha Técnica do espetáculo:

Pereira da Viola e Wilson Dias (voz e viola caipira e violão)/Wallace Gomes Pedro Gomes e Dito Rodrigues (violões)/ Gladson Braga (percussão)/ Daniel Guedes (percussionista)/ Técnico de som: Marcos Vinícios e Alan/ Técnico de luz: Túlio

Informações: Ingressos: Venda na bilheteria do teatro

Inteira: R$30,00/Meia: R$15,00 (Estudante, idoso, menor carente, menor de 21 anos, deficiente)

https://www.ingressorapido.com.br

Produção – Nilce Gomes/Telefone (31) 98515-7122 email:picuaproducoes@gmail.com

Assessoria de Imprensa:  Lilian Macedo/ Telefone (31) 99600-0651

Saibam mais a respeito e leiam outros conteúdos sobre Pereira da Viola e Wilson Dias no Barulho d’água Música clicando nos linques abaixo!

https://barulhodeagua.com/tag/wilson-dias/

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1183 – Jazz B (SP) recebe Ubaldo Versolato Quarteto para lançamento de álbum de estreia, Portal

Saxofonista de Roberto Carlos e da banda Mantiqueira apresentará Portal, com participações dos filhos Léo e Renata, pela gravadora Kuarup

A audição matinal aos sábados neste dia 04 de maio aqui no boteco do Barulho d’água Música, em São Roque, Interior de São Paulo, começaram com Portal, disco de estreia que o saxofonista Ubaldo Versolato lançará em 10 de maio, em São Paulo (confira a guia Serviço). O álbum nos foi enviado pela gravadora Kuarup, à qual mais uma vez agradecemos em nome de Rodolfo Zanke. O aguardado projeto do músico reúne oito faixas, todas instrumentais, e é o trabalho de estreia do instrumentista paulista que tem mais de 40 anos de carreira.

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1180 – Ana Costa, Dorina e Lu Oliveira lançam álbum em homenagem a Socorro Lira (PB)

Show único de Na Lira da Canção-Entre Versos de Socorro Lira será seguido de sessão de autógrafos na Sala Paulo Moura do Centro da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca 

A audição aos sábados aqui no boteco do Barulho d’água Música, na cidade de São Roque, Interior de São Paulo, começou neste dia 27/4 com Na Lira da Canção-Entre Versos de Socorro Lira, gentilmente nos cedido pelo produtor cultural da Ritmiza Produções Maury Cattermol, ao qual agradecemos. O disco já se encontra disponível em várias plataformas digitais, mas para quem é ou estará na cidade do Rio de Janeiro e arredores na noite de 4 de maio, sábado que vem, fica a dica: o Centro da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca, promoverá na Sala Paulo Moura, a partir das 20 horas, um show de lançamento do álbum, protagonizado pelas cantoras cariocas Ana Costa, Dorina e Lu Oliveira.

Após a apresentação musical, as três cantoras destacadas para o projeto participarão de sessões de autógrafos. O espetáculo idealizado por Cattermol terá direção musical do violonista e arranjador Luiz Flavio Tournillon Alcofra e direção artística da cantora Mariana Baltar.

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1119 – Conheça João Bid, cantor e compositor de Mairinque (SP), autor de “Ensaio sobre nossas coisas”

Músico natural de Mairinque fez parte do grupo Catavento e também se destaca por premiadas obras na literatura e pela montagem de peças teatrais

O acervo do Barulho d’água Música agora conta com Ensaio sobre nossas coisas, segundo álbum solo do cantor e compositor João Bid, de Mairinque ¹ — cidade situada a cerca de 70 quilômetros da capital de São Paulo, com entrada na altura do Km 67 da rodovia Raposo Tavares, no sentido Sorocaba e que em 27 de outubro completará 128 anos. Ensaio sobre nossas coisas marca o aniversário de 60 anos de Bid, que ele comemorou em 2016, quando lançou o álbum gravado em casa e produzido de maneira independente, reunindo 14 músicas inéditas compostas com 13 parceiros ao longo de quase 40 anos de carreira. “A ideia do disco é celebrar as parcerias musicais que a vida me deu“, comentou o artista, que é acompanhado pelo violão de Matheus Pezzotta, jovem talento da vizinha São Roque e filho do também cantor e compositor Edson d’aisa. O disco pode ser encomendado pelo endereço virtual daisaprodcult@bol.com.br. 

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1022 – Acervo do Barulho d’água Música recebe os álbuns do são-roquense Edson D’áisa

A redação e o cafofo do Barulho d’água Música estão sendo embalados nestes dias entre outras novidades pelos álbuns Todos os Cantos do Vale e Tua Obra, teu Pão, ambos do cantor e compositor Edson D’aísa.  Natural de São Roque (cidade distante 62 km de São Paulo), D’aísa despertou o interesse por música ainda na adolescência, influenciado na década dos anos 1980 por festivais estudantis, nos quais conseguiu várias conquistas. Como “minhoca da terra”, ele busca sempre em suas composições transmitir a essência das histórias e dos personagens que desenvolveram o seu lugar — dedicação e compromisso reconhecidos em 2006 quando o ProAc o contemplou pelo projeto Darcy Penteado na Canção. Já no ano seguinte, D’aisa gravou Todos os Cantos do Vale, seu primeiro álbum.

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1017 – Débora Leite reverencia Clara Nunes no Centro Cultural Cine São José, em São Roque (SP)*

* Com matéria publicada na revista Retrospectiva 2017 do jornal O Democrata

Clara Nunes, uma das mais consagradas cantoras e intérpretes da música brasileira de todos os tempos, será homenageada pela cantora Débora Leite  na noite de 27 de janeiro, a partir das 20h30, no palco do Centro Cultural Cine São José, situado em São Roque, aprazível cidade do Interior paulista a menos de 60 quilômetros da Capital. Clara Guerreira, que partiu bem antes do combinado, com 41 anos incompletos e no auge do sucesso, deixou para o público que a estimava uma obra composta por ritmos como afoxés e sambas, com fartas referências aos orixás e aos elementos da natureza, além de tributos à Portela, de compositores do naipe de Paulo César Pinheiro, João Bosco, Aldir Blanc e Chico Buarque, entre outros “bambas”. Deste cativante repertório, Débora escolheu canções como Conto de Areia e Canto das Três Raças, que apresentará acompanhada por Rodrigo Ferreira, ao violão, e o percussionista Manu Neto.

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1012- Título de melhor rabequeiro do Brasil é pouco para reconhecer a contribuição de Zé Gomes (RS) à música do país

Desde a mudança da redação do Solar da Lageado, em Sampa, para o Parque Miraflores, em Itapevi, a maior parte dos álbuns do acervo de discos do Barulho d’água Música estava encaixotada pela falta de espaço. Com a chegada a São Roque, enfim, começamos a organizá-los e a fazer um inventário: colocamos todos no piso da sala e assim acabamos encontrando — mais do que uma tarefa burocrática —  perolas que nem mais nos lembrávamos que existiam no baú do tesouro. Resolvemos que poríamos alguns para tocar (antes de prosseguir fique publicamente registrado: o primeiro a ser tocado na nova residência foi Casa, por muitas e simbólicas razões além do nosso amor e admiração por Consuelo de Paula!), escolhendo, em ordem alfabética, pelo menos um de cada cantor, dupla ou grupo brasileiros. O mais lógico éramos seguir o sentido A-Z, mas invertemos a mão, pois no final da fila se destacavam dois instrumentais raros, de um autor dos mais criativos que a nossa música de qualidade independente já teve: o compositor, arranjador, luthier, maestro e pesquisador gaúcho José Bonifácio Kruel Gomes, internacionalmente conhecido por Zé Gomes.

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1008 – Grupo de São Roque (SP) grava álbum de serestas e serenatas para comemorar cinco anos de atividades

O Barulho d’água Música acompanhou na noite de sexta-feira, 8 de dezembro, o lançamento do registro livre musical do Grupo de Choro, Seresta e Serenata de São Roque, cidade do Interior de São Paulo. O evento transcorreu no Restaurante Kim onde os onze músicos tocaram e cantaram sob a coordenação da maestrina Mari Dineri [Moraes de Camargo] canções consagradas de autores como Lupícinio Rodrigues; Paulo VanzoliniLuiz Ayrão; Noel Rosa; Cartola; Vinícius de Moraes, Garoto e Chico Buarque; Dominguinhos e Nando Cordel,e Waldir Azevedo, entre outros. A maioria parte das músicas consta entre as 15 faixas do álbum que destaca ainda três composições de Pixinguinha — entre as quais Carinhoso, que, neste ano, completa um século; Jacob do Bandolim (Doce de Coco); Pedro de Sá Pereira e Ary Pavão (Chuá Chuá); Lúcio Cardim (Matriz ou Filial); Canção de Amor (Elizete Cardoso). O Grupo deu início à apresentação com Seresta (Newton Teixeira, Alvarenga e Ranchinho) e, em seguida, Edson D’aisa interpretou, dele, São Roque em Noite de Seresta. O público também foi brindado com Nervos de Aço, de Lupicínio, e Eu Sonhei que Estavas tão Linda, de Lamartine Babo e Francisco Matoso, interpretada por Zé do Nino. Jorge Maciel, convidado que veio de São Vicente (SP), relembrou entre outros, Sentimental Demais (Altemar Dutra). 

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928 – Mário de Almeida, documentarista do ViolaNa Tela, faz aniversário hoje!

O vídeo-documentarista, diretor, produtor e editor da empresa ViolaNa Tela, Mário de Almeida, faz aniversário hoje, 3 de abril, e de nossa redação — hoje excepcionalmente instalada em São Roque/SP — enviamos um forte abraço e votos de sucesso, muita paz e saúde ao brilhante amigo, de quem já estamos com saudades de levar um papo mais junto ao peito! Mário de Almeida mora, atualmente, em Bragança Paulista, mas nasceu em Guarulhos, ambas cidades do Estado bandeirante. A viola é uma de suas paixões e tema de ótimos documentários (entre os quais Reis: Os violeiros de Palmital, selecionado para festivais e encontros no Brasil e no mundo) que registram a produção de artistas e de grupos de violeiros de vários recantos do país, ajudando desta forma não apenas a preservar tradicionais manifestações da arte e da cultura populares, como ainda a formar novos públicos.

Imagem dos primórdios da Companhia de Reis de Palmital, uma das mais antigas em atividade no país e protagonista da maior festa do gênero, no interior paulista 

O precioso trabalho de Mário Almeida rendeu o convite para ele ministrar no Centro de Formação e Pesquisa do Sesc a palestra A Folia de Reis, sua origem e sua trajetória no Brasil, durante a qual abordará as diversas manifestações deste folguedo, seus aspectos típicos brasileiros e suas formas específicas na cultura caipira, com ênfase na realização da maior Festa de Santos Reis do Brasil, realizada em Palmital, no Interior de São Paulo. O documentarista contará com apoio de integrantes da Companhia de Santos Reis Água das Anhumas de Palmital (ativa há mais de 80 anos) e audiovisuais entre 10h30 e 17h30 deste sábado, 8 de abril. As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade, com valores que variam entre R$ 9,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes), R$ 15,00 (idosos com ou maiores de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante) e R$ 30,00 (inteira).  Após esse período, caso ainda haja vagas, será possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não haverá inscrição.