1110 – Solano Ribeiro relança “Prepare seu coração” em noites de autógrafos em Sampa e no Leblon

Reedição da Kuarup atualiza os caminhos da MPB dos festivais à era digital,   revisada pelo autor à luz do cenário cultural do Brasil e do mundo em 2018

 

Responsável pela existência da sigla MPB (Música Popular Brasileira) e revelação do elenco, resultado de sua iniciativa, o ex-ator, ex-roqueiro, diretor, produtor e realizador Solano Ribeiro atualizou a pedido da Editora Kuarup o livro Prepare seu Coração — Histórias da MPB,  já à venda nas melhores livrarias e que terá noite de autógrafos  na loja do Shopping Leblon da Livraria da Travessa, no Rio de Janeiro,  em 2 de outubro, depois de ser lançado com a presença do autor em 18 de setembro na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo (veja guia Serviços)

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1092 – Danilo Gonzaga Moura lança primeiro álbum solo no acolhedor terraço do Museu da Casa Brasileira (SP)

Músico do Trio José e Sampaio’70 receberá amigos e subirá ao palco acompanhado pela argentina Paola Albano para apresentar repertório autoral influenciado  pela MPB e pela canção latino-americana
Marcelino Lima

O cantor e compositor Danilo Gonzaga Moura é o convidado do projeto Música no MCB (Museu da Casa Brasileira) que a instituição vinculada à Secretaria  de Cultura do Estado de São Paulo promoverá no domingo, 12 de agosto, a partir das 11 horas, com entrada franca.  Moura estará comemorando o lançamento do primeiro álbum  solo, Alta Velocidade Parada, que apresenta repertório marcado pela MPB e por influências latino-americanas, produzido por ele próprio Danilo e pela cantora e musicista argentina Paola Albano,  companheira do músico e que fará participação especial durante a apresentação.  Moura também estará  acompanhado por Pedro Macedo (contrabaixo acústico), Gabriel Deodato (violão 7 cordas) e Luis Felipe Gama (piano).

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1049 – Aniversário de Sérgio Sampaio (ES) será comemorado com show tributo no Espaço 91 (SP)

Nesta sexta-feira, 13 de abril, o Espaço 91 receberá os músicos Danilo Moura, Victor Mendes, André Rass e Pedro Macedo, integrantes do Sampaio 70, grupo que presta tributo à obra do cantor e compositor capixaba Sérgio Sampaio. A apresentação de cerca de 1h20 está programada para começar às 20h30 na casa de espetáculos situada no bairro da zona Oeste paulistana Pompeia. Moura (voz) e Mendes (voz, violões e guitarra), que integram também o Trio José, começaram em 2013 a protagonizar homenagens ao autor da consagrada música Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua, sempre nos meses de abril, quando Sampaio nasceu em Cachoeiro do Itapemirim (ES) justamente em 13 de abril, de 1947, um domingo. O projeto da dupla ganhou reforços no ano passado com a entrada de Macedo (contrabaixo) e Rass (percussão). O mesmo show será atração no sábado, 14, para o o público que frequenta o Parque da Cidade Roberto Burle Marx, em São José dos Campos (SP), cidade do Vale do Paraíba.

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860 – Músicos do Trio José prestam homenagem a Sérgio Sampaio (ES), “velho bandido” que cantava como quem bota o bloco na rua

Danilo Moura e Victor Mendes, músicos que formam o Trio José, vão homenagear o cantor e compositor Sérgio Sampaio nesta quinta-feira, 21 de abril. Para quem não vai enforcar o feriadão dedicado a Tiradentes indo à praia a dica é curtir este tributo a um dos gênios da música popular brasileira que há uma semana teria completado 69 anos, mas cuja vida foi tão intensa quanto curta. A cantoria está prevista para começar às 22 horas na casa situada à Rua Clélia, 285, Pompeia, zona Oeste de Sampa. A entrada custará 20 mangos.

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851 – Paulo Netho e Dráusio Silva (SP) comemoram 30 anos de projeto concebido para provocar festas e “desmilitarizar” pensamentos

O recitador Paulo Netho e o cantor e compositor Dráusio Silva vão se reencontrar no sábado, 16 de abril, a partir das 21h30, no Espaço Versátil Multi Eventos, situado em Osasco, para celebrarem 30 anos da realização do primeiro Poemashow, parceria que promoviam na cidade declamando e cantando sucessos da MPB e do rock em meados da década de 1980, embrião da carreira que ambos passaram a desenvolver como poeta, essencialmente, no caso de Paulo Netho, e músico, no caso de Dráusio, um dos integrantes da banda Subtotal. A apresentação terá a participação do também cantor e compositor Salatiel Silva, que ao lado de Paulo Netho forma a Cara de Pavio Produções Artísticas e desenvolve os projetos Balaio de Doi2, Drops Urbano, e Ciranda de Cantigas.

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826 – Lê Coelho vai do rock progressivo ao samba tradicional em “Tuvalu”, disco de estreia que lançará em Sampa

O palco do auditório da unidade Vila Mariana do Sesc de São Paulo estará reservado a partir das 20h30 da quinta-feira, 10, para o lançamento de Tuvalu –Uma História Oral do Nosso Tempo, primeiro álbum solo do compositor, cantor e violonista Lê Coelho. Durante a apresentação, além de faixas deste trabalho, o púbico ouvirá canções inéditas do cantor e compositor, além de releituras dos repertórios da Banda de Argila e do grupo Urubus Malandros, entre as quais Gota por Gota, gravada recentemente pelo cantor Lineker e para o single Equivocado, com a banda Meia Dúzia de 3 ou 4.

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611 – Poeta da periferia fazendo o que gosta sem precisar de negócios há 40 anos, Edvaldo Santana (SP) hoje comemora aniversário

edvaldo santana

O Barulho d’água Música congratula-se hoje, 17 de agosto, com Edvaldo Santana, cantor e compositor paulistano nascido em São Miguel Paulista e que os amigos e admiradores do blogue já conhecem e admiram por ser um dos mais destacados bardos da periferia. Em 40 anos de carreira, Edvaldo Santana construiu uma trajetória ímpar sem jamais fazer concessões, apoiadas em composições individuais e parcerias com amigos rotulados como “malditos” tais quais Paulo Leminski, Itamar AssumpçãoSérgio Sampaio, Arnaldo Antunes, Ademir Assumpção entre outros, sempre preservando a pegada independente, peculiar e engajada.

Poesia e contestação são marcas presentes nos blues, reggaes, salsas, rock e jazz que Edvaldo Santana mescla com sambas, xotes, choros, e baiões, criando uma identidade estética única dentro do caldeirão sonoro do país. Seus balaços costumam ter as bênçãos de Tupã e de Tupi e o mais recente, certeiro mais uma vez, atingiu a mesmice na testa, deve ter doído como picada de mil abelhas na cafonalha: Jataí é das boas com mel, retrato sem retoques de moradores, personagens e costumes das quebradas de Sampa e do país afora, onde sobram tragédias, a imprensa só baixa quando rola matança, autoridades para pedir voto, mas que tem, em sua maioria, conterrâneos sangue,  manos que combatem as angústias e as barras ralando e se divertindo como e quando podem, com o maior respeito e solidariedade pelo e ao  próximo, equilibrando a vida com um churrasco ou uma boa pelada dominical, por exemplo.

 

 

O “Lobo Solitário”, em frases inspiradas em letras dele é baião com piqui, chamamé com sanfona, pandeiro do Salim e tambor de crioula. Não é pop star, mas tanto Raimundo. como Jackson e Johnson, adoram. Embora não semeie desencantos, sabe que não é santo e alguns podem até considerá-lo vira-lata, mas indiscutivelmente é mandarim que tem a cara do Brasil, cultiva amizades sem precisar de negócios e costuma estar sempre em boa companhia quando sobe aos palcos ao lado dos inseparáveis Luiz Waack (violão), Reinaldo Chulapa (baixo acústico), Ricardo Garcia (percussão), entre outros. Ouvir Edvaldo Santana, enfim, é gole de cachaça com caju, liga mais que muito fio!

Feliz aniversário, Edvaldo Santana!

carroça

Xote da periferia paulistana e blues do Piauí: Edvaldo Santana, lobo solitário que tem tupã e tem tupi, é atração com Badi Assad do Sr. Brasil

O piauilistano Edvaldo Santana,  parceiro de Leminski, Assumpção e Assunção canta rock, blues, baião, samba, xote, e está completando quatro décadas de carreira atualmente divulgando Jataí, do qual levou para o palco do Sr. Brasil a faixa A poda da rosa (Foto: Pierre Yves Refallo)

A partir das 10 horas deste domingo, 7, com toda a alegria e irreverência que o caracteriza, o cantor e compositor Edvaldo Santana (São Paulo/SP) estará sentado no famoso banco do programa Sr. Brasil, que irá ao ar pela TV Cultura a partir das 10 horas. Natural do bairro de São Miguel Paulista e piauiense de alma, Edvaldo Santana recebeu mais este convite de Rolando Boldrin no momento em que celebra quatro décadas de estrada, tempo em que constrói uma trajetória ímpar na qual além de composições individuais selou parcerias com Paulo Leminski, Itamar Assumpção, Sérgio Sampaio, Arnaldo Antunes, entre outros, sempre preservando a pegada independente, peculiar e engajada.

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Slam da Guilhermina (SP) terá show de Edvaldo Santana após recital e batalha poética

 

Atenção rapaziada que curte andar por ai sorrindo adoidado: o cantor e compositor Edvaldo Santana é o convidado do Slam da Guilhermina, evento que começará a partir das 20 horas desta sexta-feira, 27, na praça anexa à estação da linha 3 Vermelha do Metrô Guilhermina-Esperança, na zona Leste de São Paulo.

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O truta do Leminski e do índio que ri em câmera lenta

Edvaldo Santana é ZL na veia e traz em suas letras referências da cultura popular com toques que vão do blues ao reggae

Estou tocando sem parar desde março “Jataí“, sétimo CD de Edvaldo Santana, que recebi enviado diretamente por ele, com direito a um autógrafo!

Para quem ainda não o conhece, uma breve, mas suficiente informação: Edvaldo Santana é cantor e compositor da fervente e fervorosa cidade paulistana de São Miguel Paulista, é ZL na veia, na pele, no corpo, na alma. Poeta que ama a lua feito lobo solitário e usa o brilho dela para viajar, afinado com os passarinhos, sabe o tempo e o modo certos de podar rosas e de cultivar bromélias.

Capa da obra prima “Jataí”, o sétimo disco de Edvaldo Santana, com arte de Elifas Andreato

Edvaldo Santana bebe nas fontes de Baudelaire, Sérgio Sampaio e outros “malditos”, e com amigos fecha bares enquanto o papo rola no vapor. Nem santo, muito menos quem não presta, tem muito de blues, de folk, de rock … mas com a malemolência de quem chacoalha em trens do ramal Brás-Calmon Viana manda bem também nos sambas. Com bênçãos dos terreiros, umbanda e candomblé, dos manos, da vó que fazia comida pra toda a família.

Em suas músicas deste “Jataí” Edvaldo Santana alerta que é um “cara estragado pelo medo e pelo susto”, contudo não se enquadra no papel de pop star, não dá colher de chá, nem põe mel no cigarro de revistas mesquinhas; que sabe que cada mídia tem um lado e o que ele (convidado) vai falar, deixando o sujeito acabrunhado. Por isso (se) preserva e preza a independência, as posturas típicas de quem precisa driblar indiferenças e preconceitos, ginga típica de quem desde pivete precisa ralar na periferia mais distante dos centros (inclusive das atenções), mas bota fé no taco e, mesmo com quase todo mundo contra, leva muito em conta o que o próprio coração diz.

Quando tira a viola e o violão do saco, Edvaldo Santana canta pra um mundão que chega até além do Piauí de gente que joga fora o guardanapo e topa comer com a mão. “Quando Deus quer, até o diabo ajuda”, sabe. E assim vai seguindo dando certo um sujeito que acredita na franqueza, na liberdade que o orienta, que chegara ao mundo para dar errado mas conquistou a proteção do índio que ri em câmera lenta, venceu o temor pelos inimigos, mas sem perder a ternura e o tino.

A jornalista Teresa Albuquerque, do Correio Braziliense escreveu sua opinião sobre este guerrilheiro, samurai que aprendeu a costurar as próprias roupas quando as flores eram poucas, que seguiria o próprio destino sem dogmas e sem fé: “Edvaldo Santana é camarada de Tom Zé e Arnaldo Antunes. Assim como foi de Paulo Leminski, Haroldo de Campos e Itamar Assumpção (só para citar seus parceiros mais famosos)”.

O disco “Jataí”, ainda de acordo com Teresa, é o primeiro em que ES assina todas as faixas sozinho. Ai ela pondera e questiona: “achava que as letras chamavam a atenção porque eram escritas pelos parceiros? Que nada. As letras do novo CD (que vem com bela capa do artista Elifas Andreato) são muito boas. E as alquimias, como ele chama as misturas que faz — de blues, reggae, baião, xote, música cubana e o que mais vier à cabeça — continuam lá, assim como a voz rouca, ainda que em tom mais suave”.

Precisa mais? Então que tenha a palavra o próprio:

“Jataí tem uma sonoridade diferente dos outros discos que lancei. É semiacústico, mais baseado no meu violão. E a voz não está tão alta, dei uma suavizada”, comenta. “Continuo compondo com parceiros, claro. Mas, às vezes, as parcerias não batem com o momento que estou vivendo e acabam entrando em outro disco. Desta vez, quis gravar coisas bem minhas. Jataí tem muito do que estou pensando, do que estou sentindo.”

N.R.: Matéria publicada na revista eletrônica Kalang