1495 -Alaíde Costa comemora 86 anos com álbum no qual interpreta Eduardo Santhana *

*Com Tambores Comunicações/Assessoria de Comunicações

Feliz o compositor que, igual a Eduardo, tem o privilégio de contar com a voz fervente e chuvosa de Alaíde e dos ótimos músicos que a acompanham – e dos belos poetas que adornaram com seus versos as lindas canções que, uma vez mais, me ponho a ouvir” – Hermínio Bello de Carvalho

É um privilégio ter a liberdade de escolher projetos como este. Fico feliz em, junto com Eduardo Santhana, poder dar vida a essas canções”, disse Alaíde Costa sobre o álbum Canções de Amores Paulistas – Alaíde Costa Canta Eduardo Santhana, que ela lançou em parceria com o músico, cantor e compositor Eduardo Santhana no recente 8 de dezembro, data do aniversário de 86 anos da intérprete. Sobre Alaíde, Santhana não escondeu a admiração e declarou emocionado que a considera uma das maiores vozes ouvidas hoje no país. “Você abre qualquer enciclopédia da música brasileira e vai achar o nome dela”, apontou. “E o mais importante, nesses anos todos, sempre cantando o que quer, sem fazer concessões”, emendou. “Isso para nós é um exemplo. Quando a gente mostrou as músicas e ela topou, tudo se encaixou”.

Um exemplar de Canções de Amores Paulistas – Alaíde Costa Canta Eduardo Santhana foi enviado à redação pelo jornalista Beto Priviero, da Tambores Comunicações/Assessoria de Comunicações, ao qual agradecemos e enviamos votos de boas realizações em 2022!

  Continuar lendo

Almoce no Mercado Municipal de São Paulo ao som da viola do mineiro Wilson Dias (MG)

wilson dis arte mercado

O violeiro e compositor Wilson Dias estará nesta quinta-feira, 18, no Mercado Municipal de São Paulo, ponto turístico da Capital paulistana, como convidado do Sesc do Carmo para apresentar entre 13 e 14 horas as músicas do álbum Lume, o sexto de sua carreira. Neste e em outros de seus trabalhos, Wilson Dias  reforça uma característica que historicamente se verifica em Minas Gerais: o de ser um estado fértil e terra inesgotável da qual já brotaram nomes consagrados em vários setores da arte e da cultura.

Continuar lendo

Cê gosta? Pega eles, Totó: nóis nos inclui fora dessa!

Os-cães-têm-quatro-vezes-mais-sensibilidade-nos-ouvidos-do-que-os-humanos

O Barulho d’água Músicacompartilha” com seus amigos e seguidores, e ao fazê-lo, assume sua posição crítica, a lista daquelas que foram as músicas mais ouvidas nas rádios brasileiras em 2014 conforme a pesquisa Crowley Broadcast Analysis, que fez a medição em 215 emissoras de 23 praças (cidades ou regiões), entre 1/1/14 e 31/12/14.

Os dados foram extraídos pelo blog da página de uma das mídias sociais do músico e compositor carioca, residente em São Paulo, Sérvulo Augusto, que a publicou com o sugestivo título NOTA DE FALECIMENTO.

Abaixo segue a lista. A proposta dos blogueiros do ládo de cá do balcão é que nosso caro leitor, antes de mais nada, saiba o que se ouve por ai. Mas claro, também gostaríamos de receber comentários com avaliações. Então, vá lá, abaixe (ou aumente, fica a seu critério) o volume de sua estação. Nós vamos seguindo, mas por outros caminhos…

NOTA DE FALECIMENTO

AS DEZ MÚSICAS MAIS OUVIDAS NAS RÁDIOS BRASILEIRAS EM 2014

Domingo de Manhã (Marcos e Belutti)
“Prefiro estar aqui/Te perturbando, domingo de manhã/É que eu prefiro ouvir sua voz de sono/Domingo de manhã”

Cê Topa? (Luan Santana)
“Eu tenho uma proposta para te fazer/Eu, você, dois filhos e um cachorro/Um edredom, um filme bom no frio de agosto/E aí, cê topa?”

Os 10 Mandamentos do Amor (Eduardo Costa)
“Oitavo mandamento, diz para jurar/Lhe ser fiel até a morte lhe levar/No nono você diz que vai voltar/Diz que amanhã vai telefonar/E o décimo/Deixa ela esperar”

Vou te Amarrar na Minha Cama (Bruno e Marrone)
“Vou te amarrar na minha cama/Só vai fazer amor comigo/Eu te quero e preciso/Só junto de você/A minha vida faz sentido”

O Tempo Não Apaga (Victor e Leo)
 “O tempo não apaga/Não desfaz o beijo que eu desejo sempre mais/Não posso esquecer o seu olhar no meu/Eu sei que nosso amor ainda não morreu”

Mozão (Lucas Lucco)
“Momozin vamos fazer assim/Eu cuido de você, você cuida de mim/Não desisto de você e nem você de mim/Vamos até o fim”

Flores em Vida (Zezé Di Camargo e Luciano)
“Eu quero viver a vida/Quero flores em vida/Colhidas no jardim do amor / Do nosso amor”

N.R.: Pelamor, queridos: não vejam aqui nenhuma possível ligação com o (ou inspiração no) clássico samba de Guilherme de Brito, gravado, entre outros bambas, por Nelson Sargento…

Tudo com Você (Victor e Leo)
“Sou tudo ao seu lado/Preciso te encontrar/Diga se estou errado/Algo me faz querer te amar”

Happy (Pharrell Williams)
“Porque eu estou feliz/ Bata palmas se você sabe o que é felicidade para você/ Porque eu estou feliz/ Bata palmas se você sente que é isso que quer fazer”

Tradução do inglês “Because I’m happy/ Clap along if you know what happiness is to you/ Because I’m happy/ Clap along if you feel like that’s what you wanna do”

Guerra Fria (Sorriso Maroto)
“Eu odeio quando mexe em minhas coisas/Vasculhando sem me pedir/Mas adoro quando me dá seu carinho/E assim me faz dormir”

Fonte: Crowley Broadcast Analysis, em medição de 215 rádios em 23 praças (cidades ou regiões), entre 1/1/14 e 31/12/14

0dea63f7064085f9a6664352ead7a98b

 

 

Cantor e compositor de trilhas para teatro, comerciais e cinema, Sérvulo Augusto é aniversariante de 3 de dezembro

LOUISE E SERVULO

Sérvulo Augusto com Louise Wooley, durante apresentação na casa cultural paulistana Cabaret da Nina

Hoje, 3 de dezembro, é aniversário do cantor, compositor, instrumentista (pianista e violonista) e também ator Sérvulo Augusto. Carioca da gema, Sérvulo Augusto produziu várias trilhas sonoras para peças de teatro, entre as quais Sonho de uma noite de verão, de William Shakespeare, com direção de Roberto Lage, que  em 1979 recebeu o Prêmio Mambembe, na categoria Melhor Espetáculo. Como músico, destacou-se ainda em Dr. Knock, de Jules Romain, com direção de Paulo Autran, e como assistente de direção, em Mocinhos Bandidos (Fauzi Arap). Também é dele a trilha original de Fogo paulista, em parceria com José Rubens Chachá, Paulo & Jean Garfunkel e Jaime Prata, com direção de Mário Masetti. Em 1996, assinou a trilha sonora original e a direção musical da peça Sherazade, de José Rubens Siqueira, com direção de Francisco Medeiros, contemplada com o Prêmio Apetesp, nas categorias Melhor Trilha Original e Melhor Espetáculo Infantil.

A biografia de Sérvulo Augusto é rica e tem muitos fatos e eventos que merecem atenção. O cinema e a publicidade conhecem muito bem seu talento. Em 1990, de acordo com o Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira, ele fundou com Ruriá Duprat a Banda Sonora Produções Artísticas para criação de trilhas e jingles de clientes que dominam o mercado em seus segmentos de atividade. Compôs as trilhas sonoras dos curtas Viver a Vida (1991), de Tata Amaral, Mano a mano (1991), de Eduardo Caron, Olímpicos (1991), de Flávia Morais, e ainda PRK déia (1992), de Eduardo Caron, entre outros.

 

capa

A discografia  de Sérvulo Augusto como cantor apresenta o álbum Coletivo, de 2006, que inclui as participações de Jane Duboc, Marlui Miranda, Elza Soares, Mônica Salmaso, Antônio Nobrega e a Banda Mantiqueira. Participou, ainda, do CD Brazsil, que  Daniel Taubkin assinou em 1998, registrando sua voz em Velhos camaradas , música de Taubkin para poema de Mário Quintana. 

Déa Trancoso e Carlinhos Ferreira no SESC da Vila Mariana

 

DSC08451a

 Déa Trancoso e Carlinhos Ferreira, mineiros e duas das maiores expressões da música brasileira, estão completando 50 anos de idade. Para comemorar, ambos resolveram juntar talentos, vozes e instrumentos para brindar o público com a turnê “Concerto nu para voz e percussão”. As apresentações começaram em março por Diamantina, e depois de passar por outras cidades próximas, chegou a São Paulo. A acolhida, com direito a lotação esgotada e vários músicos na plateia, foi proporcionada pelo SESC da Vila Mariana, na noite de quarta-feira, 16. Aplaudiram e pediram bis, por exemplo, Tita Parra, neta de Violeta Parra, Sarah Abreu e os violeiros Júlio Santin e Ricardo Vignini.

As flautas de PVC são usadas na abertura das apresentações. Os ouvintes já mergulham no ambiente do concerto, que busca despertar a espiritualidade e a atenção para valores ancestrais

Fiz propositadamente a menção ao fato de Déa e Ferreira serem frutos das Alterosas, respectivamente nascidos e Almenara e de Governador Valadares. Terra fértil e inesgotável da qual já brotaram nomes consagrados em vários setores da arte e da cultura, o Estado parece ter um bendito compromisso de só revelar à nação gente muito boa seja fazendo música, literatura, pintura, escultura, jogando bola, trem bão pelo qual o mundo inteiro acaba agradecido, uai! Drummonds e Cacasos, como expressa a joia “Ó, Minas Gerais”, de Sérvulo Augusto e Eduardo Santana, canção que Augusto gravou em “Coletivo” com a participação de Jane Duboc; “minas de ouro, minas de rimas, de tantos tesouros”, Tavinhos e Brants que parecem florescer em cada clube ou esquina; Rosas e Tostões que são patrimônios culturais como o pão de queijo, a broa de milho ou as estátuas de Aleijadinho; santuários de pretos em ruas de pé de moleque, montanhas douradas de verde ou veredas que conduzem a sertões e jequitinhonhas, berços de folias ancestrais, batuques e congadas.

DSC08395 - Copia

A cantora Déa Trancoso é natural de Almenara, das Minas Gerais que revelam talentos em vários setores da cultura nacional…

Deste múltiplo universo abençoado e sagrado também pela intervenção de orixás e de santos, das águas pelas quais correm marianas e franciscos e às margens cantam tropeiros e lavadeiras, Déa e Ferreira recolheram temas e cantigas de domínio público para costurar o repertório do concerto que inclui entre as músicas “Saudação aos orixás”, “Mandei caiar o meu sobrado” e “Eu sou bem pequenininho”. Apenas com voz e instrumentos bastante peculiares de percussão, de cordas ou de sopro como tumbi, pandeirão, flautas de PVC, cabaças, rabeca de duas cordas (Fá e Dó) cuja caixa de ressonância é uma lata de sardinha, alguns confeccionados por Ferreira os dois apresentam ainda novos arranjos e interpretações para vários sucessos populares. Isto sem contar tambores, bongô chinês e berimbau, que muitos acreditam ser da Bahia, mas que apenas foi abrasileirado.

Na Vila Mariana, por exemplo, eles acrescentaram à lista “Cara de índio” (Djavan), “Cio da terra” (Chico Buarque e Milton Nascimento), “Cego com cego” (Tom Zé e Zé Miguel Wisnik) e canções escritas pela artista, como “Cósmica” e “Ogum de frente”, além do ainda inédito “Eu também faço samba”. Estes concertos padrão A de arrebatadores, alegóricos, alcandorados também têm sido de reverência e tributos a Dércio Marques, cantor e compositor que morreu há dois anos e que além de Déa Trancoso e Carlinhos Ferreira influenciou Katya Teixeira, João Arruda e Wilson Dias entre vários expoentes da atual geração das músicas de raiz e regional. Do conterrâneo de Uberaba, a dupla lembrou, por exemplo, “Natureza Oculta”, faixa que está em “Segredos Vegetais” (1988) e que Déa cantou à capela em um dos momentos mais marcantes do espetáculo.

DSC08433

… e canta com devoção, respeito e intensidade tanto as composições de parceiros consagrados, entre os quais Dércio Marques, quanto cantigas de lavadeiras do Vale do Jequitinhonha

Em São Paulo, ambos também fizeram homenagens a percussionistas que ajudaram-nos a abrir os caminhos tais quais Naná Vasconcelos, Dinho Nascimento e Papete; Ferreira inclui ao lado de Marques no panteão dos maiores representantes na América Latina da vertente que classificou como música de protesto Violeta Parra, explicando que o “protesto não é apenas ou necessariamente expresso no sentido político, mas ainda enquanto proposta de fortalecer a cultura popular e de ser a fonte de diversos ritmos”.

DSC08446

Carlinhos Ferreira, de Governador Valadares, é luthier e muitos dos instrumentos que toca ele mesmo é quem confecciona ou adapta para retirar dele sons mais identificados com a brasilidade

“Fazer parte deste concerto é um trabalho de muita responsabilidade”, disse Carlinhos Ferreira”. “Eu e Déa estamos apresentando o canto chão, um tipo de música que traz em sua essência a mais profunda espiritualidade e religiosidade dos povos”.

DSC08498

Déa Trancoso e Carlinhos Ferreira atraíram ao SESC da Vila Mariana público e admiradores dos mais qualificados e atentos, entre os quais a cantora Sarah Abreu (Fotos de Marcelino Lima)