1120 – Dani Lasalvia, João Omar e Cao Alves lançam álbum em tributo a Dércio Marques

Disco lançado em São Paulo traz 12 composições do mineiro que ajudou a projetar o cantor e compositor  Elomar — que o define como “o último menestrel” –,  é seguido por vozes marcantes da música regional e tem destacada importância para a cultura popular latino-americana 

A cantora Dani Lasalvia e os violonistas Cao Alves e João Omar lançaram na noite de sábado, 20 de outubro, Recantos – ao Apanhador de Cantigas, com o qual reverenciam a memória e a obra do mineiro de Uberaba Dércio Marques, violeiro, cantor, compositor e pesquisador dos mais emblemáticos e representativos da música brasileira. O trio recebeu amigos e admiradores no palco da galeria Itaú Cultural, em São Paulo, para o tributo a Marques, falecido em 2012, em Salvador (BA).

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1107 – Conheça Arlindo e Ramon, dupla caipira de Sorocaba (SP), autora do disco Tropeada

Dupla resgata valores do Tropeirismo e canta em homenagem à quarta maior cidade do estado de São Paulo em seu álbum de estreia, de 2016

Da cidade paulista de Sorocaba, surge no Brasil uma nova dupla dedicada à música caipira e suas variantes regionais, já na estrada com Tropeada, álbum gravado em agosto de 2016: Arlindo e Ramon. O duo é composto pelo violeiro, compositor e produtor Arlindo Lima, e pelo cantor, folclorista e também compositor Ramon Vieira, que trabalham juntos desde 2012. Ao longo desta parceria, ambos aprofundaram-se na pesquisa do universo caipira visitando antigos violeiros, fazendeiros, dançarinos, foliões e mestres, consolidando-a com a realização de projetos que envolviam cantorias em bares, teatros, escolas, casas de espetáculo e praças públicas.

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1085 – Canção do Amor Distante, de Ana Salvagni e Eduardo Lobo, celebra os sentimentos presentes na saudade

Disco gravado em 2016 rememora canções clássicas de autores como Tom Jobim, Dominguinhos & Anastácia, Paulo César Pinheiro, Adoniran e Elomar
Marcelino Lima

A redação do Barulho d’água Música, caso fosse o estúdio de uma emissora de rádio, só tocaria boa música, pois, diariamente, baixam em nosso boteco, enviados de várias partes do Brasil, álbuns excelentes. O mais recente e que estamos tocando agora é Canção do Amor Distante, que Ana Salvagni e Eduardo Lobo lançaram em 2016. O amor ausente deixa saudade e melancolia e é tema universal e atemporal encontrado em todas as formas de criação artística. A nostalgia, o amor e a tristeza presentes na “saudade” são elementos propulsores para o artista que, por meio de sua criação, pode dar forma e vazão a estes sentimentos que o atormentam, ainda que, muitas vezes, a canção gerada não seja, necessariamente, triste. Na canção popular brasileira o amor distante é cantado desde sempre, vestido de roupagem diversa, tantas vezes com leveza, despojamento, lirismo e refinamento. Além disso, o tema é valorizado pela grande riqueza melódica, rítmica e harmônica das composições, ao longo de todo esse tempo.

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1071 – “Café, Causo e Viola”, do Sesc São José dos Campos (SP), presta tributo a Inezita Barroso

Cantoria em homenagem à rainha da música caipira é uma das atrações de junho, mês que terá ainda naquela unidade apresentações de Victor Batista, Duo Purunga e Acordais, sem cobranças de entradas

Marcelino Lima

Oficinas, vivências, passeios, cinema e apresentações musicais compõem as atividades que o Sesc São José dos Campos promove a cada nova edição do projeto Café, Causo e Viola, que tem por meta integrar elementos marcantes da cultura regional e das tradições caipiras. Os concertos e cantorias são oferecidos ao som de violas e procuram tanto abrir espaços para músicos que estão começando suas trajetórias, como se verá no lançamento do álbum Viola Paulista (objeto de matéria na atualização anterior), quanto prestar tributos a expoentes nacionais que contribuem ou contribuíram para a divulgação, preservação e afirmação das modas de viola e seus gêneros correlatos. Dentro deste propósito, o mês de junho naquela unidade do Sesc do estado de São Paulo estará repleto de boas atrações, entre as quais um dos destaques é o tributo à rainha da música caipira Inezita Barroso, programado para o sábado, 9, e que porá a partir das 20 horas, no palco do Ginásio, Marcelo Jeneci, As Galvão, Maria Alcina, Consuelo de Paula e Claudio Lacerda. Em Canta, Inezita!, eles relembrarão sucessos consagrados pela ex-apresentadora do programa Viola, Minha Viola,  acompanhados por Ana Rodrigues (piano / acordeão), Zafe Costa (clarinete), Davi Martin (contrabaixo), Rafael Mota (bateria/percussão), Samuel Lopes (violoncelo) e Paulo Henrique Serau (violão/viola caipira/direção musical e arranjos).

O Ginásio do Sesc de São José dos Campos comporta público de até 650 pessoas. O ingresso para maiores de 16 anos está à venda nas bilheterias da unidade a preços que variam de R$9,00 e R$30,00.

Maria Alcina, Cláudio Lacerda, As Galvão, Marcelo Jeneci e Consuelo de Paula protagonizarão a homenagem a Inezita Barroso

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1041- Atração do Circuito Sesc das Artes, Projeto 4 Cantos passará por nove cidades paulistas em abril

O Projeto 4 Cantos, formado por Cláudio Lacerda (Botucatu/SP), Luiz Salgado (Araguari/MG), Rodrigo Zanc (São Carlos, São Paulo) e Wilson Teixeira (Avaré/SP) voltará a estrada como atração do Circuito Sesc de Artes/2018, planejado para levar a 120 cidades paulistas espetáculos gratuitas de circo, dança, música e teatro, exibição de filmes,  oficinas de literatura, artes visuais e tecnologias e artes, com censura livre. A iniciativa da entidade tem a parceria das prefeituras e sindicatos do comércio locais. O 4 Cantos passará por nove municípios, com a primeira parada em Itapira, localizada a 173 quilômetros da Capital, na região de Campinas. Todas as apresentações começarão às 20 horas (ver quadro abaixo). Continue Lendo “1041- Atração do Circuito Sesc das Artes, Projeto 4 Cantos passará por nove cidades paulistas em abril”

1001- Jair Marcatti recebe Cláudio Lacerda para terceira rodada do projeto Retratos do Brasil-Prosa e Música na BMA

Dedos de prosa, boa conversa e muita música. Essa é a receita  que o Projeto Retratos do Brasil – Prosa e Música  promoverá na Biblioteca Mário de Andrade (BMA/São Paulo) às terceiras quintas-feiras do mês, entre agosto a novembro, sempre começando às 19 horas, com entrada franca.  Idealizado pelo historiador Jair Marcatti, professor do curso de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o projeto pretende mostrar, em quatro encontros, o Brasil que a música de cada convidado reflete; um Brasil mais para dentro, mais regional, um país dos rincões, escondido, mas muito vivo. Marcatti convidará músicos que apresentam em comum o olhar aprofundado sobre o Brasil somado a trabalhos de pesquisas e de resgate das nossas mais entranhadas tradições.

O curador abordará em cada bate-papo aspectos do universo musical e as trajetórias dos participantes, nossas trajetórias, as continuidades e as rupturas daquilo que, sem nenhuma pretensão definidora, poderíamos chamar de identidades brasileiras, com a vantagem dos exemplos serem pontuados no calor da prosa, ao vivo, pelo som dos instrumentos.

As artes contam a história de um povo.  E a música brasileira cumpre esse papel ao registrar nosso imaginário em versos entoados com os deslocamentos, territoriais e simbólicos, ocorridos por aqui. Os caminhos da interiorização, o tropeirismo, as migrações, as bandeiras, as romarias, as procissões, as caminhadas, as buscas e travessias, enfim, as viagens reais, imaginadas e imaginárias. Paisagens em movimento que cortam e contam a história de um país, o Brasil, moldando nossa cultura em retratos pra lá de interessantes. Moldando a nossa cultura como a conhecemos. Rica e plural. 

Estes temas serão o mote do bate-papo programado para 19 de outubro, quando Marcatti receberá  Cláudio Lacerda (SP). O músico apresentará canções que expõem o Brasil das trilhas, estradas e toadas. 

Paulistano filho de mineiros, a discografia de Cláudio Lacerda começa com Alma Lavada (2003). Dois anos depois, venceu o I Prêmio Rozini Nacional de Excelência da Viola Caipira, promovido pelo IBVC (Instituto Brasileiro de Viola Caipira) como melhor intérprete — feito repetido nas outras duas edições, realizadas em 2010 e em 2013. Em 2007, gravou Alma Caipira, e, em 2010, o autoral Cantador. Em 2016, Trilha Boiadeira trouxe releituras de canções clássicas sobre a atividade de boiadeiro, em parceria e com participações de Adriano Rosa e vários ícones da música de raiz como Neymar Dias, Zé Paulo Medeiros, Teddy Vieira, Almir Sater, Renato Teixeira e Paulo Simões.

Atualmente Cláudio Lacerda está preparando mais dois projetos que deverá encantar amigos e admiradores quando chegarem ao público. Canções para Acordar o Sol  — que reunirá em seu quinto álbum músicas de autores consagrados como Tom Jobim, Chico Buarque, Milton Nascimento, Gonzaguinha, Ivan Lins, Vinícius de Moraes e Edu Lobo, com a participação já confirmada de Mônica Salmaso — é o mais adiantado e está em fase de gravação de vozes.

A outra novidade, de grande envergadura e beleza, Lacerda batizou de ConSertão, deverá estrear durante o primeiro semestre de 2018. Como a proposta de captação de recursos necessária que Lacerda elaborou para o projeto chegar aos palcos obteve sucesso, ConSertão será acompanhado em seus cinco espetáculos inicialmente já acertados pela Orquestra Sinfônica de Piracicaba, sob regência do maestro Jamil Maluf, arranjos inéditos e solo de viola caipira de Neymar Dias, mais o auxílio luxuoso de Lula Barbosa e Miriam Mirah nos vocais abrilhantando repertório todo dedicado à música caipira com o fito de valorizar tanto a identidade cultural paulista, como os mestres deste gênero que é um dos mais representativos do Brasil profundo.


Pacto 

Aquiles Reis, músico e vocalista do MPB 4, publicou no jornal Diário do Comércio (SP), em matéria intitulada A sabedoria da simplicidade, que para melhor apreciar o cantar e o tocar do paulistano Cláudio Lacerda deve-se deixar o tempo de lado. “Ao menos por alguns minutos, deve-se evitar que o relógio determine o passar das horas. Deve-se fazer do presente um aliado e com ele combinar um pacto: eu desacelero e você permite”. Lacerda, prossegue Reis, “revela um modo de ser musical desconhecido, ou pouco familiar, dos urbanos. Para imaginar o universo interiorano descrito pela cantoria e pela letra de Cláudio Lacerda, revisitado em belas e ternas toadas tocadas, deve-se ao menos buscar saber do cheiro do mato, do gosto do café recém-coado, do brilho vivaz da Via Láctea e do luar que faz sombra no chão da terra orvalhada”.

Em outro trecho, Aquiles Reis observa: “para falar de coisas claras, Cláudio tem no matulão a voz e o saber da simplicidade. Seus versos privilegiam a estrada e o caminhar”. E estes versos simples, cheios de força, são plenamente identificáveis e reconhecíveis “por quem já sentiu o ar que se respira numa trilha de chão batido ou por quem já viu o mapa do próprio destino traçado na poeira que levantava atrás de si”. Ao finalizar, Reis destaca: “Cantador de toadas, Cláudio Lacerda engrandece a voz ao dizer o que lhe toca a alma. Com voz suave, afinada, sem afetações, o cantor colore o seu mundo usando tintas vivas, banhadas em sol e em lua, em poeira e em estradas”.

 Serviço:

Retratos do Brasil – Prosa e Música
O Brasil das trilhas, estradas e toadas, com Cláudio Lacerda
Curadoria e apresentação: Jair Marcatti
19 de outubro, 19 horas
Entrada Franca
Biblioteca Mário de Andrade
Rua da Consolação, 94, São Paulo, entre as estações República e Anhangabaú do Metrô
Telefone: (11) 3775-0002 www.bma.sp.gov.br

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883- Se sanfoneiro ou acordeonista, quem se importa? Thadeu Romano é o cara que toca vários sotaques do Brasil Profundo

854- Cláudio Lacerda mescla em “Trilha Boiadeira” clássicos e composições próprias sobre personagem que representa a brasilidade e tem força de mito

694 – Cláudio Lacerda e Rodrigo Zanc (SP) homenageiam Pena Branca e Xavantinho em Santo André (SP)

649 – Cláudio Lacerda no Imagens do Brasil Profundo: a arte de melhorar o que já é ótimo!

Projeto cultural 4 Cantos começa em São Carlos turnê pelo SESC e estreia na Capital

999 – Paraná guarda com carinho e saudade a obra de Romano Nunes, o Cabelo, desde menino exímio violonista

“O violão de Cabelo vale por uma orquestra inteira. Só assim para dar noção do talento desse músico paranaense. Mas, mesmo prevenido, você ainda pode sofrer de queixo caído quando ouvir a mágica” Beto Feitosa**, crítico musical fluminense

O Paraná despediu-se em 27 de fevereiro de 2015 de João Batista Nunes, um dos mais talentosos e virtuosos multi-instrumentista do Estado. Cabelo, como ficou conhecido pelos admiradores de todo o país, também utilizava o nome artístico Romano Nunes, sofria de trombose e morreu na véspera, em Curitiba, em consequência do entupimento de uma das vias do coração por um coágulo, após sofrer uma queda. O corpo do músico que estava com 65 anos encontra-se sepultado em Jacarezinho– cidade para a qual a família se mudou em 1951 (oriunda da terra natal, Carlópolis) formada pelos pais, Juvêncio Antônio e Rosa, e mais quatro filhos — um deles a menina Maria Margarida, com a qual, aos 7 anos, João Batista já cantava no programa A Bola da Semana, produzido em Jacarezinho. Aos 17 anos, levando entre os itens da bagagem a primeira guitarra elétrica, Cabelo trocou o Interior pela Capital, onde apesar da natureza humilde e tímida amadureceu profissionalmente, desenvolvendo a maior parte da carreira de violonista, de violeiro, de cavaquinista e de guitarrista, além de compositor, diretor musical e arranjador.

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998 – Roberto Seresteiro é a próxima atração do Projeto Retratos do Brasil-Prosa e Música, na BMA (SP)

Serestas e Serenatas Brasileiras será o tema da edição de setembro do Projeto Retratos do Brasil – Prosa e Música, marcada para a quinta-feira, 21, quando o curador Jair Marcatti receberá o músico e pesquisador Roberto Seresteiro para um bate-papo com entrada franca, à partir das 19 horas, no palco da Biblioteca Mário de Andrade (BMA). Roberto Saglietti Mahn, nome de batismo do convidado de Marcatti, é jornalista, cantor, professor e ministra palestras sobre a História da Música Popular Brasileira, trabalhando desde 2010 em cursos da Pontifícia Universidade Católica (PUC), Unisant’anna, Anhembi Morumbi e em algumas unidades do Sesc. Seresteiro estará acompanhado do violonista Júnior Pitta.

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980 – Em noite de homenagem a Ney Matogrosso, “Raiz Forte” rende troféu do 28º PMB a Ana Paula da Silva (SC)

A cantora Ana Paula da Silva (Joinville/SC) é uma das vencedoras do 28º Prêmio da Música Brasileira (PMB) e recebeu o troféu de Melhor Cantora da categoria Regional com o álbum Reza Forte na noite de quarta-feira, 19, em cerimônia promovida no Theatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ). Nesta edição o tradicional evento homenageou Ney Matogrosso e entre outros também premiou nomes consagrados do cenário nacional tais quais Alceu Valença, Ivete Sangalo, Maria Bethânia, Elza Soares, Tom Zé, Zeca Pagodinho, a dupla Zé Mulato & Cassiano e o grupo MPB 4, além de gente e trabalhos muito bons que despontam no meio regional e independente, tais quais Alberto Salgado, Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz, Saulo Duarte e a Unidade, Baiana System e Alessandra Maestrini.

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966 – Rubinho do Vale, convidado por Pedro Antônio, recorda sucessos de 35 anos de carreira em Uberlândia (MG)

O cantor e compositor mineiro Rubinho do Vale será a atração do projeto Pedro Antônio Convida para a apresentação do sábado, 1º de julho, que terá como palco o Teatro Municipal de Uberlândia (MG). A partir de 21 horas, o violeiro nascido em Rubim considerado um dos mais respeitados divulgadores da riqueza cultural do Vale do Jequitinhonha, no Norte de Minas Gerais, e com trajetória histórica dentro da música regional mineira, brindará a plateia com canções gravadas em discos para o público adulto — coleção que inclui, entre outros, Violas e Tambores;Viva o Povo Brasileiro; Trem Bonito; Encantado; Verde Vale Vida; Ser Criança e Estrada. Exímio trovador, Rubinho do Vale também canta temas folclóricos recolhidos em andanças pela região natal e inclui entre os mais de 15 discos assinados em 35 anos de carreira álbuns dedicados aos universo infantil. A obra é das mais elogiadas entre colegas de estrada e recentemente mereceu o Prêmio da Ordem do Mérito Cultural, concedido pelo Ministério da Cultura. Antes, já recebera do Governo do Estado a Medalha do Mérito da Educação, por destacados trabalhos na área.

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