1261 – Baiano por afeição, Walter Lajes é mais uma joia da ditosa galeria dos cantores e compositores da Boa Terra

Paranaense de berço, depois de passar pela cidade do Rio de Janeiro e também morar em Pernambuco, músico  que já lançou oito álbuns fixou-se em Vitória da Conquista, município onde um dos vereadores acaba de homenageá-lo por mais uma exitosa participação em festival, na cidade paulista de Barueri

A Bahia é generosa com o país e a cultura popular quando o assunto é a contribuição para a boa música e o enriquecimento do nosso cancioneiro. Partindo de Dorival Caymmi e toda a sua família, passando por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa, Pepeu Gomes — para ficar apenas em algumas consagradas joias do estilo popular –, passamos por Elomar, Xangai, Roque Ferreira, Gereba e seu parceiro Capinam — mais dedicados ao que o mercado gosta de classificar como “regional” — entre tantos outros exemplos, chega-se sem surpresas à conclusão que o estado de Castro Alves nada deixa a dever aos que consideram como referencial apenas o Sudeste maravilha — premissa que, por sinal, vale ainda para outros da região Nordeste, sem exceção de nenhuma de suas unidades federativas.

E colocando mais dendê na conversa, ainda que paranaense de nascimento “por um acidente de percurso”, conforme ele mesmo declarou ao Barulho d’água Música, o compositor, poeta, cordelista e como o próprio também se define, cantador Walter Lajes, joga fácil nesta seleção de baianos e tem feito por merecer que holofotes e emissoras, produtores e agentes de espetáculos e programas, bem como a indústria fonográfica, sejam mais generosos e o escalem sem medo de caneladas e de tomar gols contra.

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1109 – Matuto Moderno (SP) faz show para comemorar 20 anos de trajetória e convida André Abujamra

Apresentações da banda que divulga a música caipira com pegada de rock serão na Caixa Cultural São Paulo, com ingressos gratuitos*

A tradição musical do Sudeste brasileiro, ao som da viola caipira, parecia não ter nada em comum com o rock, até que cinco músicos se uniram para formar o Matuto Moderno no final da década dos anos 1990 e derrubaram a crença de que música de raiz atrai apenas tiozinhos. Desde então, a banda formada por Ricardo Vignini (viola caipira), Zé Helder (viola caipira e vocal), Edson Fontes (vocal e catira), Marcelo Berzotti (baixo e vocal), André Rass e Carlinhos Ferreira (percussão) tem se apresentado nos palcos mais nobres de São Paulo, em outras regiões do país e até no Exterior, com participações especiais de diversos artistas brasileiros. Agora, para comemorar 20 anos de trajetória, os matutos convidaram André Abujamra para tocar e cantar com eles, entre a quinta-feira, 20, e o domingo, 23 de setembro, no palco do teatro da Caixa Cultural São Paulo (veja a guia Serviços).

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974 – Cole no Sesc Pompeia (SP) e conheça Rebento, novo álbum instrumental do violeiro Ricardo Vignini!

Um dos violeiros mais atuantes do país, Ricardo Vignini, é o convidado do projeto Plataforma para a apresentação da quinta-feira, 20, no palco do teatro da unidade Pompeia do Sesc de Sampa. A partir das 21 horas, o cantor e compositor lançará o mais novo álbum da carreira solo, Rebento, que reúne 13 músicas instrumentais, das quais 10 de autoria própria. Para o show de lançamento, o violeiro chamará para a roda André Rass (percussão), Ricardo Carneiro (violão e guitarra), Sergio Duarte (gaita), Ari Borger (piano) e Bruno Serroni (violoncelo).

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Garrincha bate bola, Cora Coralina divide doces e Cartola puxa o refrão em novo álbum de Zeca Collares (MG)

zeca collares campinas arte 2 

O cantor e compositor Zeca Collares (Grão Mogol/MG) lançou no domingo, 21 de junho, o oitavo álbum da carreira, acompanhado pelos músicos Cléber Almeida (percussão), Zé Marcos (violão) e Luiz Anthony (contrabaixo) e como plateia para a primeira audição de Estação, biscoito de nata que chegara apenas dois dias antes, teve o público que frequenta a unidade Campinas do Sesc. Zeca Collares ocupou o palco da área de convivência como atração do projeto Folias de Junho. O disco tem dez faixas, das quais duas são instrumentais, e apresentam o universo das rezas, das folias e das vivências sertanejas que formam o ambiente onde, desde menino, ele está inserido, compostas em parceria com Valter Silva e que extrapolam a sonoridade da viola caipira com inovações nas propostas melódicas e harmônicas. “Sempre fui conhecido como um violeiro dedicado ao lado tradicional do instrumento, e já toquei, por exemplo, com Pena Branca e Xavantinho, mas neste novo trabalho vocês notarão: fiz questão de manter os pés nas raízes, com a cabeça colocada no mundo”, disse Zeca Collares que, atualmente, reside em Sorocaba (SP).

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