1047 – Suêldo Fernandes (SP) disponibiliza álbum Tradições Regionais nas plataformas de streaming

O cantor e compositor Suêldo Fernandes disponibilizou desde 28 de março em várias plataformas digitais, os populares canais de streaming, as dez faixas do seu novo trabalho autoral, que batizou de Tradição Regional e que terá distribuição pela Tratore. Natural da cidade litorânea paulista de Santos e radicado em Guarulhos (Grande São paulo), Suêldo Fernandes toca instrumentos de cordas e de percussão, é luthier, produtor fonográfico, diretor artístico, pesquisador de cultura e de temas do folclore nacional. Ainda menino descobriu dotes artísticos que permitem a ele, hoje, além de atuar como músico, escrever e compor as próprias poesias e melodias. Em sua carreira já integrou bandas como vocalista e instrumentista entre 2000 e 2007, optando após esta experiência por empregar em voos solo a voz marcante de vários timbres que passeia por ritmos populares brasileiros, country e folk. Suêldo busca compor canções autorais que também destacam elementos de culturas étnicas tradicionais marcadas pela visão criativa, inovadora e original.  Continue Lendo “1047 – Suêldo Fernandes (SP) disponibiliza álbum Tradições Regionais nas plataformas de streaming”

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886 – Sueldo Fernandes (SP) canta histórias para público da Estação Cultural de Santa Bárbara d’Oeste (SP)

O cantor e compositor Sueldo Fernandes será uma das atrações da Estação Cultural de Santa Bárbara d’Oeste neste sábado, 4 de junho, quando protagonizará a partir das 16 horas o espetáculo Cantando História, projeto viabilizado pelo ProAc de São Paulo. Natural da cidade paulista de Santos, Sueldo Fernandes toca instrumentos de cordas e de percussão, é luthier, pesquisador de cultura e de temas do folclore nacional. Desde a infância demonstra os dotes artísticos que permitem além de atuar como músico compor as próprias poesias e melodias. Em sua carreira integrou bandas como vocalista e instrumentista entre 2000 e 2007, optando após esta experiência por empregar a voz marcante e apoiada em vários timbres passeando por ritmos  populares brasileiros, country e folk, sempre buscando compor canções autorais que também destacam elementos de culturas étnicas tradicionais marcadas pela visão criativa, inovadora e original.

O currículo de Sueldo Fernandes no circuito paulista aponta entre outras atividades a turnê Cantante Romântico das Américas (entre 2012 e 2014) e participações em programas como o Dia Dia Rural, apresentado por Tavinho Ceschi no Terra Viva, canal de agronegócios da TV Bandeirantes (SP); Revelando São Paulo; e Festival da Cultura Paulista Tradicional, com a atriz Nani Braun, da TV Cultura (São Paulo). Cantando História reúne músicas étnicas, próprias e inéditas, em um álbum single distribuído digitalmente por plataformas virtuais. O disco também pode ser encomendado junto à Cantando História Produções, cujos números de telefone são 11 2456-3338/ 11 98486-5793

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Trilhos da arte e da emoção

Antes da apresentação de Sueldo Fernandes o público que frequenta a Estação Cultural de Santa Bárbara d’Oeste poderá acompanhar durante uma feira de artesanato um coral local (a partir das 10 horas) e uma sessão de contação de histórias intitulada Rolando Causos com a Companhia Xekmat (por volta das 13 horas). Administrada pela Fundação Romi, a casa de espetáculos promove encontros plurais e multiculturais em um espaço revitalizado da antiga estação ferroviária da cidade, no qual a comunidade pode aprimorar a sua percepção acerca da cultura regional, divulgar valores, trocar vivências, adquirir conhecimentos, experimentar emoções, elaborar pensamentos, tomar iniciativas e ajudar a constituir a identidade cultural da região por meio exposições, oficinas e cursos de literatura, música, teatro e dança, dentre outras que promovam o desenvolvimento social por meio da cultura.

O endereço é rua Tiradentes, 2, Centro, e para mais informações sobre a programação oferecida de terça à sexta-feira (das 9 às 18 horas), aos sábados (das 8 às 17 horas) e aos domingos (das 8 às 12 horas) há o telefone  (19) 3455-4830

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825 – Orquestra de Pinheiros, jazz e música de raiz compõem cardápio do começo da nova temporada do MCB (SP)

O Museu da Casa Brasileira (MCB/SP) retomará a partir de 13 de março a programação gratuita de atrações musicais que promove desde 1999, aos domingos, sempre a partir das 11 horas, no palco montado no terraço da entidade. A 17ª temporada começará com uma apresentação da Orquestra Pinheiros, seguida, em 20 de março, por concerto da Reteté Big Band. Wilson Teixeira está confirmado para 27 de março, quando o público ouvirá músicas do mais recente álbum lançado pelo violeiro, Casa Aberta, mescladas a canções do primeiro disco autoral dele, Almanaque Rural, e sucessos do universo caipira e regional.

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A Orquestra Pinheiros vai apresentar concerto em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, com repertório que trará músicas compostas por mulheres, para mulheres ou interpretadas por elas (Foto: Rodrigo Sodré)

Orquestra de Pinheiros, 13 de março

A Orquestra Pinheiros, ligada ao Esporte Clube Pinheiros, de São Paulo, tem regência do maestro Murilo Alvarenga e por meio de Sophisticated Ladies pretende marcar a passagem do Dia Internacional da Mulher, que ocorrerá na terça-feira, 8 de março. O repertório terá apenas músicas compostas por mulheres, para mulheres ou interpretadas por elas, com participação especial das cantoras Cinthia Zaccarioto, Rita Valente, Cris Cabianca e Catarina Marrese.

Reteté Big Band, 20 de março

Idealizada em 2004 pelos músicos Thiago Alves, Paulo Malheiros e Josué dos Santos, a Reteté Big Band apresentará clássicos de jazz e composições próprias nas quais se notam influencias de bandas norte-americanas como The Count Basie Orchestra e Thad Jones/Mel Lewis Big Band. Inicialmente, a banda, que apenas tocou com todos os membros juntos pela primeira vez a partir de 2006, formou-se para agregar músicos que constantemente se encontravam em igrejas evangélicas e grupos jovens da antiga Universidade Livre de Música, atual Escola de Música do Estado de São Paulo Tom Jobim.

Os integrantes atuam nas melhores formações instrumentais da cidade de São Paulo e compuseram o Movimento Elefantes, coletivo paulistano de bandas de sopro, entre 2009 e 2013. Além das influencias e gostos já mencionados, a Reteté também incorpora em seu repertório tendenciosas melodias de hinos tradicionais. O nome atípico vem de uma alusão ao movimento pentecostal presente em igrejas evangélicas, já que a maioria dos rapazes teve contato inicial com a música em algumas delas. A Reteté Big Band vem conquistado o público com muita qualidade, aliada à capacidade de improvisação e, assim, por onde passa, angaria mais fãs e imprime seu selo de difusores de boa música, com descontração.

A Rateté Big Band reúne Jefferson Rodrigues, Cássio Ferreira, João Paulo Barbosa, Lucas Macedo, Luiz Neto (saxofones); Jorginho Neto, Valdemar “Nevada”, e o compositor e arranjador Paulo Malheiros (trombones e tenor); Jaziel Gomes (trombone baixo); Paulo Jordão; Júnior Galante, Sidmar Vieira e Bruno Belasco (trompetes); David Sansão (piano); Thiago Alves (contrabaixo); Paulinho Vicente (bateria); e Carlos Iafelice (composições e arranjos)

 

Wilson Teixeira, 27 de março

Paulista de Avaré radicado na Capital, Wilson Teixeira está celebrando quinze anos de carreira, iniciada com premiadas participações em festivais, trajetória que está consolidando com projetos autorais ou em parcerias que envolvem outros violeiros — Cláudio Lacerda (São Paulo/SP), Luiz Salgado (Araguari/MG) e Rodrigo Zanc (São Carlos/SP), do projeto cultural 4 Cantos –, e cantoras como a paulistana Sarah Abreu, por exemplo. Sempre acompanhado por músicos tarimbados e bem entrosados, já se apresentou em inúmeras casas de shows pelo interior paulista, Capital e cidades brasileiras, além de programas consagrados como Sr. Brasil, de Rolando Boldrin; Dia a Dia Rural, de Tavinho Ceschi; Talentos do Jornal da Record News, de Heródoto Barbeiro; e Aparecida Sertaneja!, com Mariângela Zan.

Wilson Teixeira mescla tradições caipiras e do regionalismo com saborosas pitadas de folk em canções que canta ou interpreta ao dedilhar as dez cordas que, em suas mãos, soam refinados toques apoiados em elaborados arranjos e afinações. Atualmente, vem divulgando o repertório de Casa Aberta, segundo álbum da carreira, lançado em São Paulo em novembro de 2015. O repertório traz composições dele, em parcerias ou de amigos tais quais Salatiel Silva e Reinaldo Luz, Claudio Lacerda e Julio Bellodi, Bezão, Adilson Casado, Evandro Camperom, Guilherme Cruz, Chico Lobo, Bilo Mariano, e Edu Santana.

Uma semana antes de ocupar o palco do MCB, Wilson Teixeira estará na praça de eventos da unidade Vila Mariana do Sesc de São Paulo para apresentar mais um tributo aos irmãos Tonico e Tinoco. Nesta homenagem à dupla Coração do Brasil,  Wilson Teixeira estará acompanhado por Vinícius Bini (contrabaixo), Walter Bini (violão), Kabé Pinheiro (percussão) e Cleber Silveira (acordeom).

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Vinícius Bini, Cléber Silveira, Wilson Teixeira e Walter Bini, com Kabé Pinheiro, estarão no dia 20 no tributo a Tonico e Tinoco, na Vila Mariana (Foto: Arquivo Barulho d’água Música/Marcelino Lima)

O Museu da Casa Brasileira fica na avenida Brigadeiro Faria Lima, 2705, São Paulo, telefone 11 3032-3727. 

O endereço da unidade Vila Mariana do Sesc de São Paulo é rua Pelotas, telefone 11 5080-3000, a cerca de 1.000 metros da estação Ana Rosa da linha 1 Azul do Metrô.

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Hoje assopramos a primeira velinha do Barulho d’água Música!

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O grupo do projeto cultural 4 Cantos, formado por Rodrigo Zanc, Cláudio Lacerda, Wilson Teixeira e Luiz Salgado é acompanhado de perto pelo blog, como quando esteve no programa Sr. Brasil, de Rolando Boldrin, um dos mais importantes divulgadores e incentivadores do universo caipira e regional (Foto: Andreia Beillo)

 

Hoje, 3 de junho, o Barulho d’água Música completa um ano de atividades. Neste período, contando com as colaborações de Ana Lúcia Fernandes e Elisa Espíndola (fotógrafas), Andreia Regina Beillo (relações públicas), dicas de consultoria e administração de José Carlos “Babu” Baia, e Thiago Barreto e compartilhamento de conteúdos com a revista eletrônica de cultura Kalango (Osni Dias/Atibaia-SP), produziu 514 matérias alusivas à cobertura de shows, à divulgação de apresentações, de eventos e de projetos, ao lançamento de álbuns, e registro de aniversários de cantores e de compositores, entre outros temas. De forma espontânea e independente, sem recursos, dotações publicitários ou outra fonte de sustentação, os blogueiros participaram de programas como o Sr. Brasil (de Rolando Boldrin, na TV Cultura), Dia a Dia Rural (de Tavinho Ceschi, no canal Terra Viva) e o Instrumental Sesc Brasil (de Patrícia Palumbo, no Sesc Consolação/SP), viajaram por várias cidades do país e promoveram inúmeras reportagens e entrevistas, além de pesquisas, sempre com o intuito de recolher a melhor e mais completa informação.

Desta forma, apesar das dificuldades e do árduo trabalho que muitas vezes consumiram jornadas integrais ao longo dos dias, incluindo sábados, domingos e feriados, constitui-se em um canal de comunicação produto de zelo profissional e de apurado trato jornalístico, já reconhecido, elogiado e respeitado em vários meios, com seguidores e visualizações em países dos cinco continentes, entre os quais o Laos, Cingapura, Tailândia e Vietnã!

O melhor deste período, entretanto, é a cada vez mais copiosa relação de amigos que o Barulho d’água Música conquistou, sem falar na prazerosa sensação de ter contribuído para o resgate e a divulgação, e consequentemente,  a valorização da cultura genuinamente popular; de manifestações que sobrevivem no seio de tradições  e que, embora não recebam a devida atenção dos média ou mesmo dos produtores culturais, autoridades e educadores, compõem ou ajudam a traduzir com mais fidelidade o perfil da brasilidade — ainda que este seja múltiplo e, aparentemente, bastante complexo, posto que deriva ou se forma a partir de várias raízes. Não é uma tarefa fácil e sugere para muitos que talvez seja uma utopia; talvez, seja, vá lá: sabemos, sim, que se assemelha a um sacerdócio (no sentido de exigir certo devotamento e entrega), mas estamos absolutamente à vontade, fazemos o que gostamos, exercemos a labuta com prazer e hoje, nesta data especial, renovamos nosso compromisso de seguirmos em frente por que estamos igualmente convencidos: você e o seu trabalho, na verdade, merecem nossos esforços,e  mais do que reconhecimento, precisam  de longos aplausos, em pé!

Alguns destes inúmeros amigos e apoiadores que colhemos neste período nos enviaram mensagens de congratulações e as compartilhamos abaixo. A todos vocês nosso muito obrigado!

As minhas felicitações ao blog Barulho d’águaesse canal da arte da cantoria e dos cantadores, que se materializa pelo trabalho do nosso querido Marcelino Lima, Andreia Beillo e colaboradores, malungos incansáveis, que  fazem desse espaço uma ‘porteira’ responsável pela difusão da boa e mais sincera música brasileira. Fica aqui a gratidão por ver o meu trabalho publicado, e pela oportunidade de conhecer tanta gente boa, artistas extraordinários, que dispensam o abraço da grande mídia e espalham a sua arte através de parceiros como esse blog, o suficiente para chegar aos ouvidos de muitos e muitos, e muitos ainda virão. Salve a arte dos cantadores, salve a arte dessa corrente maravilhosa e salve o blog Barulho d’água. Vida longa.

Déo Miranda, cantor, compositor e produtor cultural (Mogi das Cruzes/SP)

Barulho d’água brotando da fonte é uma dádiva da natureza trazendo a pureza e sonoridade da vida. Assim é o belo trabalho desenvolvido por esses queridos e atentos difusores das nossas andanças e cantorias por este país. Nas comemorações de 1 ano do blog Barulho d’Água o presente continua sendo nosso… Gracias, Marcelino, Andreia e toda a equipe dedicada e espalhar arte genuína por este terreiro virtual.

Katya Teixeira, cantora, compositora e pesquisadora, coordenadora do Dandô Circuito Dércio Marques de Música (São Paulo/SP)

Quando “ouço” o Barulho d’água, imediatamente penso nas criaturas que, com tanta paixão e cuidado, alimentam seus seguidores com as boas novas do universo cultural brasileiro. Marcelino Lima e Andreia Beillo, juntamente com seus colaboradores, são amigos queridos que merecem seguir firmes e fortes no segmento. Desejo vida longa ao Barulho d’água música.

Rodrigo Zanc, cantador e violeiro (São Carlos/SP)

Eu simplesmente adoro ouvir barulho d’água! Quando soube do blog com esse nome, pensei comigo que seria muita responsabilidade aos blogueiros! Pois o Barulho d’água dos queridos Marcelino Lima e Andria Beillo reverbera o som de um riacho lindo, calmo e de muito boa energia. Aliás, energia é que não os falta  para registrar e divulgar as cantorias de tanta gente boa por esse mundão! Parabéns pelo primeiro aniversário e muito obrigado pelo maravilhoso serviço prestado à nossa cultura. Que essa água continue correndo!

Cláudio Lacerda, cantador e compositor (São Paulo, SP)

Parabéns pelo primeiro ano de existência! Parabéns ao espaço-rio que carrega arte em seu leito. Parabéns ao espaço-mar que espalha puras ondas musicais. Que os próximos anos sejam oceanos; águas que unem e transportam notícias; embarcações de palavras cheias de instrumentos, melodias, canções e vozes.

Consuelo de Paula, cantora, compositora e poetisa (São Paulo/SP, Pratápolis/MG)

Neste dia 3 de junho é aniversário do blog Barulho d’Água Música uma aventura quixotesca comandada pelo jornalista Marcelino de Jesus Lima e sua fiel escudeira Andreia Beillo. O blog, mesmo sem recursos, presta um serviço inestimável às artes oferecendo semanalmente uma vasta agenda cultural. Além disso, o blog tem o mérito de cobrir os eventos in loco, simplesmente pelo respeito que tem com os seus leitores, coisa louvável. Quantas vezes nós, do Grupo Balaio de Doi2, fomos prestigiados com fotos e textos sobre o nosso trabalho. Por isso, do fundo do coração, desejamos que o Barulho d’Água Música prospere cada vez mais e que pessoas e empresas com capacidade de investimento ajudem o blog a ter vida longa.

Paulo Netho e Salatiel Silva, cantores, compositores, poetas e produtores de riso e de alegria (São Paulo/SP)

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Daniel Franciscão apresenta músicas do álbum “Violeiro de Profissão” no programa Dia Dia Rural, em SP

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Daniel Franciscão conversa com Tavinho Ceschi sobre a carreira e profissão de violeiro, observado por Marina Ebbecke, aluna de Ivan Vilela na USP; o apresentado segura exemplar do álbum do músico de Jundiaí (Fotos de Marcelino Lima)

O violeiro, professor e regente da Orquestra Terra da Uva Daniel Franciscão, de Jundiaí (SP) foi atração  Dia Dia Rural deste 31 de outubro, levado ao ar ao vivo para várias cidades brasileiras pelo canal de agronegócios Terra Viva, vinculado ao grupo Bandeirantes. O programa é apresentado pelo jornalista Tavinho Ceschi que sempre convida músicos dedicados à divulgação e preservação das modas de viola caipira e de raiz para tocarem e cantarem às sextas-feiras, durante o quadro que encerra a semana de noticias e atividades do Dia Dia Rural, o Diversão e Arte.

Daniel Franciscão cantou acompanhado por Marina Ebbecke faixas de “Violeiro de Profissão”, que gravou em 2013 e é o primeiro da carreira. O álbum tem participações especiais de Renato Teixeira, Cláudio Lacerda, Zé Paulo Medeiros, Wilson Teixeira e Ricardo Vignini e é uma competente mescla de ritmos como o chamamé, toadas e baião entre outras influências da música popular brasileira, que tornam o disco diverso e sem fronteiras.

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Marina Ebbecke

 

A maioria das composições é do próprio Franciscão, que as intercala com interpretações de sucessos regionais e caipiras. O universo da viola de dez cordas encontra-se, portanto, bem representado, traduzindo as diferentes linguagens do instrumento em canções de identidade singular que carregam mensagens de simplicidade, admiração à natureza e amor à profissão de cantador e violeiro.

Linque para ver o programa com Daniel Franciscão e Marina Ebbecke:

http://mais.uol.com.br/view/8tncj14f7l3t/diversao-e-arte-recebe-o-musico-daniel-franciscao-04028D1C326ED4915326?types=A&

Daniel Franciscão é atração de mais uma edição do Dia a Dia Rural, no canal Terra Viva

Daniel Franciscão, violeiro e regente da Orquestra Terra da Uva, é de Jundiaí e autor do álbum “Violeiro de Profissão” (Foto: Marcelino Lima)

O violeiro e regente da Orquestra Terra da Uva Daniel Franciscão, de Jundiaí (SP), é o convidado do apresentador Tavinho Ceschi para participar ao vivo nesta sexta-feira, 31 de outubro, do quadro Diversão e Arte do programa Dia Dia Rural, levado ao ar todos os dias pelo canal de agronegócios Terra Viva. Franciscão cantará músicas do seu recente álbum ” Violeiro de Profissão”* a partir das 12h30, acompanhado por Marina Ebbecke (violão).

O Terra Viva, emissora vinculada ao Grupo Bandeirantes, transmite a programação para todo o país. O canal pode ser sintonizado, em São Paulo e cidades próximas, na posição 49 (sistema analógico) ou 158, para assinantes de televisão à cabo. Outra opção é abrir o endereço virtual http://www.tvdirecto.tv/tv/livre/terraviva-ao-vivo.htm.

* Violeiro de Profissão (2013) tem participações de Renato Teixeira, Wilson Teixeira, Ricardo Vignini, Zé Paulo Medeiros  e Cláudio Lacerda

 

Cláudio Lacerda apresenta sucessos da carreira no programa de Tavinho Ceschi

Cláudio Lacerda tem três álbuns já gravados e parcerias com expoentes da música brasileira como Renato Teixeira e Dominguinhos; no dia 26 apresentará em Campinas o espetáculo "Olhos d'água" (Foto: Nalu Fernandes)
Cláudio Lacerda tem três álbuns já gravados e parcerias com expoentes da música brasileira como Renato Teixeira e Dominguinhos; no dia 26 apresentará em Campinas o espetáculo “Olhos d’água(Foto: Nalu Fernandes)

O programa Dia Dia Rural,  comandado por Tavinho Ceschi no canal Terra Viva, receberá nesta  sexta-feira, 24/10, o cantor e compositor paulistano Cláudio Lacerda.

Autor dos álbuns Alma Lavada, Alma Caipira e Cantador, Cláudio Lacerda foi convidado para ser atração do quadro Diversão e Arte, que começa por volta das 12h30, durante o qual os telespectadores da emissora de agronegócios vinculados ao Grupo Bandeirantes poderão ouvi-lo entoando sucessos desta discografia, acompanhado pelo violeiro Daniel Franciscão.

Entre uma canção e outra, Lacerda falará sobre a carreira que registra importantes parcerias com Renato Teixeira, Dominguinhos, Lula Barbosa, Alzira E., Levi Ramiro e Paulo Freire, entre outros companheiros de estrada. O paulistano também está a frente de projetos como o inédito “Olhos d’água”, que apresentará no Teatro do SESC Campinas (SP) neste domingo, 26/10, a partir das 16h.   

O Terra Viva pode ser sintonizado pelo canal 49 (analógico) e 158 para quem assina televisão à cabo e reside em São Paulo. Quem mora em outros estados pode ter acesso ao sinal pelo endereço eletrônico ww.tvdirecto.tv/tv/live/terraviva-ao-vivo.htm

Cláudio Lacerda: a arte de cultivar orquídeas e colher poesias para a viola e o violão

Foto: Adriano Rosa

Especial para o blog da Rádio UOL, publicado em 15 de julho de 2007

O cantor Cláudio Lacerda, paulistano filho de mineiros, tem um currículo de composições próprias e de participações em álbuns de vários companheiros de estrada que o qualifica como um dos mais criativos e genuínos nomes da atual safra das músicas regional brasileira e de raiz. Entrevistado recentemente pelo violeiro Yassir Chediak, que apresenta o programa “Bom Dia Campo”, no Canal Rural, Lacerda revelou durante um agradável bate-papo entremeado por músicas da carreira parte de suas potencialidades e desta identidade ao cantar o clássico “Boiadeiro Errante”, de Teddy Vieira.

Autor de “Canto brasileiro”, em parceria com o trovador urbano Eduardo Santhana e com participação do saudoso Dominguinhos durante a gravação do álbum “Cantador” (terceiro e mais recente da carreira, lançado em 2010), Cláudio Lacerda revelou a Chediak peculiaridades de uma vida atenta à natureza e regrada com modos simples, como cultivar orquídeas no sítio em que mora com a família, paciente trabalho conjunto que desenvolve com a esposa, agrônoma. Aproveitando a ocasião, também prestou tributo a baluartes da moda caipira ao lembrar que dedicou à memória de José Fortuna, Nonô Basílio, Angelino de Oliveira, Serrinha, Tonico, Cornélio Pires, e Capitão Furtado as faixas do segundo disco, “Alma Caipira”, de 2007.

Neste trabalho, o músico tornou públicas composições menos consagradas dos mestres revisitados, “aquelas que estão meio escondidinhas” dentro do amplo repertório de cada um deles. Ou seja: embora tenha o dom de compor as próprias obras com muita singularidade, sensibilidade e arte, Cláudio Lacerda inclina-se e vai às fontes mais cristalinas e doces do nosso cancioneiro de raiz não apenas buscar referências e inspiração, mas reverenciá-las, a elas levar nosso agradecimento. Se revelações tais quais ajudam a explicar de onde vem a riqueza e a poesia presente nas letras das suas canções, também evidenciam humildade.

Cláudio Lacerda, filho de mineiros, traz em sua formação raízes caipiras, mas suas composições também se inspiram em bambas da MPB e têm parcerias com Renato Teixeira (Marcelino Lima)

Citamos Dominguinhos como parceiros que Cláudio Lacerda já encontrou na estrada e com os quais subiu ao palco, entretanto a lista é grande. Renato Teixeira, Lula Barbosa, Pinho, Levi Ramiro, Wilson Teixeira, Rodrigo Zanc, Luiz Salgado, Miriam Mirah, Turcão, Paulo Simões, Pena Branca, Rodrigo Delage, Alzira Espíndola, Noel Andrade são alguns exemplos presentes em sua discografia, ou com os quais compartilhou trabalhos assinados pelos amigos. Ao optar por deixar de lado a carreira em Zootecnia, Cláudio Lacerda entrou de corpo e de alma para o time de cantadores das belezas do país, e, no silêncio de seu retiro, procura trabalhar tenazmente para formatar novos projetos, tarefa que põe de lado apenas para atender contratos de shows — por sinal, vários, em centros como a Capital, Presidente Prudente, Taubaté, Araraquara, Franca, Marília, Bauru, Guarulhos e Brasília, passando por lugarejos como a acolhedora Clementina, distante mais de 500 km de São Paulo.

Um destes projetos ainda inéditos, intitulado “Olhos d’Água”, levanta a bandeira em defesa dos rios brasileiros, alguns inspiradores de músicas que se aninharam no inconsciente popular com força de hinos e que no dia a dia servem não apenas de meio de subsistência às populações ribeirinhas, de equilíbrio para o meio-ambiente e os biomas nacionais, mas ainda de vias pelas quais circulam fatos e lendas que constituem a alma dos povos; que em subidas ou descidas das embarcações por suas correntes já trouxeram ou levaram personagens que alegraram ou feriram muitos corações.

É uma forte mensagem de apoio e de preservação à natureza, em síntese, tendo como suporte um elemento que outrora corria mais farto e límpido e servia ao homem sem riscos, que as rodas do progresso pelo progresso ameaçam de extinção. O projeto foi apresentado a uma empresa de comercialização de cosméticos produzidos de forma sustentável, desenvolvidos a partir de plantas encontradas em nossas ricas e variadas espécies de vegetação. “Olhos d’Água” poderá colocar Cláudio Lacerda lado a lado novamente com grandes cantores e compositores, entre os quais Paulo Simões, Paulo Freire, Levi Ramiro, Rodrigo Delage e Luiz Salgado. E prevê, da maneira como está formatado, apresentações em Belo Horizonte, Bonito (MS) e Piracicaba, com um fecho de ouro em Campinas para gravação do material audiovisual. Lacerda conta com uma resposta positiva e o videoclipe inserido em redes sociais já despertou o interesse de organizações como o SESC: um show sobre o tema está garantido para outubro, em Campinas.

Crédito: Adriano Rosa
Um dos projetos de Cláudio Lacerda o uniu aos amigos Rodrigo Zanc, Wilson Teixeira e Luiz Salgado. “Olhos d’Água”, ainda inédito, abordará rios brasileiros (Foto: Adriano Rosa)

As violas e violões de Cláudio Lacerda têm percorrido várias cidades do Interior paulista e fora do Estado de São Paulo, clubes, auditórios de teatros como Cacilda Becker e Crowne Plaza, palcos, estúdios de televisão — para entrevistas com Hebe Camargo e Ana Maria Braga, por exemplo –, e de emissoras de rádio. Além da recente entrevista para Yassir Chediak, Lacerda esteve com Rodrigo Zanc no programa “Dia Dia Rural”, levado ao ar em 13 de junho pelo canal de agronegócios “Terra Viva”, com apresentação de Tavinho Ceschi. Ao vivo, ambos comentaram como surgiu e vêm levando adiante projeto de tributo à Pena Branca e Xavantinho, o qual já completou quatro anos. Os primeiros programas e atividades deste resultaram em gravações no SESC Pompeia com a presença e o consentimento do próprio Pena Branca, que, infelizmente, morreria semanas depois.

Lacerda e Zanc também encantam plateias quando constituem o projeto “4 Cantos”, com o reforço de Luiz Salgado e Wilson Teixeira. Em suas apresentações, todos cantam exclusivamente músicas autorais que vão abrindo as suas próprias trilhas. Ao se encontrarem, estes caminhos evidenciam talentos prontos para realentarem e revigorarem a cultura popular por meio de uma de suas vertentes mais expressivas. São encontros de oito mãos e de múltiplas afinidades e afinações, atados não exatamente por fios condutores, e sim pelos arames utilizados nas cordas das respectivas violas caipiras, sempre bem entrosadas e temperadinhas no capricho, com o cuidado de quem alisa os cabelos da cabrocha, acabou de vir do pomar onde colheu uma fruta de delicada tez e sabor para ofertá-la à plateia.

Por onde o quarteto passa, há lotação na certa. O povo chega e se ajunta, vai ficando, vai ouvindo. Não demora, escutam-se pessoas perguntando a um colega do lado de onde saíram quatro moços assim tão bons; o rol de fãs, amigos e seguidores aumenta. Rolando Boldrin, que dispensa maiores comentários, admirou-se com esta formação. A convite do Sr. Brasil, em agosto de 2013, o “4 Cantos” gravou participação no programa que Boldrin conduz na TV Cultura. Em outubro, a cantoria foi ao ar e vem motivando visualizações em número cada vez maior na internet, com inúmeros compartilhamentos nas redes sociais.

Discografia de Cláudio Lacerda

Alma Lavada”, de 2003, “Alma Caipira”, de 2007 e “Cantador”, de 2010 são os discos lançados por Cláudio Lacerda, agraciado por três vezes consecutivas pelo Instituto Brasileiro de Viola Caipira, promotor das respectivas edições do Prêmio Rozini de Excelência de Viola Caipira (2005, 2010 e 2013).

A discografia e as láureas comprovam que ele traz no peito raízes estreitas com as músicas regional e caipira, elo que se estreitou com a graduação em Zootecnia na cidade de Botucatu, encravada na região onde se localiza um dos berços da cultura caipira paulista. Botucatu é para quem não se recorda ou conhece terra lavrada por Angelino de Oliveira, que lá viveu e constituiu família, legando para a cultura nacional a legendária “Tristeza do Jeca”. Neste solo frutificou outra expressiva voz do universo de raiz, Osni Ribeiro, com quem Lacerda articula tabelinhas perfeitas.

Crédito: Marcelino Lima
Cláudio Lacerda já fez apresentações em cidades como Franca e Ribeirão Preto, além de Brasília, e em teatros como o Crowne Plaza, sempre empunhando a viola e o violão (Marcelino Lima)

Então vai ouvindo, vai ouvindo, pois até os gringos da revista “Rolling Stones” já elogiaram as composições de Cláudio Lacerda. No mesmo diapasão soaram críticas elogiosas de veículos como o “Estado de São Paulo”, “Estado de Minas” e “Correio Brasiliense”, jornais de circulação nacional e de público eclético. Os três álbuns merecem ser ouvidos sem pressa como sugere a dica de Aquiles Riques Reis, músico e vocalista do MPB 4, para o qual se deve “deixar o tempo de lado, ao menos por alguns minutos” na hora de rodá-los na vitrola, curtindo sua voz forte e marcante, o seu macio e virtuoso toque nas cordas.

Por todas estas virtudes, o futuro quarto disco da carreira já nos imerge em curiosidades e expectativas. Cláudio Lacerda informou que já está debruçado em sua feitura e produção, mas prefere guardar comentários e revelações sobre quando o lançará e a temática que gravará, se manterá o perfil caipira, se trará contribuições sobre a preservação do meio-ambiente, ou se ecoará outros gêneros. Lacerda, já sabemos, é antenado no amplo sentido definido por Ezra Pound, e também admira compositores e cantores tais quais Tom Jobim e Rita Lee. Como também não é ruim de cabeça, tem interesses e cultua obras para além do universo regional, transita entre outras vertentes musicais das terras onde tem palmeiras e cantam aves de matizes diversas, do tico-tico que espalha fubá e o sabiá que perfura as laranjeiras ao cuitelinho da beira do porto; bom matuto sabedor que todos somos um tanto quanto macunaímas, pode extrair dos versos de Chico Buarque sotaques do interior, encontrar guardados de Caetano Veloso uma composição nascida à beira de um fogão de lenha cuja letra tenha o condão de nos conduzir às belezas dos grandes sertões e veredas, abrir uma porteira no Mato Grosso, animar uma roda de mate nos pampas.

Então, vai ouvindo, vai ouvindo, siga-nos, caboclo. E seja qual for a novidade que Cláudio Lacerda venha lavrando, uma bandeja bem servida do melhor café coado em pano, com direito a um bom naco de bolo de broa de milho e outras brevidades será posta à mesa, isto topo e aposto em qualquer parada!

Noel Andrade toca e canta faixas de “Charrua” no “Dia Dia Rural”

 

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Noel Andrade, de Patrocínio Paulista, fixou moradia na Capital. No dia 27 de julho, ao lado de Renato Teixeira, ele se apresentará no SESC do Belenzinho

Noel Andrade, violeiro de Patrocínio Paulista (SP) residente na cidade de São Paulo foi o convidado da sexta-feira, 4 de julho, do quadro “Diversão e Arte”, do programa “Dia a Dia Rural”, apresentado por Tavinho Ceschi no canal Terra Viva, do Grupo Bandeirantes. Andrade estava acompanhado por Leandro Brito e, para abrir sua participação ao vivo, tocou com o amigo a instrumental “Magdala”, parceria dele com o matuto moderno Ricardo Vignini. Na sequência, de Rosinha Valença, cantou “Usina de Prata”, faixa que abre o álbum “Charrua”.

05766Ainda da mesma obra, Noel e Brito mostraram no estúdio situado no bairro paulistano do Morumbi o cururu “Ferreirinha na Viola”, terminando a cantoria com “Mãe Lua”, todas do “Charrua”. Um  segundo disco já está sendo produzido para lançamento em breve. Antes de o trabalho ser concluído, no entanto, o público terá a chance de prestigiar as virtudes de Noel Andrade durante o show que fará no dia 27 de julho, a partir das 18h30, ocasião em que receberá Renato Teixeira e o grupo Os Favoritos da Cátira, no SESC Belenzinho (rua Padre Adelino, 1000, a 500 metros do Metrô).

Clique no linque abaixo e assista a apresentação de Noel Andrade e Leandro Brito no “Dia a Dia Rural”

http://tvterraviva.band.uol.com.br/noticia.aspx?n=719981

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Com o amigo Leandro Brito, Noel Andrade apresentou do álbum Charrua “Magdala”, “Usina de Prata”, “Ferreirinha na Viola” e “Mãe Lua” (Fotos: Reproduções do “Dia Dia Rural)

 

 

“Chão Marcado” evidencia talento de Junior da Violla em composições do caipira ao blues

Dei um pulinho à Livraria da Vila da Fradique Coutinho, no badalado bairro da Vila Madalena hoje, e desta incursão, trouxe para a coleção do Barulho d’Água Música o álbum “Chão Marcado“, do paulistano Junior da Violla, um cara que parece talhado para a viola caipira, embora tenha habilidade também com outros instrumentos.

Nascido Ernestino Ciambarella Junior, em 1978, ainda pequeno, ele já acompanhava pelo rádio da casa dos avós músicas de Tião Carreiro, Tonico e Tinoco, Zé Carreiro e Carreirinho. Já na morada que dividia com os pais, conheceu o rock nacional das bandas Blitz, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, RPM, entre outros. A carreira musical, em consequência, começou já aos 4 anos, brincando com o violão do pai. Dois anos depois, em um teclado que ganhara, compôs a primeira obra, a instrumental “Amor”. Em pouco tempo, o precoce garoto já ensinava a molecada do prédio onde morava a tocar.

O interesse pela viola veio aos 18 anos, inspirado pela personagem de Almir Sater na novela “O Rei do Gado”, de Benedito Rui Barbosa. Ele ainda nutria admiração por The Beatles, Eric Clapton, Robert Johnson, e, dos astros da MPB, era admirador de Caetano Veloso e Chico Buarque. Já em 1997, quando passou a participar de festivais, levou a viola caipira por caminhos até então pouco trilhados como o blues e o rock, alternando suas apresentações também com um violão de 12 cordas, já que ambos os instrumentos possuem similaridades.

 

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Junior da Violla se entende com a viola caipira desde 1999, mas desde criança tem inclinações para a música

A carreira solo decolou em 1999,  dedicada exclusivamente à viola caipira. Surgem desta escolha, então, as primeiras faixas instrumentais como “Rio Sorocaba” e “Chão Marcado”. Aluno de Nestor da Viola, Júnior da Violla atuou como membro efetivo da Orquestra Paulistana de Viola Caipira e chegou aos programas televisivos do gênero, entre os quais “Viola Minha Viola”, e “Globo Rural”; em 25 de maio esteve no programa Dia a Dia Rural”, de Tavinho Ceschi, aparecendo ao vivo para o público do canal de agronegócios do Grupo Bandeirantes, a emissora Terra Viva.

Junior da Violla também ministrou aulas particulares de viola em renomados institutos e escolas como Música Opus, Escola Livre de Música e Pich & Bend e Jam Session, participou de inúmeros festivais e tocou em diversos bares da Paulicéia, emissoras de rádio e de televisão. A partir da Banda Forró com Viola, que formou com amigos universitários em 2001, concretizou o sonho de criar a Orquestra Sinfônica Caipira, mais tarde rebatizada como Orquestra dos Violeiros de São Paulo, hoje inativa.

“Chão marcado”, o primeiro álbum, completou em 13 de abril o quinto aniversário. Elenca onze músicas de sua autoria, todas instrumentais, como “Rio Sorocaba”, que está presente no álbum comemorativo do 2º. Prêmio Rozini de Excelência da Viola Caipira. Em junho do ano passado, o disco foi um dos agraciados na categoria “Violeiro” pelo Instituto Brasileiro de Viola Caipira, que promoveu no Memorial da América Latina (SP) a noite de gala da edição três do Prêmio Rozini.

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Capa do álbum que em abril completou cinco anos e marcou a estreia do virtuoso compositor com onze faixas instrumentais

 

É desta exitosa primeira empreitada solo que salta a veia do virtuoso compositor que domina diversos estilos musicais. O sotaque caipira de Junior da Violla, por exemplo, é marcante em “Toque de chamar moça”; “Pagode do Ovo”; e “Seu Jorge”. Em “Riobaldo” evoca o sertão nordestino e, por meio de “Chão Marcado”, explora as semelhanças entre as músicas do Nordeste e árabe. Já o sabor do Mississipi tempera “Johnson Blues”.

 

http://www.youtube.com/watch?v=E6kI84oxgFc