Barulho d'Água Música

Veículo de divulgação de cantores, duplas, grupos, compositores, projetos, produtores culturais e apresentadores de música independente e de qualidade dos gêneros popular e de raiz. Colabore com nossas atividades: leia, compartilhe e anuncie!


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996 – Juliana e João Paulo Amaral apresentam “Açoite” como atração do Composição Ferroviária em Poços de Caldas (MG)

A voz marcante de Juliana Amaral e a viola vigorosa de João Paulo Amaral serão atrações neste domingo, 10 de setembro, em Poços de Caldas, cidade do Sul de Minas Gerais. Os irmãos levarão ao público que prestigia o projeto Composição Ferroviária o espetáculo Açoite, baseado no nome do quarto álbum de Juliana (selo Circus) disco de 2016 cuja direção musical e arranjos couberam a João Paulo. Marca registrada em todas as edições do projeto Composição Ferroviária, o show de abertura sempre é reservado a músicos locais e começa às 10 horas, no pátio da estação da antiga rede Mogyana. Para esta nova rodada, os produtores Wolf Borges e Jucilene Buosi convidaram Jesuane Salvador, intérprete que  oferecerá à plateia um repertório que contempla da MPB ao Jazz.

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963 – Chico Lobo recebe Pedro Mestre em Beagá para celebração de dez anos do álbum Encontro de Violas

Os dez anos do projeto que une dois músicos dos mais gabaritados em seus países e aproxima Minas Gerais do Alentejo serão comemorados na quarta-feira, 21, em Belo Horizonte, quando a partir das 20h30 vão se reencontrar, desta vez no palco do Sesc Palladium, o brasileiro Chico Lobo e o português Pedro Mestre. Em 2007, ambos gravaram Encontro de Violas, álbum com canções que remetem a tradições de Brasil e de Portugal ao som das violas caipira, de Lobo, e campaniça, de Mestre. O anfitrião, que recentemente excursionou em além-mar por Évora, Castro Verde, Serpa e Charneca de Caparica, receberá o ilustre visitante acompanhado por Marcos Aur (baixo acústico) e Carlinhos Ferreira (percussão) — o que será a primeira novidade nas apresentações que o duo protagoniza já que, até então, Chico Lobo e Pedro Mestre revezavam-se ao microfone, sozinhos, pelas casas e teatros pelos quais passaram neste período, sempre alcançando lotações máximas e aplausos efusivos. Continuar lendo


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889 – Jean e Joana Garfunkel cantam e interpretam poemas de Mário de Andrade no Imagens do Brasil Profundo (SP)

Em nova rodada da terceira temporada do  Imagens do Brasil Profundo, o curador Jair Marcatti receberá nesta quarta-feira, 15 de junho, a partir das 20 horas, Jean e Joana Garfunkel. Pai e filha conduzirão a plateia por uma viagem pela obra do patrono do projeto, o poeta e escritor Mário de Andrade a partir do palco do auditório Rubens Borba de Moraes da da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. A ida pelo universo do modernista se dará por meio da declamação e interpretação de poemas como Eu sou trezentos e outros textos  consagrados do autor de Paulicéia Desvairada.

 

Jean e Joana Garfunkel juntos coordenam o projeto Canto Livro desde 2006. Ele é poeta, escritor. letrista e compositor com obras gravadas por intérpretes como Elis Regina, Zizi Possi, Margareth Menezes e Maria Rita – foi convidado a cantar num projeto dedicado a Guimarães Rosa por conta de sua pesquisa e visitas à cidade Morro da Garça, próxima à terra natal do escritor, Cordisburgo (MG). Paralelamente ao trabalho com o Canto Livro, Jean Garfunkel tem quatro discos gravados em dupla com o irmão Paul, mais 13 Pares e Um Fado Solitário, no qual homenageia treze parceiros com os quais vem traçando sua trajetória musical.  Joana Garfunkel é narradora de histórias e psicóloga, autora de uma pesquisa acadêmica premiada sobre a obra Grande Sertão: Veredas. Trabalha desde 2005 com música e literatura, apresentando-se ao lado de artistas como Tavinho Moura, Natan Marques, Grupo Miguilins e Emiliano Castro.

Mergulho no Brasil de dentro

Dedos de prosa, boa conversa, música, imagens, artesanato e cultura popular. Essa é a receita de Imagens do Brasil Profundo projeto que desde 2014 oferece ao público da Biblioteca Mário de Andrade shows, debates, bate papos musicais e ações para crianças sempre às quartas-feiras, com entrada franca sob a batuta do historiador e sociólogo Jair Marcatti. A ideia é mostrar e trazer à luz manifestações populares e objetos que revelam o Brasil por dentro, aquele país que nas palavras do mestre Ariano Suassuna vive escondido em rincões considerados profundos, mas é muito vivo. Ao invés de promover abordagens tradicionais, Marcatti prefere convidar músicos, documentaristas, diretores de cinema, ativistas culturais e pesquisadores da cultura popular que em comum nutrem um modo de olhar aprofundado e amplo sobre o país e trabalhos de pesquisa e resgate das nossas mais entranhadas tradições.

Com cada um dos participantes, Marcatti aborda aspectos do universo cultural e musical  brasileiro, de nossas trajetórias, continuidades e rupturas; daquilo que, sem nenhuma pretensão definidora, poderíamos chamar de identidades brasileiras, no plural, com a vantagem dos exemplos serem pontuados no calor da prosa, ao vivo, pelo som dos instrumentos, muitos artesanais, e pela apresentação de outras formas de expressão cultural.

A Biblioteca Mário de Andrade fica na Rua da Consolação, 94, entre as estações República e Anhangabaú da linha 3 Vermelha do Metrô e para mais informações disponibiliza o número de telefone 11 3775-0002.

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858 – Fica pronto segundo DVD da Orquestra de Violeiros Terra da Uva (SP), com participações de Rodrigo Delage e João Araújo (MG)

O Barulho d’água Música recebeu  na noite de sexta-feira, 15 de abril, quando havia récem saído do forno e ainda queimava nas mãos, o DVD e o álbum que a Orquestra de Violeiros Terra da Uva (OVTU), de Jundiaí, gravou em 15 de agosto de 2015, no tradicional Teatro Polytheama e contou com as participações dos músicos de Minas Gerais Rodrigo Delage e João Araújo. O repertório das obras, como frisou o regente da OVTU e professor de viola  Daniel Franciscão no início da gravação, permite um passeio por vários estados brasileiros por meio de composições consagradas pelo público de autores como Almir Sater, José Gomes e Paulo Simões; Xavantinho; Luiz Gonzaga e Hervê Clodovil, Patativa do Assaré; Milton Nascimento e Chico Buarque; Ivan Lins e Vitor Martins; Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle; Sirlan e Paulo César Pinheiro; Dory Caymmi; Tião Carreiro, Piraci e Lourival dos Santos

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724 – Vinícius Alves, autor de Violas e Veredas, é atração do Viola & Café, projeto do Sesc Campinas (SP)

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O Sesc Campinas receberá Vinícius Alves neste domingo, 15, a partir das 10 horas, em nova rodada do projeto Viola & Café. Considerado um virtuose da viola caipira por utilizar várias afinações enquanto toca, Vinícius Alves interpreta e compõe trazendo ao palco a bagagem e a alma do homem do Interior, características que já o premiaram em vários festivais. Em outubro, acompanhando a cantora e compositora Walgra Maria (São João da Boa Vista) ao programa Sr.Brasil, recebeu elogios de Rolando Boldrin e após as gravações entregou ao blogue um exemplar de Violas e Veredas, primoroso disco instrumental que gravou em 1998 e mereceu reedição em 2009. 

Atualmente, entre um show e outro pelo Brasil, Vinícius Alves coordena o Projeto Guri. Para a apresentação gratuita em Campinas com direito a café com sabor de roça acompanhado por bolo de milho, preparou repertório com músicas do disco, novas obras e clássicos da música caipira sempre pedidos pelo público.

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Vinícius Alves em foto reproduzida do álbum Violas e Veredas

A Viola e o Sabiá, por Zé Jabur*

Se o sabiá é um sábio e natural sabedor da arte do “devorteio” do assoviar, ninguém melhor que ele para afirmar que a beleza repousa nas notas e acordes violados desse primeiro trabalho de Vinícius Alves. Explico: assim que botei o cd pra tocar, foi um tal de sabiás passando pela janela de meu quarto, pousando no flamboyanzinho em flor, como que pra saber que som seria aquele? Bom presságio, pensei! Passavam, faziam um duetinho e seguiam seu curso: uma canjinha na minha seleta audição!

Vinícius Alves é fruto da “terceira onda” de violeiros, pois a viola brasileira sofreu verdadeira revolução do século passado (ou seria milênio?) para cá. A “primeira onda” reuniu clássicos como Tião Carreiro, Renato Andrade, Badia Medeiros e outros desbravadores e reinventores desse instrumento português e mouro. Na “segunda onda” vemos uma revolução ainda maior capitaneada por Almir Sater, Roberto Corrêa, Ivan Vilela, Tavinho Moura, Braz da Viola, Paulo Freire e outros bambas que modernizaram a viola trazendo um fraseado mais refinado, misturando os acordes duetados e múltiplas afinações da tradição da viola a solfejos e acordes como o do violão clássico e popular. Os estilos mineiro e mato-grossense passaram a ter roupagem muito sofisticada a partir de então, fundidos às influências que vinham do flamengo, do violão clássico, do blues.

A “terceira onda” revela violeiros entre os quais há Fernando Deghi, Pereira da Viola e Chico Lobo integrando uma lista que parece não acabar mais e traz só uma conclusão: a viola cresce dentro cultura brasileira, diversifica-se e se enriquece, fundindo-se e recriando-se. O caboclo Vinícius Alves é figura de proa nesta cena.  Apresenta jeito reservado como caipira paulineiro que é, intransigente em seus princípios de arte e ética, com sua pureza artística e de coração. Em seu “imborná” cultural todas as influências ancestrais e contemporâneas estão presentes, tanto que no primeiro disco, reeditado em 2009, podemos ouvir multiplicidade de estilos: o violeiro passeia com tranquila autoridade, sem fazer força, fluindo como chalana no Rio Paraguai.

Os traços dos mestres de boa lavra como diria meu avô e seresteiro Zé Pifani enobrecem o álbum. Assim como Elis Regina, que tinha grande influência de Ângela Maria no início da carreira, em Violas e Veredas podemos perceber as fontes de onde Vinícius Alves bebeu de boa água, porém há algo muito particular no fraseado desse violeiro: a limpeza, a claridade, a verdade das coisas feitas com coração e arte, sem excesso de técnica, medida das mais difíceis de ser atingida (que o digam os grandes instrumentistas que criaram escola).

Então, para os afortunados que tiveram acesso a esse trabalho, só resta degustar a mestiça seleção de repertório bem brasileiro, com pagode de viola, guarânia, valsa, folk-blues, chamamé e outros mais… e aguardar o segundo disco que já está no forno. Bom proveito!!!

*Médico-psiquiatra, violeiro aprendiz, poeta nas horas febris e fotógrafo de cultura popular

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703 – Orquestra Barroca do Amazonas abre em Juiz de Fora (MG) Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga

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Orquestra Barroca do Amazonas

O Centro Cultural Pró Música da Universidade Federal de Juiz de Fora, cidade do sul de Minas situada na Zona da Mata, promoverá a partir do dia 31 de outubro, ao longo da primeira semana de novembro, o 26º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, composto por concertos, palestras, cursos e oficinas. As atrações e eventos serão oferecidos em ambientes como o Cine-Theatro Central e o Parque Halfed, além das igrejas São Sebastião e do Rosário, de manhã, de tarde e à noite.  De acordo com a programação oficial, entre os dias 31 e 1, a primeira atividade será o curso Música pela Estrada Real (Educação Musical), ministrado das 9 às 12 e das 14 às 18 horas por Cecília Cavalieri França, no Auditório Geraldo Pereira do Instituto de Artes e Design da UFJF.

A série de concertos será aberta pela Orquestra Barroca da Amazonas (OBA) no domingo, 1º de novembro, a partir das 20 horas, no Cine-Theatro Central. A Orquestra Barroca do Amazonas (OBA) foi criada em 2009 com o objetivo de enfatizar o repertório luso-brasileiro do século XVIII ao início do XIX, assim como as suas fontes estilísticas advindas principalmente da Itália, da Espanha e da música dos Períodos Galante e Clássico. O grupo toca instrumentos históricos, com uma abordagem interpretativa que associa fontes coevas e a reflexão musicológica.

A OBA formou-se com músicos que se encontraram na Universidade do Estado do Amazonas na condição de professores e de alunos de graduação e pós-graduação, interessados no imenso patrimônio brasileiro do período colonial, especialmente dos séculos XVIII e começo do XIX. Desde sua criação, a Orquestra mantém intensa atividade, apresentando-se regularmente no Brasil e no exterior (Itália, Espanha e Portugal), seja em festivais, espaços históricos, bem como salas de concerto e teatros modernos. Em 2013, lançou o CD Dei Due Mondi, com obras de autores italianos e ibéricos que influenciaram a formação do contexto lusófono em que se insere o Brasil. Recentemente a Orquestra Barroca do Amazonas gravou o álbum DRAMMA, que traz um repertório de árias e concertos de alguns dos maiores compositores do século XVIII.

A dedicação à preservação e ao restauro de partituras do patrimônio musical do Brasil colônia e a vanguarda na utilização de instrumentos de época para a divulgação deste acervo colonial e barroco deram ao Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga reconhecimento nacional e internacional, além de inúmeras premiações. A ampliação de espaços para a música colonial brasileira e para o movimento da música antiga com instrumentos de época é uma das metas que o evento alcançou. Hoje o mercado brasileiro produz e comercializa um número cada vez maior de produtos do gênero.

Mas foi o festival juiz-forano que abriu caminho para isso, com a pesquisa, a recuperação, o restauro e o registro da música histórica nacional. O evento revolucionou o cenário cultural nacional de música erudita com o vasto acervo produzido de álbuns, livros e DVD e dando a um público diversificado e crescente acesso a um tipo de produção cultural que poderia ficar restrita a iniciados e a acadêmicos. Para Juiz de Fora, o Festival cumpre a missão assumida pelo Centro Cultural Pró-Música de aprofundar o trabalho de formação de gerações de jovens músicos locais, enquanto que, para o Brasil, funciona como um verdadeiro fórum de discussões e intercâmbio entre os maiores conhecedores de diversos instrumentos em temas tão especializados e importantes como a música colonial brasileira e antiga.

A partir de 2011, ano da incorporação do Centro Cultural Pró-Música, a UFJF se une aos patrocinadores do evento e realiza, em 2015, a primeira edição do festival sob sua inteira organização. Nesta oportunidade, a 26ª. edição do Festival apresentará uma grande união de esforços em prol da difusão da cultura musical, num momento em que o país atravessa período conturbado por graves crises financeiras e políticas. Sua realização revela o compromisso da Universidade Federal de Juiz de Fora com a pesquisa, o ensino e a extensão no campo da cultura.

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Trio Musa Brasilis

Órgão suplementar da Reitoria da UFJF, incorporado à universidade em junho de 2011, o Centro Cultural Pró-Música é reconhecido por sua vasta e contínua atuação no campo da cultura. São mais de 40 anos de contribuição, sobretudo para a formação musical e para a pesquisa e a divulgação da música colonial brasileira e da música antiga, trabalho cuja principal vitrine tem sido o tradicional Festival de Música Colonial Brasileira e Música Antiga.

Com uma sala de espetáculos de 500 lugares — o Teatro Pró-Música —, e espaço para exposições de artes plásticas e visuais — a Galeria Renato de Almeida —, a instituição se abre para acolher outras manifestações culturais, proporcionando a artistas e produtores locais a oportunidade de apresentarem suas obras em dois espaços amplos e confortáveis em pleno centro, na principal avenida de Juiz de Fora, a Rio Branco.

A incorporação do Pró-Música à UFJF assegurou à instituição o status de órgão suplementar da Reitoria, a exemplo do Cine-Theatro Central, do Museu de Arte Murilo Mendes e do Coral Universitário. A união foi aprovada pelo Conselho Superior da UFJF em março de 2011 e oficializada em solenidade realizada em 9 de junho desse mesmo ano, com a doação do patrimônio material e imaterial do Pró-Música à UFJF. Foram três anos de estudos sobre a viabilidade da proposta feita à universidade pela família Sousa Santos, fundadora da instituição na década de 1970, que viu na incorporação a possibilidade de assegurar a continuidade dos projetos realizados pelo Pró-Música.

Essa união histórica aproximou definitivamente duas instituições que, com trajetórias paralelas, realizaram inúmeras parcerias ao longo de 40 anos, com o apoio fundamental da Reitoria a diversas iniciativas, incluindo auxílio para a aquisição de um piano de cauda alemão e contribuição para a construção da sede na Avenida Rio Branco. A incorporação aconteceu em momento ímpar, como consequência do protagonismo assumido pela cultura na universidade com a criação, em 2006, da Pró-reitoria de Cultura, unidade que centralizou os órgãos culturais da instituição.

O Centro Cultural Pró-Música (CCPM) surgiu em dezembro de 1971 como entidade civil sem fins lucrativos, com a proposta de promover mensalmente um concerto de música erudita, a fim de incentivar a formação de público para o gênero. Em pouco tempo, os fundadores — o casal Maria Isabel e Hermínio de Sousa Santos — não só superaram a meta do concerto mensal, como ampliaram o projeto, firmaram parcerias e conquistaram a sede própria. Acima de tudo, construíram as bases para a consolidação de uma obra pioneira, que cresceu e se diversificou com o apoio da sociedade local, a iniciativa privada, de instituições públicas e leis de incentivo, projetando Juiz de Fora como celeiro de músicos e, uma vez por ano, durante seu tradicional festival, como a capital da música colonial brasileira.

Além de prestigiadas pelo público, as ações desenvolvidas pelo Pró-Música alcançaram reconhecimento nacional, com a outorga de diversos prêmios a realizações como o Festival de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, que em 2000 recebeu o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na categoria preservação de bens móveis e imóveis. Em 2002, o Pró-Música recebeu a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura por sua contribuição na divulgação mundial da cultura brasileira.

Para localizar endereços, obter mais informações como valores de taxas, formas e prazos de inscrição e conferir se não ocorreram mudanças na programação consulte www.festivalmusicaantigajf.com.br

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Coro Acadêmico da UFJF (Fotos: Assessoria de Imprensa do CCPM)

Concertos

01/11 | 20h : Concerto de Abertura: ORQUESTRA BARROCA DO AMAZONAS

Local: Cine-Theatro Central

02/11 | 20 h : ACADEMIA DOS RENASCIDOS (Teatro Pró-Música

03/11 | 20 h :  SOLISTAS DA ORQUESTRA BARROCA DO AMAZONAS (Igreja São Sebastião

04/11 | 20 h: TRIO MUSA BRASILIS (Teatro Pró-Música)

05/11 | 20 h: CORO ACADÊMICO DA UFJF  (Igreja do Rosário)

06/11 | 20 h : MÚSICA FRANCESA DO SÉCULO XVIII (Igreja São Sebastião)

07/11 | 20 h: DAVID CASTELO E ANA Cecília TAVARES (Igreja do Rosário)

08/11 | 20 h: Concerto de encerramento: BRUNO PROCÓPIO (Capela do Colégio Academia)

Concertos Diurnos

I CORO ACADÊMICO DA UFJF

31/10, Escadaria do Cine-Theatro Central, 12 h • 01/11, Shopping Independência, 13 h • 06/11, Shopping Santa Cruz, 12 h • 07/11, Parque Halfeld, 12 h • 08/11, Centro de vivência Campus UFJF, 10 h

Cursos e Oficinas

31/10 e 01/11| 9 h às 12 h – 14 h às 18 h

MÚSICA PELA ESTRADA REAL (EDUCAÇÃO MUSICAL)

Cecília Cavalieri França

Local: Auditório Geraldo Pereira – Instituto de Artes e Design/UFJF

02/11 a 06/11 | 9h – 12h

Local: Instituto de Artes e Design/UFJF

INSTRUMENTOS HISTÓRICOS DE CORDAS DEDILHADAS

Nicolas de Souza Barros

FLAUTA DOCE

David Castelo

CRAVO E PIANO

Bruno Procópio

VIOLONCELO BARROCO

Edoardo Sbaffi

VIOLINO E VIOLA BARROCOS

Gustavo Medina

CANTO-REPERTÓRIO LUSO-BRASILEIRO

Alberto Pacheco

CANTO- REPERTÓRIO BARROCO

Veruschka Mainhard

TRAVERSO

Márcio Páscoa

MÚSICA DE CÂMARA I 14 h às 15h30

Mário Trilha

DANÇAS BARROCAS

Osny Fonseca

Palestras

02/11 | 16 h: O VIOLONCELO A CINCO CORDAS E OS MODELOS DE BAIXO DE VIOLA NOS

SÉCULOS XVII E XVIII

Professor Doutor Edoardo Sbaffi (UEA)

Local: Auditório Geraldo Pereira – Instituto de Artes e Design/UFJF

03/11 | 16 h: O CANTO DOS CASTRATI: DA ITÁLIA AO BRASIL

Professo Doutor Alberto Pacheco (UFRJ)

Local: Auditório Geraldo Pereira – Instituto de Artes e Design/UFJF

04/11 | 16 h: RETÓRICA MUSICAL

Professor Doutor Márcio Páscoa (UEA)

Local: Auditório Geraldo Pereira – Instituto de Artes e Design/UFJF

05/11 | 16 h: A MÚSICA POPULAR E ERUDITA PIONEIRA DO AFRO-BRASILEIRO LINO JOSÉ NUNES (1789-1847)

Professor Doutor Fausto Borém (UFMG)

Local: Auditório Geraldo Pereira – Instituto de Artes e Design/UFJF

06/11 | 16 h: MUSICOLOGIA HISTÓRICA TRADICIONAL         

Professor Doutor Mário Trilha (UEA)

Local: Auditório Geraldo Pereira – Instituto de Artes e Design/UFJF

Exposição

04/11 | 18 h: ABERTURA DA EXPOSIÇÃO “O QUE VEJO É MÚSICA”

Local: Galeria Renato de Almeida (Teatro Pró-Música)

Terra natal do escritor Murilo Mendes, do ex-presidente Itamar Franco e dos músicos Tavinho Moura e Fabrício Conde, Juiz de Fora fica ao sul de Minas, na região conhecida por Zona da Mata

 


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701 -Embarque na Biblioteca Mário de Andrade (SP) e viaje com o Canto Livro para o mundo de Riobaldo e Diadorim

 

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Foto de Guimarães Rosa no destaque: Acervo Fundo João Guimarães Rosa – IEB/USP

Em nova rodada do projeto Imagens do Brasil Profundo, o curador Jair Marcatti receberá nesta quarta-feira, 28, a partir das 20 horas, Jean e Joana Garfunkel. Pai e filha conduzirão a plateia por uma viagem pelo sertão de Guimarães Rosa a partir do palco do auditório da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. A ida pelo universo roseano se dará por meio dos atalhos da oralidade e da canção brasileira, conforme a proposta do grupo Canto Livro, protagonista do show O Sertão na Canção, baseado no romance Grande Sertão:Veredas, do escritor mineiro de Cordisburgo.

Idealizado pelos  Garfunkel, o Canto Livro propõe aproximar literatura e música para encurtar a distância entre o livro e o público, promovendo num contraponto dinâmico e divertido. Os convidados de Marcatti estarão acompanhados por Pratinha Saraiva (flautas e bandolim) e tocarão canções como Avenida São João, Cotumaz, Primeiro Encontro, São Gregório, Mar de Cavalos, Batalha Final, todas compostas por Jean (violão) em parceria com o irmão, Paul Garfunkel, com arranjos de Natan Marques e permeadas por narração de trechos da obra que apresenta Riobaldo e Diadorim.

O projeto Canto Livro existe desde 2006, quando Jean Garfunkel – poeta, escritor e compositor com obras gravadas por intérpretes como Elis Regina, Zizi Possi, Margareth Menezes e Maria Rita – foi convidado a cantar num projeto dedicado a Guimarães Rosa por conta de sua pesquisa e visitas à cidade Morro da Garça, próxima à terra natal do escritor. Joana também já nutria grande admiração pela obra do autor mineiro: em 2002, escrevera pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo a tese Sentido e Significado em Grande Sertão Veredas. Juntos, ambos teceram a ponte entre a saga do jagunço Riobaldo e canções compostas pelos irmãos, transportando a joia da nossa literatura para o palco. Hoje, o Canto Livro oferece cerca de 30 espetáculos que enfocam as obras de Manuel Bandeira, Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Cora Coralina, Vinícius de Moraes, Manoel de Barros, Fernando Pessoa e Mia Couto, entre outros.

Paralelamente ao trabalho com o Canto Livro, Jean Garfunkel tem quatro discos gravados em dupla com Paul, mais 13 Pares e Um Fado Solitário, no qual homenageia treze parceiros com os quais vem traçando sua trajetória musical.  É poeta, ator, cantor, compositor e publicitário e durante mais de dez anos trabalhou como assistente de direção da atriz e diretora Myriam Muniz, além de compor trilhas para teatro. Integrante o grupo de estudos sobre a obra de Guimarães Rosa do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (USP) e realiza oficinas e palestras sobre música e literatura em bibliotecas, livrarias e espaços culturais. Como letrista tem parceiros ilustres como, Léa Freire, Sizão Machado, Mozart Terra, maestro Moacyr Santos, maestro Júlio Medáglia e o violonista Yamandú Costa.

Joana Garfunkel é narradora de histórias e psicóloga, autora de uma pesquisa acadêmica premiada sobre a obra Grande Sertão: Veredas. Trabalha desde 2005 com música e literatura, apresentando-se ao lado de artistas como Tavinho Moura, Natan Marques, Grupo Miguilins e Emiliano Castro.

Mergulho no Brasil de dentro

Dedos de prosa, boa conversa, música, imagens, artesanato e cultura popular. Essa é a receita de Imagens do Brasil Profundo – Um Olhar sobre a Diversidade Brasileira, projeto que envolve shows, debates, bate papos musicais e ações para crianças iniciado em abril e que se estenderá até dezembro, acolhido pela Biblioteca Mário de Andrade,  que ocorre quinzenalmente, sempre às quartas-feiras, sob a batuta do historiador e sociólogo Jair Marcatti, professor de Relações Internacionais e de Sociologia.

A ideia é mostrar e discutir por meio de músicas, filmes, manifestações populares e objetos o Brasil por dentro, aquele país que nas palavras do mestre Ariano Suassuna, escondido em rincões considerados profundos, é muito vivo. Ao invés de promover abordagens tradicionais, entretanto, Marcatti prefere convidar músicos, documentaristas, diretores de cinema, ativistas culturais e pesquisadores da cultura popular que em comum nutrem um modo de olhar aprofundado e amplo sobre o Brasil e trabalhos de pesquisa e resgate das nossas mais entranhadas tradições.

Com cada um dos participantes, Marcatti aborda aspectos do universo cultural e musical  brasileiro, de nossas trajetórias, continuidades e rupturas; daquilo que, sem nenhuma pretensão definidora, poderíamos chamar de identidades brasileiras, no plural, com a vantagem dos exemplos serem pontuados no calor da prosa, ao vivo, pelo som dos instrumentos, muitos artesanais, e pela apresentação de outras formas de expressão cultural.

As rodadas do Brasil Profundo começam sempre às 20 horas e não há cobrança de ingressos. Marcatti já recebeu neste ano Renata Mattar, da Companhia Cabelos de Maria, Magda Pucci, do grupo musical  e de pesquisas étnicas Mawaca, Cláudio Lacerda, Katya Teixeira e Cássia Maria, Benjamin Taubkin, Luiz Salgado, Paulo Dias, Galileu Garcia Júnior, Ivan Vilela, José Miguel Wisnick e João Arruda. Até dezembro haverá ainda sessões com Sidnei de Oliveira, em 4 de novembro, Consuelo de Paula, Trio José, Antônio Nóbrega e Conversa Ribeira.

A Biblioteca Mário de Andrade fica na Rua da Consolação, 94, e para mais informações disponibiliza o número de telefone 3775-0002.