1574- Natália Lepri e André Siqueira costuram voz e violão em disco lançado pela gravadora Kuarup

#MPB #Violão #CulturaPopular

Com a espontaneidade dos concertos ao vivo, Macramê foi gravado em apenas dois dias. Traz em 13 faixas releitura de clássicos brasileiros e latino-americanos, com a participação de André Vercelino. O disco está disponível nas plataformas digitais e em versão física.

O álbum Macramê, que tem distribuição e lançamento pela produtora e gravadora Kuarup nas plataformas digitais, surgiu do diálogo musical criativo e constante dos artistas. O duo formado por Natália Lepri (voz) e André Siqueira (violão, violão barítono, viola caipira e flauta contralto), traz em sua textura o conceito do contraponto, linha versus linha, ponto contra ponto, como princípio criador. O formato camerístico e a opção de utilizar os instrumentos alinhavando linhas melódicas, além do acompanhamento harmônico tradicional, geram texturas pouco ouvidas neste formato de violão e voz.

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1510 – Conheça e baixe o álbum Canção Atual, de André Luís (SE), ligado à terra e à gente que dela vive

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Primeiro disco do cantor e compositor sergipano que atualmente reside aos pés da Serra da Mantiqueira traz, ainda, um tributo à memória de Jacinta Passos, jornalista e poetisa baiana que mesmo trancada em manicômios jamais deixou de erguer sua voz e de lutar por causas libertárias

 

(…) o meu canto é flecha/a viola, canoa/ponteando navego/versos e orações/que conspiram o sonho/um só povo/ um só chão/esperança que eu vivo pra cantar”

Voz da Mata, de André Luís e Felipe Bedetti

O cantor e compositor André Luís, sergipano de Aracaju, radicado em Pocinhos do Rio Verde, no Sul de Minas Gerais, lançou, em fevereiro de 2021, Canção Atual, o primeiro álbum da carreira. Distribuído pelo selo Tratore, o disco está disponível nas plataformas digitais depois de ser gravado, mixado e masterizado no Estúdio Bordão da Mata (Bordão da Mata/MG), com 10 faixas, e pode ser baixado do blogue Terra Brasilis 2, cujo linque estará ao final desta atualização. A direção e o design sonoro de Canção Atual são de Poli Brandani e do próprio André Luís, que gravou voz e violão ao lado de Alê Vilhena (voz), Rodrigo Sestrem (voz, flauta e rabeca) e Carlinhos Ferreira (percussão, flautas de PVC, rabeca de lata). Entre os parceiros, André Luís contou com Fernando Guimarães e João Bá, Daniela Lasalvia, Levi Ramiro, Ferreira e Sestrem. Os arranjos de base são de André Luís, exceto na faixa Cantiga de Amor Peregrino (de Fernando Guimarães) e Bendita Caminhada (de Levi Ramiro). A arte da capa é assinada por Mariana Brandani. 

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1501 – Júlio Santin (SP) lança livro de partituras dos dois primeiros álbuns e anuncia: o terceiro vem ai… i

#MPB #CulturaPopular #ViolaCaipira #ViolaInstrumental #MúsicaInstrumental #juliosantin

Com Capim Dourado chiando na agulha da vitrola, disco do compositor paulista Júlio Santin, composto por onze faixas instrumentais de viola caipira e gravado em 2013, abrimos mais uma audição matinal aos sábados, neste dia 29 de janeiro, aqui no Solar do Barulho, onde fica a redação do Barulho dágua Música, em São Roque (SP). Capim Dourado é o segundo álbum de Santin, que estreara em 2006 com Sentimento Matuto. Os dois discos têm distribuição pela Tratore, estão disponíveis para audição em www.juliosantin.com e nas principais plataformas digitais, além de poderem ser encomendados diretamente com o autor em sua página social.

Capim Dourado e Sentimento Matuto também podem ser ouvidos por meio dos selos (QR Codes) disponíveis nas páginas 10 e 70 do luxuoso livro A viola e um caipira: Júlio Santin Partituras e Tablaturas, que ele lançou ao final de 2021. Um timaço com violeiros e artistas o ajudou na confecção do volume de 140 páginas, cujo projeto e editoração gráfica couberam ser realizados pelo selo Onde Mora a Viola, a partir de textos do próprio Santin e de Domingos de Salvi e fotografias de Adriano Rosa.

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1488 – Makely Ka (PI) lança novo disco, instrumental de viola, com homenagem aos rios e ao meio ambiente

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Rio Aberto integra a Trilogia dos Sertões iniciada com o projeto Cavalo Motor e que deverá ser finalizada com Triste Entrópico

O novo trabalho de Makely Ka, o disco instrumental Rio Aberto, surgiu da curiosidade e do interesse do músico piauiense pela sonoridade e pelas possibilidades da viola de 10 cordas a partir de uma viagem que ele fez pelo Vale do Urucuia, região do Noroeste do estado de Minas Gerais, onde aprendeu afinações alternativas como a que chamam “rio abaixo”, utilizada pelos violeiros locais. Essa afinação, também chamada de “sol aberto”, deu origem ao nome do disco de doze faixas autorais de um total de treze que formam o repertório e levam nomes de rios, cursos d’água que costuram elementos da geografia, da história e da literatura brasileira. As trilhas ainda ligam o sertão de Guimarães Rosa aos sertões de Euclides da Cunha, passam pelo universo mítico do cantor Elomar Figueira de Melo e relembram profundas feridas que não se fecham, abertas pelas tragédias dos rompimentos de barragens que atingiram milhares de vidas, causaram centenas de mortes e devastaram o meio ambiente e rios, provocados por atividades de mineração, sob responsabilidade da Vale do Rio Doce, a partir de Mariana (MG) e Brumadinho (MG), em 2015 e em 2018, mas que se estendeu até o Espírito Santo, além de comprometer mares e praias. As músicas são experimentais, dialogam com a tradição popular, mas incorporam referências contemporâneas como a microtonalidade, a polirritmia e a pesquisa de timbres.

Encontro das Águas, clássico de Tavinho Moura, fecha o álbum de Makely Ka que está sendo lançado pela gravadora e produtora Kuarup, da cidade de São Paulo, já disponível nas plataformas digitais e que neste dia 11 abriu as audições matinais que promovemos aos sábados no Solar do Barulho, onde fica a redação do Barulho d’água Música, em São Roque (SP). Entre as doze faixas autorais, dez remetem a afluentes do São Francisco, outras duas são referências a rios que deságuam direto no mar — Doce, também chamado Watu pelos Krenak — e o Vaza-Barris, que banha Canudos, no sertão baiano, e frequenta o imaginário popular desde a publicação do livro Os Sertões, de Euclides da Cunha, no início do século passado. “Tento simular o movimento desses rios, os sons de suas corredeiras, quedas d’água, seus poços profundos, remansos, a barra ou a foz, onde eles encontram o grande rio, os animais que frequentam suas margens e dependem dele para viver”, declarou Makely.

Há também algumas relações entre as faixas. O Rio do Sono, por exemplo, que banha o vilarejo do Paredão de Minas, local onde transcorre a batalha épica entre o bando dos Hermógenes e os Ramiro comandados por Riobaldo Tatarana descrita no romance Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, deságua no Paracatu. A harmonia de um entra nas águas do outro, alguns movimentos se repetem, o ritmo fluente das corredeiras rápidas do rio de Morfeu se torna mais arrastado quando se encontra com o Paracatu. Um incorpora o outro, mas assume algumas das suas características. A síncope simula o encontro, a força das correntes contrárias medindo forças para, afinal, confluírem no mesmo fluxo. Nas músicas Makely toca viola de 10 cordas, também chamada caipira; viola dinâmica, conhecida também como nordestina; craviola, instrumento criado pelo músico brasileiro Paulinho Nogueira, produzido em escala industrial pela empresa Giannini a partir da década dos anos 1970 e que a cantora, compositora e multi-instrumentista sul-mato-grossense Tetê Espíndola também toca.

A viola vem do alaúde árabe, que se popularizou na Península Ibérica a partir da invasão dos mouros. Em algumas localidades de Portugal, ainda é possível encontrar a viola de arame, ancestral da viola atual. Vinda nas caravelas, o instrumento de madeira com pares de cordas ganhou nos trópicos outras formas de construção, com madeiras, afinações e maneiras de tocar diferentes. Uma das primeiras violas construídas em série no Brasil foi a de Queluz de Minas, apreciada na corte, inclusive por Dom Pedro I. Ela, provavelmente, impôs o padrão de corpo delgado e acinturado replicado em todo o país. A longa tradição da viola no Brasil está intimamente relacionada às folias de reis, aos folguedos e brincadeiras da cultura popular. “Toco nesse álbum com uma violinha de bigode construída em cedro brasileiro pelo luthier Wagner França, de Jaboticatubas [MG], em 2012 e uma viola modelo clássico construída em jacarandá e cedro pelo luthier Lúcio Jacob de Viçosa [MG] em 2020”, informou Makely.

A viola dinâmica tem cinco pares de cordas, a estrutura do corpo é semelhante à de um violão, mas ela possui um ressonador metálico, que projeta o som por meio de pequenas bocas dispostas no tampo. Foi muito utilizada pelos repentistas e cantadores em feiras populares em todo o Nordeste brasileiro. “A que uso é um modelo de sete bocas, fabricada pela Del Vecchio, em 1975”, explicou o músico. “A craviola foi desenhada pelo violonista e compositor campineiro Paulinho Nogueira. Ele queria aliar a sonoridade do cravo e da viola de dez. Ela foi patenteada pela Giannini, que começou a produzi-las em 1970. O músico Jimmy Page toca uma dessas no disco III do Led Zeppelin. A que tenho é um modelo Giannini de 1974”, prosseguiu o autor de Rio Aberto.

Nesse trabalho Makely Ka presta tributo a expoentes como Manoel de Oliveira, Renato Andrade, Tavinho Moura, Almir Sater, Heraldo do Monte, Paulo Freire e Ivan Vilela, que considera suas principais referências no universo da viola. A regravação de Encontro das Águas, de Tavinho Moura, que Makely conheceu apresentado por Almir Sater, ganha aqui um sentido ampliado, tornando-se a confluência de todas essas águas num grande rio aberto a todas as influências. Num momento em que estamos na iminência de uma nova crise hídrica, com os aquíferos e mananciais ameaçados por mineradoras e empreendimentos imobiliários, o trabalho ganha também um caráter de alerta e de denúncia pela necessidade de preservação das nossas bacias.

Rio Aberto é o quinto álbum de carreira de Makely, o sétimo se considerar os álbuns em colaboração com outros artistas.

SONS QUE ESCORREM PELOS DEDOS

Ivan Vilela (Foto: Adriano Rosa)

Por Ivan Vilela, professor da Universidade de São Paulo (USP), pesquisador, compositor e violeiro de Itajubá (MG)

O disco que você tem em mãos é, na realidade, um mapa sonoro-afetivo onde Makely verte impressões obtidas em viagens que empreendeu pelo sertão mineiro e baiano. Ele próprio nos diz: “As músicas levam nomes de rios que eu passei, cursos d’água que costuram elementos da geografia, da história e da literatura brasileira ligando, por exemplo, o sertão de Guimarães Rosa aos sertões de Euclides da Cunha (Vaza-Barris) além da tragédia dos rios devastados pela mineração (Doce e Paraopeba).”

Makely é mais um grande músico brasileiro que se encantou com a sonoridade da viola e viu nela um canal para exprimir a maneira como vê e sente o mundo. Seu toque é vigoroso e denso. As filigranas que afloram de seus dedos impõem às suas composições – todas vertidas em águas nos nomes dos rios – paisagens que nos fazem conhecer de perto cada um desses locais, mesmo sem lá termos ido. Makely compõe com a propriedade de quem já andou muito no caminho da música. A viola de Makely sugere caminhos que nos trazem a ideia de loopings dada a reafirmação das ideias musicais que, diga-se de passagem, nada têm de repetitivas. Evocam mais a ideia do espelho d’água do rio que na sua serenidade guarda um “sem fim” de movimentos dentro de seu leito. Qual fazemos com a visão quando queremos ver mais de perto, o ouvinte desavisado precisará focar sua audição para perceber que por detrás de uma prosódia quase constante descortina-se um universo de toques, ideias rítmico-melódicas amparadas por caminhos harmônicos novos. Estes diluídos no fraseado das melodias que evocam as sonoridades das violas do norte mineiro já desfiadas por Zé Coco do Riachão, Minervino da Viola, Manelim, Renato Andrade e Tavinho Moura. Nesse disco líquido, um Rio Aberto, Makely nos deixa claro que o músico criador, adiante de qualquer juízo que se possa ser feito sobre ele, está além como um observador do mundo que o cerca, da natureza da terra e de todas as contradições que possam aflorar na relação do homem com o espaço que o circunda. Mais uma grande aula sobre cultura brasileira em seus vários aspectos vertida em sons que além de nos embalarem, nos trazem a consciência de que nada conseguiremos ser sem a estrutura do mundo que nos ampara e envolve.

SOBRE MAKELY KA

Natural de Valença do Piauí, município que fica a 216 quilômetros de Teresina, a capital do Piauí, Makely Ka é hoje um dos mais requisitados compositores de sua geração e pode ser ouvido na voz de Lô Borges, Samuel Rosa, Titane, Ná Ozzetti e José Miguel Wisnik. entre dezenas de outros intérpretes. Lançou o disco coletivo A Outra Cidade, em 2003, e Danaide, em 2006 com a cantora Maísa Moura. O primeiro trabalho solo veio em 2008 com Autófago, considerado pela crítica um dos melhores discos de “roque brasileiro”. Em 2014 compôs, ao lado de Rafael Martini, a peça sinfônica em cinco movimentos Suíte Onírica, gravada com a Orquestra Sinfônica da Venezuela, o Coral do Teatro Teresa Carreño e sexteto sob regência do maestro português Osvaldo Ferreira. 

Em 2015, lançou o álbum Cavalo Motor, resultado de uma longa viagem realizada pela região Noroeste de Minas Gerais, na divisa entre Bahia e Goiás, o primeiro da trilogia que prossegue com este Rio Aberto e terá ainda Triste Entrópico; Cavalo Motor tem participação de Arto Lindsay, Susana Salles, Décio Ramos (grupo Uakti) e O Grivo, entre outros, e foi transformado também em DVD. O trabalho foi considerado um dos melhores lançamentos do ano e recebeu vários prêmios, entre eles o Grão da Música de melhor álbum de Música Brasileira. Em 2018, emplacou o prêmio Simparc de Artes Cênicas de melhor trilha sonora original para o espetáculo de dança Espelho da Lua, da Companha Mário Nascimento.

Letrista inspirado e versátil, Makely acumula parcerias com diversos compositores em todo o país, com destaque para o álbum Dínamo, inteiramente composto com Lô Borges e lançado em 2020. Como intérprete de suas próprias canções destaca-se pela sua voz grave e rascante e pelo violão vigoroso tocado de forma muito peculiar. O humor, a ironia e o sarcasmo estão sempre presentes nas apresentações ao vivo, que podem ser em formato solo ou com banda. Já tocou em alguns dos principais palcos do Brasil e excursionou por Portugal, Espanha, Dinamarca, Lituânia, Turquia, Grécia e México.

Grande interlocutor da cena musical em Minas Gerais, Makely organizou mostras e festivais, participou de curadorias, produziu discos de outros artistas, fez direção artística de shows, criou trilhas para cinema, dança e teatro, realizou documentários, compôs textos para peças sinfônicas e camerísticas, participou de conselhos estaduais e federais de cultura, fundou cooperativas e fóruns de música e escreveu diversos textos sobre política cultural, música, literatura e cinema que foram publicados em jornais, revistas e sites. Também publicou três livros de poemas e atuou como editor de revistas de poesia. No momento, prepara o lançamento do livro Música Orgânica e está compondo a trilha sonora do balé Rios Voadores, da coreógrafa Rosa Antuña.

COMPRE DIRETAMENTE DO PRODUTOR!

Makely Ka publicou a seguinte nota em uma de suas mídias sociais:

“Chegaram as caixas com o álbum Rio Aberto. Pessoal sempre me pergunta porque eu ainda faço discos físicos na era das plataformas e eu vou responder mais uma vez. Em primeiro lugar é preciso entender que a música disponibilizada nas plataformas de streaming em geral têm a qualidade muito pior do que aquela que ouvimos nos CDs. Ela é compactada para reduzir o tamanho do arquivo e suas frequências são cortadas. O que ouvimos nos plataformas geralmente é uma versão muito piorada da música original.

Em segundo vem a questão da remuneração. As plataformas são ótimas para divulgar nossa música mas péssimas pra remunerar pela execução das mesmas. O valor pago pela execução das músicas no Spotify por exemplo é tão irrisório que mesmo músicas com milhões de visualizações recolhem míseros reais para seus autores. Além disso as plataformas não pagam os direitos conexos, que são os direitos dos músicos e intérpretes que tocam nas faixas.

Depois vem a falta de informações técnicas, importante para músicos, técnicos e produtores, pois é o trabalho deles. Nas plataformas em geral você não tem como saber quem tocou na faixa, na maioria das vezes nem o nome do autor é disponibilizado nos créditos.

Isso sem contar a questão da arte dos encartes, que se reduz a uma mera capinha de tamanho reduzido e em baixa resolução. A arte da Gisele Moura para esse disco está belíssima por sinal.

Outro problema é o catálogo reduzido, superficial e desorganizado oferecido pelas plataformas. Falta critério, falta vontade e falta interesse para preencher as imensas lacunas discográficas.

Ainda tem a questão das plataformas serem empresas privadas, estrangeiras e muitas não possuírem sequer um escritório de representação no país. Você coloca seu disco lá e não tem mais controle. Se um dia eles fecharem, acabarem com a plataforma, resolverem por um motivo qualquer tirar suas músicas do ar, onde vamos encontrar o disco do artista que queremos ouvir?

Por fim tem a questão dos equipamentos. Já pensou por que os computadores e os carros não vem mais com tocadores de CD? Porque não há demanda. E por que não já demanda? É claramente uma imposição da indústria. Se as pessoas começam a usar um determinado equipamento a indústria produz. Isso aconteceu com o vinil por exemplo, que reativou a produção de vitrolas.

Tudo isso para dizer que habemus CD e quem quiser pode encomendar por aqui, pelo meu site, pelo site da Kuarup ou procurar nas melhores lojas do ramo. Para comprar basta fazer um PIX no valor de R$ 30,00 para esse número de CPF (028526366-89) e enviar o comprovante para (31 988639531) informando o endereço que enviamos o álbum pelo correio para qualquer lugar do Brasil com um brinde surpresa.

SOBRE A KUARUP

Especializada em música brasileira de alta qualidade, o seu acervo concentra a maior coleção de Villa-Lobos em catálogo no país, além dos principais e mais importantes trabalhos de choro, música nordestina, caipira e sertaneja, MPB, samba e música instrumental em geral, com artistas como Baden Powell, Renato Teixeira, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Rolando Boldrin, Paulo Moura, Raphael Rabello, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar, Pena Branca & Xavantinho e Arthur Moreira Lima, entre outros.

Kuarup Música, Rádio e TV/www.kuarup.com.brTelefones: (11) 2389-8920 e (11) 99136-0577 Rodolfo Zanke rodolfo@kuarup.com.br

Leia entrevista de Makely Ka  concedida ao jornalista Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, da Revista Ritmo Melodia, ao clicar no linque abaixo:

https://www.ritmomelodia.mus.br/entrevistas/makely-ka/

1463 – Disco de Túlio Mourão que comemora 50 anos de carreira do pianista mineiro concilia experimentações e antagonismos

#MPB #MúsicaInstrumental #ClubedaEsquina #JazzMineiro #Piano #CulturaPopular #Divinópolis #BH #Beagá #BeloHorizonte

Lançado ao final de 2020 na sequência de um livro autobiográfico, o álbum de menos de 40 minutos conta com participações de Chico Amaral, Toninho Horta e Juarez Moreira

O ótimo Barraco Barroco, mais recente álbum instrumental do mineiro Túlio Mourão, está nas lojas e nas plataformas digitais há quase um ano. Foi lançado em 26 de novembro de 2020 como atração do Festival Tudo é Jazz, promovido em Ouro Preto (MG), pouco tempo depois da publicação, em dezembro de 2019, de Alma de Músico, livro no qual Mourão revelou como escritor a mesma maestria que tem como pianista ao transformar situações triviais em boas crônicas e imprimir a bastidores da MPB o valor de documento histórico. Barraco Barroco, de brevíssimas nove faixas, tem menos de 40 minutos! Eu o ouvi já “n vezes”, mais pela qualidade das músicas do que pela duração do disco, ensaiava publicar matéria a respeito desde a primeira vez que a agulha da vitrola as espalhou pela redação, mas vinha sendo atropelado pela demanda que, felizmente, tem chegado ao Barulho d’água Música de trabalhos tão excelentes quanto este no qual Mourão celebra cinco décadas de estrada brindando os ouvidos de amigos e fãs com composições que reúnem influências da música erudita ibérica, da música instrumental dos anos 1960 e do rock progressivo dos anos 1970, com participações de Juarez Moreira, Toninho Horta e Chico Amaral. Então, fim de papo, vamos ao texto!

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1418 – Álbum síntese da música, Clube da Esquina foi concebido há 50 anos*

#MPB #ClubeDaEsquina #CulturaPopular #BeloHorizonte #MG

  • Título da matéria da revista Carta Capital cujo linque é:

https://www.cartacapital.com.br/cultura/album-sintese-da-musica-clube-da-esquina-foi-concebido-ha-50-anos/

Um dos discos mais pica das galáxias da cultura popular brasileira, que serviu de afirmação para o Clube da Esquina, está completando meio século sem jamais sair da lista dos preferidos por quem ama a boa música feita no país!

Concebido em 1971, lançado em 1972, o bolachão duplo Clube da Esquina já chegou chamando a atenção pela icônica capa que trouxe a dupla de garotos¹ numa alusão aos amigos Lô Borges e Milton Nascimento, o Bituca, dois dos músicos integrantes da plêiade que inaugurou o grupo e revolucionou a MPB. A imagem, semioticamente, já vale como amostra das fusões propostas e alcançadas pelo disco cujas 21 faixas, entre outros elementos, fundem sonoridades e ritmos afros com brasileiros e latinos, entre outros méritos que fazem dele um clássico atemporal que quebrou regras mercadológicas e de produção fonográfica vigentes até então.

Matéria da revista Carta Capital (ave, Mino Carta e equipe, uma taça de vinho!) publicada em 17 de julho, assinada pelo jornalista Augusto Diniz, traz uma avaliação detalhada do discaço nas palavras do violeiro, compositor, arranjador e pesquisador Ivan Vilela. Há mais de uma década mergulhado no estudo do movimento da trupe (que juntou mineiros da gema, mas não só) em seu aspecto relativo às inovações musicais, Vilela conta, por exemplo, que elas “foram fortes e emblemáticas”, conforme poderá ser lido abaixo no texto de Diniz que o Barulho d’água Música reproduz em azul, na integra, com a devida vênia do veículo, do autor e do entrevistado.

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1268 – “Vendedor de Sonhos”, com canções escolhidas por Fernando Brant, chega ao mercado

Disco já em todas as plataformas digitais contém 20 canções cujos intérpretes o mineiro de Caldas escolheu para dar alma ao projeto idealizado pelo sobrinho, Robertinho

Antes de desencarnar em junho de 2015, vítima de complicações cirúrgicas decorrentes de um transplante de fígado, o compositor mineiro Fernando Brant estava desenvolvendo com o sobrinho, Robertinho, um projeto para gravar Vendedor de sonhos e, pessoalmente, escolhia, um a um, quem deveria interpretar vinte dos seus principais sucessos, parte do rico repertório de 320 composições que assinou, 110 das quais em duo com Milton Nascimento. A travessia de Fernando interrompeu os planos por algum tempo, mas para a sorte de quem gosta de boa música, agora como homenagem póstuma, as canções foram gravadas e o disco já se encontra nas principais plataformas digitais, lançado pelo selo carioca Biscoito Fino.

Para quem está brincando de “amigo secreto” ou pretende presentear alguém no Natal, tai uma bela dica para surpreender e agradar em cheio, sem medo de dar bola fora; eu, por exemplo, farei aniversário dia 26 e ficaria trifeliz se recebesse o regalo de alguém.

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1237- Dez Cordas, disco raro de Ivan Vilela, chega às plataformas digitais

Já está esgotado no formato físico, álbum lançado em 2007 pelo mineiro de Itajubá que é uma das referências da viola no Brasil inova na maneira de tocar o instrumento e reúne no repertório Mário de Andrade, The Beatles, Chico Buarque e Pereira da Viola, entre outros

Dez Cordas, um dos álbuns da discografia do compositor, pesquisador e professor mineiro Ivan Vilela, de 2007, passou a estar disponível nas plataformas digitais a partir da sexta-feira, 27 de setembro. Com 14 faixas instrumentais, ao longo de sua trajetória Dez Cordas atravessou o Brasil pelas mãos de seus ouvintes, de outros violeiros e músicos, mas 12 anos se passaram e já teve sua tiragem do formato físico esgotada. Por isso, para quem não tinha um exemplar em mãos, recorrer ao streaming, agora, é a solução perfeita para, finalmente, ouvi-lo. O linque que dá acesso e permite salvar a playlist está em http://ffm.to/dezcordas.

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1215 – Divulgados homenageados e datas de realização do 5º Prêmio Profissionais da Música, em Brasília (DF)

Cerimônia de entrega do troféu Parada da Música aos vencedores das 67 categorias de 3 modalidades está marcada para 3 de novembro

Os organizadores do 5º Prêmio Profissionais da Música (PPM) conseguiram driblar os efeitos das canetadas que cortaram recursos anteriormente garantidos à promoção dos eventos e à cerimônia de premiação dos finalistas, inicialmente planejadas para abril, e anunciaram que tudo será realizado entre 1º e 3 de novembro, em Brasília (DF). Os homenageados desta edição também foram divulgados: Ronaldo Bastos (Criação), Genildo Fonseca (Produção) e Claudio Santoro (Convergência), as três modalidades que concentram as 67 categorias dos finalistas, que juntas, envolvem 492 artistas e profissionais (selecionados a partir de mais de 1500 inscrições de todo o país que se submeteram às três etapas de votação ao longo do primeiro semestre de 2019). O Barulho d’água Música é finalista pela segunda vez consecutiva da categoria Canais de Divulgação de Música/Convergência e já confirmou que estará presente na capital federal.

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1214 – Renato Caetano recebe Dimas Soares em nova rodada do “Viola de Feira” em Beagá (MG)

As cantorias do projeto da Picuá Produções têm entrada franca e neste ano ainda levarão ao palco Luiz Salgado e Du Santos, como convidados de Levi Ramiro e Ramon & Rozado, respectivamente nos últimos domingos de agosto e de setembro

O projeto Viola de Feira, já em seu segundo ano consecutivo sendo promovido em Belo Horizonte (MG), terá nova rodada neste domingo, 28, no Centro Cultural Padre Eustáquio quando as atrações serão Renato Caetano e seu convidado, Dimas Soares, ambos violeiros residentes na cidade, a partir das 11 horas. Caetano estará acompanhado por Gustavo Scarpa (não, não é o boleiro), guitarrista, também da Capital mineira. Coordenado pela Picuá Produções, o Viola de Feira 2019 começou em 7 de julho, com Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias.

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