1081 – Conheça a obra de Cícero Gonçalves, violeiro de Teófilo Otoni (MG) que está lançando Pintura

O novo disco é o terceiro da carreira que em seu início recebeu importante apoio de Victor Martins, parceiro de Ivan Lins em Bandeira do Divino
Marcelino Lima

O acervo do Barulho d’água Música recebeu novas contribuições, gentilmente cedidas pelo cantor e compositor Cícero Gonçalves, mineiro de Teófilo Otoni que cresceu em Francisco Badaró, cidade do Vale do Jequitinhonha, região onde absorveu a base de sua cultura e aflorou a sua vocação musical. Atualmente residente em Piedade, cidade da região de Sorocaba a cerca de 100 quilômetros da capital paulista,  Cícero Gonçalves,  lançou Pintura recentemente, um dos álbuns que repassou ao blogue, junto com Na Outra Margem do Rio, de 2004. A discografia de Gonçalves conta ainda com Oferenda, mas este se encontra esgotado.

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1066 – Pereira da Viola convida Nádia Campos para mais uma rodada do projeto Viola de Feira, em BH

Evento da Picuá Promoções é promovido sempre no último domingo de cada mês durante a Feira Coberta, no Centro Cultural Padre Eustáquio

Marcelino Lima, com Nilce Gomes e Lilian Macedo

A Picuá Produções Artísticas, estabelecida em Belo Horizonte (MG), promoverá em 27 de maio a quarta rodada do projeto Viola de Feira, por meio do qual pretende fomentar e difundir a música de viola caipira oferecendo concertos mensais que transcorrerão no Centro Cultural Padre Eustáquio. Durante as apresentações, ponteado por dois ases do estado, o instrumento de dez cordas será a maior atração, sempre no último domingo de cada mês, a partir das 11 horas. Um violeiro anfitrião receberá outro, convidado, de forma que se possa estabelecer entre ambos e a plateia vínculos culturais, fomentando, ainda, diálogos com a música brasileira. A vez , agora, é de Pereira da Viola, que compartilhará a honra com Nádia Campos.

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1033 – Em Beagá (MG), segunda rodada do projeto Viola de Feira terá Bilora e Letícia Leal

Picuá Produções Artísticas, estabelecida em Belo Horizonte (MG), promoverá em 25 de março a segunda rodada do projeto Viola de Feira, por meio do qual pretende fomentar e difundir a música de viola caipira oferecendo concertos mensais que transcorrerão no Centro Cultural Padre Eustáquio, abertos por Chico Lobo e Jéssica Soares em 25 de fevereiro. Durante as apresentações, ponteado por dois ases do estado, o instrumento de dez cordas será a maior atração. Em 25 de março, a partir das 11 horas, a honra de tocá-lo caberá a Bilora Violeiro e Letícia Leal. O local escolhido é estratégico, pois atende a toda a região Noroeste da Capital mineira; anexa ao Centro Cultural é promovida a Feira Coberta — tradicional evento e ponto de encontro de belo-horizontinos que, portanto, constituem ótima oportunidade para feirenses e público em compras entrar em contato com a verdadeira cultura de raiz.

O Viola de Feira contará com recursos da Lei de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura (projeto 288/2015), com patrocínio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e Impacto Conservação e Limpeza Limitada, conforme os termos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Sempre no último domingo de cada mês, um violeiro receberá um convidado, de forma que se possa estabelecer entre ambos e a plateia vínculos culturais, estabelecendo, ainda, diálogos com a música brasileira. 

Para que a arte de pintar também faça parte do Viola de Feira, o cenário dos espetáculos será pintado pela artista plástica Marina Jardim durante a primeira edição do projeto. No local haverá mostra de produtos orgânicos do Armazém do Campo, espaço de comercialização permanente de produtos da Reforma Agrária, vinculado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST),  fruto da arte de se trabalhar a terra. O projeto, portanto, possibilita um leque de opções, de encontros e trocas culturais, jogando um facho de luz sobre a cultura brasileira.

Campeão de festivais

Bilora nasceu em Santa Helena de Minas, cidade situada no Vale do Mucuri, pertinho da divisa com o Sul da Bahia e do Vale do Jequitinhonha. Naquela região teve estreito contato com manifestações da  cultura popular como folias, batuques, cantigas de roda, contradanças, festas juninas e cordéis, experiências que ajudaram a moldar seu perfil artístico. Atualmente, Bilora reside em Contagem, uma das mais importantes cidades das Minas Gerais                                                 

Formado em Letras, atuou por uma década como professor de Língua Portuguesa e de Literatura Brasileira. Por outros três anos, foi instrutor de Oficina de Música no interior  do Estado. É um dos compositores mais premiados em festivais da canção promovidos em municípios de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Goiás: em sua estante de troféus conta-se mais de 140 peças. Entre os mais destacados, aponta o Canta Minas/95, no qual faturou com três prêmios oferecidos pela Rede Globo Minas, organizadora do certame. Bilora também venceu as duas edições do festival Canto das Águas de Três Marias/MG — em 2008 e em 2010 — e a edição 2005 do concorrido Fampop, promovido anualmente em Avaré (SP). Com  a música Tempo das Águas ficou em terceiro lugar no Festival da Música Brasileira de 2000, organizado pela Rede Globo. Em 2014 faturou o Festival de MPB de Ilha Solteira (SP), três anos depois de ser um dos selecionados pelo Projeto Música Minas Intercâmbio Internacional para shows em Buenos Aires, capital da Argentina.

 

A discografia de Bilora é formada pelos álbuns De Viola e Coração; Tempo das Águas; Nas Entrelinhas; e Balanciô— este mais recente com composições dedicadas à região natal e com participações da comunidade de onde nasceu, do filho Djavan Carvalho (Djah) e de índios Maxakali. O disco recebeu o Prêmio Rozini de Excelência da Viola Caipira como melhor de viola em 2013.                                                                          

Músicas de Bilora foram gravadas por variados músicos, grupos, corais e orquestras do país e algumas de suas composições enriquecem dezenas de álbuns coletivos. É um dos cinco ases do projeto VivaViola – Sessenta Cordas em Movimento, que é dos mais aclamados pela crítica e pelo público mineiros formado por ele, Wilson Dias, Gustavo Guimarães, Pereira da Viola e Joaci Ornelas. Quem segue o projeto Causos e Violas das Gerais do SESC/MG,  que percorre o Interior do estado de Minas Gerais, também conhece o valor do trabalho de Bilora, compositor que preza pelo valor poético de suas letras juntando-as ao universo da cultura popular e da viola caipira.

Versatilidade

A cantora, compositora e instrumentista Letícia Leal revela quando toca a viola como é possível inserir com majestade no cenário atual da música brasileira um instrumento que muitos podem considerar antigo. Do sertão à cidade, do clássico ao contemporâneo, com Letícia Leal a viola de 10 cordas transforma-se em meio no qual tantas vertentes do nosso Brasil se sobressaem: à música de raiz, ela acrescenta jazz, blues, folk, choro e música afro. 

 

Natural de Teófilo Otoni,  quem a vê pela primeira vez expressando tanto talento, versatilidade e destreza talvez desconheça que está diante de uma música que começou a tocar há menos de dez anos, conforme revelou a jornalista Thais Oliveira, na edição eletrônica de 22 de outubro de 2016 do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte. Letícia está preparando o primeiro álbum autoral, mas sem deixar de se dedicar à disseminação da cultura popular  — missão que abraçou em 2010. Entre os prêmios que já levou para casa constam o terceiro lugar do concurso de Melhor Violeiro realizado pela TV Globo Minas em 2012, dentre 815 inscritos. Brasil à fora, já se apresentou e subiu ao palco com expressivos nomes da música do Estado como Dona Jandira, Pereira da Viola, Fernando Sodré e Celso Adolfo. É integrante da Diretoria do Instituto Viva Viola, da Associação Nacional dos Violeiros do Brasil, coordenadora em Belo Horizonte e artista integrante do Dandô – Circuito de Música Dércio Marques, que em 2014 recebeu o Prêmio Brasil Criativo, do Ministério da Cultura.

824 – Pereira da Viola (MG) recebe amigos e admiradores para lançamento de álbum no qual compila sucessos de 20 anos de trajetória

Uma viagem musical em composições, parcerias e andanças pelo país, expressa por meio de repertório que inclui, aglomera e extrapola a diversidade da música de raiz, aumentando a visibilidade da criação artística de Minas Gerais e contribuindo para o enriquecimento e divulgação das artes, lendas e crenças dos povos mineiro e brasileiro. É com este chamamento que Pereira da Viola, um dos mais aclamados violeiros do país, está convidando amigos e admiradores para o “truvejo” que protagonizará ao lado da banda que o acompanha e vários companheiros de estrada neste sábado, 5 de março, no palco do Teatro Sesc Palladium, situado em Belo Horizonte (MG). Na ocasião, Pereira da Viola lançará o álbum em DVD Incelente Maravia – 20 anos, a partir das 21 horas. Quem tiver a oportunidade de prestigiar pode anotar que desfrutará de uma mescla de composições próprias e músicas da tradição oral e um show extremamente alegre e divertido, bem ao estilo do sempre sorridente e simpático Pereira da Viola e sua preciosa viola.

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712 – Pereira da Viola é atração de mais uma rodada do projeto Canto & Viola em Belo Horizonte (MG)

pereira da viola

Se melhorar vira rapadura, uma alegria astronômica: um dos mais aclamados e queridos violeiros caipiras do Brasil, o mineiro Pereira da Viola, oriundo de São Julião, distrito de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, cantará e tocará nesta quarta-feira, 4, a partir das 19h30, no Cine Teatro Brasil Vallouréc, situado em Belo Horizonte. José Rodrigues Pereira, o Pereira da Viola, é convidado dos produtores culturais Luiz Trópia e Tadeu Martins e animará mais uma rodada do projeto Canto & Viola trazendo ao público canções derivadas das pesquisas que empreende sobre a cultura popular no norte das Alterosas, especialmente o Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres do Brasil, mas ricas em diversos tipos de manifestações artísticas e religiosas, além de sucessos de sua carreira marcada por canções autorais que expressam com delicada poesia a força e a magia da viola brasileira.

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684 – É vez de Bilora Violeiro no Cine Teatro Brasil Vallouréc, palco do projeto Canto e Viola, em Beagá

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O violeiro, cantador e compositor Bilora voltará a se apresentar no projeto Canto & Viola nesta quarta-feira, 14, a partir das 19h30, agora no palco do Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil, situado na praça Sete de Setembro ntre a rua dos Carijós e as avenidas Afonso Pena e Amazonas, no coração de Belo Horizonte (MG). Bilora, que já foi atração da primeira temporada do projeto de Luiz Tropia e Tadeu Martins, promovida em 2011, agora cantará acompanhado pelo também violeiro Cícero Gonçalves. Para saber mais e comprar ingresso há o (31) 2626-1251
e também o linque http://www.compreingressos.com/espetaculos/5125-projeto-canto-e-viola-apresenta-bilora-teatro-da-camara.

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652 – Pedro Antônio recebe o “Pop Roça” de Tadeu Franco no Teatro Rondon Pacheco, em Uberlândia (MG)

tadeu franco

Tadeu Franco, mineiro nascido em Itaobim,  é o convidado da próxima rodada do projeto “Pedro Antônio convida”, que o receberá o conterrâneo em Uberlândia (MG) a partir das 20 horas, no palco do Teatro Rondon Pacheco. Tadeu Franco é um dos principais intérpretes surgidos no Estado na década dos anos 1980, fã confesso do-Clube da Esquina, no qual encontrou em Milton Nascimento o esteio para estrear no mercado fonográfico. Aos 10 anos, em Teófilo Otoni, Tadeu Franco ganhou um acordeom, mas gradativamente passou a ser violonista.  Logo estava despertando atenção  e provocando curiosidade em programas de calouros, circos, festas populares e até serenatas. Quando chegou a Belo Horizonte, conheceu o projeto Fim de Tarde, na Sala Humberto Mauro do Palácio das Artes. Ali, abriu as portas para embarcar no Expresso Melodia, que era abrigado em um caminhão de cujo palco eram feitas transmissões para a Rádio Inconfidência.

Com a carreira começando a torná-lo conhecido do público mineiro, simultaneamente os troféus arrebatados em festivais promovidos em templos como o Mineirinho e o Teatro Francisco Nunes foram se acumulando,  e encontro com Milton Nascimento ocorreu. Encantado com a voz do rapaz, prontamente, Bituca convidou-o para gravar Comunhão, música que assina em parceria com Fernando Brant,  faixa do álbum Ânima.  A gravação, que teve ainda a participação de Simone Bittencourt, tocou por emissoras de todo o país e tornou-se na esteira do sucesso clipe no Fantástico. Milton Nascimento também produziu o álbum de estreia de Tadeu Franco, Cativante (1984), que teve arranjos de Wagner Tiso e de Túlio Mourão, e que consagrou Nenhum Mistério e Se meu Jardim der flor.

Em 1990, Tadeu Franco gravou tanto no Brasil, como na França, Alma Animal, pelo selo Paixão Brèsil.  Neste trabalho dos mais bem acolhidos pela crítica especializada, há parcerias com Beto Guedes, Heraldo do Monte e Tomaz Antônio Gonzaga. Cinco anos depois, saiu  Orlando, pelo selo Velas, trazendo 16 músicas consagradas pelo “Cantor das Multidões”, Orlando Silva, com destaque para a interpretação de Rosa, de Pixinguinha.

O quarto álbum, Pop Roça, conforme o próprio autor define, virou um adjetivo para seu estilo, assim por ele explicado: “O nome ‘Pop Roça’ é um conceito que tem a ver com um jeito mineiro de se fazer música brasileira, algo que vem desde o Clube da Esquina”. Para Tadeu Franco, “o que aquela turma compunha passava por vários estilos, de balada a samba às canções de folclore com o Tavinho Moura, mas tudo com um sotaque mineiro”. Ele ainda observou: “Beto Guedes, Lô Borges, Wagner Tiso, todo mundo teve uma fase de fazer baladas roqueiras, que tinha influência dos The Beatles e guitarras, mas com um jeito muito próprio, pois mantinha um jeito matuto”.

Uma das interpretações mais marcantes de Tadeu Franco, Nós dois, é do também mineiro Celso Adolfo. A contribuição de Tadeu Franco à cultura mineira já rendeu ao cantor o título de Cidadão Honorário de Belo Horizonte  a Comenda Rômulo Paes, de Mérito Artístico e em Uberlândia se espera que ele adiante a Pedro Antônio informações sobre um novo álbum, cuja preparação já iniciou.

Serviço:

Pedro Antônio convida Tadeu Franco
Dia 26/09 – Sábado as 20 horas
Teatro Rondon Pacheco (Rua Santos Dumont, 157, Centro, Uberlândia)
Para mais informações e reserva de ingressos: (34) 3235-9182

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