Barulho d'Água Música

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988 – Por meio de 13 discos, Companhia Sons do Cerrado resgata ritmos e tradições de um dos mais ricos biomas do país

Bioma de 197 milhões de hectares comum aos estados Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, São Paulo e Tocantins, o Cerrado é a segunda mais produtiva extensão de terras do país, caracterizadas por árvores baixas, arbustos espaçados e gramíneas, também conhecidas por savanas brasileiras. Em algumas classificações científicas, esta imensa área é subdividida em cerradão, cerrado típico, campo cerrado, campo sujo de cerrado ou campo limpo, sendo que o cerradão é o único que apresenta formação florestal. Goiânia, uma das capitais onde ele ocorre, possui desde 2001 um grupo musical que se dedica ao estudo da identidade dos habitantes desse precioso sistema biogeográfico por meio de pesquisas, registros, publicações, oficinas e festivais, com o intuito de salvaguardar valores culturais  e de preservar elementos centrais da pesquisa sobre cultura popular — acrescentando na perspectiva da releitura/adaptação novos componentes, formando uma linguagem atrativa e moderna. O grupo é a Companhia Sons do Cerrado, criado no ambiente do Instituto do Trópico Subúmido da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Goiás e composto por Andréa Luísa Teixeira (flauta, vocais, pesquisa), Alba Franco (cantora e pesquisadora), Verônica Aldè (flautas, flautin, vocais e pesquisas) e Vagner Rosafa (percussões, piano e pesquisas). A atriz Larissa Malty fez parte das pesquisas para o volume 13 e participou da gravação do DVD Ternos das Borboletas.

Veronica Aldè, Andréa Teixeira, Vagner Rosafa e Alba Franco (Foto: Weimer Carvalho)

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968 – Disco importantíssimo para entender o Brasil, Cabaça d’água, de Alberto Salgado, é finalista do 28º PMB

Cabaça d’água, álbum de Alberto Salgado, é um dos três indicados da categoria Regional para vencer o 28º Prêmio da Música Brasileira, concorrendo com Celebração (Valdir Santos) e Vivo! Revivo! (Alceu Valença). O compositor e letrista brasiliense ainda poderá sair da cerimônia que ocorrerá em 19 de julho com o título de campeão entre os melhores cantores — disputa que também travará contra o pernambucano autor de Espelho Cristalino, e Raymundo Sodré (BA), que entrou no páreo com Os girassóis de Van Gogh. Sucessor de Além do Quintal, com o qual Salgado estreou em disco, Cabaça d’água desembarcou em 16 de fevereiro como atração do Clube do Choro (DF), em um show durante o qual o público aplaudiu efusivamente a nada convencional soma de ritmos — uma das marcas do trabalho de Salgado, que utiliza para interpretar as próprias criações violão de nylon, cavaco de cinco cordas, baixo elétrico, percussão, bateria, berimbau e até violoncelo conquistando a plateia ao som de xaxado, bumba-meu-boi, samba e baião, entre outros ritmos.

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943- Conheça Paulo Rubens Gimenes, escritor de Franca, autor de O Poeta e o Cantadô/Uma Odisseia Caipira

Minha cantiga é de cantar e alertar/é pelo prazer te ver dançar, voar no ar/(…) é dança antiga para chover/molhar o sertão, teu coração, e o chão (…) voltar ao ar ao ar, ao chão do teu lugar

Cantiga, faixa 2 de O Poeta e o Cantadô/Uma Odisseia Caipira, de Paulo Rubens Gimenes

O Barulho d´água Música voltou às páginas do blogue Terra Brasilis, de Daniel Lamounier, para de lá trazer e compartilhar com amigos e seguidores a dica para baixar e conhecer O Poeta e o Cantadô/Uma Odisseia Caipira, o mais recente álbum do escritor e músico Paulo Rubens Gimenes. Este ótimo disco de 15 faixas é daqueles que exigem “dar um tempo nesta vida louca” (para ser ouvido mais e mais, sem pressa, permitindo-se o encantamento,  saboreando um bom gole de café que lambuza a boca ou como quem ouve prosa boa de compadre, como Paulo Rubens Gimenes bem ensina logo na primeira música, Simples Composto) e acompanha livro de 37 contos e poemas do paulista de Franca, cidade onde nasceu e mora, formou-se em Comunicação Social pela Unifran, cria jingles publicitários e ainda atua como microempresário do ramo de produtos para calçados. Os dois “troncos da mesma raiz”repetem com idêntico sucesso o formato do primeiro combo — o livro de poesias Poemas para Cantar, Músicas para Ler (2010), que também traz encartado um disco, lançado no Centro Médico de França em outubro de 2010 após ser contemplado (depois de muitas tentativas do autor) pelo Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo (ProAc) e que contou ainda para ir ao prelo e ao estúdio com iniciativas da FM Editorial, situada em São Paulo.

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913 – Tonino Arcoverde (PE) assina discos de puro regionalismo e poesia que os aproximam de obras literárias

O Barulho d’água Música mais uma vez buscou nas páginas do blogue Terra Brasilis, mantido pelo mineiro Daniel Lamounier Paim, uma excelente dica para amigos e seguidores que apreciam música de qualidade produzida por artistas independentes que sobrevivem Brasil à dentro sem cachês de cervejarias, pagarem jabás para que tenham obras minimamente reconhecidas, nem são atrações em programas de Variedades, revistas e cadernos cults badalados. Entre tanta gente boa que Lamounier acolhe em sua tarefa de garimpagem (o blogueiro de Pará de Minas mantém, ainda, o Em Canto Sagrado da Terra, dedicado somente a trabalhos de conterrâneos, e o Nômade, de música étnica) destacamos o compartilhamento de um dos álbuns do pernambucano Tonino Arcoverde, intitulado Cidade das Abelhas (2005), o segundo da bela discografia que registra quatro títulos, ao todo, em mais de 20 anos de estrada.

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888 – Como colaboração do blogue Terra Brasilis e por meio dos quatro álbuns da série Ao Pé da Serra, conheça Eduardo Kusdra

Os produtores do Barulho d’água Música e dos blogues Em Canto Sagrado da Terra e Terra Brasilis se tornaram recentemente parceiros para a troca de arquivos e de informações visando a aumentar a oferta da divulgação e do acesso à música de qualidade que se faz pelo país afora, porém raramente embala a programação de emissoras de rádio e, quando muito, encontra-se em plataformas digitais ou em portais mantidos pelos cantores, duos, grupos e compositores. Algumas obras podem ser consideradas relíquia (tanto pela raridade, como pela beleza e importância), mas ainda assim desfalcam prateleiras de lojas, inclusive de grandes redes, e o mercado talvez nem conheça. Garimpados com esmero por Daniel Lamounier e convertidos em formato Mp3, há álbuns antológicos e fora de catálogo que dependendo do artista, da dupla ou da banda têm a discografia completa disponibilizada. Por meio do Em Canto Sagrado da Terra, Lamounier dedica-se exclusivamente à produção de mineiros, apresentado o trabalho que desenvolvem nas Alterosas entre textos da série Pelas Istradinhas de Minas — completados por dicas turísticas para passeios a cidades e lugares da hora, imagens e deliciosas receitas típicas que vão muito além do consagrado pão de queijo ou broa de milho; Terra Brasilis, mais abrangente, cobre praticamente todo o país: quem os visitar, com certeza, curtirá, ficará com uma coceira danada para querer baixar tudo!

Por meio da atualização 737, anterior à parceria, trouxemos em novembro de 2015 matéria sobre Roberto Zara, autor do disco instrumental homônimo, joia lançada pelo violeiro três anos depois de um retiro dele em cidadezinhas de Minas Gerais. Agora apresentamos diretamente do Terra Brasilis Eduardo Kusdra, maestro, arranjador e produtor musical independente dos mais conceituados do Brasil, que vive em São Paulo e desde 2011 é endorser da fabricante polonesa de instrumentos artesanais Mayones. Um perfil dele poderá ser visto no sítio oficial da marca em visita à sessão Artists (www.mayones.com).

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Tom Jobim ganha estátua em bronze no Rio de Janeiro vinte anos depois da morte, nos Estados Unidos

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O maestro e compositor Tom Jobim ganhou na praia de Ipanema (RJ) a estátua na qual carrega o violão, eternizando-o no cenário onde compôs um dos seus maiores sucessos e música até hoje tocados em todo o mundo (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)

 

Tom Jobim, um dos mais importantes nomes de todos os tempos da música brasileira e mundial, ganhou uma estátua em bronze idealizada pela escultora Christina Motta e instalada na orla da praia de Ipanema, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro (RJ) na segunda-feira, 8 de dezembro.  O local fica no início da Avenida Vieira Souto, próximo ao Arpoador. Os primeiros admiradores viram a escultura ao som do sexteto Terra Brasilis (chamado especialmente para a ocasião pela família do cantor e compositor), durante cerimônia na qual o maestro recebeu a homenagem há exatos vinte anos após morrer em Nova York, nos Estados Unidos, vítima de infarto em consequência do combate a um câncer. 

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