Barulho d'Água Música

Veículo de divulgação de cantores, duplas, grupos, compositores, projetos, produtores culturais e apresentadores de música independente e de qualidade dos gêneros popular e de raiz. Colabore com nossas atividades: leia, compartilhe e anuncie!


Deixe um comentário

974 – Cole no Sesc Pompeia (SP) e conheça Rebento, novo álbum instrumental do violeiro Ricardo Vignini!

Um dos violeiros mais atuantes do país, Ricardo Vignini, é o convidado do projeto Plataforma para a apresentação da quinta-feira, 20, no palco do teatro da unidade Pompeia do Sesc de Sampa. A partir das 21 horas, o cantor e compositor lançará o mais novo álbum da carreira solo, Rebento, que reúne 13 músicas instrumentais, das quais 10 de autoria própria. Para o show de lançamento, o violeiro chamará para a roda André Rass (percussão), Ricardo Carneiro (violão e guitarra), Sergio Duarte (gaita), Ari Borger (piano) e Bruno Serroni (violoncelo).

Continuar lendo


Deixe um comentário

868 – André Rass corta o bolo de mais um aniversário em turnê pelo Canadá e Estados Unidos com o Matuto Moderno

A folhinha do Barulho d’água Música marca que em 1° de maio comemora-se o aniversário de André Rass, natural de Dom Pedrito (RS), e atualmente radicado em São Paulo onde desenvolve carreira das mais elogiadas como percussionista, conhecida por participações em destacados projetos acompanhando vários cantores e sobretudo na banda Matuto Moderno. Filho de casal formado por comerciante e dona de casa, André Rass criou-se em meio a festas populares e rodas de choro incentivado pelo pai, violonista, e pelo padrinho, acordeonista. A dupla, assim, tornou-se a primeira referência musical em sua vida. Mais tarde morando em Pelotas, passou a trabalhar profissionalmente como músico, ingressando na banda de Sulimar Rass. Juntos, ele e o irmão viajaram pelo Rio Grande do Sul e tocaram ainda o Uruguai e a Argentina. Nesse período, conheceu músicos tais quais Fernando do Ó, o guitarrista Daniel Sá, Gilberto Oliveira, Egbert Parada, Luciano Nasário, o violonista flamenco Romano Nunes, entre outros, e gravou com a cantora e compositora Ana Mascarenhas,Cardo Peixoto, Avendano Júnior, além do percussionista uruguaio Liber Bermudes, com que estudou ritmos latino-americanos.

Continuar lendo


Deixe um comentário

823 – Caixa Cultural (SP) programa shows com Tetê Espíndola e Alzira E em comemoração ao Dia Internacional da Mulher

As irmãs Tetê Espíndola e Alzira E (Campo Grande/MS) estarão juntas entre 8 e 11 de março, em todos os dias a partir das 19h15, para apresentações gratuitas que a Caixa Cultural São Paulo programou para marcar mais uma passagem do Dia Internacional da Mulher. Tetê Espíndola (craviola) e Alzira E (violão) têm timbres de vozes diferentes e trajetórias singulares, mas uma íntima sintonia que permitirá ao público ouvi-las relembrando músicas de autorias próprias mescladas a clássicos do cancioneiro regional, ora em solo e, em outros momentos, protagonizando belos duetos.

Continuar lendo


3 Comentários

812 – Em meio a várias homenagens, Passoca, Alzira Espíndola e Gereba relembram sucessos do Vozes e Viola, que apresentavam no Lira Paulistana (SP)

Os cantores e compositores Passoca, Alzira Espíndola e Gereba se encontraram na noite de domingo, 14 de fevereiro, para protagonizarem acompanhados por Noel Bastos (percussão) e Peri Pane (violão e violoncelo) mais um show do projeto Lira Paulistana: 30 anos. E depois? que vem sendo promovido desde janeiro no teatro da unidade Ipiranga do Sesc da cidade de São Paulo. Mais do que recordarem canções que os consagraram quando integravam a Vanguarda Paulista, o trio homenageou vários expoentes da música regional e popular brasileira, um dos quais Geraldo Roca. Com voz embargada, Alzira Espíndola (que tem como nome artístico, atualmente, Alzira E.) conseguiu conter o choro, mas não represou a emoção ao interpretar, ao violão, Trem do Pantanal, que Roca compôs com o conterrâneo Paulo Simões e que se tornou um hino oficioso do Mato Grosso do Sul. Geraldo Roca foi encontrado morto em seu apartamento situado em Campo Grande (MS), na manhã do mais recente Natal.

passoca ate

Continuar lendo


2 Comentários

789 – Sesc Ipiranga promove em janeiro atividades e espetáculos com expoentes da Vanguarda e do Lira Paulistana

Casa-Benedito-Calixto-credito-Calil-Neto

O Lira Paulistana começou como um pequeno teatro em Pinheiros, depois acolheu várias outras formas de manifestação artística dos integrantes da Vanguarda Paulistana engajada com a renovação de linguagens e do conceito de entretenimento durante seis anos, agitando os parâmetros culturais não apenas em Sampa, mas país afora (Foto: Arquivo Pessoal de Calil Neto)

O Sesc Ipiranga está promovendo espetáculos musicais e atividades protagonizados por expoentes da turma de artistas que formou a Vanguarda Paulista entre 1979 e 1986, inicialmente concentrada no teatro Lira Paulistana, que ficava situado no bairro de Pinheiros, na cidade de São Paulo. Batizado Lira Paulistana: 30 anos. E depois?, o projeto pretende gerar reflexões e por em debate a produção contemporânea, convidando-os para discorrer sobre os caminhos da criação e como se desenha hoje, em Sampa, os espaços catalisadores da nova produção e do experimentalismo. O cronograma começou a ser cumprido com apresentações de Luiz Tatit, Arrigo Barnabé e Lívia Nestrovski e Cida Moreira, nos dias 8, 9, e 10, e terá sequência até o último dia de janeiro, com ingressos cotados entre R$ 6 e R$ 20,00.

Continuar lendo


Deixe um comentário

742 – Quinze contemplados recebem estatueta do 2º Prêmio Grão de Música na Galeria Olido (SP); show terá quatro atrações

socorro lira pgm

Socorro Lira, idealizadora do Prêmio Grão de Música, além de cantora e compositora é poetisa. Quatro dias antes da cerimônia na Galeria Olido, ela lançará livro, com direito a show de bolso, na Casa das Rosas (Foto: Marcelino Lima/Arquivo Barulho d’água Música)

Está programada para a noite de 5 de dezembro e transcorrerá na Galeria Olido, em São Paulo, a partir das 18 horas, a cerimônia de entrega do 2º Prêmio Grão de Música (PGM), idealizado pela cantora e compositora Socorro Lira (PB) com o intuito de promover a valorização da música brasileira de todas as regiões do país e, especialmente, dos artistas que a representam, referendando trajetórias e obras artísticas. O PGM teve em novembro de 2014 a primeira edição em Salvador (BA) e será realizado anualmente como celebração à diversidade musical do Brasil, distinguindo os ganhadores com um troféu, fundido em bronze, criado pelo artista plástico Elifas Andreato. Além da estatueta, todos participarão da terceira coletânea Grão de Música, cujo álbum também ficará disponibilizado no site do PGM para audição e download gratuitos. As duas primeiras edições em disco saíram em 2009 e 2014, respectivamente.

Continuar lendo


Deixe um comentário

739 – Vânia Bastos reedita show que interpreta obra de Caetano Veloso e começa turnê nacional lotando duas noites o Sesc Ipiranga

VB1

Vânia Bastos gravou as canções que canta no show em 1992, mas Caetano Veloso tem um obra atemporal que com a força e beleza da interpretação dela fica ainda mais valorizada e  presente na memória afetiva dos fãs… de ambos! (Fotos acima, no destaque e abaixo: Altiery Monteiro)

Aos fãs de Caetano Veloso, duas boas notícias: o repertório dele está sendo carinhosamente cultivado por uma das cantoras cuja voz está entre as mais marcantes de todos os tempos: Vânia Bastos! Segue, agora, a manchete que estamparemos em nossa capa: Vânia Bastos percorrerá o país para relembrar as onze músicas do álbum Vânia Bastos – Cantando Caetano (gravado em 1992), mescladas a outras composições do autor de Alegria, Alegria e de Grafitti, inclusive sucessos lançados depois do antológico disco. Atentem, por fim, à legenda da matéria especial: com direito à lotação máxima do Sesc Ipiranga (SP), tanto no sábado, 21, quanto no domingo, 22, a turnê já começou!

O Barulho d’água Música acompanhou a segunda apresentação de Vânia Bastos às margens do riacho e concluiu: assim como de uma flor ou do voo de pássaro que estamos “carecas” de ver é possível extrair um haicai, dependendo de como se olhar para eles, uma obra supostamente “esgotada” — posto que já amplamente conhecida e divulgada — pode gerar novos encantamentos sim, sobretudo se interpretada com brilho nos olhos, com a generosidade de quem sentiu o doce e o sal presentes em cada verso e o canta como se fosse seu, usando os melhores recursos artísticos que possui — sem esticar a canção além do tempo, sem nenhum lá-ia-lá-iá ou agudo sobejante; até as caras e bocas e breves coreografias que Vânia Bastos protagoniza como complemento às letras acabam devidamente encaixadas, por fim rimam com a densa e sutil obra que, mais do que interpretar, ela traz, traduz e transmite.

A um recado em cada canção de Caetano neste repertório de Vânia Bastos. Pode ser uma declaração de amor ao próximo, a alguém ou a si próprio, pode ser um convite a carnavalizar a vida ou um modo sutil de sacar a natureza que ela captou e ao seu modo comunica ora apenas semi articulando os lábios — para que deles flua quase em um sussurro e se diga causando e sentindo-se o arrepio “tome esta canção como um beijo!” –, acolá abrindo os braços, voando, super bacana, como quem interroga e convida: “eu vou, por que não, por que não?” 

Em Vânia Bastos -Cantando Caetano há, enfim, muito mais tesão do que tensão, sai contemplado quem veste as cores da tropicália, quem assiste novela (pode ser sociologicamente ou não!), quem de bobeira cruzava as avenidas e resolveu: vou ao teatro! E se não há demasiadas palavras, sobra sobriedade sem que o show escorregue no previsível, para o que contém de trivial não fique sem o tempero adequado e o acarajé frite insosso.

Vânia Bastos entra em cena emoldura ou iluminada por uma caprichada iluminação que ao variar tons e intensidades também consegue dialogar com as sutilezas de cada canção e explora, ainda, muito bem, sua presença de palco. Com direção artística de Fran Carlo, musical de Ronaldo Rayol e produção executiva de Petterson Mello, o trio Moisés Alves (piano), Eric Budney (baixo) e Nahame Casseb (bateria) a acompanha a maior parte do tempo desta viagem poética que atravessa de Sampa a Santo Antônio da Purificação recordando a bordo do Trem das Cores Trilhos Urbanos, No Dia Em Que Eu Vim Me Embora, O Leãozinho, Louco por Você, Este Amor e, cerejas do bolo: Peter Gast e Luz do Sol.

As interpretações de Peter Gast e Luz do Sol, por sinal, acabam forçando um obséquio: se quem ouve Vânia Bastos interpretar Paulista, de Eduardo Gudin, mal pensa em quem seria o pai da obra, Caetano Veloso que nos perdoe, compreenda e, elegante como, é deixe por escrito, registrado em cartório — assim como já devem ter feito Aldir Blanc e Guinga em Choro pro Zé (que está no álbum dela Diversões não eletrônicas): “sou o autor intelectual de ambas as canções, mas as concebi pensando em dar todos os méritos delas à Vânia Bastos!” A artista, é claro, não pretende ou precisa se apropriar de nada, pavimentou sua própria trajetória, pelos próprios méritos, desde a boa vanguarda paulistana da turma do Arrigo, do Nego Dito, da Tetê e da Suzana, entre outros, mas bem que merecia a coautoria destes sucessos que tendem a ser infinitos enquanto durem. Sem contar que, sofisticada lady que é, segue despertando alguma coisa em nossos corações, atemporal como chama…

_MG_6681

O show Vânia Bastos – Cantando Caetano tem iluminação sob medida, concebida para dialogar com as marcantes interpretações que Vânia protagoniza acompanhada por um trio de músicos notável

meninas curvas