1303 – Produtora cultural paulistana promove apresentações virtuais para comemorar 90 anos de Sivuca (PB)

Autor de composições e trabalhos que incluem, dentre outros ritmos, choros, frevos, forrós, jazz, baião, música clássica e até blues, ele ganhará homenagens das mais especiais pelo aniversário durante uma semana inteira, a partir da terça-feira, 19, ancoradas por Thadeu Romano e Marcelo Caldi

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Um dos mais queridos multi-instrumentista, maestro, arranjador, compositor, orquestrador e cantor brasileiro, o paraibano Sivuca passou ao Mundo Maior em dezembro de 2006, mas ao lado de outros “bambas” como Luiz Gonzaga e Dominguinhos continua presente no nosso dia a dia, influenciando novos artistas e reverenciado em todos os setores da cultura popular. Natural de Itabaiana (PB), Sivuca era Severino Dias de Oliveira, nascido em 26 de maio de 1930, data que dentro de alguns dias completará 90 anos. Autor de composições e trabalhos que incluem, dentre outros ritmos, choros, frevos, forrós, jazz, baião, música clássica e até blues, ele ganhará homenagens das mais especiais pelo aniversário durante uma semana inteira, a partir da terça-feira, 19, promovidas pela paulistana Rede Colaborativa LuLu. Com rodas de conversas, debates, vídeos, indicações de música e apresentações ao vivo (lives), o projeto terá como âncoras os acordeonistas, pianistas, compositores e arranjadores Thadeu Romano e Marcelo Caldi, que são artistas que têm muita intimidade e interpretam com propriedade o repertório do mestre.

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1278 – Luiz Vieira (PE) não resiste a infarto na cidade do Rio de Janeiro e bate asas

Cantor e compositor pernambucano vivia em Copacabana e deixou como legado mais de 500 composições, como Prelúdio para ninar gente grande e Paz do meu amor, que marcam gerações

Os amantes da boa música lamentam desde a quinta-feira, 16, o desencarne na cidade do Rio de Janeiro do cantor, compositor e radialista Luiz Vieira (Luiz Rattes Vieira Filho). Uma parada cardíaca levou ao Mundo Maior o autor consagrado por músicas que há anos embalam gerações como A paz do meu amor (Menino Passarinho) e Prelúdio para ninar gente grande, dois dos seus maiores sucessos entre mais de 500 canções que deixou como legado. Vieira, que tinha 91 anos, sentiu-se mal em sua casa em Copacabana na noite anterior e não resistiu às sequelas do infarto. O corpo foi sepultado na tarde de sexta-feira, 17, no Cemitério São João Batista, no bairro carioca de Botafogo.

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1218 -Luiz Vieira (PE) ganha tributo aos 90 anos em espetáculo gravado e disco pela Kuarup 

Álbum celebra a obra do consagrado compositor através de intérpretes de diferentes gerações em novas gravações 

Um dos maiores e mais autênticos compositores da música brasileira, o músico cantador pernambucano Luiz Vieira, carinhosamente tratado no meio artístico por Menino Passarinho, completou 90 anos em 12 outubro do ano passado e para celebrar esta data especial, um notável elenco subiu ao palco do Teatro Itália, na cidade de São Paulo, dez dias antes, em 2 de outubro. O objetivo era celebrar a música e a poesia de Vieira na gravação do espetáculo que se transformou em um álbum de 20 faixas e rendeu um programa especial para o Canal Brasil, levado ao ar em 26 de janeiro, Um exemplar do disco, lançado recentemente pela produtora e gravadora Kuarup, está sendo tocado no momento em que redigimos esta atualização, gentilmente enviado à redação do Barulho d’água Música pelo diretor da Kuarup Musica, Rodolfo Zanke, ao qual e à cuja equipe agradecemos.

A gravação das 20 faixas levou ao Itália nomes de diferentes estilos e gerações da música brasileira como Daniel, Renato Teixeira, Zeca Baleiro, Maria Alcina, As Galvão, Claudette Soares, Alaíde Costa, Agnaldo Rayol, Agnaldo Timóteo, Moacyr Franco, Ayrton Montarroyos, Socorro Lira, Graça Braga, Anastácia, Verônica Ferriani e Zeca Baleiro, Altemar Dutra Júnior, Célia & Celma, Sérgio Reis, Claudette Soares e Eliana Pittman. A direção musical e os arranjos couberam ao pianista Alexandre Vianna e  a direção artística e a produção a Thiago Marques Luiz.

À época se recuperando de uma pneumonia, Luiz Vieira, por recomendações médicas, não pode comparecer. A ele caberia interpretar ao lado dos filhos mais novos (os gêmeos de 11 anos, Jorge e Luiz) Ponteio (Edu Lobo). Outra ausência sentida foi a de Ângela Maria, inicialmente escalada para coordenar a festa e receber os demais convidados, mas a Rainha do Rádio partiu dias antes, em 29 de setembro. Ela também se tornaria nonagenária em 13 de maio deste ano e também acabou homenageada no show.

O álbum da Kuarup é mais uma obra prima da gravadora que ressurgiu das cinzas, agora nas mãos da competente equipe de Zanke. Resgata e ajuda a tornar ainda mais admirados sucessos de Vieira que já atravessam décadas e estão na memória afetiva de várias gerações como Menino de Braçanã, Prelúdio Pra Ninar Gente Grande (em cuja letra há os versos que renderam ao homenageado o apelido “Menino Passarinho”), Paz do Meu Amor, Inteirinha, Na Asa do VentoGuarânia da Lua Nova. Algumas das vozes que as interpretam agora são contemporâneas de Luiz Vieira e gravaram canções dele nos anos 1950 e 1960, como os Agnaldos e Moacyr Franco,  E o texto de apresentação do álbum é de outro ícone da cultura nacional, o Sr. Brasil Rolando Boldrin, que se inspirou na carreira de Luiz Vieira nos anos 1960 para se tornar o famoso apresentador de causos e canções da televisão brasileira, hoje na TV Cultura. 

Luiz Vieira, natural de Caruaru (PE), tem profícuos 70 anos de carreira. Nesta rica trajetória gravou dezenas de discos, foi apresentador de rádio, de televisão de importantes emissoras e teve músicas gravadas por mais de 100 expoentes da MPB incluindo Maria Bethânia, Rita Lee, Caetano Veloso, Ivan Lins, Zizi Possi, Paulinho da Viola, Fagner, Alceu Valença, Nara Leão, Luiz Gonzaga, Evinha, Cauby Peixoto, Ângela Maria, Marlene, Inezita Barroso, Amelinha, Taiguara e Elba Ramalho, entre outros.

Luiz Rattes Vieira Filho de batismo, recebeu o nome de um dos avôs. Ainda aos dois anos, ficou órfão da mãe, e, antes dos dez se mudou para o estado do Rio de Janeiro para ser criado pelo avô, em Alcântara, município de São Gonçalo. Na ex-capital federal, a cidade do Rio de Janeiro àquela época, exerceu diversas atividades antes de ingressar na vida artística: chofer de caminhão, motorista de táxi, guia de cego, engraxate e lapidário. Ainda criança, cantou em circos e em parques de diversão e somava oito anos ao produzir sua primeira composição.

No início da carreira, Luiz Vieira preferia músicas românticas, valsas e samba-canções. Em uma rodada do programa de Renato Murce, na cidade do Rio de Janeiro, imitou Vicente Celestino, apresentou-se como crooner de orquestra num cabaré do bairro carioca da Lapa e assim conseguiu ser contratado pela Rádio Tupi, por intermédio de Paulo de Grammont. Em 1950, já integrava o cast das rádios Tupi e Record, de São Paulo, que pertenciam às Emissoras Associadas.

A canção Menino de Braçanã, composta em 1953 (em parceria com Arnaldo Passos), tornou-se seu primeiro sucesso, na voz de Roberto Paiva e, em seguida, o cantor Ivon Curi a gravou. No disco dos 90 anos, a interpretação coube a Renato Teixeira, acompanhado, entre outros, músicos pelo acordeonista do momento, Thadeu Romano. (Também participam do álbum  Ronaldo Rayol, ao violão, João Benjamin, ao baixo acústico e  o baterista Rafael Lourenço,)  

Entre 1954 e 1961, além de cantor da rádio e televisão Record paulista, Viera passou, ainda, pela Rádio Nacional (CBN). O programa Encontro com Luiz Vieira, levado ao pela extinta TV Excelsior, no canal 9, de São Paulo, estreou em 1962 e neste mesmo ano Vieira ganharia as paradas de sucesso com a canção Prelúdio Pra Ninar Gente Grande — que no álbum da Kuarup ganhou as vozes da trinca Timóteo, Rayol e Franco. Em 1963, emplacou outro grande sucesso, Paz do Meu Amor (Prelúdio nº 2), que Daniel reinterpretou, abrindo os trabalhos no Teatro Itália.

Luiz Vieira chegou a fazer diversas viagens aéreas por semana para cumprir agendas em cinco programas de televisão, cruzando o país, do Ceará ao Rio Grande do Sul. Também se tornou locutor da Rádio Manchete e é estudioso das músicas de cordel.

Faixas do álbum: 1. Paz do Meu Amor (Daniel)/ 2. O Menino de Braçanã (Renato Teixeira)/ 3. Guarânia da Lua Nova (As Galvão) / 4. Guarânia da Saudade (Ayrton Montarroyos) / 5. Os Olhinhos do Menino (Altemar Dutra Júnior) / 6. Estrada da Saudade (Célia&Celma) / 7. Inteirinha (Claudette Soares) / 8. Na Asa do Vento (Verônica Ferriani e Zeca Baleiro) / 9. Estrada do Colubandê (Maria Alcina e Edy Star) / 10. Pagando o Pato (Raimundo José) / 11. Maria Filó/O Danado do Trem (Anastácia) / 12. Corridinhos da Saudade (Socorro Lira) / 13. Balada do Amor Sublime (Moacyr Franco) / 14. Cativo (Sérgio Reis) / 15. Resto de Quem Parte (Agnaldo Rayol) / 16. Estrela Miúda (Graça Braga) / 17. Nossos Destinos (Eliana Pittman) / 18. Estrela de Veludo (Márcio Gomes) / 19. Poema de Um Bruto (Agnaldo Timóteo) / 20. Prelúdio Pra Ninar Gente Grande/Menino Passarinho (Agnaldo Timóteo, Agnaldo Rayol e Moacyr Franco).

https://music.apple.com/br/album/luiz-vieira-90-anos-ao-vivo/1461566990

Querido amigo e amado poeta LUIZ VIEIRA 

Ao ver você “dobrar” a “Esquina da Vida” (90), cercado de discípulos maravilhosos. numa comemoração tão “arretada”, tive Inevitavelmente que “voar” com o pensamento pra mentalizar os anos quando você apresentava o seu programa de TV. na Excelsior.

Ali. ao VIVO e em preto e branco, você “desfilava” suas obras, contava e declamava belíssimas histórias nordestinas

Foi ali, vendo e assistido emocionado as suas declamações. (Zé da Luz – “Brasil Caboclo”) e vendo a sua impecável Interpretação no seu eterno “MENINO PASSARINHO” que senti passar o meu ANJO bom (que me acompanha até hoje). pra sentenciar-me – Está aí. ROLANDO BOLDRIN Este deve ser e será o seu “caminho”. É Isso que você deve APRENDER a fazer: emocionar as pessoas. contando e cantando um BRASIL de verdade 

Foi ali, assistindo emocionado você, que escolhi o meu “DESTINO” de artista brasileiro. Por Isso, amado Poeta, LUIZ VIEIRA, você foi, ainda é e continuará sendo, eternamente, o meu maior MESTRE. 

Um grande beijo deste seu ETERNO admirador. que por motivos de “Viagem” não estava presente em CARNE-E-OSSO na sua FESTA.

PARABÉNS MESTRE LUIZ VIEIRA

Rolando Boldrin, outubro de 2018 

Braços curtos

A música Menino de Braçanã foi o primeiro sucesso de Luiz Vieira, que a gravou, em 1954, pela gravadora Todamérica, apontou o articulista Paulo Peres, autor em 28 de maio de 2017 do texto Um menino de Braçanã, que trazia Jesus Cristo no seu coração, publicado no portal Tribuna da Internet.

Peres observou:“Braçanã é um lugar situado no Município de Rio Bonito, no Rio de Janeiro, onde Luiz Vieira morou algum tempo. Antigamente, as terras para serem vendidas eram medidas através de braçadas, isto é, a pessoa abria os braços e, consequentemente, contava uma, duas, cem, mil braçadas etc.  Entretanto, se alguém desconfiasse que a medida não estava correta, dizia que a terra parecia ter sido medida pelos braços de uma anã, surgindo, daí, o nome Braçanã”.

Sobre a Kuarup 

Especializada em música brasileira de alta qualidade, o seu acervo concentra a maior coleção de Villa-Lobos em catálogo no país, além dos principais e mais importantes trabalhos de choro, música nordestina, caipira e sertaneja, MPB, samba e música instrumental em geral, com artistas como Baden Powell, Renato Teixeira, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Rolando Boldrin, Paulo Moura, Raphael Rabello, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar, Pena Branca & Xavantinho e Arthur Moreira Lima, entre outros. 

Kuarup Música, Rádio e TV: http://www.kuarup.com.br 

Telefones: (11) 2389-8920 e (11) 99136-0577/ Rodolfo Zanke rodolfo@kuarup.com.br/

 

1212 – Dois dos melhores violeiros do país são atrações em Sampa, no domingo, 21

Entre a missa ou o culto, um antes, outro depois da macarronada: Neymar Dias e Valdir Verona tocarão em espaços próximos e em horários que permitem acompanhá-los, de graça ou gastando quase nada, em ótimos programas em companhia da família inteira

A cidade de São Paulo terá no próximo domingo, 21 de julho, concertos de dois dos mais respeitados violeiros do país na atualidade, o paulistano Neymar Dias, pela manhã, e o gaúcho de Caxias do Sul Valdir Verona, à tarde, portanto em horários nos quais será possível acompanhar ambos sem sacrificar a tradicional macarronada em família. Os dois, aliás, são excelentes dicas para juntar todo mundo, incluindo o nenê, o vovô, a vovó e os sobrinhos, como naquela música dos Titãs, longe da famigerada televisão ou, mais modernamente, do tambor cortado ao meio, na laje. E dá tempo, inclusive, de ir à santa missa ou ao culto, ainda no começo da manhã ou no final da noite! 

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1190 – Fábio Jorge canta, em francês, sucessos da MPB no Teatro Itália (SP)

Público curtirá lançamento de Connexions, álbum no qual o cantor mixa suas duas pátrias, Brasil e França, com versões para o francês de sucessos de Caymmi, Dalto, Edu Lobo, Vinicius de Moraes, Sullivan & Massadas, Carlos Lyra e outros

O cantor e letrista paulistano Fábio Jorge lançará o seu quarto álbum solo, Connexions, no palco do glamouroso Teatro Itália, em São Paulo, na terça-feira, 28, a partir das 21 horas (veja a guia Serviços). O disco foi nos gentilmente enviado por Beto Priviero, amigo do Barulho d’água Música, que ao lado de Moisés Santana coordena a Tambores Comunicações, aos quais somos gratos. No texto de apresentação de Connexions sua assessoria aponta que Fábio Jorge chegou mais longe e explica: o cantor, que há anos, vem aproximando o universo musical brasileiro da canção francesa em discos e em shows, deu uma cara mais personalizada ao trabalho. Connexions reúne sucessos da música brasileira que o próprio Fábio Jorge verteu, do seu jeito, para o francês. Assim, Arrastão (Edu Lobo/Vinicius de Moraes) se tornou Les bateaux sur la mer; Primavera (Lyra/Vinicius) virou Notres PrintempsPessoa (Dalto/Cláudio Rabello) agora é L’éternité, e Estranha Loucura (Sullivan/Massadas), sucesso na voz de Alcione, passou a ser Mon énorme folie, por exemplo.

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1167 – Trio que Chora lança Onze, segundo álbum do grupo paulistano, no Atelier Paulista

Novo disco segue a linha do álbum de estreia, Setembro,  destacando a diversidade rítmica brasileira por meio da fusão do choro com o baião, frevo, samba, marabaixo, boi e arrasta-pé entre outros gêneros

O Trio que Chora, formado por Martha Ozzetti (flauta), Rosana Bergamasco (violão sete cordas) e Cássia Maria (percussão e voz) lançará na quarta-feira, 20 de março, o segundo álbum de sua trajetória, Onze, que renovará a discografia aberta com Setembro (2012). A apresentação, com entrada franca, deverá começar a partir das 20h20 horas, no Atelier Paulista, situado na rua rua Amália de Noronha, 301,  Sumarezinho, bairro da região de Pinheiros, em São Paulo.

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1149 – Yamandu Costa e Thadeu Romano aliviam saudades do mestre Dominguinhos em show único no Sesc Pinheiros (SP)*

Repertório  vai passear por músicas dos discos que o violonista gaúcho gravou com o sanfoneiro de Pernambuco, mesclado a sucessos de Tom Jobim, Sivuca, Abel Ferreira, Chico Buarque, Luiz Gonzaga…
*Com Lu Lopes (Rubra Rosa Projetos Culturais)

Yamandu Costa e Thadeu Romano vão apresentar Salve Dominguinhos, trazendo de volta aos palcos composições de Yamandu + Dominguinhos e Lado B (discos que ambos gravaram juntos, em 2007 e em 2010) com uma única apresentação marcada para a noite de sexta-feira, 1º de fevereiro, na unidade Pinheiros do Sesc da cidade de São Paulo (ver guia Serviços). Em 2018 completamos cinco anos sem o sanfoneiro pernambucano que nos deixou em 23/7/2013. Mais do que as saudades, ele nos deixou um legado imenso de obras para música. Seu Domingos, apesar de ter partido aos 72 anos, encantou jovens músicos de várias gerações e, por essa razão, sempre viveu cercado pela novidade da juventude.

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1100 – Cláudio Lacerda lança “Canções para acordar o Sol” e, mais uma vez, lava nossa alma!

Disco com arranjos de  Neymar Dias, Toninho Ferragutti e Levi Ramiro, com participações especiais de Mônica Salmaso e Rolando Boldrin encontra o caipira que existe em compositores como Chico Buarque, Tom Jobim e Gonzaguinha

O cantor, compositor e intérprete paulistano Cláudio Lacerda, hoje radicado num ranchinho beira-chão naquela serra mágica que abriga  Botucatu, no interior de São Paulo, possui não é de hoje o dom de nos deixar de alma lavada! Desde o primeiro dos seus agora cinco álbuns autorais, à frente de projetos solos ou em parcerias com expoentes e companheiros de estrada como Rodrigo Zanc, Luiz Salgado, Wilson Teixeira, Lula Barbosa, Zé Paulo Medeiros, Juca Novaes, Neymar Dias, Thadeu Romano, Alzira E., Daniel Franciscão, Pinho, Paulo Simões, Rodrigo Delage, Júlio Bellodi, Turcão, André Rass, Leonardo Padovani,  Amelinha, Renato Teixeira, sem contar dezenas de participações (sempre especiais) em trabalhos de outros artistas, Cláudio Lacerda nos embevece cantando com a voz que, nele, reside no coração, como um poeta ao narrar todas as cores e sensações de um amanhecer ou entardecer na roça; como um peão que acaba de apear com sua comitiva e narra magnetizando a plateia a longa jornada, tangendo bois e atravessando rios pelo sertão afora; ou como um miguilim com as manhas de contar um causo (verdadeiro!), de pescar sem demora um dourado ou jaú dos “bitelos”, que véve do milho ou feijão que planta e, ainda, conta com os acalantos de uma doce e apaixonada morena, sempre a sua espera em uma palhoça — na qual por mais humilde que seja, para os compadres e amigos, nunca faltam um pedaço de queijo, de bolo de fubá e um gole de café, ou, claro… daquela mais marvada.

Em toda a obra de Cláudio Lacerda é a pluralidade das histórias deste universo e são estes personagens, reais e imaginários, que saltam das notas musicais, ganham vida nas cordas de suas violas ou do violão Gibson e em arranjos que incluem até a participação de orquestras: tudo para (en) cantar e contar, com aguda devoção e quase em louvor, as belezas de um mundo e de uma vida que muitos de nós sonhamos ou um dia sonhávamos ter, mas desgraçadamente, por razões das mais variadas, deixamos ou deixaremos pelo caminho.

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1096 – “Mestiçaria”, álbum de Lula Barbosa e Luciano Thel, celebra a miscigenação e o ecletismo que formam o brasileiro

O álbum, 14ª da carreira do paulistano que despontou com o vice-campeonato do Festival dos festivais é uma homenagem às nossas gentes,  sem a pretensão de ser panfletária, mas  autenticamente brasileiro
Marcelino Lima, com Osni Diaz e Luciano Thel

A audição matinal do sábado, 18 de agosto,  no boteco do Barulho d’água Música começou com Mestiçaria, um disco dos mais agradáveis de serem ouvidos não apenas pela voz cativante de Lula Barbosa, mas também pela sua proposta. O 14º álbum de Lula Barbosa saiu pelo selo independente Galeão dando alma a um projeto dele e do letrista Luciano Thel, coautor das músicas e produtor executivo da obra. Além da eclética base instrumental da gravação, Mestiçaria traz canções que celebram a brasilidade e repercutem o mito formador da amálgama chamada Brasil – sem perder de vista a perspectiva universalista das muitas matizes étnicas e culturais de nossas gentes. O álbum chegou até à redação enviado pelo amigo jornalista do Correio de Atibaia e professor de Jornalismo da Faculdade de Atibaia (SP), Osni Dias, a pedido de Thel, aos quais agradecemos.

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1092 – Danilo Gonzaga Moura lança primeiro álbum solo no acolhedor terraço do Museu da Casa Brasileira (SP)

Músico do Trio José e Sampaio’70 receberá amigos e subirá ao palco acompanhado pela argentina Paola Albano para apresentar repertório autoral influenciado  pela MPB e pela canção latino-americana
Marcelino Lima

O cantor e compositor Danilo Gonzaga Moura é o convidado do projeto Música no MCB (Museu da Casa Brasileira) que a instituição vinculada à Secretaria  de Cultura do Estado de São Paulo promoverá no domingo, 12 de agosto, a partir das 11 horas, com entrada franca.  Moura estará comemorando o lançamento do primeiro álbum  solo, Alta Velocidade Parada, que apresenta repertório marcado pela MPB e por influências latino-americanas, produzido por ele próprio Danilo e pela cantora e musicista argentina Paola Albano,  companheira do músico e que fará participação especial durante a apresentação.  Moura também estará  acompanhado por Pedro Macedo (contrabaixo acústico), Gabriel Deodato (violão 7 cordas) e Luis Felipe Gama (piano).

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