Barulho d'Água Música

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1000 – Neymar Dias transcreve para a viola obra que passeia pela mente de Deus e lança álbum novo no MCB (SP)

Neymar Dias, um dos mais conceituados violonistas brasileiros da atualidade, será atração do concerto gratuito que o Museu da Casa Brasileira (MCB) oferecerá no domingo, 8 de outubro, a partir das 11 horas. Na ocasião, a plateia que sempre lota o auditório e o acolhedor jardim do terraço do prédio situado em São Paulo conhecerá o recém lançado álbum no qual o multi-instrumentista paulistano promove releituras da obra de Johann Sebastian Bach  para a viola brasileira, produzido em parceria com André Mehmari. Neymar Dias Feels Bach reúne 20 composições divididas em três movimentos, mais três peças avulsas, impecavelmente executadas pelo autodidata que desde criança encanta seu público e domina com maestria viola caipira, guitarra, violão, baixo elétrico, contrabaixo, guitarra havaiana e bandolim, habilidades que esmerou ao se formar em Composição e Regência pela Faculdade de Artes Alcântara Machado (FAAM) e integrando orquestras respeitadas tais quais a Sinfônica da Universidade de São Paulo (Osusp) e a Experimental de Repertório.

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854- Cláudio Lacerda mescla em “Trilha Boiadeira” clássicos e composições próprias sobre personagem que representa a brasilidade e tem força de mito

O cantor e compositor paulistano Cláudio Lacerda lançará nesta sexta-feira, 15, o quarto álbum de sua carreira, no palco da unidade Pompeia do Sesc de São Paulo. Trilha Boiadeira, inicialmente gravado para marcar os 10 anos do canal de agronegócios Terra Viva, reúne 12 faixas e está acondicionado em um belíssimo estojo cujo encarte traz figuras de boiadeiros em atividade ou solitários, paisagens e animais com os quais deparam na, além de apetrechos da lida como se entalhadas em madeira ou curtidas em couro. Os arranjos da maioria das composições, releituras de clássicos dos gêneros caipira e regional, são de Neymar Dias, multi instrumentista da melhor cepa que fará parte da comitiva levando a viola de dez cordas à garupa, ao lado de Igor Pimenta (baixo acústico), Thadeu Romano (acordeon) e Kabé Pinheiro (percussão).

Além de Disparada, obra de Théo de Barros e Geraldo Vandré vencedora do lendário festival da TV Record de 1966 em interpretação do saudoso Jair Rodrigues, o repertório inclui duas das consideradas mais belas músicas do cancioneiro rural de todos os tempos, Boiadeiro Errante (Teddy Vieira) e Boi Soberano (Carreirinho, Izaltino Gonçalves e Pedro Lopes), de acordo com avaliações e pesquisas do  jornalista José Hamilton Ribeiro apontadas na edição revista e ampliada em 2015 Música Caipira: As 270 maiores modas. O conjunto da obra de Cláudio Lacerda e seus ponteiros, no entanto, não guarda apenas estas virtudes, mas recoloca em foco uma das mais marcante e mítica personagem da cultura popular, a qual estão associadas tradições e valores que evocam a brasilidade que constitui a alma típica e autenticamente sertaneja.

Mais do que uma profissão vinculada a uma atividade comercial presente no mundo rural, exercida coletivamente, posto que uma de suas formas de organização são as comitivas (nas quais há, inclusive, funções predeterminadas), é individualmente que o boiadeiro se afirma e se insere no cenário que representa e na história. Nas jornadas com os bois ou boiadas, este se torna protagonista de sagas que percorrem paisagens de tirar o fôlego, sim, mas transcorrem quase sempre em ambientes rústicos ou hostis, o que exige dele valentia e bravura.

O boiadeiro, entretanto, para além de um homem bruto que em certa medida ou contraditoriamente também se diviniza, possui também habilidades e é dotado de sensibilidades terrenas que ajudam a consolidar mais do que a lenda de um herói o perfil de homem ideal, justo e admirado, tanto pelos companheiros, quanto pelos patrões e, claro, pela correspondente feminina.  Isto sem contar que é, ainda, a ligação espiritual entre o sacro e o profano à medida que se torna o eleito para, sempre com justeza e respeito, inclusive, zelar pela sorte do próprio boi, animal que também possui sua aura mística e sagrada, impedindo que o bicho, em sua condição de animal, sofra mais do que o aceitável ou permitido para que sua carne, leite e couro sirvam às nossas necessidades; ainda que do boi só não se aproveite o berro, como sacou  o cearense Ednardo, desenvolve-se entre ambos os seres ligações afetivas tão intensas a ponto de, na hora cruel do abate, o carrasco evitar baixar o cutelo por reconhecer ali seu animal de estimação e ser lambido por este.

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Óleo sobre tela disponibilizado na internet, sem atribuição do crédito ao artista plástico, representa a lida de boiadeiros

O  campo e os ofícios que ele contém, enfim, é representativo do todo: evoca belezas naturais e inocência, paz, tranquilidade, redenção e poesia, mas também esboça um território no qual se manifestam ódio e brutalidade; há rivalidades, inclusive as inflamadas pela inveja e pelo amor, provocativas de dores e de conflitos, tragédias, sofrimento e morte (“boiadeiro veio tarde, veja a cruz no estradão!”). Este universo está bem delineado e presente não apenas na mais nova obra Cláudio Lacerda cuja discografia já oferece aos amigos e fãs Alma Lavada, Alma Caipira e Cantador. O berrante para que comece o aboio de lançamento de Trilha Boiadeira soará às 21 horas, ajeite a sela, prepare o seu coração e aproveite a viagem: vai ter poeira cobrindo a estrada, sol queimando o rosto, rios caudalosos a serem atravessados, caboclinhas acenando à janela, mas ninguém terá pressa de chegar…

Cláudio Lacerda já dividiu palco e faixas de seus discos com Dominguinhos, Renato Teixeira e, recentemente Amelinha, compõe com Luiz Salgado (Araguari/MG), Rodrigo Zanc (São Carlos/SP) e Wilson Teixeira (Avaré/SP) o projeto cultural 4 Cantos; com Zanc protagoniza ainda tributos a Pena Branca e Xavantinho. Em Trilha Boiadeira assina parcerias com Adriano Rosa e vários ícones da música de raiz como Neymar Dias, Zé Paulo Medeiros, Teddy Vieira, Almir Sater, Renato Teixeira e Paulo Simões.

O Sesc Pompeia fica na rua Clélia, 93, e para mais informações disponibiliza o número de telefone 11 3871-7700.


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778 – Cumprimente Neymar Dias (SP), multi-instrumentista e um dos mais respeitados violeiros do país, aniversariante de hoje!

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Antes de virar a página para celebrar a chegada de um novo ano, o universo da viola caipira (e por que não também o da música erudita) tem hoje, 30 de dezembro, um motivo dos mais especiais para festejar. O Barulho d’água Música entra nesta vibração e em nome de nossos e seguidores também parabeniza o compositor, arranjador e multi-instrumentista paulistano Neymar Dias, sem nenhuma possibilidade de errar um dos mais talentosos Músicos (sim, assim mesmo, com eme em caixa alta!) brasileiro. Neymar Dias faz aniversário e certamente estará cercado de amigos tão notáveis como ele, entre os quais podemos destacar Igor Pimenta, Toninho Ferraguti, André Mehmari, Tarita de Souza, Consuelo de Paula, Sá (da dupla com Guarabyra), Wilson Teixeira, Cláudio Lacerda, Rolando Boldrin…

A lista é extensa, escrever sobre Neymar Dias nunca é demais e sempre será muito fácil e agradável por que, entre outros motivos,  as opções que ele dá para nos ajudar no dia a dia a contornar a mesmice e a caretice que impregnam a música comercial que insistem em nos impingir ouvidos abaixo é muito valiosa e está sempre se renovando. Arranjos elaborados com seriedade e esmero, que jamais são produzidos “sobre os joelhos”, mas só depois de muito estudo, pesquisas, audições e experimentações; composições que conforme ele mesmo “fogem do caricato” e vão do universo caipira ao clássico, costurando harmoniosamente desde intrincados acordes de pagodes de Tião Carreiro às cantatas mais marcantes de Bach, que soam muitas vezes despretensiosas e quase imperceptíveis, noutras de forma marcante como recurso incidental quando notas de Jesus Alegria dos Homens dialoga ao final da peça com  The Long And Winding Road, de Lennon e McCartney, última faixa do álbum The Come Together Project, que Neymar Dias lançou neste ano com Igor Pimenta (contrabaixo acústico), no qual regravou, tocando viola caipira, 13 canções famosas dos quatro reis do iê, iê, iê que convulsionaram o mundo a partir de Liverpool.

Recentemente, o blog elaborou como dica para amigos e seguidores curtirem uma lista, de A a Z, de músicas instrumentais de viola caipira. Seria muita pretensão afirmar que se tratam, aquelas músicas, das melhores e mais bonitas já tocadas em todos os tempos; a seleção, por sinal, reuniu apenas uma parte pequena de tantas que poderiam dela fazer parte, entre muitas do acervo do blog. Uma afirmação relativa àquele rol, porém, vamos bancar como indiscutível: entre elas está Chamamé Azul, composta e tocada por Neymar Dias, à qual dificilmente alguém não daria o título, principalmente depois da palavra de Inezita Barroso, que não se cansava de pedí-la a Neymar Dias, tamanha era a admiração da rainha da música caipira por esta composição que abre o disco Caminho de Casa.

O aniversariante de hoje,  na definição do maestro Gil Jardim, autor do texto de apresentação na página virtual do músico que é uma das revelações também do Prêmio Syngenta de Música de Viola, “dá substância musical às suas composições com cores decididamente autorais. Naturalmente sua música revela também um forte traço antropofágico unindo gestos do universo da música sertaneja com gestos do universo metropolitano e cosmopolita; fundindo as poéticas de um Tião Carreiro e de um Ralph Towner na sonoridade das cordas duplas de sua viola”

Neymar Dias é filho de um compositor caipira, informa-nos Gil Jardim. Inicialmente autodidata, aperfeiçoou-se depois  em vários  instrumentos de cordas como viola caipira, guitarra, violão, baixo elétrico, guitarra havaiana e bandolim e estudou música, formando-se em composição e regência pela Faculdade de Artes Alcântara Machado (FAAM). Em Orquestras respeitadas como a Sinfônica da Universidade de São Paulo (Osusp) e a Experimental de Repertório sempre atuou tocando contrabaixo com excelência, tanto no estilo popular, quanto no erudito. Juntando as raízes com a formação acadêmica,  é dono de uma bagagem que consegue colocar em benefício do jazz à música erudita, com especial propriedade à música regional brasileira. Desta forma, sempre é destacado por sua profundidade e musicalidade ímpares.

“Neymar Dias a cada dia que passa faz sua viola soar mais intensa, mais atrevida, mais brilhante”, escreveu no encarte de Caminho de Casa o cantor Ivan Lins.”Faz parte de uma nova geração de músicos brasileiros que teimam em preservar o maravilhoso nome de nossa música mundo afora e, com a ajuda de uma mídia mais generosa e patriótica em seu próprio país, poderá contribuir ainda mais para que o nosso povo possa se encantar e culturalmente crescer com ela”, complementou o autor de Bandeira do Divino, com Vitor Martins.

O xará de Lins, Ivan Vilela, é uma sumidade quando a conversa é viola e música caipira e também admira Neymar Dias (cumprimentou-o fazendo o gesto de inclinar o tronco, abaixando a cabeça e estendendo às mãos em um encontro entre ambos presenciado pelo blogue, recentemente, na unidade Pinheiros do Sesc). “A viola tem sido recriada nas mãos de muitos e alguns jovens têm singrado águas mais profundas nessa crescente relação com o instrumento”, observa Ivan Vilela, destacando que Neymar Dias, no disco de estreia já apontava “caminhos novos na maneira como lida com o instrumento, quer seja na expansão impressa ao usar ritmos tradicionais ou na abordagem de novos temas, claro, criados por ele”.

Por conta de todos estes predicados, Neymar Dias  já trabalhou com importantes nomes do cenário musical brasileiro, em  diversos segmentos, incluindo Inezita Barroso, Roberta Miranda, Tinoco, Leonardo, Ivan Lins, Théo de Barros, Naná Vasconcellos e André Mehmari, entre outros. A discografia própria inclui Capim, Caminho de Casa e Intervalo, este com o Neymar Quarteto — grupo de 2004 cuja proposta de revelar o encontro de diferentes estilos musicais em um quarteto de cordas não convencional e entre outras consagrações já abriu diversos shows de grandes personalidades como Toquinho, Chico Buarque e Chico Cezar, bem como protagonizou espetáculos em importantes salas de concerto como a Sala São Paulo. Os arranjos e composições escritos para o quarteto são de Neymar Dias.

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Toninho Ferragutti e Neymar Dias em foto de divulgação do Festa na roça

Outros destacados trabalhos de Neymar Dias, além do mencionado com Igor Pimenta, são Festa na Roça, que ele gravou em parceria com Toninho Ferragutti, e suas participações em O Tempo e o Branco, de Consuelo de Paula, a Árvore e o vento, de Tarita de Souza, o recente Casa Aberta, de Wilson Teixeira, mais Trilha Boiadeira, de Cláudio Lacerda, e As Estações na Cantareira, com André Mehmari e Sérgio Rezze, todos de 2015; Festa na roça concorreu ao Grammy Latino de 2014 na categoria de melhor álbum de Música Brasileira de Raiz. No final deste ano Neymar Dias protagonizou concertos nos quais já apresenta composições do próximo disco, arrancando elogios e aplausos como os do maestro Nelson Ayres ao repertório erudito que contempla peças de Bach, Mozart e Villa-Lobos, além de suas próprias criações para viola solo, em algumas levando o instrumento caipira a explorar sonoridades que aproximam-se muito da do cravo (cujas cordas são beliscadas, e não percutidas como o piano), bastante utilizado atualmente na execução de peças dos séculos XVII e XVIII.

Neymar Dias e o Neymar Quarteto em apresentação no 11º Festival das Montanhas, realizado em 2010, em Poços de Caldas (MG)

Neymar Dias em Chamamé Azul, durante nova apresentação em Viola, Minha Viola

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730 – Coisa Fina homenageia mestres como Jacob do Bandolim e Moacir dos Santos em álbum novo, apresentado no MCB (SP)

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O Barulho d’água Música recebeu gentilmente cedido por Daniel Nogueira um exemplar de Coisa Fina, segundo álbum do grupo paulistano homônimo integrado por ele e mais um punhado de amigos. A formação que em agosto do ano passado entrou no estúdio já era naquela ocasião maior do que um time de futebol e no começo deste ganhou o reforço de Igor Pimenta, cujo contrabaixo logo se entrosou à bem temperada “cozinha” desta afinada e espetacular big band. Há dez anos tocando entre outros temas de pontas de lança como Jacob do Bandolim, Laércio de Freitas, Theo de Barros, Guinga, Mozar Terra, Moacir Santos e, agora, no mais recente CD, vestindo a camisa de compositores de novíssima geração como Henrique Brand, o Coisa Fina literalmente encheu em São Paulo o palco do Museu da Casa Brasileira (MCB) na manhã do domingo, 15, e enquanto apresentava as músicas do disco que leva o selo Sesc pôs várias pessoas para dançar, ainda com mais entusiasmo durante Assanhado, de Jacob do Bandolim.

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726 – Domingo do MCB (SP) terá Carlinhos Antunes em dose dupla, com Coisa Fina e Sexteto Mundano, ambas na faixa!

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O Museu da Casa Brasileira (MCB) programou para este domingo, 15, duas apresentações que contarão com a participação do cantor e compositor Carlinhos Antunes, ambas com entradas francas. A partir das 11 horas, Carlinhos Antunes estará no palco com os músicos do Projeto Coisa Fina, criado há 9 anos, para mostrar à plateia temas de Jacob do Bandolim, Moacir Santos, Laércio de Freitas, Theo de Barros, Guinga e Mozart Terra, além de compositores da nova geração como o saxofonista Henrique Band, que estão em álbum gravado recentemente pelo selo Sesc. O disco, cujo repertório está informado abaixo será lançado na ocasião. 

Mais tarde, às 16 horas, Carlinhos Ferreira e os amigos do Sexteto Mundano protagonizarão sessão retrospectiva de músicas dos três mais recentes álbuns dele, entremeadas por composições que fazem parte de Violeta Terna y Eternaálbum de 10 faixas com o qual prestam tributo à chilena Violeta Parra, com a especial participação da neta da homenageada, Tita Parra. 

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715- Neymar Dias apresenta no Espaço 91 (SP) músicas que vão para o próximo disco

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O Espaço 91, casa de shows situada na região da Pompeia, em São Paulo, terá como atração a partir das 20h30 deste sábado, 7, Neymar Dias, músico paulistano que acompanhado por Igor Pimenta e Gabriel Altério apresentará músicas que integrarão o seu próximo álbum, além de releituras de outras obras do jazz, clássico, rock e pop. Multi-instrumentista, arranjador, compositor, Neymar Dias é um dos mais versáteis e renomados músicos da atualidade, autor de trabalhos próprios como os álbuns A Caminho de Casa e Capim, nos quais apresenta sua faceta caipira, tocando viola de dez cordas, e assina parcerias consagradas como Festa na Roça, que gravou com o acordeonista Toninho Ferraguti.

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683 – Depois de receber Chico Lobo, Atibaia promove semana de homenagem a Sílvio Caldas

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O cantor e compositor Chico Lobo,  um dos mais aclamados violeiros do Brasil, apresentou-se pela primeira vez em Atibaia, estância turística do Interior de São Paulo, no domingo, 11. O mineiro de São João Del Rei residente em Belo Horizonte levou ao palco do Centro Cultural e de Eventos Victor Brecheret, atendendo a convites da Prefeitura e da produtora cultural Ruth Rubbo, um repertório que agradou em cheio a plateia e cantou e tocou com muito entusiasmo sucessos dos quatro álbuns já gravados em mais de 30 anos de carreira, mesclados a joias do cancioneiro regional, caipira e popular consagrados pelo público, dois dos quais teve a companhia do violonista e violeiro da cidade Rafael Cardoso.

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