1230 – Trio Serra Acima recebe Renato Teixeira e Yassir Chediak em Maringá (PR)

Com direção musical do violeiro Rogério Gulin e primeiro álbum em fase de lançamento, Emiliano Pereira, Júnior Bier e João Triska tentam sem deixá-las de lado ir além das tradições da viola caipira

O Trio Serra Acima, na estrada desde 2012, quando surgiu em Curitiba (PR), será atração na quinta-feira, 12, do Teatro Municipal Calil Haddad, situado na cidade de Maringá (PR), quando a partir das 20 horas terá como convidados Renato Teixeira e Yassir Chediak.

Com direção musical do violeiro Rogério Gulin, o Trio Serra Acima atualmente reúne Emiliano Pereira, Júnior Bier e João Triska com a missão de tentar ir além das tradições da viola caipira, sem deixá-las de lado, posto que o instrumento – também conhecido por viola brasileira ou viola de arame — tem história muito forte ligada ao campo, por meio do gênero caipira, além do fandango do litoral paranaense e sul-paulistano. Entretanto, a partir de Renato Andrade, alguns violeiros têm se esmerado a levar a viola a outros patamares, seja ele de repertório ou de interpretação, inserindo-a em ambientes que vão de concertos de música erudita a festivais de rock’n roll e hoje ele é presente desde os mais remotos rincões aos grandes centros urbanos.

Ivan Vilela, Paulo Freire, Roberto Correa, Rogério Gulin e Fernando Deghi são alguns dos nomes que predominam neste cenário em que a viola ultrapassa a fronteira de instrumento da música caipira. E a proposta da tríade  curitibana é justamente contribuir nesse sentido, ao explorar os arranjos em trio, uma formação pouco usual na viola, conjugando aspectos da música tradicional, erudita e popular brasileira.

A musica tradicional de viola faz parte da ideia do grupo  por meio da incorporação de alguns ritmos que estão tradicionalmente ligados ao universo da viola. Tais ritmos já fazem parte da própria linguagem do instrumento e aparecem naturalmente nos arranjos do trio. A música erudita está presente principalmente na concepção do trabalho, nas ideias contrapontísticas dos arranjos, nas nuances de dinâmica, numa tentativa de se explorar a sonoridade do instrumento de formas variadas, no apuro técnico, sempre com um foco muito grande na interpretação do que está sendo tocado.

A música popular brasileira é o guarda- chuva que abarca todo o universo de repertórios e possibilidades exploradas pelo grupo. Ela chega naturalmente pelas experiências prévias de cada integrante, e assim, diversos ritmos brasileiros fazem parte do trabalho como baião, pagode de viola, toada, choro, fandango, maracatu, entre outros. Todos esses elementos somados, dão ao Trio Serra Acima uma identidade única, aguçada pela valorização das raízes paranaenses da viola, e pelo desejo de contribuição com um novo repertório a partir de composições próprias dos integrantes do grupo.

Em julho, o Trio Serra Acima protagonizou duas noites de shows para lançamento do primeiro álbum, levando grande público ao renomado Teatro Paiol, um dos mais tradicionais do país, situado em Curitiba. O repertório do disco explora, justamente, a viola caipira em suas de diversas formas e apresenta músicas de Roberto Corrêa, Heitor Villa-Lobos, Waltel Branco e Tião Carreiro, entre outros compositores, permitindo aos curitibanos explorarem a sonoridade das dez cordas em arranjos instrumentais de músicas paranaenses e temas folclóricos do estado, mesclando-os a ritmos brasileiros.

Renato Teixeira e Yassir Chediak, dois dos mais conceituados violeiros do país, estarão no Paraná

A entrada para o concerto do Trio Serra Acima com Teixeira e Chediak é franca, mas como forma de contribuição solidária será aceito um brinquedo, em bom estado de conservação, para doação posterior ao Provopar — associação civil, com personalidade jurídica de direito privado, sem fins econômicos e lucrativos, com a finalidade de assistência social, educacional, beneficente, cultural, ambiental, saúde e geração de renda, com o fito de contribuir para a melhoria da qualidade de vida, cidadania e humanização da sociedade paranaense.

João Triska, autor dos álbuns Iguassul é Nos Braços dos Pinherais, é finalista do 5° Prêmio Profissionais da Música na modalidade Criação, categoria Artistas Interpretes Violas e Violeiros. O Troféu Parada da Música será entregue aos vencedores em 3 de novembro, em Brasília (DF).

Júnior Bier, ao lado de Rogério Gulin e Oswaldo Rios, violeiro do grupo curitibano Viola Quebrada, mensalmente apresenta a Roda de Viola Caipira, encontro musical da Fundação Cultural de Curitiba. A cantoria ocorre sempre no Conservatório de MPB de Curitiba, com entrada franca, e o próximo convidado do trio será Daniel Vicenti, na quarta-feira, 25 de setembro, a partir das 17 horas. O Conservatório fica na rua Mateus Leme, 63, Largo da Ordem..

Emiliano Pereira, formado em música pela Faculdade de Artes do Paraná, desde 2007, desenvolve trabalhos de pesquisas sobre toques, ritmos e sonoridades da viola caipira de 10 Cordas, desde suas tradições, até sua expressão mais contemporânea. Trabalha ainda com  world music, música regional brasileira, música infantil e participou de projetos como o Fandango Paranaense e Orquestra à Base de Cordas de Curitiba. Também é professor e ministra aulas e oficinas de música.

É autor do álbum Clareando, de dez canções, de composição própria,  que fazem o ouvinte viajar por campos, riachos e paisagens que não podem ser vistas – mas sentidas – sem sair do lugar. No disco a gostosa sonoridade da viola caipira se soma a arranjos de artistas parceiros na gravação. Cada canção teve um diferente processo de criação, mas têm em comum a inspiração vinda de grandes nomes da música brasileira – como Almir Sater, João Paulo Amaral, Hermeto Pascoal e Dominguinhos – e de músicos e grupos locais – como Rogério Gulin, Terra Sonora e Rosa Armorial

Serviço:

Trio Serra Acima recebe Renato Teixeira e Yassir Chediak
12/9, 21 horas
Local: Teatro Teatro Calil Haddad
Endereço: Avenida Doutor Luiz Teixeira Mendes, 2500, Maringá, PR

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1212 – Dois dos melhores violeiros do país são atrações em Sampa, no domingo, 21

Entre a missa ou o culto, um antes, outro depois da macarronada: Neymar Dias e Valdir Verona tocarão em espaços próximos e em horários que permitem acompanhá-los, de graça ou gastando quase nada, em ótimos programas em companhia da família inteira

A cidade de São Paulo terá no próximo domingo, 21 de julho, concertos de dois dos mais respeitados violeiros do país na atualidade, o paulistano Neymar Dias, pela manhã, e o gaúcho de Caxias do Sul Valdir Verona, à tarde, portanto em horários nos quais será possível acompanhar ambos sem sacrificar a tradicional macarronada em família. Os dois, aliás, são excelentes dicas para juntar todo mundo, incluindo o nenê, o vovô, a vovó e os sobrinhos, como naquela música dos Titãs, longe da famigerada televisão ou, mais modernamente, do tambor cortado ao meio, na laje. E dá tempo, inclusive, de ir à santa missa ou ao culto, ainda no começo da manhã ou no final da noite! 

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1162 – Ricardo Vignini lança “Viola de Lata”, na Sala Itaú Cultural, em São Paulo

Terceiro disco solo do violeiro paulistano tem doze faixas, dez instrumentais, e conta com a participação de Socorro Lira e, no show, com Tuco Marcondes*
*Com Graciela Binaghi

As tradicionais audições aos sábados pela manhã aqui na redação do Barulho d’água Música neste dia 2/3, já em pleno reinado de Momo, começaram com Viola de Lata, terceiro álbum solo do virtuosíssimo violeiro paulistano Ricardo Vignini. O disco é um mescla de influências de música caipira, nordestina, folk, rock e blues, totalmente dedicado às violas dinâmicas ressonadoras (daí o nome do disco).

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1111 – Jackson Ricarte é a nova atração do Barulho d’água Música, no ZECA (SP)

Cantor e compositor cearense radicado há 20 anos em São Paulo vai protagonizar em Pinheiros, na Capital, a cantoria Estrada Afora, com repertório do seu disco homônimo e clássicos regionais e caipiras

O violeiro, cantor e compositor Jackson Ricarte é a segunda atração do projeto de cantorias do Barulho d’água Música, iniciado em 31/8 com Katya Teixeira e que, mensalmente, será promovido no Zuraffa Espaço de Cultura e Arte (ZECA), situado em Pinheiros, bairro da zona Sul paulistana.  Ricarte vai se apresentar a partir das 20 horas, tocando canções de seu primeiro álbum autoral, Estrada Afora, mesclado a sucessos do nosso cancioneiro regional. A contribuição mínima a título de entrada para a o show será R$ 20,00.

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1084 – 49º Festival de Inverno de Campos do Jordão (SP) recebe Neymar Dias tocando Bach na viola caipira

Arranjador e multi-instrumentista de São Paulo vai se apresentar no dia 21, às 17 horas, com entrada franca
Marcelino Lima

O compositor, arranjador e multi-instrumentista Neymar Dias será uma das atrações que o 49º Festival de Inverno de Campos do Jordão oferecerá no sábado, 21 de julho, aos moradores e turistas da aprazível cidade da Serra da Mantiqueira, encravada na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. A apresentação, gratuita, está prevista para começar às 17 horas na Capela do Palácio Boa Vista do Governo , com distribuição de pulseiras a partir de uma hora antes do concerto, na portaria do Palácio, limitada à capacidade do local, de 120 lugares. O acesso à Capela se dará com até 5 minutos de antecedência antes de Neymar Dias ocupar o palco; neste horário também será permitida a entrada de fila de espera, limitada à lotação do espaço. Não será permitida entrada após o início do concerto no qual o paulistano executará transcrições na viola caipira de Johann Sebastian Bach (ver programa em Serviços) e composições autorais.

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1058 – Violeiro Arthur Noronha busca afirmação além de Goiânia com primeiro disco autoral

Um novo violeiro começa a buscar espaço no seleto universo da rica e diversificada música regional brasileira a partir de Goiânia, cidade Capital do Estado de Goiás, onde nasceu e vive. E novo, neste caso, não é mera força de expressão para destacar um promissor nome que está surgindo em busca de afirmação já que Arthur Noronha, cantor e compositor instrumentista de viola caipira, conta apenas… 20 anos de idade! Em 2017, seu cartão de visita reivindicando este reconhecimento chegou às lojas e plataformas digitais e é com esta credencial que o talentoso rapaz pretende alçar voos mais altos, para além do Planalto Central, ganhando os palcos para apresentação do álbum de De Tudo de Mim, que reúne o material que guardava desde a infância.

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1044 – Morte de Índio Cachoeira silencia os ponteios de um mestre que fugia de casa para ficar perto das violas

Músico querido por ex-alunos e ex-parceiros não resistiu às sequelas de um acidente de trânsito que sofreu em Alfenas (MG), onde o corpo foi sepultado após homenagens de entidades locais e da Prefeitura 

Marcelino Lima, com o blogue Brasil Festeiro, Primeira Página (São Carlos), Cidade Escola Alfenas e Graciela Binaghi

 

O universo da viola caipira mineiro, paulista e nacional está de luto, dos mais sentidos, desde quarta-feira, 4 de abril, quando — conforme costuma dizer Rolando Boldrin em momentos tristes como estes – bem antes do combinado foi se embora para outro Plano José Pereira de Souza, com apenas 65 anos! Pelo nome de pia, talvez o conheciam apenas os mais chegados, familiares e amigos que juntou enquanto esteve entre nós. O nome artístico, entretanto, o levou à fama que apenas poucos Josés conseguem alcançar — ainda mais no boicotado meio em que resolveu nos brindar com seu talento e virtuosismo. Estamos falando de Índio Cachoeira, agora mais uma estrela na constelação na qual já brilham, ora, sim senhor, Tião Carreiro, Gedeão da Viola, Angelino de Oliveira, Raul Torres, Renato Andrade, José Fortuna, Helena Meirelles, se não todos violeiros, com certeza ícones de tradições e de uma cultura que formam o perfil brasileiro; se fossemos fazer uma comparação com ídolos do círculo dos mais cotados da MPB ou de outras vertentes brasileiras, Índio Cachoeira seria, por exemplo, um artista da primeira linha, não menos que João Gilberto, Toquinho ou Guinga.

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1015 – Contribua para a volta do “Oscar da Viola Caipira”, prêmio nacional de incentivo à cadeia produtiva da viola

Ficará aberta somente até 27 de janeiro a campanha que por meio de uma das plataformas nacionais de crowdfunding visa a arrecadar contribuições para a realização de nova edição do Prêmio Nacional de Excelência da Viola, que os organizadores divulgam como sendo “O Oscar da Viola Brasileira”. A meta é atingir ao menos R$30 mil, montante que permitiria promover, ainda neste ano, a quarta edição do evento, nos moldes das anteriores, e acolher inscrições para mais de 20 categorias — das quais, cinco de cada, receberão certificados e troféus que serão entregues aos indicados n“A Noite de Gala da Viola”. Aos contribuintes estão previstas recompensas que variam de acordo com o valor cedido e que incluem, por exemplo, o direito de chancelar o evento com suas marcas, obtendo, assim, destaque em todas as divulgações diárias em mídias sociais como Facebook, Instagram, Twitter e mídia espontânea, além de outros benefícios a serem negociados.

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1014 – Piracicaba (SP) é contemplada com a estreia do ConSertão, novo projeto de Cláudio Lacerda, com Neymar Dias e Lula Barbosa*

* Com  NTZ Comunicação e Marketing

Um novo projeto do cantador e compositor Cláudio Lacerda, o ConSertão, começará a percorrer várias cidades do Interior de São Paulo na sexta-feira, 19 de janeiro, quando estreará em Piracicaba, a partir das 18 horas. Da forma como está concebido o ConSertão promoverá apresentações gratuitas ao ar livre embaladas por um bem selecionado repertório em homenagem a compositores renomados da música caipira. A abertura está programada para transcorrer no campus da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), com entrada solidária equivalente à doação de 1 quilograma (1 kg) de alimento não perecível. Cláudio Lacerda estará acompanhado pelos músicos Neymar Dias e Lula Barbosa e a Orquestra Sinfônica de Piracicaba.

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1000 – Neymar Dias transcreve para a viola obra que passeia pela mente de Deus e lança álbum novo no MCB (SP)

Neymar Dias, um dos mais conceituados violonistas brasileiros da atualidade, será atração do concerto gratuito que o Museu da Casa Brasileira (MCB) oferecerá no domingo, 8 de outubro, a partir das 11 horas. Na ocasião, a plateia que sempre lota o auditório e o acolhedor jardim do terraço do prédio situado em São Paulo conhecerá o recém lançado álbum no qual o multi-instrumentista paulistano promove releituras da obra de Johann Sebastian Bach  para a viola brasileira, produzido em parceria com André Mehmari. Neymar Dias Feels Bach reúne 20 composições divididas em três movimentos, mais três peças avulsas, impecavelmente executadas pelo autodidata que desde criança encanta seu público e domina com maestria viola caipira, guitarra, violão, baixo elétrico, contrabaixo, guitarra havaiana e bandolim, habilidades que esmerou ao se formar em Composição e Regência pela Faculdade de Artes Alcântara Machado (FAAM) e integrando orquestras respeitadas tais quais a Sinfônica da Universidade de São Paulo (Osusp) e a Experimental de Repertório.

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