Garrincha bate bola, Cora Coralina divide doces e Cartola puxa o refrão em novo álbum de Zeca Collares (MG)

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O cantor e compositor Zeca Collares (Grão Mogol/MG) lançou no domingo, 21 de junho, o oitavo álbum da carreira, acompanhado pelos músicos Cléber Almeida (percussão), Zé Marcos (violão) e Luiz Anthony (contrabaixo) e como plateia para a primeira audição de Estação, biscoito de nata que chegara apenas dois dias antes, teve o público que frequenta a unidade Campinas do Sesc. Zeca Collares ocupou o palco da área de convivência como atração do projeto Folias de Junho. O disco tem dez faixas, das quais duas são instrumentais, e apresentam o universo das rezas, das folias e das vivências sertanejas que formam o ambiente onde, desde menino, ele está inserido, compostas em parceria com Valter Silva e que extrapolam a sonoridade da viola caipira com inovações nas propostas melódicas e harmônicas. “Sempre fui conhecido como um violeiro dedicado ao lado tradicional do instrumento, e já toquei, por exemplo, com Pena Branca e Xavantinho, mas neste novo trabalho vocês notarão: fiz questão de manter os pés nas raízes, com a cabeça colocada no mundo”, disse Zeca Collares que, atualmente, reside em Sorocaba (SP).

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Adelmo e André Arcoverde (PE) trazem em suas violas tanto o encantamento das feiras nordestinas, quanto a elegância dos conservatórios

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O burburinho e o cheiro das feiras populares; um romance proibido entre uma índia e um bandeirante que vinga e resulta em nova família, outro entre um padre e uma freira, este condenado à moda da inquisição; histórias de cangaceiros que guerreiam em defesa de sertanejos explorados ou que bem na horinha “h” negam fogo, deixam de cumprir a “encomenda”, e se convertem; mensagens celestiais transmitidas por querubins por meio das quais Deus reafirma seu amor pela humanidade. Estes e outros temas e personagens da cultura Nordestina inspiram Adelmo Arcoverde em suas magistrais composições e afinações para viola caipira — literatura de cordel da melhor qualidade que ele recita pela voz dos dez arames, ora com sabor ibérico e trovadoresco, ora com elegância camerística — encheram o auditório do Sesc Vila Mariana (SP) na noite de 19 de junho, quando Adelmo e o filho, André, encerraram o projeto Viola dos 5 Cantos. Quem não se rendeu ao frio que castigava Sampa na ocasião, e foi prestigiá-los, acabou voltando para casa com as palmas aquecidas de tanto batê-las!

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Zeca Collares lança Estação, álbum de rezas, folias e violas, no Sesc Campinas (SP)

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O compositor, cantor, e cineasta Zeca Collares, mineiro de Grão Mogol, estará em Campinas na manhã de domingo, 21, para animar mais uma rodada do projeto Folias de Junho/Viola&Café, programação que remete às memórias afetivas dos diversos festejos juninos com danças, música, crenças, aromas e sabores. Atualmente residente em Sorocaba (SP), Zeca Collares apresentará na Área de Convivência seu mais novo trabalho com composições inéditas assinadas por ele, em parceria com o compositor Valter Silva, somada ao cello e contrabaixo de Luiz Anthony, ao violão de Zé Marcos e a percussão de Cléber Almeida. O álbum, Estação, traz o universo regional das rezas, das folias e das violas, além de inovações nas propostas melódicas e harmônicas. 

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Daniel de Paula: epifânico e abrejeirado

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O Sesc Vila Mariana, em São Paulo, acolheu o projeto Viola dos 5 Cantos, com curadoria de Zeca Collares, mineiro de Grão Mogol atualmente residente em Sorocaba (SP), que pretende por meio desta iniciativa belíssima mostrar as particularidades e as semelhanças das várias afinações e modos de tocar a viola nas diferentes regiões do país. O primeiro convidado, Julio Santin, de Irapuru (SP), mostrou em 10 de junho, por meio de cururus, cateretês, pagodes, guarânia e até chamamés, falou um pouco sobre cada estilo e as sonoridades que a viola caipira tem no Estado de São Paulo. Santin estava acompanhado por Marcos Azevedo (violão) e Andre Rass (percussão).

Na sexta-feira, 12 de junho, Daniel de Paula, aniversariante, revelou ao público que ainda não conhecia o instrumento a magia e a singularidade da viola de cocho, presença obrigatória em festas religiosas há séculos no Centro-Oeste e diretamente vinculada a festas populares como  siriri e a cururu. É de impressionar a variedade melódica que ele consegue extrair das suas duas acompanhantes — que, para começo de conversa, na maior parte do tempo, toca de olhos fechados, como se estivesse em oração, no auge de uma epifania, ou saracoteando o corpo como se brejeiro fosse, em sutis bailados e movimentos como se a música fluísse por ele, ou dele estivesse se esvaindo em meio a uma celebração litúrgica cuja comunhão ele atinge com siriemas, araras e arancuãs, rios, peixes, poentes e luares, rituais pantaneiros nos quais ele parece estar imerso.

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Vila Mariana recebe Viola dos 5 Cantos, projeto que enfoca a diversidade e a beleza da viola caipira

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O mineiro Zeca Collares é o idealizador do projeto que o Sesc abraçou e que mostrará ao público que for à unidade da Vila Mariana as belezas e particularidades da viola caipira nas cinco regiões brasileiras ; além dele vão se apresentar Júlio Santin, Adelmo Arcoverde, Daniel de Paula e o Grupo de Catira Botas de Ouro (Foto: Marcelino Lima)

Quatro dos mais conceituados violeiros do Brasil e o grupo de catira Botas de Ouro (Guarulhos/SP) vão se apresentar no mês de junho no SESC da Vila Mariana (SP) como atrações do Projeto Viola dos 5 Cantos, idealizado por um deles, o mineiro radicado em Sorocaba (SP) Zeca Collares. Autor de obras do gênero antológicas tais como Feito em Rendas, Primavera Mineira, Pés descalços e o mais recente Estação, Collares afirma que todo povo se faz caracterizar pela sua cultura autêntica e toda autenticidade se distingue nas raízes. “O exemplo disso é a nossa música popular que pode se orgulhar (e muito) por também ser gerada no bojo de uma viola caipira/brasileira”, aponta.

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