Barulho d'Água Música

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992- Prestes a emplacar quatro décadas de sucesso, Duofel toca de graça no Museu da Casa Brasileira (SP)

O Museu da Casa Brasileira (MCB) receberá amanhã, 13, como atração do Projeto Música no MCB,  o Duofel, dupla formada pelos violonistas Luiz Bueno e Fernando Melo. Com 39 anos de pesquisas, ensaios e concertos, o Duofel vem marcando território na cena musical do país por promover novas linguagens para o violão, valendo-se de diversos modelos para experimentar timbres diferentes e produzir músicas instrumentais que mesclam erudito e popular. Com tal receita, brinda os fãs com composições próprias, clássicos populares e até primorosas releituras de clássicos do The Beatles. Para executar este refinado e dos mais ecléticos repertórios, Melo toca violão de 12 cordas, violão de nylon, viola caipira, zig zum, arco da rabeca e violão de aço. Bueno, por sua vez, utiliza violão de nylon, violão de aço, violão tenor, zig zum e arco da rabeca. Em toda trajetória, o Duofel contabiliza o lançamento de 12 discos – 10 gravados no Brasil, um na Alemanha e outro nos Estados Unidos –, a conquista de três prêmios da Música Brasileira (melhor arranjo/1996, melhor solista/1994 e melhor música instrumental/1993) e outras seis indicações (melhor CD instrumental/1996, melhor música instrumental/1994, melhor disco instrumental, melhor solista Fernando Melo, melhor solista Luiz Bueno e melhor música instrumental/1993).

 

O projeto dominical do Museu da Casa Brasileira (MCB) transcorre gratuitamente no terraço contíguo à agradável área verde do bairro paulistano Pinheiros, local que atrai diversas gerações e até famílias inteiras e oferece múltiplas atrações, incluindo restaurante e bicicletário. Boa parte deste público termina por também acompanhar os concertos e shows — o que, com a costumeira lotação das cadeiras do terraço, multiplica a plateia, das mais fidelizada, independentemente de quem estiver cantando e tocando. A média de pessoas a cada nova rodada chega a 400 pessoas, mas apesar de ser um dos mais concorridos e conceituados eventos artísticos culturais de Sampa na área musical, o Música no MCB vem sendo oferecido sem patrocínio continuamente desde 1999. O Museu é ligado à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e só por conta do esforço da coordenadora, Carmelita Moraes, e da boa vontade dos músicos (a maioria abre mão dos cachês) tem conseguido manter nestas 18 temporadas apresentações já curtidas por 250 mil pessoas, aproximadamente, sem cobrar ingresso, sempre a partir das 11 horas.  Passaram pelo palco, por exemplo, grupos e expoentes como Pau Brasil, Zimbo Trio, Projeto Coisa Fina, Orquestra Bachiana Jovem, Grupo Aum, Mawaca e Traditional Jazz Band, Neymar Dias e Igor Pimenta, Wilson Teixeira, Guilherme Ribeiro, Vento em Madeira, Sarah Abreu e Sexteto Mundano, com participação de Tita Parra, entre outros.

Além do Duofel, em agosto estão previstos outros dois concertos:

20/8 – Emiliano Sampaio e Mere Big Band

Fruto da união de 17 músicos da cena instrumental paulistana, a Mere Big Band, comandada pelo regente Emiliano Sampaio, apresentará o repertório de Tourists, primeiro disco lançado na Europa. O álbum mostra as impressões do velho continente, dedicadas aos destinos percorridos, desde os mais célebres, como Viena e Paris, até os locais mais inusitados, como Bad Radkersburg e Grozjan.

27/8 – Orquestra Instituto GPA

Sob regência de Renata Jaffé, o Instituto GPA traz sua Orquestra com uma formação 100% feminina, integrada por alunas do Programa de Música e Orquestra das Unidades de Osasco e Santos. Elas apresentam um repertório com clássicos da música nacional e internacional, como a Ciranda da Bailarina, de Chico Buarque; The Pink Panther, de Henry Mancini; e a Fantasia das Cirandas, de Cláudio Jaffé. A apresentação contará com tradução em libras. Formada por jovens entre 10 e 21 anos, selecionados entre os estudantes do Programa de Música, uma iniciativa de inclusão social do Instituto GPA, a Orquestra já contou com a participação de mais de 4.500 crianças, desde 1999.


 

Sobre o Museu da Casa Brasileira

O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, dedica-se à preservação e difusão da cultura material da casa brasileira, sendo o único museu do país especializado em arquitetura e design. A programação do MCB contempla exposições temporárias e de longa duração, com uma agenda com base em debates, palestras e publicações que contextualizam a vocação do museu para a formação de um pensamento crítico em temas como arquitetura, urbanismo, habitação, economia criativa, mobilidade urbana e sustentabilidade. Dentre suas inúmeras iniciativas, destacam-se o Prêmio Design MCB, principal premiação do segmento no país, realizado desde 1986; e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a rica diversidade do morar no país.

SERVIÇO:

Música no MCB – 18ª temporada

Agosto

13/08 – Duofel
20/08 – Emiliano Sampaio e Mere Big Band
27/08 – Orquestra Instituto GPA

Dia e Horário: Domingos, sempre às 11h00
Entrada gratuita
Local: Museu da Casa Brasileira (Avenida Faria Lima, 2.705 – Jardim Paulistano)
Tel.: (11) 3032.3727

Visitação
De terça a domingo, das 10h00 às 18h00
Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada) | Crianças até 10 anos e maiores de 60 anos são isentos | Pessoas com deficiência e seu acompanhante pagam meia-entrada
Gratuito aos finais de semana e feriados
Acessibilidade no local
Bicicletário com 40 vagas | Estacionamento pago no local

Visitas orientadas: (11) 3026-3913agendamento@mcb.org.br | www.mcb.org.br

Informações para a imprensa – Museu da Casa Brasileira

Suzana Gnipper – (11) 3026-3910 | comunicacao@mcb.org.br
Bruno Dória – (11) 3026-3900 | analistacomunicacao@mcb.org.br
Jaqueline Caires – (11) 3026-3900analistacomunicacao2@mcb.org.br

Informações para a imprensa – Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo
Gisele Turteltaub – (11) 3339-8162gisele@sp.gov.br
Damaris Rota – (11) 3339-8308 | drota@sp.gov.br
Gabriela Carvalho – (11) 3339-8070gabrielacarvalho@sp.gov.br

 

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919 – Morre em Paris o cantor e compositor Ángel Parra, filho de Violeta Parra

A música chilena sempre foi respeitada e conhecida dentro e fora do país e do continente como um bastião de resistência política e de engajamento em várias lutas sociais, notadamente nos anos em que se combateu a feroz ditadura de Augusto Pinochet, general que em 11 de setembro de 1973 liderou o golpe que destituiu e matou o presidente democraticamente eleito Salvador Allende. Ángel Parra, uma das vozes que se levantou contra o estado de exceção urdido e estabelecido com apoios dos Estados Unidos e de grupos terroristas de direita logo se viu detido no campo de concentração de Chacabuco, de onde apenas saiu para o exílio, forçado por Pinochet.  Àquela época com 30 anos, o cantor e compositor filho da icônica Violeta Parra, primeiramente, estabeleceu-se no México, que o acolheu por três anos. Em 1976, Ángel se transferiu para França, lá permanecendo até sábado, 11, quando um câncer que se espalhou a partir dos pulmões o calou em Paris, aos 73 anos.

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918 – Museu da Casa Brasileira retoma apresentações dominicais em São Paulo com quatro concertos de orquestras

O Museu da Casa Brasileira (MCB) retomará a partir de 12 de março as concorridas apresentações gratuitas que sempre a partir das 11 horas e aos domingos lotam as dependências do terraço do prédio, com capacidade para até 400 pessoas, situado no bairro paulistano de Pinheiros. Nesta que será a 18ª edição do projeto Música no MCB, a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo programou uma série de quatro concertos com orquestras que executam estilos musicais variados, evidenciando a versatilidade deste tipo de formação. A temporada será aberta pela Orquestra Pinheiros, que reúne integrantes do Coral Esporte Clube Pinheiros (ECP) e oferecerá à plateia É Pop!, sob a regência de Murilo Alvarenga. O repertório recordará canções de conjuntos e artistas populares da música internacional, entre os quais The Beatles e Queen, mescladas a musicais da Broadway, em um formato inédito. Além do coral, haverá “canjas” com cantores convidados.

Repertório da Orquestra Pinheiros divulgado pelo MCB*:

01. The Fifth of Beethoven (L.v. Beethoven)/02. The Best of Earth and Fire (medley)/03. Bohemian Rhapsody (Freddie Mercury)/04. Beauty and The Beast (Alan Menken)/05. Body and Soul (J. Green)/06. Miss Celie’s Blues (Quincy Jones & Rod Temperton)/07. Oblivion (Astor Piazzolla)/08. Chiquilin de Bachin (A. Piazzolla & H. Ferrer)/09. Lady Madonna (Lennon & McCartney)/10. Something (G. Harrison)/11. Hey Jude (Lennon & McCartney)/12. Phantom Medley (Andrew Lloyd Webber)/13. Memory (Andrew Lloyd Webber)/
14. Feeling Good (A. Newley & L. Bricusse)/15. New York, New York (J. Kander & Fred Ebb)
16. Can’t Take My Eyes Off You (Frank Valli & B. Gaudier)/17. My Way (J. Reavux, C. François & Paul Anka)
18. Happy (Pharrel Williams)

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726 – Domingo do MCB (SP) terá Carlinhos Antunes em dose dupla, com Coisa Fina e Sexteto Mundano, ambas na faixa!

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O Museu da Casa Brasileira (MCB) programou para este domingo, 15, duas apresentações que contarão com a participação do cantor e compositor Carlinhos Antunes, ambas com entradas francas. A partir das 11 horas, Carlinhos Antunes estará no palco com os músicos do Projeto Coisa Fina, criado há 9 anos, para mostrar à plateia temas de Jacob do Bandolim, Moacir Santos, Laércio de Freitas, Theo de Barros, Guinga e Mozart Terra, além de compositores da nova geração como o saxofonista Henrique Band, que estão em álbum gravado recentemente pelo selo Sesc. O disco, cujo repertório está informado abaixo será lançado na ocasião. 

Mais tarde, às 16 horas, Carlinhos Ferreira e os amigos do Sexteto Mundano protagonizarão sessão retrospectiva de músicas dos três mais recentes álbuns dele, entremeadas por composições que fazem parte de Violeta Terna y Eternaálbum de 10 faixas com o qual prestam tributo à chilena Violeta Parra, com a especial participação da neta da homenageada, Tita Parra. 

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648 – Tenha em seu acervo álbum do Sexteto Mundano e de Sarah Abreu em homenagem a Violeta Parra!

Os amigos e fãs do Sexteto Mundano, Sarah Abreu Carlinhos Antunes estão recebendo Violeta Terna y Eterna, álbum de 10 faixas com o qual prestam tributo a Violeta Parra, com a especial participação da neta da homenageada, Tita Parra .  Violeta Parra é uma das mais marcantes artistas do século XX e gravou seu nome como eterno não apenas seu país natal, mas em todo o mundo como um ícone na cultura popular que, além de música compositora e instrumentista responsável por pesquisar e resgatar inúmeras canções e estilos folclóricos latino-americanas, expressava-se profundamente também como ceramista e tecelã. Autora de Gracias a la vida, morreu precocemente aos 49 anos, em 1967, seis anos antes da feroz ditadura militar de Augusto Pinochet se instalar no Chile, em 11 de setembro de 1973.

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Sarah Abreu, voz condutora do Nhambuzim, faz aniversário hoje

Sarah Abreu

Hoje, 16 de novembro, está comemorando mais um aniversário a cantora  Sarah Abreu, mineira de Varginha que adotou São Paulo. A voz de Sarah Abreu é uma das condutoras dos cantos do Nhambuzim, grupo regional que em 2008 lançou o álbum Rosário: Canções Inspiradas no Sertão de Guimarães Rosa. O disco saiu pelo selo da Paulus Editora.

 

O álbum é inspirado na obra do escritor mineiro e foi lançado em 27 de junho daquele ano, data do centenário do nascimento do filho ilustre de Codisburgo. Reúne 17 canções das quais duas pertencem à tradição oral do norte das Alterosas (Aboio, originalmente entoada pelo vaqueiro Manuelzão, e Encomendação de Almas). Outro par é contribuição de Milton Nascimento e Caetano Veloso (A Terceira Margem do Rio), e João de Aquino e Paulo César Pinheiro (Sagarana), interpretada por Clara Nunes.

O grupo Nhambuzim tem nascimento lavrado em 2002. Desde então vem caminhando com André Oliveira (percussão), Edson Penha (voz e berrante), Itamar Pereira (baixo), Joel Teixeira (voz, viola e violão), Rafael Mota (percussão) Xavier Bartaburu (piano e arranjos vocais) e Sarah. Em outubro de 2012, eles lançaram Bichos de Cá/Canções para os bichos do Brasil.

Sarah também tem carreira solo e nesta estrada, entre outros projetos, está estudando a obra do músico e compositor norte-americano nascido em Indiana Cole Porter (1891-1964). Pela plataforma de financiamento coletivo Catarse, sistema conhecido por crowfunding, junto com Carlinhos Antunes e o Sexteto Mundano, arrecadou contribuições para gravar Violeta: terna e eterna, trabalho dedicado à memória de Violeta Parra, com a participação da neta da chilena, Tita Parra. O álbum está em fase de conclusão e em breve será distribuído aos colaboradores.

Sarah Abreu ainda atua em parceria com Wilson Teixeira em um projeto de tributos à Cascatinha e Inhana, recentemente exibido no programa Sr. Brasil, de Rolando Boldrin.

Receba querida amiga Sarah Abreu os parabéns de toda a equipe do Barulho d’água Música e nossos votos de sucesso em todos os projetos!


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Violeta Parra é homenageada em concorrido concerto no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo

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Sarah Abreu, Tita Parra, Carlinhos Antunes, Rui Barrosi e Beto Angerosa, alguns dos integrantes do concerto “Violeta Terna e Eterna”, no MCB (Foto: Elisa Espíndola)

O Museu da Casa Brasileira (MCB), sede de espetáculos e de exposições situada no bairro paulistano de Pinheiros, quase ficou pequeno para acomodar a plateia que na manhã de domingo, 17, acompanhou o concerto “Violeta Terna e Eterna”. Pessoas de todas as idades ocuparam as cadeiras disponíveis, sentaram-se no chão, postaram-se junto às muretas laterais ao salão, nos bancos e assentos do gramado do belo parque onde famílias inteiras também curtiam a gostosa manhã de sol. A visão do palco desta área nem era tão boa, já que, dependendo do ângulo e da posição, quem estava do lado de fora via a sua frente apenas um paredão humano.

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Sarah Abreu e Tita Parra cantam “Volvier a los 17”, um dos clássicos mais conhecidos de Violeta Parra (Foto: Marcelino Lima)

Para ouvir, entretanto, bastam os ouvidos. E assim, mesmo sem enxergar quem cantava e tocava lá dentro, como o público interno também fazia, muitos acompanhavam do começo ao fim as canções que Sarah Abreu, Carlinhos Antunes e Tita Parra, acompanhados pelos integrantes do Sexteto Mundano, apresentaram em homenagem à cantora, artista plástica e folclorista chilena Violeta Parra, com um passeio também por raridades de outros autores latino-americanos entre as quais  “Sonora Garoa”, do paulistano Passoca.

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Tita Parra cantou também músicas do seu disco “El Camino Del Médio”, entre os quais “Tierra”, e a inédita da avó “El Palomo” (Foto: Marcelino Lima)

Violeta morreu precocemente aos 49 anos, em 1967, e, portanto, não enfrentou a feroz ditadura de Augusto Pinochet que se instalou no país sul-americano em 11 de setembro de 1973. Se estivesse viva quando Salvador Allende foi derrubado, seria com certeza uma das mais árduas combatentes do violento regime imposto a ferro e a fogo pelo general, seus homens e seus órgãos repressores que contavam com apoio e organização do governo estadunidense. O ideal da integração latino-americana e a luta contra o imperialismo sempre estiveram presentes em toda a obra de Violeta Parra. Ela vivia pelos seus valores e crenças, e, por meio de suas canções, mostrava as coincidências dos processos históricos dos países da América Latina e, por conseguinte, as semelhanças dos seus processos de lutas populares, sempre estimulando o enfrentamento à dominação externa, louvando a vida e o trabalho, enaltecendo a luta dos camponeses pobres, povos indígenas e estudantes. 

Entre tantos títulos que caberiam a Violeta Parra, o de mãe da canção comprometida e aliada dos oprimidos e explorados é um dos mais acertados. Suas músicas e pinturas formaram a base para o desenvolvimento do movimento estético-musical-político chamado de La Nueva Canción Chilena, do qual fizeram parte também , Rolando Alarcón, e Patricio Manns, além dos grupos Inti-Ilimani e Quilapayún. Os versos de Violeta Parra legaram composições magistrais em força, beleza e engajamento,como “Volver a los 17”,que mereceu antológica gravação de Milton Nascimento e Mercedes Sosa.  Em “La Carta”, que retrata arbitrária prisão de seu irmão Roberto, cantada em momentos de comoção revolucionária, nas barricadas e nas ocupações, Violeta denunciava que “Os famintos pedem pão; chumbo lhes dá a polícia”. 

As canções, contudo, não apenas são libelos contra toda a forma de injustiça social. O lirismo presente em “Gracias a la vida” (gravada por Elis Regina) embalou como um hino que transcedeu o continente o ânimo de gerações de revolucionários em momentos em que a vida era questionada nos seus limites mais básicos, assim como a letra comovedora de “Rin de Angelito”, por meio do qual a chilena descreveu a morte de um bebê pobre: “No seu bercinho de terra um sino vai te embalar, enquanto a chuva te limpará a carinha na manhã”.

 Na apresentação do MCB, os músicos interpretaram “Volver a los 17”, “La Carta” e, ao final, “Gracias a la vida” entre outras joias de Violeta Parra. A neta Tita Parra apresentou aos ouvintes duas músicas que a avó cantava, ¿Adónde vas, jilguerillo?Violeta a aprendeu com a mãe, Clarisa Sandoval, e foi recolhida mais tarde por Alarcón, alusiva a um pequeno pássaro –, e “El Palomo”, cujos registros estavam em poder da gravadora multinacional que por 50 anos deteve os direitos sobre a obra de Violeta e não constam na discografia da avó. Tita cantou de sua autoria “La Tierra”, presente no álbum “El camino del medio”. O repertório, aberto com a instrumental “Ayacucho”, que Carlinhos Antunes recolheu no Peru, incluía ainda “Maria Rosa”, cantada na língua indígena parenpechua, do México, “Casamiento de Negros”, “Miguel y La estrela”, “Guillatún” e “Oracion del Remanso”, entre outras.

Violeta-Parra

Violeta Parra compôs canções que transmitiam a alegria dos povos chileno e latino americano pela vida e em seus versos também pregava a resistência a todas as formas de dominação

Sarah Abreu, Carlinhos Antunes e o Sexteto Mundano voltarão a se juntar no sábado, 23, para nova apresentação na Casa de Francisca, desta vez com o projeto “Violeta e Caymmi- Entre o Céu e o Mar”, a partir das 22h30. Já entre 6 e 7 de setembro eles e o grupo entrarão em estúdio para gravar o álbum do concerto “Violeta Terna e Eterna”, para o qual obtiveram apoio de amigos e admiradores, por meio de contribuições recolhidas pela plataforma de financiamento coletivo (crowfunding). De acordo com Carlinhos Ferreira, o disco estará pronto e será enviado aos colaboradores no máximo em dois meses. Para saber mais informações a respeito há o endereço virtual https://www.facebook.com/violetaternaeterna?fref=ts e sarah.abreu@gmail.com.

Cantores e músicos do concerto “Violeta Terna e Eterna”

Sarah Abreu (Foto de Marcelino Lima)/ Beto AngeroSa, percussão (Foto de Marcelino Lima)/ Carlinhos Antunes, cordas (Foto de Elisa Espíndola)/ Maria Beraldo Bastos, clarinete (Foto de Elisa Espíndola)/ Danilo Penteado, piano e acordeon (Foto de Elisa Espíndola)/ Rui Barrosi, contrabaixo (Foto de Elisa Espíndola)