701 -Embarque na Biblioteca Mário de Andrade (SP) e viaje com o Canto Livro para o mundo de Riobaldo e Diadorim

 

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Foto de Guimarães Rosa no destaque: Acervo Fundo João Guimarães Rosa – IEB/USP

Em nova rodada do projeto Imagens do Brasil Profundo, o curador Jair Marcatti receberá nesta quarta-feira, 28, a partir das 20 horas, Jean e Joana Garfunkel. Pai e filha conduzirão a plateia por uma viagem pelo sertão de Guimarães Rosa a partir do palco do auditório da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. A ida pelo universo roseano se dará por meio dos atalhos da oralidade e da canção brasileira, conforme a proposta do grupo Canto Livro, protagonista do show O Sertão na Canção, baseado no romance Grande Sertão:Veredas, do escritor mineiro de Cordisburgo.

Idealizado pelos  Garfunkel, o Canto Livro propõe aproximar literatura e música para encurtar a distância entre o livro e o público, promovendo num contraponto dinâmico e divertido. Os convidados de Marcatti estarão acompanhados por Pratinha Saraiva (flautas e bandolim) e tocarão canções como Avenida São João, Cotumaz, Primeiro Encontro, São Gregório, Mar de Cavalos, Batalha Final, todas compostas por Jean (violão) em parceria com o irmão, Paul Garfunkel, com arranjos de Natan Marques e permeadas por narração de trechos da obra que apresenta Riobaldo e Diadorim.

O projeto Canto Livro existe desde 2006, quando Jean Garfunkel – poeta, escritor e compositor com obras gravadas por intérpretes como Elis Regina, Zizi Possi, Margareth Menezes e Maria Rita – foi convidado a cantar num projeto dedicado a Guimarães Rosa por conta de sua pesquisa e visitas à cidade Morro da Garça, próxima à terra natal do escritor. Joana também já nutria grande admiração pela obra do autor mineiro: em 2002, escrevera pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo a tese Sentido e Significado em Grande Sertão Veredas. Juntos, ambos teceram a ponte entre a saga do jagunço Riobaldo e canções compostas pelos irmãos, transportando a joia da nossa literatura para o palco. Hoje, o Canto Livro oferece cerca de 30 espetáculos que enfocam as obras de Manuel Bandeira, Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Cora Coralina, Vinícius de Moraes, Manoel de Barros, Fernando Pessoa e Mia Couto, entre outros.

Paralelamente ao trabalho com o Canto Livro, Jean Garfunkel tem quatro discos gravados em dupla com Paul, mais 13 Pares e Um Fado Solitário, no qual homenageia treze parceiros com os quais vem traçando sua trajetória musical.  É poeta, ator, cantor, compositor e publicitário e durante mais de dez anos trabalhou como assistente de direção da atriz e diretora Myriam Muniz, além de compor trilhas para teatro. Integrante o grupo de estudos sobre a obra de Guimarães Rosa do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (USP) e realiza oficinas e palestras sobre música e literatura em bibliotecas, livrarias e espaços culturais. Como letrista tem parceiros ilustres como, Léa Freire, Sizão Machado, Mozart Terra, maestro Moacyr Santos, maestro Júlio Medáglia e o violonista Yamandú Costa.

Joana Garfunkel é narradora de histórias e psicóloga, autora de uma pesquisa acadêmica premiada sobre a obra Grande Sertão: Veredas. Trabalha desde 2005 com música e literatura, apresentando-se ao lado de artistas como Tavinho Moura, Natan Marques, Grupo Miguilins e Emiliano Castro.

Mergulho no Brasil de dentro

Dedos de prosa, boa conversa, música, imagens, artesanato e cultura popular. Essa é a receita de Imagens do Brasil Profundo – Um Olhar sobre a Diversidade Brasileira, projeto que envolve shows, debates, bate papos musicais e ações para crianças iniciado em abril e que se estenderá até dezembro, acolhido pela Biblioteca Mário de Andrade,  que ocorre quinzenalmente, sempre às quartas-feiras, sob a batuta do historiador e sociólogo Jair Marcatti, professor de Relações Internacionais e de Sociologia.

A ideia é mostrar e discutir por meio de músicas, filmes, manifestações populares e objetos o Brasil por dentro, aquele país que nas palavras do mestre Ariano Suassuna, escondido em rincões considerados profundos, é muito vivo. Ao invés de promover abordagens tradicionais, entretanto, Marcatti prefere convidar músicos, documentaristas, diretores de cinema, ativistas culturais e pesquisadores da cultura popular que em comum nutrem um modo de olhar aprofundado e amplo sobre o Brasil e trabalhos de pesquisa e resgate das nossas mais entranhadas tradições.

Com cada um dos participantes, Marcatti aborda aspectos do universo cultural e musical  brasileiro, de nossas trajetórias, continuidades e rupturas; daquilo que, sem nenhuma pretensão definidora, poderíamos chamar de identidades brasileiras, no plural, com a vantagem dos exemplos serem pontuados no calor da prosa, ao vivo, pelo som dos instrumentos, muitos artesanais, e pela apresentação de outras formas de expressão cultural.

As rodadas do Brasil Profundo começam sempre às 20 horas e não há cobrança de ingressos. Marcatti já recebeu neste ano Renata Mattar, da Companhia Cabelos de Maria, Magda Pucci, do grupo musical  e de pesquisas étnicas Mawaca, Cláudio Lacerda, Katya Teixeira e Cássia Maria, Benjamin Taubkin, Luiz Salgado, Paulo Dias, Galileu Garcia Júnior, Ivan Vilela, José Miguel Wisnick e João Arruda. Até dezembro haverá ainda sessões com Sidnei de Oliveira, em 4 de novembro, Consuelo de Paula, Trio José, Antônio Nóbrega e Conversa Ribeira.

A Biblioteca Mário de Andrade fica na Rua da Consolação, 94, e para mais informações disponibiliza o número de telefone 3775-0002.

 

649 – Cláudio Lacerda no Imagens do Brasil Profundo: a arte de melhorar o que já é ótimo!

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Cláudio Lacerda, cantor e compositor paulistano, acompanhado por Daniel Franciscão (viola caipira) e Leonardo Padovani (violino), protagonizou na noite de quarta-feira, 16, mais um dos seus memoráveis shows, durante o qual cantou na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, sucessos da carreira que já soma três álbuns gravados, um prestes a ser colocado à disposição dos amigos e fãs (inúmeros, mas ainda poucos para um artista da sua magnitude e capacidade interpretativa e veia composicional!) e vários projetos dedicados à pesquisa, preservação e divulgação das tradições populares que abastecem o inesgotável e rico manancial da  música regional e de raiz nacionais, concebidos e costurados independentemente não sem mergulhar em dedicados estudos.  Cláudio Lacerda atendia ao convite do curador do projeto Imagens do Brasil Profundo, o professor de Sociologia Jair Marcatti, e mais uma vez provou: quando ele sobe ao palco o que já é normalmente ótimo pode ficar ainda melhor!

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633 – João Arruda fala sobre a carreira, cultura popular e canta em nova rodada do Imagens do Brasil Profundo (SP)

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O compositor, pesquisador e multi-instrumentista João Arruda, de Campinas (SP), animou mais uma rodada do projeto Imagens do Brasil Profundo, realizado a cada quinze dias, sempre às quartas-feiras, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. Abrindo a programação de setembro, João Arruda conversou com o curador Jair Marcatti sobre temas e ritmos relacionados à cultura brasileira e que influenciam sua carreira que, neste ano, completa 10 anos. O bate-papo transcorreu entremeado por músicas dos álbuns Celebra Sonhos e Venta Moinho, além de um terceiro, ao vivo, com músicas do show Entre Violas e Cordas (que está gravando), e as canções Minha História (João do Vale/MA) e Tapera (Vitor Ramil/RS). Para acompanhá-lo, Arruda chamou ao palco o violinista Antônio Galba e a cantora Katya Teixeira.

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628 – João Arruda (SP) fala sobre cultura popular e canta sucessos da carreira em nova rodada do projeto Imagens do Brasil Profundo

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O cantor e compositor João Arruda (Campinas/SP), que também é pesquisador e se define como sonhador inquieto, será a atração desta quarta-feira, 2 de setembro, do Imagens do Brasil Profundo, a partir das 20 horas, na Biblioteca Mário de Andrade, situada em São Paulo. A entrada é franca.

João Arruda é um artista múltiplo que se caracteriza pela irreverência e pela alegria. Ainda bem jovem, está completando em 2015 dez anos de carreira conhecida e apreciada inclusive fora do país, marca que vem comemorando apresentando o repertório do novo álbum que lançará em breve, Entre Violas e Couros. O disco será o terceiro da discografia autoral que inclui, ainda, Celebra Sonhos e Venta Moinho.

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Poeta Juca da Angélica (MG), homenageado em álbum do Trio José (SP), completa 97 anos

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Juca da Angélica chega hoje aos 97 anos e só não está esquecido em sua casa na cidade de Lagoa Formosa porque ganhou um livro, um documentário e um álbum, já apresentado no Sr. Brasil, produzidos por amigos e admiradores (Foto: Maria Rita Pires do Rio/Divulgação)

 

Está completando 97 anos hoje, 7 de junho, Juca da Angélica, residente em Lagoa Formosa, um antigo distrito de Patos de Minas (MG). Juca da Angélica, de acordo com o batismo e o que está registrado em cartório é José Joaquim de Souza, um talentoso poeta e mister da oralidade que estaria tão perdido e ignorado quanto tantos estão nos rincões dos Brasis não fossem a sensibilidade e a abnegação de outros artistas que resolvendo encarar o desinteresse geral,  aos poucos estão conseguindo vencer a resistência mercado de produção cultural  tirando-o do limbo para páginas de livros e um belo álbum de música lançado em 2014. Entre estas pessoas estão a agente cultural e artista plástica Marialda de Amorim Coury Martins, o poeta  editor Paulo César Nunes, o violeiro Victor Mendes e o violonista Danilo Moura, entre outros.

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Ricardo Vignini será atração do Festival São Chico das Violas e Matuto Moderno da edição de 35 anos do Globo Rural

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Paulistano, Ricardo Vignini  é um dos mais carismáticos violeiros da atualidade, além de professor de viola caipira, produtor e pesquisador de cultura popular do Sudeste. A carreira solo conta com o álbum Na Zoada do Arame, que, praticamente esgotado, o levou a ter de produzir mais uma fornada diante de tantos pedidos. Ele também é dono do selo Folguedo. Criado em 2002 com o objetivo de lançar títulos de música caipira, mas aberto ainda a grupos de cultura popular, bandas e DJ’s que tenham influências da música de raiz, a Folguedo conta com a distribuição da Tratore e um público fidelizado.

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Acordais e Trio José vão deixar mais poética a manhã de domingo, 23, com apresentações no Sr.Brasil

O grupo paulistano Acordais, formado pelo casal Joyce Carvalhaes e Alex Rocha, vai ser uma das atrações do Sr.Brasil que a TV Cultura levará ao ar neste domingo, 23, a partir das 10 horas. Em outro bloco da mesma edição, Rolando Boldrin receberá o Trio José, três amigos de São José dos Campos que recentemente lançaram Puisia. Os convidados são novidades das melhores no cenário musical brasileiro e encantaram a plateia. O público assistirá, também, a declamação de Boldrin para o poema Carreiro (Zé do Norte), em um dos mais belos momentos do programa que ele comanda há 34 anos, dos quais nove na emissora pública da Fundação Padre Anchieta de São Paulo.

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O casal Alex e Joyce forma o Acordais, uma das novidades do cenário musical paulista, que canta composições próprias sobre a simplicidade da vida no campo (Fotos de Marcelino Lima)

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Trio José leva “Puisia” a São Caetano do Sul (SP) após passagem pelo Sr.Brasil

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Rolando Boldrin apresenta à plateia do Sr.Brasil o disco “Puisia”, do Trio José, com composições que reúnem poesias do mineiro Juca da Angélica e letras que valorizam a a oralidade e é um passeio por costumes do interior.   (Fotos de Marcelino Lima)

Recente atração do Sr. Brasil, para o qual a TV Cultura gravou na noite de terça-feira, 14, mais um programa que em breve irá ao ar sobre o comando de Rolando Boldrin, o Trio José estará neste sábado, 18, a partir das 15 horas, na Rick and Roll Disco, situada na avenida Conde Francisco Matarazzo, 85, loja 5,  Centro de São Caetano do Sul (SP). O grupo, de São José dos Campos (SP), está lançando o primeiro álbum, intitulado Puisia, cujas canções destacam a obra do poeta mineiro Juca da Angélica. Representante da rica cultura oral no país, aos 96 anos, Juca da Angélica ainda declama com entusiasmo alguns versos da sua extensa obra.

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Acordais e Trio José encantam plateia em mais um Sr.Brasil, com Rolando Boldrin

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O casal Alex Rocha e Joyce Carvalhaes, fundadores do Acordais, que esteve no Sr.Brasil em 14/10 (Fotos: Marcelino Lima)

O Barulho d’água Música acompanhou na noite da terça-feira, 14 de outubro, mais uma gravação no teatro do SESC Pompeia do programa Sr.Brasil.

Os convidados de Rolando Boldrin, desta vez foram, o grupo Acordais, que tem a participação de Jica, da dupla Jica Y Turcão, e o Trio José, este formado por amigos de São José dos Campos. Ambos são novidades das melhores no cenário musical brasileiro e encantaram a plateia.

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