1454 – Marina Ebbecke (SP): “A viola me trouxe uma autoestima que não sentia tocando outro instrumento”

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Um grupo que tem à frente as mineiras Cláudia Morais (Ituiutaba), Letícia Leal (Belo Horizonte) e Sol Bueno (Moeda), a goiana Paula de Paula (Goiânia) e a pernambucana Laís de Assis (Recife), entre outras, criou o canal Violeiras do Brasil, iniciativa cuja meta é conectar em rede nacional o máximo possível de outras violeiras do país. Elas buscam a devida valorização do segmento feminino da viola e da mulher musicista, produtora e gestora e também agregam em suas fileiras Marina Ebbecke, paulistana atualmente morando em Jundiaí, no Interior paulista e que no final de setembro protagonizou ao lado de Fabiola Ognibeni e Vitória da Viola o concerto Viva Helena! do projeto Violas Fora da Caixa, promovido pelo Sesc Instrumental Brasil, em homenagem a Helena Meireles.

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1256 – HQ ‘A Viola Encarnada’ traz narrativa visual inspirada no cancioneiro caipira*

Projeto  de Yuri Garfunkel contemplado pelo ProAC retrata a música caipira com roteiro e artes visuais de Yuri Garfunkel e participação do violeiro Ivan Vilela

*Com Ellen Fernandes, da EBF  Comunicação 

ebfcomunicacao@gmail.com)/(11) 99189-0354//(11) 4525-1698

Faz sentido trazer para o desenho uma música que tem uma narrativa tão imagética”.

A afirmação do professor, violeiro, compositor, arranjador e pesquisador da música caipira Ivan Vilela contextualiza o enredo de A Viola Encarnada: Moda de Viola em Quadrinhos, uma história em quadrinhos (HQ) baseada em temas sugeridos em mais de 80 canções do repertório caipira. Com roteiro e artes visuais do desenhista, músico e educador Yuri Garfunkel, o projeto contemplado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) será lançado na cidade de São Paulo, no sábado,  9 de novembro, na Livraria do Espaço (veja a guia Serviços).

Dividida em dez capítulos, conforme as dez cordas da viola caipira, que também lhes dão título, A Viola Encarnada: Moda de Viola em Quadrinhos retrata as aventuras dos amigos Vaqueiro e Violeiro em viagens pelo interior do país nas quais protagonizam diversas situações recorrentes do cancioneiro caipira. “A narrativa aborda a função social da viola desde suas origens rurais, o trabalho no campo e com o gado, as pescarias, o próprio ofício do violeiro que toca nas festas e nas fazendas”, disse Garfunkel. “O ponto de partida da trama é o assassinato do Chico Mineiro. A partir daí busquei outras modas que esclarecesse esse mistério.”

Como a maioria das pessoas, Garfunkel teve seu primeiro contato com a música caipira quando era criança por conta das canções que suas avós cantavam. Com o passar dos anos, seu interesse pelo gênero aumentou e há cinco anos começou a tocar viola. “Desde então, o roteiro da HQ foi se formando na minha cabeça a partir do repertório que conheci ao longo da vida”, comentou. Para ele, a música caipira destaca-se por sua sonoridade única. “Ela engloba uma grande variedade de ritmos e a qualidade das composições é impressionante.”.

Garfunkel já possuía o conhecimento do repertório caipira como músico, flautista e violeiro. Para contextualizar o enredo, convidou Ivan Vilela para compartilhar seu conhecimento histórico na introdução do livro. Yuri Garfunkel teve a genial ideia de trazer este universo histórico da formação cultural do nosso povo para os quadrinhos. E traduziu em belas imagens tais narrativas reproduzindo cenas icônicas de modas e momentos. Além disso, a linguagem dos quadrinhos atinge um público diverso, inclusive mais jovem, e que desconhece essa história e essa música”, descreveu Vilela.

Em suas 172 páginas, a obra conduz o leitor para uma viagem sonora afinada com as características históricas e visuais da flora e da fauna dos estados brasileiros, fundamentais na formação da cultura caipira, numa jornada que percorre os sertões até chegar à cidade grande. Um dos diferenciais da produção é que os acontecimentos e paisagens descritos nas letras propõem ao leitor um encontro com a imaginação, pois estão interligados visualmente, ou seja, sem textos ou balões de fala. Desta forma, o leitor pode induzir o conteúdo do texto sugerido pelos títulos das canções de referência que são indicadas no rodapé das páginas e dispostas para conferência em uma playlist digital no Canal ‘A Viola Encarnada’ no Youtube: https://www.youtube.com/playlist?list=PLvcPsRrO7n0ud-bsTU1ljWts_cRRNzx-d

Com sua obra, o autor e ilustrador Yuri Carlos Garfunkel pretende apresentar uma visão do universo da música de viola diferente da proposta pelo mercado cultural. Desenhista, músico e educador desde 2004, é criador do Sopa Art Br, estúdio de artes visuais, de ilustração e de design, com mais de 10 anos de experiência em comunicação visual ligada à cultura. O estúdio Sopa desenvolve seu trabalho autoral a partir de pesquisas na união de linguagens artísticas, expandindo o formato das histórias em quadrinhos por meio de relações com a arte urbana, música e educação.

Quatro exposições criadas nesse conceito — Música-Visual (2009), X-Sampa (2011), Lendas na Rua (2013) e Centenário do Samba (2016) — circularam por diversas galerias, parques e estações do Metrô da cidade de São Paulo, e chegaram à Argentina, à Itália e à Espanha. Como profissional autônomo, Yuri Garfunkel ilustrou uma série de projetos de comunicação visual para artistas e festivais, além de diversas publicações, livros, revistas e histórias em quadrinhos, entre elas a HQ promocional da série Supermax, lançada na CCXP 2015. Como músico, flautista e violeiro, integra desde 2008 o grupo instrumental Kaoll e, recentemente, passou a integrar o grupo Pequeno Sertão, de música caipira autoral, dos quais também é responsável pela comunicação visual. Como educador, desenvolve oficinas de desenho e criação artística, entre elas a oficina Lendas na Rua para crianças e Memória Musical, voltada ao público da Terceira Idade, ambas com circulação no Estado de São Paulo pela rede do SESC.

Portfólio online: www.sopa.art.br

Ivan Vilela é violeiro, compositor, arranjador, e pesquisador da música caipira, professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade do Estado de São Paulo e também diretor da Orquestra Filarmônica de Violas. Foi tema de um especial da TV Cultura em 2010 e cursou a faculdade de História antes de ingressar no curso de Composição musical da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde conclui o bacharelado em Artes, Composição Musical em 1994, e o mestrado em Composição Musical em 1999. Obteve o doutorado em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo, com a tese ‘Uma história social da música caipira’, em 2011. Foi indicado para o Prêmio Sharp de 1998, na categoria Revelação Instrumental, pelo álbum Paisagens. Em 2002, foi agraciado com a Medalha Carlos Gomes. É autor do livro ‘Cantando a Própria História’, em cujas páginas descreve o desenvolvimento da viola caipira no país desde o século XIV e as transformações sociais que culminaram no evento da cultura caipira. Atualmente faz residência na Universidade de Aveiro, em Portugal e vem circulando por várias cidades da Europa promovendo concertos, workshops e outros eventos acadêmicos que têm a viola caipira como tema.

A revista pode ser adquirida nas principais livrarias ou no site da editora Red Clown Books.  

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https://jornal.usp.br/cultura/a-moda-de-viola-vira-historia-em-quadrinhos/

 

1142 – “Dois por Dois Ao Vivo” apresenta composições de Luiz Millan e Moacyr Zwarg

Álbum e DVD distribuído pela Tratore reúne o pianista Michel Freidenson, o saxofonista e flautista Teco Cardoso e a cantora Anna Setton interpretando 17 composições da dupla em apresentação na Sala São Luiz, em São Paulo

Um  luxuoso estojo, distribuído pela Tratore, e gentilmente enviado ao Barulho d’água Música pelos jornalistas Moisés Santana e Beto Priviero  (Tambores Comunicações), guarda o álbum e o DVD Dois por Dois Ao Vivo, lançados em novembro pelos compositores Luiz Millan e Moacyr Zwarg , com músicas de ambos interpretadas pelo pianista Michel Freidenson e pelo saxofonista e flautista Teco Cardoso, mais a participação especial da cantora Anna Setton. Dirigido por Thales Menezes e gravado a partir do show promovido na Sala São Luiz, no Espaço Promon, em São Paulo, em agosto de 2016, Dois por Dois Ao Vivo  traz um repertório que explora pela linguagem jazzística ritmos brasileiros como samba, baião e frevo.

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