1248 – Kuarup e Saravá Discos se unem para lançar raridades de Taiguara

De cantor romântico em festivais dos anos 1960 a compositor mais censurado do Brasil na década seguinte, exilado duas vezes pelos militares, o uruguaio deixou uma fita cassete com quatro gravações inéditas, agora recuperadas pelo colecionador Marcello Borghi; em uma delas, apresenta sua versão para Caminhando, de Geraldo Vandré, em outra, exalta o escritor negro Lima Barreto

A gravadora Kuarup e a Saravá Discos, do cantor e compositor Zeca Baleiro, lançaram em todas as plataformas digitais nesta sexta-feira, 18 de outubro, quatro gravações inéditas de Taiguara reunidas no EP Taiguara Como Lima Barreto, aproveitando o mês de nascimento do artista, que é de 9 de outubro. Os áudios foram recuperados de fitas cassetes do colecionador Marcello Pereira Borghi,  que também assina a produção dessa raridade. Além da minuciosa recuperação do áudio das fitas originais, a direção artística de Zeca Baleiro envolveu a gravação por estrelas da MPB de novos instrumentos e de um coral.

Taiguara Chalar da Silva (1945-1996) nasceu em Montevidéu (Uruguai) e morreu precocemente, vítima de um câncer, em São Paulo. Depois de grandes sucessos românticos nos festivais dos anos da década  de 1960, Taiguara se tornou o compositor mais censurado do Brasil na década seguinte. Perseguido pelo regime militar, foi para o exílio duas vezes. No segundo retorno, já nos anos 1980, Taiguara incluía as chamadas “canções de protesto” em seus shows.

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1179 – Fabrício Conde (MG), autor de Fronteiras, representa Brasil em encontro de tiples na Colômbia

As audições que promovemos aos sábados aqui no boteco do Barulho d’água Música, neste 20/4 que é de Aleluia e véspera da Páscoa, começaram com Fronteira, álbum do compositor, escritor e violeiro Fabrício Conde, de Juiz de Fora (MG) lançado em 2015. Conde será um dos destaques entre as atrações e eventos que serão promovidos durante o X Encontro Nacional de Tiple (Encuentro Nacional del Tiple), entre 25 e 28 de abril, em Bogotá, capital da Colômbia, país vizinho ao Brasil, na América do Sul. Conde está confirmado para abrilhantar painéis, oficinas e apresentações, incluindo o concerto da noite de encerramento (veja a programação, conforme divulgada pelos organizadores, ao final desta atualização).

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1175 – “Violas ao Sul” estreia em álbum que reúne músicas do cancioneiro gaúcho e brasileiro

O quarteto difunde a versatilidade da viola de 10 cordas como instrumento musical e de manifestação cultural empregada para tocar desde canções folclóricas a músicas contemporâneas de qualquer região do país e do mundo, com foco especial àquelas que trazem marcas de pertencimento à cultura gaúcha

A audição matinal dos sábados neste 6 de abril, aqui no boteco do Barulho d’água Música, finalista do 5° Prêmio Profissionais da Música, começou pelas 13 faixas do álbum de estreia do quarteto Violas ao Sul. O disco nos foi enviado gentilmente por Valdir Verona, um dos seus integrantes e querido amigo, ao qual em nome dos parceiros Angelo Primom, Mário Tressoldi e Oly Júnior somos gratos. O disco foi gravado entre outubro de 2018 e janeiro, com produção geral de Tressoldi.

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1156 – Quando além de entreter, a música é bandeira de resistência e de resgate

Barulho d’água Música reproduzirá na íntegra nesta atualização mais uma  matéria de conteúdo relacionados à música publicadas pela Revista E (em versões impressa e digital). A revista é mantida pelo SESC para divulgação da agenda cultural e de eventos de recreação e de lazer programados a cada mês nas unidades que a entidade mantém tanto na Capital, quanto em diversas cidades do estado de São Paulo. As matérias das variadas sessões trazem pautas relativas a temas do universo das artes e de suas personagens, agentes e autores — do cinema ao grafite, da literatura ao teatro –,  uma sessão de poesias, crônicas e muito mais para uma agradável e enriquecedora leitura.  

Nesta  atualização a escolhida pela nossa redação foi Refúgios Sonoros postada em 21/12/2018 para a edição de janeiro da Revista E.  Confira toda a edição de janeiro da Revista E, números anteriores e  a de fevereiro em sescsp.org.br/revistae

Refúgios Sonoros (1)

Uma canção pode contar histórias de guerra e de paz ou acalentar saudades de quem está a milhares de quilômetros de casa. Ela também é capaz de reunir pessoas de diferentes idiomas e credos. Foi a música que deu um novo sentido ao cotidiano de imigrantes que se refugiaram no Brasil para se salvar de conflitos armados em seus países de origem. A exemplo da cantora palestina Oula Al-Saghir, do cantor congolês Leonardo Matumona e dos angolanos Amarilis Américo, Isabella D’Leon, Jacob Cachinga, Mila Cussama, Manuela Reis, Prudêncio Santiago, Rui Kelson e Wilson Madeira, que formam o coral Vozes de Angola.

Nascida na Síria, Oula Al-Saghir teve sua casa destruída pela guerra e chegou ao Brasil em 2015, acompanhada pelo marido, dois filhos e uma mala de canções árabes e poesias de resistência palestina. “Fico muito feliz quando represento minha cultura. Não precisa entender as palavras, mas sentir a melodia.

“A música é minha língua no Brasil”, prosseguiu  a cantora, que faz parte da Orquestra Mundana Refugi. Idealizada pelo multi-instrumentista Carlinhos Antunes e pela assistente social Cléo Miranda, a orquestra nasceu do projeto Refugi no Sesc Consolação, que oferecia oficinas musicais gratuitas para imigrantes e pessoas em situação de refúgio, somada à vontade de Antunes de dar seguimento a uma ação com foco nos novos imigrantes de São Paulo. No álbum de estreia, gravado em 2017 e lançado ano passado pelo Selo Sesc, a voz de Oula se une a outras vozes e instrumentistas do Congo, Guiné, Irã, França, Tunísia, Cuba, Haiti e China.

Grupo Vozes de Angola

Participei da primeira reunião quando a orquestra ainda era um projeto e sou muito feliz por fazer parte”, recordou Oula, que cresceu num meio musical, encorajada pelo pai, que tocava alaúde. “Sempre que estou no palco, esqueço meus problemas. Canto para meu pai, meu país e para mim.”

Vozes do além-mar

O cantor congolês Leonardo Matumona também investiu na música como forma de se comunicar e dar início a uma nova vida no Brasil, onde chegou em 2013 e fundou Os Escolhidos, junto a três jovens da República Democrática do Congo, que vivem em situação de refúgio no Brasil. “Quando cheguei, tinha esta vontade de fazer um grupo que representasse o que eu fazia lá. Trabalhar com música é minha paixão, e os brasileiros são curiosos para ouvir e assistir. Dessa forma, isso me faz ter um contato direto com eles”, declarou

Da mesma forma, os oito integrantes do coral Vozes de Angola, que se apresentou na 2ª Mostra Refúgios Culturais, em dezembro passado no Sesc Vila Mariana, creditam à expressão musical uma outra forma de linguagem e resistência. Chegaram ao país há 17 anos, ainda crianças, depois de terem sofrido com a guerra civil na terra natal, de onde saíram deficientes visuais. As canções que sabiam os nutriram para enfrentar preconceitos e saudades dos familiares.

“Nossa música transmite paz, amor e alegria: acho que é disso que o mundo está precisando, destacou Amarilis Américo. E, para isso, Mila Cussama acredita que é desnecessário dominar outros idiomas. “A música para nós é a linguagem da alma, porque podemos nos comunicar com pessoas de diferentes línguas”, constata. Conhecido em diversas cidades do país, o grupo segue apostando na carreira que semeou por aqui.

Superadas as dificuldades dos primeiros anos, todos os oito conseguiram estudar e fazer uma faculdade. “É muito gratificante ver as pessoas dizerem que somos inspiração. Por isso, a gente não pode desistir das coisas. Senão, não estaríamos aqui divulgando nossa cultura afro”, conclui Isabella D’Leon.


Refugiados no mundo e no Brasil*

Em meio às notícias quase diárias da entrada no Brasil de venezuelanos que fogem das precárias condições de vida no país vizinho – e às vésperas da divulgação no programa Fantástico, da Globo, que foi descoberta uma nova rota de entrada pelo país de cubanos que buscam chegar ao Uruguai – e da maciça caravana de hondurenhos e guatemaltecos, entre outros povos centro-americanos  que tentam entrar no xenófobo Estados Unidos da era Donald Trump, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) divulgou em 19 de junho, véspera do Dia Mundial do Refugiado, que pedidos de estrangeiros à procura de proteção no Brasil aumentou de 35.464 em 2016 para 85.746 em 2017, representando um incremento de 118%. Os dados constam do relatório Tendências Globais – Deslocamentos forçados 2017, elaborado pelo Acnur. Segundo este órgão, os números brasileiros acompanham um movimento global: em todo o mundo, o número de refugiados e deslocados internos chegou a 68,5 milhões em 2017, nível recorde pelo quinto ano consecutivo.

De posse deste levantamento, o Acnur atualizou os números relativos ao Brasil até aquela data: 10.264 refugiados reconhecidos e quase 86 mil solicitantes, contingente que somado ao de estrangeiros que receberam outro tipo de proteção – como a permissão temporária de residência, por exemplo, somavam quase 150 mil pessoas. E  os venezuelanos, com 17.900 pedidos, ocupavam o primeiro lugar na lista de nacionalidades que pediram refúgio em terras brasileiras. Em seguida estão cubanos (2373), haitianos (2362) e angolanos (2036).

O número de refugiados pelo mundo tem aumentado ao longo dos anos. Segundo o Acnur, em 1950, 2 milhões de pessoas se deslocaram pelo mundo. Já em 2015 foram 53 milhões. Atualmente, de acordo com o mesmo organismo, 65,6 milhões de pessoas são consideradas refugiadas, o que possui um impacto em todo planeta.

Quem são os refugiados?

Refugiado é aquele que deixa seu país de origem e teme voltar ali por causa de suas opiniões políticas, religiosas ou por pertencer a um grupo social perseguido. Neste sentido, o refugiado é diferente do imigrante que, geralmente, abandona seu país natal por motivos econômicos ou desastres naturais. Por isso, dizemos que todo refugiado é um imigrante, mas nem todo imigrante é refugiado.

Em 1951, uma convenção das Nações Unidas sobre o tema determinou que os refugiados não poderiam ser devolvidos ao seu lugar de origem. Então, para garantir este direito, os Estados que recebessem refugiados deveriam assegurar a possibilidade do refugiado solicitar o direito de asilo. Por isso, deve providenciar condições de comida, assistência médica e escola para as crianças. No entanto, esta mesma convenção não determinou nenhuma sanção caso o país de acolhida não cumprisse estas normas. A realidade é bem diferente: os refugiados muitas vezes são confinados em centros de detenção que se assemelham às prisões. Alguns têm a sorte de serem atendidos por Organizações não-governamentais (ONG) ou ordens religiosas que tentam integrá-los ao novo país.

Origem dos refugiados

Os refugiados vêm, sobretudo, de regiões que estão em guerra ou em situação de pobreza extrema. Contudo podem pertencer a um grupo populacional que seja perseguido especificamente como é o caso dos curdos. Já a Guerra da Síria é a responsável pelo maior deslocamento de contingente populacional, atualmente, e nações da África subsaariana também inspiram cuidados, especialmente o Sudão do Sul. Considerada a mais nova nação do mundo, o país enfrenta uma guerra civil que deixa milhares de pessoas sem lar.

Destino dos refugiados

Ao contrário do que muitas vezes se pensa, a maior parte dos refugiados realiza deslocamentos dentro do seu próprio país ou para nações vizinhas. Apesar dos países desenvolvidos serem o grande chamariz para quem deseja mudar de vida, a maioria acaba permanecendo em países próximos ao seu continente.

Deste modo, segundo o Acnur, os países que mais acolhem refugiados são:

Turquia 3,5 milhões
Uganda 1,4 milhões
Líbia 1 milhão
Irã 979 000

 

Refugiados na Europa

A União Europeia vem se mostrando cada vez menos generosa na hora de acolher os refugiados. Em 2017 foram concedidos 538 000 solicitações de asilo, 25% menos se comparado ao ano de 2016. Os países que mais acolhem são Alemanha, França, Suécia e Itália. No entanto, devido a mudanças no governo italiano, o país tem rejeitado um número cada vez maior de solicitações de asilo.

O bloco europeu propôs que os países dividissem os refugiados entre si, de acordo com a população e a capacidade de cada um. Contudo, a sugestão foi duramente criticada pela Polônia e República Checa, que simplesmente não aceitam mais de 15 refugiados por milhão de habitantes.

Refugiados no Brasil

O Brasil é um país tradicionalmente aberto aos refugiados e projeta uma imagem de país tolerante no mundo. Por isso, tem se tornado um destino de acolhida para vários refugiados que se veem obrigados a deixar seu país. Apesar disso, esses novos habitantes só representam 0,05% da população.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicados em 2017, os maiores contingentes de solicitantes de asilo no Brasil são:

Sírios ( O Brasil já acolheu cerca de 2.500 sírios desde o começo da guerra naquele país em 2010) 22,7%
Angolanos 14%
Colombianos 10,9%
Congoleses 10,4%
Libaneses 5,1%

 

Venezuelanos no Brasil

crise econômica e social na Venezuela fez a população daquele país buscar a vida nos países vizinhos. Dados da Organização Internacional para Migrações (OIM) – Agência das Nações Unidas para Migrações – revelam que o Brasil recebeu cerca de 30 mil venezuelanos nos anos de 2015 a 2018. Grande parte dos venezuelanos, porém, não é considerada como de refugiados, mas de imigrante. Aproximadamente 8.231 venezuelanos pediram asilo no ano de 2017, conforme o Ministério da Justiça. Como o Brasil atravessa sua própria crise política e econômica, teme-se que a xenofobia cresça no país.

1) Texto originalmente publicado na Revista E do Sesc São Paulo, edição de janeiro/2019

2) *Com Lu Sudré, do portal Brasil de Fato, São Paulo (SP)  e Juliana Bezerra, professora de História, do portal Toda Matéria

Leia também no Barulho d’água Música:

864 – Abraço Cultural abriga em São Paulo 2º Sarau pró refugiados com filmes, música e dança
1061 – Orquestra de refugiados é atração especial do MCB (SP) para Dia das Mães

 

 

1149 – Yamandu Costa e Thadeu Romano aliviam saudades do mestre Dominguinhos em show único no Sesc Pinheiros (SP)*

Repertório  vai passear por músicas dos discos que o violonista gaúcho gravou com o sanfoneiro de Pernambuco, mesclado a sucessos de Tom Jobim, Sivuca, Abel Ferreira, Chico Buarque, Luiz Gonzaga…
*Com Lu Lopes (Rubra Rosa Projetos Culturais)

Yamandu Costa e Thadeu Romano vão apresentar Salve Dominguinhos, trazendo de volta aos palcos composições de Yamandu + Dominguinhos e Lado B (discos que ambos gravaram juntos, em 2007 e em 2010) com uma única apresentação marcada para a noite de sexta-feira, 1º de fevereiro, na unidade Pinheiros do Sesc da cidade de São Paulo (ver guia Serviços). Em 2018 completamos cinco anos sem o sanfoneiro pernambucano que nos deixou em 23/7/2013. Mais do que as saudades, ele nos deixou um legado imenso de obras para música. Seu Domingos, apesar de ter partido aos 72 anos, encantou jovens músicos de várias gerações e, por essa razão, sempre viveu cercado pela novidade da juventude.

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1130 – Ednardo (CE) rememora “Romance do Pavão Mysterioso” em duas rodadas, no Sesc Belenzinho (SP)*

Cantor e compositor que já conta com 45 anos de trajetória volta à São Paulo para apresentar com sua banda repertório do seu mais famoso disco, cuja faixa-título é inspirada em um clássico folhetim da literatura de cordel
* Com Eliene Verbena, Verbena Comunicações

A unidade Belenzinho do Sesc da cidade de São Paulo reservou o palco de seu teatro para as apresentações de Ednardo, um dos mais aclamados cantores e compositores do país. Natural de Fortaleza (CE), Ednardo e a banda de sete músicos que o acompanham – entre os quais o violeiro Manassés de Sousa, que participou da gravação do disco e assina trabalhos importantes da música brasileira desde a década dos anos 1970 — serão atração nos dias 1º e 2 de dezembro para relembrarem, na íntegra, as músicas do primeiro e mais famoso disco dele, Romance do Pavão Mysteriozo (veja detalhes na guia Serviços). Os shows integram o projeto Álbum da unidade, pelo qual o Sesc visa a remontar a memória da música brasileira por meio de registros fonográficos.

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1078 – Noneto de Casa, grupo paulista, é atração do Museu da Casa Brasileira (SP) neste domingo sem futebol

Repertório da banda  passeia por gêneros como samba, baião, afro-latin, maracatu e jazz e no show de domingo terá também sucessos de Hermeto Pascoal
Marcelino Lima, com assessoria de imprensa do MCB  (Foto do Noneto de Casa:  Lucas Mercadante)

A bola não vai rolar no domingo, 8, pela Copa do Mundo da Rússia, abrindo para quem curte além de futebol música de qualidade a possibilidade de conhecer o trabalho do grupo paulista Noneto de Casa, anunciado como atração do Museu da Casa Brasileira, situado em São Paulo. Com entrada franca, a apresentação está prevista para começar às 11 horas. Passeando por gêneros como samba, baião, afro-latin, maracatu e jazz, a banda apresentará músicas do terceiro e mais recente álbum da discografia, Resbucando, além de canções de Hermeto Pascoal cuja obra será revisitada no disco seguinte do Noneto de Casa.

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1052 – Confira a programação oficial de atividades e eventos do 4º Prêmio Profissionais da Música em Brasília (DF)

Entre hoje, 16, e o sábado, 21, a Capital Federal terá extensa e variada agenda cultural antes da cerimônia de divulgação dos vencedores de 53 categorias entre 328 finalistas

Marcelino Lima, com assessoria da GRV

Brasília, que em 21 de abril comemorará 58 anos, já está respirando os bons ares que o 4° Prêmio Profissionais da Música levou ao Distrito Federal e que, até o final da noite do aniversário da Capital Federal, estará agitada por painéis, palestras, apresentações musicais e shows em tributo a Elis Regina e Roberto Menescal, coquetel, solenidades de premiação e eventos como um Pitching e uma festa, todas atividades relacionadas ao evento promovido pela GRV (Gustavo Ribeiro de Vasconcellos) Produções. Primeira atração oficial da quarta edição do Prêmio, o grupo candango O Tarot subirá ao palco do Shopping Pier 21 nesta segunda-feira, 16 de abril, a partir das 20 horas. O show terá duração de 75 minutos e, como os demais da agenda, entrada franca (confira agenda ao final da matéria)

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1035 – “Clássicos do Mês”: Vitor Ramil funda nova identidade gaúcha com Ramilonga-A Estética do Frio

O Barulho d’água Música volta a publicar por meio desta atualização a série Clássicos do Mês, dedicada ao álbum Ramilonga-A Estética do Frio, do gaúcho radicado em Pelotas (RS) Vitor Ramil — lançado em 1997, o quinto da discografia de onze títulos que, recentemente, recebeu o acréscimo de Campos Neutrais. Cantor e compositor, irmão da famosa dupla Kleiton e Kledir, Vitor Ramil também é escritor e possui entre seus livros um título dedicado ao tema do famoso disco, A Estética do Frio, publicado sete anos depois daquele. Tanto o disco, quanto o livro, têm sido objeto de ensaios, pesquisas, artigos e outros estudos acadêmicos — dentro e fora do país,  portanto, para além do Rio Grande do Sul — devido à repercussão e à importância alcançadas pelas teses que Ramil apresentou por meio de ambos, inaugurantes de um novo movimento artístico e cultural cujo maior valor é o de constituir e procurar afirmar uma nova identidade tanto para o gaúcho, quanto para uruguaios e argentinos.

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1034 – Tavinho Moura recebe amigos e lança no Clube da Esquina (MG) O Anjo na Varanda

O 18° álbum do mineiro de Juiz de Fora traz safra singular de canções de um dos mais originais e sofisticados compositores do Brasil

Marcelino Lima, com Dubas Música

O cantor, compositor, escritor e fotógrafo Tavinho Moura, um dos mais aclamados violonistas e violeiros do país, lançou no dia 10 de março o décimo-oitavo álbum da carreira em apresentação concorrida que levou amigos e fãs ao templo sagrado da música mineira, o Museu do Clube da Esquina, em Belo Horizonte (MG). O Anjo na Varanda, lançado pelo selo Dubasdá sequência à premiada carreira iniciada com Como Vai Minha Aldeia, há 40 anos.

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