Barulho d'Água Música

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1015 – Contribua para a volta do “Oscar da Viola Caipira”, prêmio nacional de incentivo à cadeia produtiva da viola

Ficará aberta somente até 27 de janeiro a campanha que por meio de uma das plataformas nacionais de crowdfunding visa a arrecadar contribuições para a realização de nova edição do Prêmio Nacional de Excelência da Viola, que os organizadores divulgam como sendo “O Oscar da Viola Brasileira”. A meta é atingir ao menos R$30 mil, montante que permitiria promover, ainda neste ano, a quarta edição do evento, nos moldes das anteriores, e acolher inscrições para mais de 20 categorias — das quais, cinco de cada, receberão certificados e troféus que serão entregues aos indicados n“A Noite de Gala da Viola”. Aos contribuintes estão previstas recompensas que variam de acordo com o valor cedido e que incluem, por exemplo, o direito de chancelar o evento com suas marcas, obtendo, assim, destaque em todas as divulgações diárias em mídias sociais como Facebook, Instagram, Twitter e mídia espontânea, além de outros benefícios a serem negociados.

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978 – Rota Lunar (RS) volta às atividades com álbum que rememora sucessos do Musical Vertente

Vertente: o que fica na memória,  disco do momento aqui na redação do Barulho d’água Música, do grupo gaúcho Rota Lunar, é um grato presente que enriquece o acervo do blogue, enviado de Caxias do Sul pelo “correspondente” Valdir Verona. O violeiro — que nas horas de folga, quando não está afinando as cordas dos instrumentos, tem se empenhado em ‘secar’ o Corinthians, posto que é gremista dos quatro costados e não se conformara em vir a terminar a temporada, no máximo, apenas como vice-campeão brasileiro! –, produziu o segundo álbum dos conterrâneos que integram a Rota Lunar: Selestino Oliveira (voz e violão), Vasco Machado (violão, viola, charango e vocais), João Geraldo Silveira (bateria e percussão) e Jonas Reis (baixo, teclado, violão e vocais) –, nova denominação do antigo Musical Vertente, nascido a partir de encontros proporcionados pelos festivais estudantis, em 1978, e que atuou com essa denominação até reestrear, após um período de recesso, em 1994.

Capa do disco gravado em 2016/Grupo Musical Vertente, 1987: Selestino Oliveira, José Carlos e Vasco Machado (em pé), Gioconda Menegazzo, Lauro Biassio e João Geraldo Silveira/Apresentação do Musical Vertente na III Balada da Composição do Estudante Caxiense, em 1976, com Vasco Machado, Selestino Oliveira e José Costa

Produzindo shows e participando de festivais e dos eventos estudantis artísticos, o Musical Vertente, conforme João Geraldo nos conta, chegou a ser considerado o conjunto independente de maior constância da aprazível cidade da serra gaúcha. Durante o estradar,  o grupo já alternou várias formações, conservando em suas fileiras, do time original, Selestino Oliveira, Vasco Machado e João Geraldo Silveira. Sob o financiamento da Lei de Incentivo à Cultura, em 2004, lançou Sobre a Cidade, disco cujas musicas reunem  poemas de escritores de Caxias do Sul e região. Em um dos mais concorridos daqueles citados festivais, o da Balada da Composição do Estudante Caxiense, ao lado das canções de Selestino Oliveira, tocando em dupla com seu irmão Vasconcelos Machado de Oliveira (Vasco Machado), integraram-se cantores e instrumentistas com afinidades sonoras e de pensamento. A quinta edição da Balada, em 1978, especialmente pela premiação máxima para a canção Reza de Viola, pode ser considerada o ponto de partida para o surgimento da banda. E as reuniões informais, para troca de ideias e de conhecimentos musicais entre amigos, logo se transformaram em ensaios, com pretensões artísticas sérias.

O idealismo e a paixão pela música alimentaram o estímulo dos rapazes provenientes das classes trabalhadora e universitária para ir construindo, aos poucos, o sonho de se expressarem culturalmente. Com o impulso dos festivais, o Musical Vertente ingressou numa etapa caracterizada pelo desenvolvimento de trabalhos de maior fôlego, sempre encontrando receptividade e sucesso junto às plateias — seja em Caxias do Sul ou no roteiro por outros importantes pontos do Rio Grande do Sul. Isso aconteceu durante o Roda Moinho, em 1981; Caminhos Novos, em 1982; O que fica na memória, em 1983 ; Xote do Osso, em 1984;  Novelo, em 1985 e 1986; e A Beleza está nos Olhos, em 1988. As composições do Musical Vertente começaram a cair no gosto de amigos e admiradores (sobretudo por jamais se renderem àquelas de rotulação fácil), misturando nativismo, balada, toada, rock, MPB e blues, com levadas essencialmente acústicas. As letras, assinadas por Selestino Oliveira, não permitem concessões e revelam cuidado especial com a mensagem da poesia, tematizando questões que inquietavam uma geração: crítica social e política, discussão ética, sentimentos humanos, preocupação com a ecologia, e cultura regional, marcadas por lirismo refinado como pode ser verificado em Roda moinho, faixa 5 do álbum aqui divulgado:

Como sorrir se vejo o povo/Clamando pão, clamando abrigo/Como ter fé nos grandes homens/Gordos, vestidos, cheios de promessas/E o povo que beba lama/Que coma grama/E durma no chão

E o povo que dê o troco/Que seja louco e solte o cão/Que crave os dentes da viração/Tomem ruas e praças/Todas as raças num coro só/É água que move a pedra/Tritura o grão e tira o pó/Faz a farinha/Move moinhos

É assim, com este jeito próprio, que a agora Rota Lunar apresentava uma visão questionadora ao momento vivenciado. Para quem estiver sentindo saudades ou às novas plateias interessadas, o grupo comunica que está em fase de ensaios e, ainda neste semestre, deverá conforme João Geraldo protagonizar compromissos para lançamento do álbum O que fica na memória — que conta com participações de Rafael de Boni (acordeon), Marcelo Taynara (efeitos vocais), Marco de Ros (guitarra) e André Tamanini (guitarra). Este Barulho d’água Música desde já se coloca à espera da agenda e compromissado fica de “espaiá” a notícia assim que ela for anunciada! Boa sorte nesta empreitada Selestino Oliveira,Vasco Machado, João Geraldo Silveira e Jonas Reis, mas que nosso parceiro Verona possa compreender lá pelos primeiros dias de dezembro vindouro que, no futebol, assim como nos festivais de canções… nem sempre vencem os melhores!

Integrantes do Musical Vertente por ordem de chegada: Selestino Machado de Oliveira/Vasconcelos Machado de Oliveira/José Costa/Airton Martins/Laucir Erlo De Alexandre/José de Oliveira Ramos Neto/Clóvis Moacir Matana Ramos/José Geraldo Chaves Silveira/Lauro Biassio/Gioconda Menegazzo/João Francisco Matana Ramos/Rodrigo Cadorim/Luiz Marchetto/Marcos Roberto Santos da Silva 

Contatos com a Rota Lunar para encomenda de discos, mais informações e contratação de shows e eventos poderão ser feitos por meio dos números de telefone 54 3221-2599 e endereço postal virtual rotalunar@gmail.com


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939 – Gaúchos Valdir Verona e Juarez Machado de Farias celebram parceria com “O violeiro e o poeta”

Parceiros de estrada já há longa data, Valdir Verona (Caxias do Sul/RS) e Juarez Machado de Farias (Piratini/RS) levaram à amizade ao estúdio e brindaram amigos e fãs com O Violeiro e o Poeta, álbum independente que traz no repertório poemas de Juarez Machado musicados por Valdir Verona e as canções inéditas A Bomba da Paz, Luas e LançasTapera. O disco já faz parte do acervo do Barulho d’água Música e também recorda a criação mais conhecida da dupla, Avisooriginalmente gravada como faixa de Tons da Terra – Acit (2000), mais a Toada de Reis Um Outro Natal, selecionada para a Tafona da Canção Nativa de Osório (RS), em 2016. Completam a obra Estradas e Tardes, O Andarilho e a Estrada e Parem as Rodas dos Carros (poesias escritas e recitadas por Machado, com trilha musical de Verona) e os temas instrumentais Zamba del Violero OlvidadizoMilonga Pra Don Coletti, em homenagem póstuma à Eugênio Coletti; e Catavento, adaptada para viola de nove cordas, originalmente composta para violão e também integrante do Tons da Terra-2000.

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927 – Violeiro Levi Ramiro lança “Purunga”, novo álbum solo e nono da carreira

1-Vasilha feita com a casca de plantas cucurbitáceas.(cabaças)
2-Planta da família das Cucurbitáceas(Lagenaria Vulgaris).Porongo

Barulho d’água Música vem sendo embalado por novidades fonográficas recentemente lançadas, aprovadas com louvor e com mais dez pontos de bonificação nos testes de excelência da redação: nunca antes na história deste veículo ouvimos tanta música de qualidade, material de incontestável contribuição para nosso cada vez mais precioso acervo e que tem deixado o quarteto Pablito Neruda, Leopoldo Rogério, Maria Júlia e Abigail Cristina visivelmente felizes! A mais recente aquisição, enviada de Pongaí (SP),  chegou com o remetente Levi Ramiro, uma saudação particularíssima nos desejando saúde e paz e um “som purunguístico”. Purunga, álbum despachado no interior do envelope, é o nono da carreira do violeiro, compositor e artesão, um dos mais respeitados nas rodas da música caipira e regional. Mais do que gravar 17 inéditas músicas (entre as quais quatro instrumentais), Levi Ramiro procurou revelar aos amigos e fãs etapas da confecção de uma nova viola [neste caso feita de cabaça], ilustrando o encarte com fotos de Adriano Rosa nas quais aparece em sua oficina particular manuseando ferramentas e dando vida ao instrumento.

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905 – Setembro é mês de encontro de violas e sanfonas no Sesc Araraquara (SP)

O Sesc de Araraquara (SP) promoverá ao longo das sextas-feiras de setembro o projeto Sotaques de Violas e Sanfonas, que propõe cinco encontros destes instrumentos europeus que há muito possuem cidadania brasileira adquirida em nossas festas e folguedos populares. Os concertos apresentarão diferentes estilos regionais, protagonizados pelo acordeon e pela viola caipira, objetivando aprofundar o conhecimento dos ouvintes quanto às origens e encontros de ambos os protagonistas.

Programação:

02/09 – Fernando Deghi e Gabriel Levy  – Violas e sanfonas pelo mundo
09/09 – Toninho Ferragutti e Neymar DiasFesta na roça
16/09 – Rodrigo Zanc Violas para Dominguinhos
23/09 – Valdir Verona e Rafael De BoniDuo viola e acordeom – Pelos caminhos do sul
30/09 – Cláudio LacerdaTrilha Boiadeira
 


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895 – Estreia em Porto Alegre (RS) “Violas ao Sul”, projeto para difusão da música gaúcha e clássicos do cancioneiro nacional

A Fundação Ecarta reservou o palco onde está acostumada a receber em Porto Alegre (RS) grandes talentos da resistência cultural gaúcha para o primeiro concerto, transcorrido na noite do sábado, 25, do grupo Violas ao Sul, reunião de quatro violeiros, quatro vertentes, quatro mentes e quatro corações que se dedicam à guerrilha artística por meio da música. Valdir Verona, Mário Tressoldi, Angelo Primon e Oly Júnior têm a viola de 10 cordas permeando seus trabalhos ao longo dos anos e agora, juntos, irão se dedicar à apresentação de canções autorais, clássicos do cancioneiro gaúcho e brasileiro, bem como da música contemporânea. No programa de estreia constaram Milonga Blues e Desculpe Meu Filho (Oly Júnior), Das Bandas do Poente e Chamamé Blues (Valdir Verona), 10 de Fole (Angelo Primon), Violas do Sul do Brasil (Chico Saga/Mário Tressoldi), Na Volta que o Mundo Dá (Vicente Barreto/Paulo Cesar Pinheiro), Lamento (Fernando Reis Júnior), Maré Baixa (Ivo Ladislau/Mauro Moraes), Portas dos Sonhos (Mário Barbará/Sérgio Napp), Cantiga de Eira (Barbosa Lessa) e Os Homens de Preto (Paulo Ruschel).

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814- Músicos de quatro estados estão em Uberaba (MG) para planejar nova temporada do Circuito Dandô ; no dia 20 todos sobem ao palco do TEU

Olhem ai, povos: foi divulgado o time de músicos que participará da apresentação de confraternização e encerramento do 2º Encontro Nacional do Dandô – Circuito de Música Dércio Marques,  que está sendo promovido desde ontem, 17, em Uberaba (MG), em uma nova realização da Katxerê Produções Artísticas, de São Paulo, e do Hotel Casa do Folclore, além da sempre inestimável colaboração do anfitrião Gilberto Rezende, incentivador da cultura popular, residente naquela cidade do Triângulo Mineiro. A partir das 20 horas do sábado, 20, subirão ao palco do Teatro Experimental de Uberaba Kátya Teixeira e João Arruda (SP); Valdir Verona, Cristiano Nunes e Giancarlo Borba (RS); Erick Castanho, André Salomão, Marcelo Taynara, Sol Bueno, Ricardo Rodrigues e Alexandre Bianchini (MG); e Victor Batista, Pedro Vaz, Isabella Rovo, Rosa Barros, Cabocla Inez (GO). Vai ser melhor do que carne seca com araticum!

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