1095 – Lírica, engajada e cáustica, obra de Gonzaguinha ganha brandura e delicadeza na voz de Mirianês Zabot (RS)

“A voz suave de Mirianês Zabot desliza com segurança pelas canções de Gonzaguinha. A delicadeza dos arranjos ressalta um estilo próprio e é mais do que um convite para se deliciar com os dois: Mirianês e Gonzaguinha”.
Regina Echeverria. Jornalista e biógrafa, autora de Gonzaguinha e Gonzagão Uma História Brasileira, em que se baseou o filme Gonzaga De Pai pra Filho.
Marcelino Lima, com  texto de Oscar Pilagallo, jornalista e escritor

No ano em que o país lembrou um 25 anos do adeus prematuro a Gonzaguinha (2016), a cantora Mirianês Zabot “com voz distinta, suave e límpida” renovou entre nós,  amigos e fãs da obra do filho do Velho Lua, a certeza da eterna presença do compositor carioca, conforme observou à época o jornalista e escritor Oscar Pilagallo. Marianês acabar de gravar o álbum que recentemente enviou para o Barulho d’água Música em tributo ao cantor e compositor de Sangrando,  “com um poder balsâmico capaz de ao cantar transformar aspereza em brandura, rascância em delicadeza, derramamento em contenção”, ainda conforme o texto de Pilagallo — que, abaixo, a partir do segundo parágrafo, seguirá na integra. “E tudo isso enquanto, mais do que preservar a essência do cancioneiro do homenageado, empresta-lhe novas e insuspeitadas possibilidades de interpretação.”

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1068 – Duo Jobiniando e Paulo Serau homenageiam Gonzagão e Dominguinhos no MCB (SP)

Mês que será marcado por festas juninas pelo país inteiro começa em São Paulo com homenagem a dois expoentes dos ritmos nordestinos e ases da sanfona, de graça, em agradável espaço de entretenimento e convívio familiar

Marcelino Lima, com assessoria de imprensa do MCB

Em homenagem a Luiz Gonzaga (1912-1989) e Dominguinhos (1941-2013), dois ícones da cultura nacional, neste mês em que pipocarão festas juninas em várias cidades do país, o Museu da Casa Brasileira (MCB), instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, convidou o  Duo Jobiniando e Paulo Serau para uma apresentação programada para domingo, 3 de junho, com entrada gratuita, a partir das 11 horas.  Sucessos como Asa branca, Baião, Lamento Sertanejo e Eu só quero um xodó estão no repertório da dupla, formada por Hilda Maria (cantora e compositora) e por Luciano Ruas (pianista), e do convidado Paulo Serau (violonista, arranjador e produtor musical). Luiz Gonzaga foi um dos mais importantes músicos brasileiros e ficou conhecido mundo afora como Rei do Baião. Pernambucano nascido em Exu ganhou o apelido por espalhar o baião, o xote e o xaxado ao quatro cantos do globo. Em 1948, o Velho Lua Gonzaga descobriu o talento do cantor, sanfoneiro e compositor, também pernambucano, de Garanhuns, Dominguinhos (1941-2013), que logo apadrinhou.

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947 – Lulinha Alencar e Mestrinho tocam e lançam álbum para Dominguinhos em Sampa

A unidade Pompeia do Sesc da cidade de São Paulo receberá no sábado, 6 de maio, Lulinha Alencar e Mestrinho para lançamento do álbum que ambos gravaram em homenagem a Dominguinhos. ToCantE  reúne em dez faixas criações tanto do cantor e compositor pernambucano que morreu em 2013, como dos próprios Alencar e Mestrinho nas quais estes reverenciam outros mestres que os influenciaram: Chiquinho do Acordeon, Jackson do Pandeiro e Pixinguinha. Richard Galliano, renomado sanfoneiro francês, também subirá ao palco como convidado especial da apresentação, prevista para começar às 21 horas.

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822 – Rodrigo Zanc (SP) estreia “Violas para Dominguinhos”, promove dois bis e ouve público pedir ainda por pelo menos mais um

O Barulho d’água Música mais uma vez pegou a estrada e baixou em São Carlos, no interior paulista, para acompanhar a estreia de Viola Para Dominguinhos, projeto por meio do qual o violeiro Rodrigo Zanc presta tributo a um dos maiores artistas de todos os tempos do Brasil. A apresentação rolou na sexta-feira, 26 de fevereiro, acompanhada por Ricieri Nascimento (baixo), Bruno Bernini (bateria e zabumba), Gustavo Camilo (teclados), Thiago Carreri (violão e guitarras) e Thadeu Romano (acordeon) e estava cercada de expectativas. Uma chuva forte caiu hora antes do show, mas ouvir Rodrigo Zanc cantar e tocar com este time de músicos, ainda mais interpretando Dominguinhos, quem os conhece não perde nem sob dilúvio. E o Galpão do Sesc São Carlos ficou pequeno, em alguns momentos ganhou ares de CTN (Centro de Tradições Nordestinas) e o público que ocupou todos os espaços, inclusive os jardins, pode ouvir (e dançar) um belíssimo repertório para o qual solicitou não apenas mais um bis, mas insistiu no pedido mesmo com os funcionários da entidade já desplugando os instrumentos.

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806 – Tributo à Dominguinhos, na viola caipira de Rodrigo Zanc (SP), estreia em São Carlos neste mês

O violeiro Rodrigo Zanc (São Carlos/SP) estreará em 26 de fevereiro, com uma apresentação marcada para começar às 20 horas, no Sesc daquela cidade, um novo projeto por meio do qual promete aos admiradores e amigos interpretar com a mesma emoção e sensibilidade que o caracterizam clássicos do repertório de um dos maiores sanfoneiros do Brasil. Em Violas para Dominguinhos, Rodrigo Zanc promoverá a releitura de sucessos que considera “perenes da MPB” legados à cultura popular pelo conterrâneo de Luiz Gonzaga (PE) tais quais Eu só quero um xodó, De volta pro aconchego, Gostoso demais, Isso aqui tá bom demais e Lamento sertanejo. Para tornar o show ainda mais memorável, o autor do tributo contará com acompanhamento de músicos tarimbados e já acostumados com seu modo de cantar: Ricieri Nascimento (baixo e vocal); Bruno Bernini (bateria); Thiago Carreri (violão, guitarra e vocal); Gustavo Camilo (teclado e vocal); e Thadeu Romano (acordeon). 

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631- Ícone da cultura popular, parceiro de Dércio Marques e Elomar, João Bá (BA) comemora aniversário hoje

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O menino que logo que perdeu o primeiro dente teve de começar a calejar as mãos no cabo da enxada, no sertão baiano, assim que fez 12 anos também já compunha iniciando a trajetória e a obra gravada por nomes como Almir Sater e que registra parcerias com Dércio Marques e Elomar (Foto: Marcelino Lima/Acervo Barulho d’água Música)

O Barulho d’água Música não poderia baixar as portas do boteco sem registrar com a mais pura felicidade que neste primeiro de setembro transcorreu o aniversário do poeta, cantor, compositor, ator e eterno menino João Bá (Crisópolis/BA), músico dos mais admirados e queridos sobretudo porque, recentemente, não fosse o amor de amigos, familiares e fãs irmanados em uma corrente de solidariedade e fé estaríamos nesta data amargando um triste silêncio. Foram dias difíceis em meados de abril, mas do Norte ao Sul e de todas as partes do Brasil chegaram contribuições e preces evitando que a canoa dele virasse e complementando a competente intervenção cirúrgica da equipe do médico Rodrigo Quintela, do Hospital Octaviano Neves, de Belo Horizonte (MG), onde nosso bacurau cantante livrou-se dos incômodos do sistema urinário.

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Com vocês, senhora e senhores, o “poeta de caneta”: Mauri de Noronha, de Garanhuns (PE)!

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Mauri de Noronha canta com força e notável expressão poética, além de declamar, épicos e contundentes textos que retratam belezas do sertão, denunciam sem panfletarismo toda exploração e sofrimento dos povos do agreste. A poesia dele trata dos descaminhos e dos amores e mesmo quando canta ele está declamando; essa é sua essência (Foto: Marcelino Lima)

 

Em um ano de atividades completado hoje o Barulho d’água Música conheceu e esteve em contato com músicos, cantores e compositores de várias tendências, a maioria batalhando de maneira independente para conseguir gravar suas obras e por um palco onde possam tocar. São artistas que pelo talento, e também os compromissos que abraçam, já deveriam ter conquistado mais respeito e atenção, consequentemente o carinho e a admiração dos fãs — além de menor burocracia e muito mais boa vontade de quem dependem para alcançar aqueles propósitos, é claro.

Se todo artista tem de ir onde o povo está, ele precisa, também, indiscutivelmente, dos meios não apenas para chegar lá e honrar sua tarefa, mas também para dar o seu recado com o máximo de recursos e ferramentas, sem comprometer a qualidade de sua mensagem e trabalho, e gradativamente se firmar no cenário cultural em que estiver inserido.

Mauri de Noronha, cantor, compositor, poeta e exímio violonista é um exemplo entre tantos outros que estão na estrada — recorrendo a uma frase que todos entendem o que significa, buscam e já merecem seu lugar ao sol. Pernambucano de Garanhuns, há cinco anos residente em Aracaju (SE), Mauri de Noronha estará em São Paulo até outubro, estabelecido no bairro da Mooca, aguardando propostas para apresentações. Ele já viveu em Sampa (entre 1975 e 2010) e retornou agora para, entre outros objetivos, ser uma das atrações do 3º Festival de Arte Popular do Alto Tietê, atendendo ao convite do malungo e produtor cultural Déo Miranda (SE), que a exemplo do amigo também batalha para tirar do papel competentes projetos e para decolar a carreira de cantor e compositor que conduz na região de Mogi das Cruzes (SP). 

Noronha esteve no Festival em 2 de maio, no teatro Contadores de Mentira, situado em Suzano (SP). A atração principal, na ocasião, era Fernando Guimarães (MG) — que ele, Noronha, descreveu como sendo uma “escola” — mas o pernambucano cantou, declamou e interpretou músicas e poesias autorais com tamanha emoção que alcançou não apenas a imediata empatia, mas a justa simpatia junto a todo o público, deixando a impressão de que brilha mais do que suficiente para também fulgurar em outros espaços, encantar outros auditórios onde quer permitam que ele vá e assim aumentar (ou começar a angariar) seu cordão de fãs.

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João Bá: o menino está de volta e desafia o zumbi que veio por aqui zanzar querendo levá-lo para o lado de lá da lagoa

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João Bá em sua apresentação no distrito de Barão Geraldo (Campinas/SP): há pouco ele travou uma luta quase desigual com a coisa feia, mas a fibra de sertanejo aliada às preces, à prontidão e à fé de seus filhos, amigos e seguidores o ajudaram a livrar-se da mais forte das assombrações e colocaram-no mais uma vez no palco (Foto: Marcelino Lima)

 

O público que compareceu ou estava na Praça do Coco, no distrito de Barão Geraldo, em Campinas (SP), no sábado, 23 de maio, presenciou uma animada e emocionada apresentação do cantor e compositor João Bá (Crisópolis/BA). Somente há dois meses João Bá passara por uma delicada situação que por pouco não o levou para a outra margem da lagoa, o que deixaria muitos fãs e amigos pelo Brasil espalhados não apenas órfão de mais um mestre, como de um irmão mais velho que por sua sempre irreverência e espírito de menino irrequieto, além claro, de sua magnifica obra discográfica e artística (ele também é poeta e ator) já desfruta de um merecido lugar no coração e na crítica dos que batalham, como ele, pelo respeito às tradições e valorização da cultura popular. É tal qual um Hermeto Pascoal, um Heitor Villa Lobos, um Velho Lua, o malungo Elomar. A cirurgia que o livrou de um incômodo problema do sistema urinário no alto dos seus mais de oitenta anos foi bem sucedida, mas melhor ainda que a zelosa e delicada intervenção médica em Belo Horizonte (MG) foi o carinho e a prontidão de seus muitos seguidores e filhos que se mobilizaram em uma ciranda de orações, bons fluídos e contribuições financeiras pelo país afora para devolver o mais possível para ele toda sua energia e bem estar contra esta que foi uma luta desigual, mas que por hora dobrou a mais implacável das assombrações.

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Deo Miranda, Mauri Noronha e Fernando Guimarães dividem palco em Suzano em evento do Festival do Alto Tietê (SP)

Os músicos Déo Miranda (SE), Mauri Noronha (PE) e Fernando Guimarães (MG) foram atrações do projeto Cantoria de Todos os Cantos, atividade do 3º Festival de Arte Popular do Alto Tietê, e fizeram marcantes apresentações na noite de sábado, 2 de maio, no Teatro Contadores de Mentira, situado em Suzano (SP). Deo Miranda, sergipano residente em Mogi das Cruzes e produtor do Festival, fez a abertura dos shows cantando ao violão músicas de sua autoria, como Navio Negreiro, e homenageou Elomar Figueira de Melo com Puluxia das Sete Portas.

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