1165- Kuarup lança “Canta Inezita”, álbum que homenageia Rainha da Música Caipira

Consuelo de Paula, Maria Alcina, As Galvão e Cláudio Lacerda interpretam 15 clássicos eternizados na voz da dama da viola,  a imortal Inezita Barroso

Ontem, 8 de março, data dedicada ao Dia Internacional da Mulher, completaram-se quatro anos da morte de Inezita Barroso — apenas quatro dias depois de ela ter completado 90 anos de vida.  Em homenagem à data global e para reverenciar a memória e a obra da Rainha da Música Caipira, o selo Kuarup lançou nas plataformas digitais e nas lojas Canta Inezita, aproveitando o espetáculo gravado ao vivo reunindo intérpretes de diferentes estilos e gerações no teatro do SESC Santo André, em São Paulo, nos dias 17 e 18 de agosto de 2018, com sucessos da apresentadora do programa Viola Minha Viola, cantora, atriz, violonista, professora e folclorista, uma das principais personagens da história da música popular brasileira. O álbum, gentilmente enviado à redação pela Kuarup, pelo qual mais uma vez agradecemos ao amigo Rodolfo Zanke e equipe, foi o escolhido para as tradicionais audições aos sábados pela manhã neste dia 9 de março aqui no Barulho d’água Música.

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1127 – Novo álbum de Arthur Noronha (GO) já está disponível em streaming e explora lado oculto da viola caipira

Viola Cancioneira, que sucederá o excelente De tudo de mim , alia as composições do jovem músico e traços de artista plástica goiana com quatro diferentes afinações e violas para realçar o passeio pelo mundo das lendas

O cantor, compositor e violeiro Arthur Noronha, jovem talento da região Centro-Oeste do Brasil que nasceu e reside em Goiânia (GO), com bala na agulha para ter logo menos seu nome consagrado entre os maiorais do país que tocam o instrumento, está prestes a lançar seu novo álbum, Viola Cancioneira, que sucederá o excelente De tudo de mim e já pode ser ouvido em plataformas de streaming. O primeiro disco, tema da atualização 1058 do Barulho d’água Música (1º de maio de 2018), reúne 11 faixas, das quais apenas a que fecha o trabalho, Viola Destoada, não é cantada. Já o novo, com 10, é totalmente instrumental e revela o quanto Arthur Noronha é fera tanto na arte de compor, quanto na do ponteio das cordas.

O músico emprega em Viola Cancioneira quatro violas e recorre a quatro afinações diferentes (Rio Abaixo/Boiadeira/ Cebolão em E/Cebolão em D) com a intenção de ir além de apenas gravar mais um disco. Apoiado nas músicas e em elementos como as imagens do encarte, Arthur e seus amigos músicos trazem à luz (com o perdão do trocadilho!) um projeto artístico com primorosos elementos gráficos, dedicado aos amantes da viola caipira instrumental.  A proposta é explorar o misticismo que há por trás da viola, o lado dela que penetra os terrenos do oculto e do cinematográfico, com reforços do baixo elétrico e acústico de Sardinha, da percussão de Sinho e do violão aço de Túlio César.

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1125 – Brasil perde Badia Medeiros, mestre folião, de catira e violeiro de Minas Gerais

Natural de Unaí (MG), o premiado músico era apaixonado pelo instrumento desde os 8 anos, também tocava violão e sanfona e fez seu último espetáculo em São Paulo há duas semanas, ao lado de Manelim  e Paulo Freire

A cultura popular do país, em especial o universo da viola caipira, está de luto mais uma vez desde a madrugada do sábado, 3/11, quando desencarnou Badia Medeiros, em Formosa, cidade de Goiás. Capitão de Folia do Divino, além de exímio dançador de catira e lundu, mestre Badia, como era reconhecido no meio entre outros expoentes por discípulos dos quilates de Roberto Corrêa e Paulo Freire — que com ele tiveram larga convivência e participaram de inúmeros projetos — estava com 78 anos. O Barulho d’água Música fez várias pesquisas antes de redigir esta atualização, mas entre as escassas informações a respeito de Badia Medeiros nada encontrou sobre sua morte, decorrente de um infarto que sofreu devido a complicações durante uma cirurgia, em Brasília (DF). Os dados sobre a biografia dele, por sinal, além de parcos, são bastante antigos, o que fica evidente sempre que nos deparamos com o dever do ofício de noticiar a partida de um artista do povo, que faz carreira fora dos circuitos comerciais: a imprensa, em geral, e o mercado do entretenimento, vivem apartados, de costas para nossas tradições e os protagonistas que levantam e empunham suas bandeiras, o que é lamentável não apenas para as gerações presentes, mas para as futuras, que não têm e ficarão vazias de referências sobre seus agentes e correm o risco de viver em um país cada vez mais sem memória e com sua múltipla identidade empobrecida e generalizada.

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1040 – Alesp entrega em 6 de abril dez troféus e diplomas aos indicados para o 2º Prêmio Inezita Barroso

Premiação atende a Projeto de Lei do deputado estadual Marcos Martins, que também concedeu título de cidadã osasquense à Rainha da Viola Caipira e transformou Osasco na capital estadual do instrumento

Por Marcelino Lima, com Cláudio Motta Júnior

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) entregará na manhã da sexta-feira, 6 de abril, as homenagens aos dez indicados para receber o Prêmio Inezita Barroso, criado após aprovação do Projeto de Resolução 31/2015, de autoria do deputado estadual Marcos Martins (PT), para valorizar a cultura caipira de raiz e qualquer forma de arte popular que a complemente. O Prêmio começou a ser distribuído em 2017 e neste ano de sua segunda edição recebeu 25 indicações e uma autoindicação. “Eu gostaria que todos os apresentados fossem contemplados, mas o texto da lei fala  que podemos premiar apenas dez”, afirmou Marcos Martins. Quando exercia mandato de vereador na Câmara Municipal de Osasco, Martins concedeu em 10 de fevereiro de 2004 a Inezita Barroso o título de cidadã osasquense e é autor do Projeto de Lei estadual que em 2007 transformou a cidade na Capital da viola caipira.

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931 – Após “uma surra boa”, Vento Viola (MG) encerra dezesseis anos de silêncio e lança “Em Nome do Vento”

O acervo fonográfico do Barulho d’água Música recebeu, recentemente, mais um considerável reforço: o álbum Em Nome do Vento, do grupo sul-mineiro de Itajubá Vento Viola, entregue por um dos seus integrantes, o jornalista do Correio Popular (Campinas/SP) Clayton Roma. O disco é o segundo do quarteto que além de Roma é formado por César Dameire, Lúcio Lorena e Aidê Fernandes, e foi lançado em dezembro de 2016, sucedendo Viola de Todos os Cantos (2000), que conta com a participação do violeiro Levi Ramiro e é considerado entre os amantes da música regional e caipira uma verdadeira relíquia por não dispor mais de cópias. Em Nome do Vento reúne 13 faixas e conta com as participações em três delas de Ronaldo Chaplin (Cheiro de Minas), João Lúcio (Amo Minas) e Adriano Rosa (Pinho e Violeiro). Abaixo, em entrevista ao portal Música à Vista, concedida a Ronaldo Faria, Clayton Roma fala, entre outros assuntos correlatos, sobre a produção do novo álbum destacando que “no primeiro disco a gravadora não interferiu no trabalho, mas corrigiram arranjos e fizeram a direção que acharam do jeito que tinha de fazer. Mas, neste segundo, foi o jeito do Vento Viola. Nós concluímos esse e já estamos com a cabeça no próximo. Afinal, música é o que não falta!”

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929- Pedro Antônio retorna a São Paulo e lança “Plantação de Estrelas” no Sesc Belenzinho

Pedro Antônio será a atração do Projeto Música Raiz da unidade Belenzinho do Sesc da cidade de São Paulo na noite de domingo, 9 de abril, a partir das 18 horas, quando lançará Plantação de Estrelas, seu segundo álbum solo. Como convidados, ele receberá Tadeu Franco, Lula Barbosa e o irmão Antônio Galba; Jica Thomé (percussão) e Pratinha Saraiva (flauta) completarão o time de músicos responsáveis por apresentar à plateia tanto as composições do novo disco, quanto músicas do anterior, Carta ao Velho Rosa, além de temas gravados pelos grupos Mina das Minas e Terramérica. Com passagens pela Europa e por São Paulo, o cantador e compositor hoje mora em Uberlândia, cidade do Triângulo Mineiro na qual coordena Pedro Antônio convida, projeto no qual recebe expoentes da música regional brasileira.

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Em Araraquara (SP) cala-se a segunda voz do Duo Glacial: menos de um mês depois de Ana, morre Miguel Cervan

duo glacial
Duo Glacial, com Inezita Barroso, em uma das edições do Viola, Minha Viola: o nome da dupla que imortalizou a toada clássica Poeira é sugestão de José Fortuna

A data de hoje, 13 de junho, era para ser apenas de alegria, por ser de louvor a Santo Antônio, o primeiro do trio festejado em junho, mas o transcorrer deste dia não está sendo nada feliz. Depois de registrar a passagem ao andar de cima do músico e compositor Fernando Brant, cumpre ao Barulho d’água Música publicar mais este texto de luto e de pesar, agora sobre a morte de Miguel Cervan, em Araraquara (SP), também na sexta-feira, 12. Miguel formou com a irmã, Ana, uma das duplas mais simbólicas e queridas do cancioneiro rural, o Duo Glacial. A morte decorreu de uma série de infartos que se iniciou ainda em casa e prosseguiu no Hospital Beneficência Portuguesa, da Morada do Sol. Ele tinha 79 anos e, por aqueles fatos que apenas a vida (ou a morte explica), perdera Ana pela mesma causa (paradas cardíacas agudas, associadas a suspeita de dengue e infecção urinária) há menos de um mês, em 19 de maio. Na ocasião, Miguel já passava por tratamentos e era Ana quem zelava pela saúde do irmão.  

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Inezita Barroso recebe homenagens de mais de 50 artistas na Sala São Paulo, e de filha de Mario Zan em São Carlos (SP)

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A folclorista Inezita Barroso esteve 34 anos à frente do programa Viola, Minha Viola e por sua contribuição à cultura popular, como rainha da música caipira, vai receber homenagem de mais de 50 artistas em São Paulo (Foto: Cleones Ribeiro-Arquivo-Portal SESCSP-Fotos Públicas)

 

O Barulho d’água Música vai acompanhar nesta segunda-feira, 8, na Sala São Paulo, situada no bairro dos Campos Elíseos, em São Paulo, o tributo a rainha da música caipira e folclorista Inezita Barroso, que morreu em 8 de março, apenas quatro dias após completar 90 anos.  Ivan Lins, Renato Teixeira, Renato Borghetti e o CoralUSP estão entre as mais de 50 atrações confirmadas para o especial Inezita – Quanta Saudade Você Me Traz,  com gravação da TV Cultura, emissora na qual Inezita se destacou como apresentadora do programa Viola Minha Viola, um dos mais admirados do gênero,  do qual esteve à frente por 34 anos, o que faz dele o mais antigo programa de música da TV brasileira. 

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Levi Ramiro e Paulo Freire: parabéns duplo ao som das cordas de dois mestres da viola caipira aniversariantes de hoje

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Levi Ramiro e Paulo Freire são dois gênios da viola caipira e baluartes da preservação do gênero, um dos mais autênticos da nossa cultura popular (Foto: Marcelino Lima/Sesc Campo Limpo/jul.2014)

Vai ouvindo, vai ouvindo, amigo, seguidor: ambos são considerados mestres na arte de tocar e tratar a viola caipira e, com certeza, seus nomes já se emparelharam no firmamento aos dos consagrados Tião Carreiro, Renato Andrade, e Gedeão da Viola, entre outros virtuoses das dez cordas;

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Público paulistano assistirá três apresentações de Olhos d’água, do cantor e compositor Cláudio Lacerda (SP)

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Claúdio Lacerda, observado por Herodoto Barbeiro e por Thadeu Romano: projeto Olhos d’água aborda o tema que está na pauta de todos os debates ambientais do momento: a crise hidríca

 

O cantor e compositor Cláudio Lacerda (SP) participou recentemente do quadro Talentos, apresentado pelo jornalista Herodoto Barbeiro no encerramento do telejornal da Record News, emissora do grupo Record, cuja sede fica em São Paulo. Cláudio Lacerda esteve acompanhado pelo acordeonista Thadeu Romano e cantou para os telespectadores e internautas que sintonizaram os canais abertos  e online músicas do repertório do projeto Olhos d’água.  Por meio deste espetáculo, ele procura sensibilizar e estimular o público a retomar a relação fundamental de respeito aos nossos mananciais, assegurando o bem estar das próximas gerações, sobretudo neste momento de grave crise hídrica.

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