1074 – Colabore para o lançamento de “Anambé”, disco de estreia de Grazi Nervegna (SP)

Álbum terá direção artística de Consuelo de Paula e musical de João Arruda e Carlinhos Ferreira

Marcelino Lima

A cantora e compositora paulistana Grazi Nervegna está prestes a lançar Anambé, o primeiro álbum de sua carreira, que planeja ter pronto em setembro. As gravações e outras fases do processo de produção já estão na fase final e, agora, para cobrir parte dos custos de prensagem, Grazi promove pela plataforma Catarse uma campanha de pré-venda do disco que ficará aberta até 1 segundo antes de começar o dia 12 de julho (23h59m59s de 11 de julho), cujas contribuições partem de R$ 35,00 e serão recompensadas de diversas maneiras, incluindo o Mecenato cultural1. As colaborações poderão ser parceladas em até seis vezes e os detalhes para aderir podem ser conferidos pelo endereço https://www.catarse.me/cd_anambe_grazinervegna.

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1030 – Consuelo de Paula homenageia Dia Internacional da Mulher com Bibianas, no Teatro da Rotina (SP)

A cantora, compositora e poetisa Consuelo de Paula (MG) estará de volta ao aconchegante Teatro da Rotina em 9 de março, quando, a partir das 21 horas, apresentará Bibianas, show com o qual marcará a passagem do mês dedicado ao gênero e o Dia Internacional da Mulher, que transcorrerá na véspera, em 8 de março. Bibianas será, ainda, o terceiro concerto da série que Consuelo batizou como Movimentos do amor e de lutaO primeiro ato, Movimentos do amor e da luta, e o segundo, Chamamento, também tiveram como palco o teatro paulistano situado na rua Augusta, 912 (veja Serviço).

Bibianas é um encontro entre Consuelo de Paula e parceiras de composição, algumas das quais convidará para acompanhá-la. Voz, violão e instrumentos de percussão compõem a tríade mágica e completam o canto pleno, personalizado e profundo que possibilitam à mineira de Pratápolis envolver o público a cada nova canção. Neste show, além de canções autorais e algumas interpretações de outros autores que farão a ponte entre uma parceria e outra – incluindo a recente Valsa para Mathilde, com Adoniran Barbosa e Copinha — estarão em destaque muitos ritmos brasileiros.

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1028 – América 4 lança em Vila Velha (ES) álbum comemorativo aos 30 anos de estrada

O Grupo América 4 está com novo álbum concluído e convida admiradores e amigos para o lançamento que marcará 30 anos de trajetória independente em defesa de culturas de povos latino-americanos como os guaranis, os aymaras e os mapuches. O concerto de estreia, com entrada franca, está marcado para a sexta-feira, 9 de março, a partir das 20 horas, no Teatro de Vila Velha, uma das mais importantes cidades do Espírito Santo, distante cerca de 180 km da Capital, Vitória, para quem escolhe viajar pela BR 101.  O América 4 tem embriões tanto no Estado capixaba, quanto no vizinho Minas Gerais, onde viviam na década de 1980 os músicos já de larga experiência e trajetórias artísticas oriundos do Brasil , da Bolívia, da Argentina, do Peru, do Uruguai, de Honduras e da Venezuela, entre eles Jorge Tobi Gil, com o qual o Barulho d’água Música mantém estreito contato. É em Vila Velha que está estabelecido o trabalho de resistência musical que encanta o público combinando as sonoridades de instrumentos típicos — alguns artesanais — como  zampoña, toyo, quenacho, charango, casaca, bombo legüero, tambores de Congo e tambores de Maracatu, entre outros, que dão ao América 4 uma identidade própria no cenário da cultura latino-americana. Continue Lendo “1028 – América 4 lança em Vila Velha (ES) álbum comemorativo aos 30 anos de estrada”

1003 – Graziella Nervegna apresenta “Revoada”, show com canções inéditas e de disco que terá direção de Consuelo de Paula

Para quem não esticará até uma praia ou cidade do Interior e ficará de “bobeira” por Sampa e região metropolitana durante o próximo “feriado prolongado”, o Barulho d’água Música passa a visão: prestigie  a cantora e compositora Graziella Nervegna,  paulistana com alma de artista gerada nas montanhas de Minas Gerais, mais exatamente no bucólico distrito de Monte Verde, situado no município de Camanducaia. As temporadas de férias que Graziella passou aos pés das Pedras Redonda e Partida, do Chapéu do Bispo e do Pico do Selado aproveitando os ares serranos e de clima europeu para brincar e caminhar por trilhas e em matas deixaram gravados em sua alma as sensações e os perfumes da Natureza, experiências que somadas ao contato com a terra, aos momentos de amizade e de liberdade, aos costumes e à musicalidade do povo mineiro resultaram no repertório de Anambé  disco de estreia para o qual levou muitas das composições daquele período, além de canções de outros autores, e base do show Revoada marcado para o sábado, 4 de novembro, a partir das 15 horas, no Auditório Souza Lima, situado no bairro Paraíso, zona Sul de São Paulo, sem cobrança de entrada, com a participação do pianista, acordeonista e compositor Guilherme Ribeiro.

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937 – Ana Paula da Silva (SC) apresenta “Miudinho” em São José dos Campos e em São Paulo

Ana Paula da Silva, compositora e cantora catarinense de Joinville, finalista em duas categorias do Prêmio Profissionais da Música (PPM), estará em São Paulo para três apresentações entre 21 e 23 de abril, quando brindará o público de São José dos Campos e da Capital. Tanto no município do Vale do Paraíba, quanto em Sampa, Ana Paula da Silva estará acompanhada pelo pianista Fábio Leandro, protagonizando o show Miudinho.

Intérprete e produtora de sua obra e de outros projetos culturais, Ana Paula da Silva já completou 20 anos de carreira, período no qual lançou e produziu seis álbuns, um songbook e realizou shows e turnês no Brasil e no exterior. Em seus álbuns conta com a presença de músicos como Robertinho Silva, Beto Lopes, Arnou de Melo, Davi Sartori, Toucinho, Mário Sève, Toninho Ferragutti, Wolfgang Muthspiel, Karl Hodina, Bertl Mayer, Martin Reiter, Cláudio Jorge, e Chico Saraiva entre outros. Ela também compartilhou shows e turnês com Leny Andrade, Elza Soares e Toninho Horta e atuou como integrante do Joe Zawinul Syndicate, Martin Reiter Group e com Alegre Corrêa Group.

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919 – Morre em Paris o cantor e compositor Ángel Parra, filho de Violeta Parra

A música chilena sempre foi respeitada e conhecida dentro e fora do país e do continente como um bastião de resistência política e de engajamento em várias lutas sociais, notadamente nos anos em que se combateu a feroz ditadura de Augusto Pinochet, general que em 11 de setembro de 1973 liderou o golpe que destituiu e matou o presidente democraticamente eleito Salvador Allende. Ángel Parra, uma das vozes que se levantou contra o estado de exceção urdido e estabelecido com apoios dos Estados Unidos e de grupos terroristas de direita logo se viu detido no campo de concentração de Chacabuco, de onde apenas saiu para o exílio, forçado por Pinochet.  Àquela época com 30 anos, o cantor e compositor filho da icônica Violeta Parra, primeiramente, estabeleceu-se no México, que o acolheu por três anos. Em 1976, Ángel se transferiu para França, lá permanecendo até sábado, 11, quando um câncer que se espalhou a partir dos pulmões o calou em Paris, aos 73 anos.

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912 – Conheça o canto vigoroso e a viola bem tocada de Estrada Afora, álbum de estreia de Jackson Ricarte

O violeiro, cantor e compositor Jackson Ricarte enriqueceu o acervo de discos do Barulho d’água Música com exemplares do primeiro álbum da carreira, Estrada Afora, lançado em novembro de 2016 em plataformas digitais, com distribuição pela Tratore e que ainda no primeiro semestre deste ano terá show de lançamento na cidade de São Paulo, capital do Estado no qual desembarcou há 20 anos oriundo de Senador Pompeu (CE).  As 13 faixas de Estrada Afora, das quais uma é a instrumental Cearando na Viola (#10) são canções inéditas de autoria de Ricarte e de amigos compositores dele tais quais Aidê Fernandes, Braga, Cícero Gonçalves, Luís Avelima, Levi Ramiro e João Evangelista Rodrigues. Repletas de musicalidade brasileira, elas transitam entre a cultura caipira paulista e ritmos nordestinos, repertório que fica ainda mais mestiço com as participações especiais de Dani Lasalvia, Cícero Gonçalves, Katya Teixeira, Ruthe Glória e Socorro Lira. Com direção musical dos também violeiros Levi Ramiro e Ricardo Vignini (ambos também lançando álbuns novos, respectivamente Purunga e Rebento, que em breve serão contemplados com matéria neste blogue), Estrada Afora já conta com dois destaques nas plataformas digital da Napster e Tidal. Continue Lendo “912 – Conheça o canto vigoroso e a viola bem tocada de Estrada Afora, álbum de estreia de Jackson Ricarte”

910 – Músicos da Argentina, do Brasil e do Chile protagonizam show de encerramento do III Encontro Nacional do Circuito Dandô

Katya Teixeira, João Arruda, Rodrigo Zanc e o Duo Flor de Maracujá (SP)*; Sol Bueno, Erick Castanho, Marcelo Taynara, André Salomão, Nádia Campos, Ana F., Ricardo Rodrigues, Adriano Bianchini, Letícia Leal, João Mendes Rio (MG); Giancarlo Borba, Cardo Peixoto, Cristiano Nunes, Mara Muniz, Roberto Pohlmann (RS); Isabela Rovo, Victor Batista, Cabocla Inez, Pedro Vaz, Milla, Franklin Borges, Rosa Barros (GO); Oswaldo Rios (PR); e Maryta de Humauaca, Marina Luppi, Anália Garcetti (Argentina) e Cecilia Concha-Laborde (Chile) vão subir ao palco do Teatro Experimental de Uberaba (MG) neste sábado, 18, a partir das 20 horas, para protagonizarem o espetáculo de encerramento do III Encontro Nacional do Dandô Circuito de Música Dércio Marques e I Encontro Latino Americano. Os dois eventos simultâneos estão transcorrendo desde a quarta-feira, 15, na Casa do Folclore, situada na mesma cidade do Triângulo Mineiro, onde os músicos, acolhidos pelo anfitrião, o empresário Gilberto Rezende, planejam a temporada do quinto ano consecutivo do projeto concebido por Katya Teixeira.

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861- Conheça Soledad Bravo, espanhola radicada na Venezuela cuja voz ecoa contra governos tiranos, exalta a democracia e a liberdade

O Barulho d’água Música apresenta hoje, baseado em biografia escrita pela jornalista Ivonne Attas, Soledad Bravo, cantora e compositora que nasceu em Logroño, capital da província e comunidade autônoma de La Rioja (Espanha) e que junto com os pais, perseguidos pela ditadura de Francisco Franco, precisou pedir asilo político à Venezuela, em 1943, adotando, então, o país sul-americano como sua pátria.  A condição de filha de imigrantes com toda bagagem de sonhos e esperanças deixados para trás devido ao exílio configurou sua postura frente à vida e a vocação social que manifesta por meio de sua poética e do seu canto. Escolheu cantar por compromisso social e se entrega com paixão à defesa de causas que considera justas pela melhor convivência e liberdade em sociedade.

 

Acolhida na nova terra, estudou Arquitetura na Universidad Central de Venezuela (UCV). Durante o período como estudante, revelou-se revolucionária de ideário esquerdista, perfil que marca suas primeiras canções, impregnadas do sentimento de busca por justiça social que, à época, acreditava que se poderia instituir apenas por um processo socialista. Por esta forma de pensar, ganhou a simpatia do líder da revolução de Cuba (1959) Fidel Castro e a admiração de cantores cubanos como Silvio Rodríguez e Pablo Milanés, dos quais se aproximou; simultaneamente, na Venezuela, cercou-se de artistas como Alí Primera que professavam seu credo ideológico, no plano interno e em âmbito internacional. Sofía Imber a descobriu e a convidou para o programa de televisão que apresentava: no ar, ao violão, Soledad Bravo causou imediatamente impactos favoráveis e conseguiu abrir as portas para uma carreira de sucesso já solidificada pelo lançamento desde então de cerca de 40 discos.

Com a queda do general que dominava a Espanha (1976), regressou ao país europeu e assumiu o papel de cantora mais famosa e engajada do processo de transição, chegando a gravar um álbum com o poeta Rafael Alberti. De volta à Venezuela, mantém-se comprometida com causas justas, porém como tantos intelectuais para os quais o projeto ideológico abraçado anteriormente resultou em utopia, coloca-se abertamente contra o modelo socialista inaugurado na Venezuela por Hugo Chávez,  depois de morto sucedido por Nicolás Maduro. Soledad continua a cantar canções de Pablo Milanés e Silvio Rodríguez, por exemplo, como fez ao brindar recentemente estudantes em Aula Magna da UCV defendendo a própria autonomia e os presos políticos hoje em cárceres venezuelanos sem acesso ao processo e sem direito à digna defesa.

Comenta-se que o atual modo de pensar de Soledad Bravo derivaria do seu casamento com Antonio Sánchez García, formado em História e Filosofia na Universidad de Chile, país onde ele nasceu. Antonio é autor de livros considerados importantes sobre a ditadura e a democracia. Em entrevistas para emissoras de rádio e de televisão, costuma rechaçar todo regime autocrático, ditatorial e de corte esquerdista e militarista. Soledad Bravo, entretanto, segue amada na Venezuela e comovendo públicos de várias gerações,  que a aplaudem quando canta músicas de protesto e por ter sabido como trocar o discurso político sem rasgar o ideário de valores que empunhou quando jovem e já contestadora.

soledad

Um dos álbuns mais marcantes nesta linha de pensamento e de atividades de Soledad Bravo é a coletânea de músicas do período entre 1968 a 1975, Cantos Revolucionários da America Latina. Naqueles anos quase todos os países da América do Sul estavam sob as botas de atrozes governos, apoiados por interesses sobretudo ianques, mergulhados em regimes de tirania e exceção e que no Brasil, por exemplo, ficou conhecido por “anos de chumbo”. A adoção de ferrenha censura e a perseguição aos opositores eram das mais rígidas medidas de controle das massas, mas Soledad Bravo, com sua poderosa voz e associando cantos folclóricos a letras de protestos, alcançou popularidade em todo o continente ao encarar as ditaduras latino-americanas. Entre as faixas de Cantos Revolucionários, por exemplo, há homenagens aos poetas Federico Garcia Lorca e a Pablo Neruda, ao presidente Salvador Allénde, (deposto por golpe no Chile, em 1973); encontra-se Hasta Siempre (dedicada a Che Guevara, de Carlos Puebla); Su Nombre pode ponerse em versos (de Félix Pita Rodríguez e Pablo Milanés, para Ho Chi Minh, revolucionário e estadista vietnamita); Porqué los pobres no tienen (Violeta Parra); Parabién a La Paloma (que o Tarancón gravou em seu disco Gracias a la vida); Pobre del cantor (Pablo Milanés); e Santiago del Chile (Silvio Rodriguez). Outro destaque é  Grilheiro vem, pedra vai (Rafael de Carvalho), que ela canta em português.

Baixe Cantos Revolucionários de http://nomadesemfronteira.blogspot.com.br/2016/04/soledad-bravo-cantos-revolucionarios-de.html

Mirian Mirah

857 – Galeria do Sr. Brasil entroniza Dércio Marques (MG) ao lado de músicos notáveis como Noel Rosa e Tom Jobim

Estandarte com a imagem de Dércio Marques foi entronizado ao lado de outros de expoentes da música brasileira de qualidade que decoram as paredes laterais à plateia e ao palco do teatro do Sesc Pompeia, situado em São Paulo, no qual transcorrem as gravações do programa Sr. Brasil, capitaneado por Rolando Boldrin. O querido apresentador sempre gosta de contar ao público antes de começar a receber os convidados a razão pela qual — em trabalho conjunto com sua produção, que tem à frente a esposa, Patrícia Maia, e ainda o sobrinho, Lenir Boldrin — decora o ambiente com as bandeirolas remissivas às congêneres de festas santificadas e relembra fatos e dados sobre a biografia dos homenageado. Boldrin comenta que alguns daqueles artistas que formam o altar póstumo “partiram antes do combinado”, salienta que todos deixaram lacunas e que todos, independentemente do estilo ou vertente musical que representavam, contribuíram de forma irrefutável à cultura popular e à preservação de tradições brasileiras. E antes de dar o “ok” para que entre a primeira atração da noite, pede humildemente aos ídolos que abençoe os trabalhos e todos os envolvidos.

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