Barulho d'Água Música

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934 – Autor de Catamarã e lithos, multi-instrumentista André Siqueira é um dos finalistas do PPM 2017

O compositor, arranjador e multi-instrumentista André Siqueira, natural de Palmital (SP), atualmente radicado em Londrina (PR), é um dos finalistas do Prêmio Profissionais da Música (PPM). Caso consiga superar os concorrentes e fature no final deste mês o troféu de Melhor Artista da categoria Instrumental, o músico espera conseguir maior projeção para sua obra em cuja carreira solo se destacam dois álbuns. O mais recente, Catamarã, de 2016, deriva de bem-sucedida campanha virtual (crowdfunding) para financiá-lo. O disco é composto por nove faixas, conta com apresentação de Egberto Gismonti e uma regravação de Chovendo na Roseira (Tom Jobim). Nesta semana, Catamarã passou a fazer parte do acervo do Barulho d’água Música ao lado de lithos, o primeiro do músico doutorado em Ciências Sociais pela Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) com a tese A sonata de Deus e o diabolus: nacionalismo, música e o pensamento social no cinema de Glauber Rocha.

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857 – Galeria do Sr. Brasil entroniza Dércio Marques (MG) ao lado de músicos notáveis como Noel Rosa e Tom Jobim

Estandarte com a imagem de Dércio Marques foi entronizado ao lado de outros de expoentes da música brasileira de qualidade que decoram as paredes laterais à plateia e ao palco do teatro do Sesc Pompeia, situado em São Paulo, no qual transcorrem as gravações do programa Sr. Brasil, capitaneado por Rolando Boldrin. O querido apresentador sempre gosta de contar ao público antes de começar a receber os convidados a razão pela qual — em trabalho conjunto com sua produção, que tem à frente a esposa, Patrícia Maia, e ainda o sobrinho, Lenir Boldrin — decora o ambiente com as bandeirolas remissivas às congêneres de festas santificadas e relembra fatos e dados sobre a biografia dos homenageado. Boldrin comenta que alguns daqueles artistas que formam o altar póstumo “partiram antes do combinado”, salienta que todos deixaram lacunas e que todos, independentemente do estilo ou vertente musical que representavam, contribuíram de forma irrefutável à cultura popular e à preservação de tradições brasileiras. E antes de dar o “ok” para que entre a primeira atração da noite, pede humildemente aos ídolos que abençoe os trabalhos e todos os envolvidos.

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850 – Joaci Ornelas (MG) lança álbum que evoca tradições e hábitos do lugar onde o dia chega mais cedo e o céu quase nunca escurece

O músico, compositor, violeiro e cantador Joaci Ornelas (Salinas/MG) está convidando amigos e admiradores residentes em Belo Horizonte (MG) e cidades da região para prestigiarem o concerto inaugural de No dizer do sertão, marcado para 15 de abril, a partir das 20h30. O álbum, segundo da carreira de Joaci Ornelas, será lançado na Sala Juvenal Dias no Palácio das Artes, onde trará pela primeira vez ao público o resultado de pesquisas, vivências e participações em atividades culturais de tradição de mestres violeiros, tocadores e foliões em comunidade rurais no vale do São Francisco que balizam o trabalho de composição do autor.

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833 – Dose dupla de música e prosa boas: Wilson Dias e o xará Teixeira cantam em Campinas e Capital para públicos do Sesc

Se uma apresentação regada a viola caipira costuma agradar, duas tendem a ser bem melhor, ainda mais se os repertórios dos protagonistas, ambos Wilson, puderem ser apreciados de graça. Sorte em dobro, portanto, reservada ao público do Sesc paulista, que poderá curtir no domingo, 20, o mineiro Wilson Dias, em Campinas, a partir das 10 horas, e o paulista Wilson Teixeira, na unidade Vila Mariana, em São Paulo, a partir das 16h30. Dois dos mais bem conceituados músicos das vertentes caipira e regional, o primeiro será atração do projeto que oferece, gratuitamente, um típico café de roça enquanto a plateia degusta canções temperadas com causos dos mais prosaicos. À tarde, com cardápio não menos saboroso, fãs e amigos do protagonista relembrarão clássicos de Tonico e Tinoco.

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824 – Pereira da Viola (MG) recebe amigos e admiradores para lançamento de álbum no qual compila sucessos de 20 anos de trajetória

Uma viagem musical em composições, parcerias e andanças pelo país, expressa por meio de repertório que inclui, aglomera e extrapola a diversidade da música de raiz, aumentando a visibilidade da criação artística de Minas Gerais e contribuindo para o enriquecimento e divulgação das artes, lendas e crenças dos povos mineiro e brasileiro. É com este chamamento que Pereira da Viola, um dos mais aclamados violeiros do país, está convidando amigos e admiradores para o “truvejo” que protagonizará ao lado da banda que o acompanha e vários companheiros de estrada neste sábado, 5 de março, no palco do Teatro Sesc Palladium, situado em Belo Horizonte (MG). Na ocasião, Pereira da Viola lançará o álbum em DVD Incelente Maravia – 20 anos, a partir das 21 horas. Quem tiver a oportunidade de prestigiar pode anotar que desfrutará de uma mescla de composições próprias e músicas da tradição oral e um show extremamente alegre e divertido, bem ao estilo do sempre sorridente e simpático Pereira da Viola e sua preciosa viola.

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817- Contribua para a gravação de “Catamarã”, segundo álbum do multi-instrumentista paulista André Siqueira

Compositor, arranjador e multi-instrumentista, André Siqueira está promovendo campanha virtual para lançar Catamarã, seu segundo álbum, que trabalha com novas linguagens no universo da música brasileira, a partir de improvisações e de arranjos para sopros, cordas e percussão. O repertório se desenvolve flertando com as técnicas composicionais da música do século XX e a cultura popular brasileira de matriz rural. Uma tentativa de releitura do modernismo da década de 1920, mas, também, uma busca de atualização da corrente nacionalista. O projeto busca, na utilização da cultura popular brasileira de matriz rural, deixar transparecer a vivacidade de nossa música.

A característica fundamental das suas composições é a fusão de timbres e linguagens, da música erudita contemporânea e da música popular. Seu primeiro álbum lithos, já trouxera um rico mosaico de timbres que foram tecidos a partir de pesquisas sobre materiais e técnicas da música do século XX, aplicadas aos gêneros da música brasileira. Esta fusão de timbres e estilos tem representado uma faceta importante da música instrumental feita no Brasil.

Estes conceitos (timbre, improvisação e abertura) são moldados como meio de concretizar por meio da música instrumental, ideias e conceitos resultantes da pesquisa de mestrado de André Siqueira, na qual desenvolveu os conceitos acima expostos na obra do compositor italiano Giacinto Scelsi. Com esta ação, pretende-se facilitar o acesso do público à música instrumental a partir de um conhecimento derivado de outras áreas que, tangenciando a performance, apontam para uma busca sonora na qual o cruzamento entre a arte contemporânea “erudita” e a cultura popular mostram-se próximas, interligadas e abertas a novos tipos de experimentações.

A campanha para a captação dos recursos mínimos necessários estará aberta até 18 de abril e as colaborações partem de R$ 50,00. Para cada valor depositado há uma respectiva recompensa que poderá ser desde agradecimento em redes sociais pelo apoio, mais um exemplar do Catamarã autografado, até um show em quarteto, com repertório de música brasileira instrumental, mais cincoenta discos autografados, com direito do nome do contribuinte ou da empresa nos agradecimentos do disco, logomarca na contracapa, citação do apoio nas redes sociais e show de lançamento. Para conhecer mais detalhes o linque da campanha é https://www.kickante.com.br/checkout/3260968

Catamarã é a designação dada a uma embarcação com dois cascos (vulgarmente chamados “bananas”), cuja propulsão ocorre à vela ou por motor e que se destaca por sua elevada estabilidade e velocidade em relação às embarcações monocasco. A sua origem é a Polinésia, e quando os navegadores europeus lá chegaram por mar, se surpreenderam com a grande velocidade dos catamarãs.

Compositor, arranjador e multi-instrumentista, André Siqueira nasceu em Palmital (SP). E doutor em Ciências Sociais pela Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) com a tese A sonata de Deus e o diabolus: nacionalismo, música e o pensamento social no cinema de Glauber Rocha e mestre em música pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) onde desenvolveu pesquisa sobre os procedimentos composicionais do italiano Giacinto Scelsi. Formado em música pela Universidade Estadual de Londrina (UEL/PR), atualmente é docente da instituição e responsável pelas disciplinas de Harmonia e Contraponto, Arranjo e Percepção. Foi coordenador da pós-graduação em música (2008- 2010) e professor na habilitação de Arranjo Musical. É autor do livro Giacinto Scelsi: improvisação, orientalismo e escritura lançado pela EDUEL em 2011, no qual discute os procedimentos composicionais e a biografia do compositor italiano. Em 2011 ministrou a conferência A voz do morro: samba e resistência cultural no âmbito do Colóquio Internacional “Voci dal margine. La letteratura di ghetto, favela, frontiera realizado em maio na Universidade de Siena (Itália) e publicado no livro de mesmo nome em janeiro de 2012.

Em julho desse mesmo ano participou como violonista do projeto Concertos na Escola – 2012 da Funarte, do proponente Cândido José de Lima, dentro do qual foram realizados aula-espetáculos em três escolas estaduais da cidade de Uraí (PR), atingindo mais de mil crianças e adolescentes. Atualmente é coordenador do sub projeto de música do PIBID, no âmbito da Universidade Estadual de Londrina, subsidiado pela CAPES e que trabalha novas alternativas para o ensino de música nas escolas públicas.

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André Siqueira, tocando flauta, um dos vários instrumentos que domina, durante apresentação do amigo Wilson Dias (MG) em São Paulo (Foto: Marcelino Lima/Arquivo Barulho d’água Música)

Utiliza vários instrumentos como meio para a construção de sua escritura musical; flautas, guitarra elétrica, violões, viola caipira, contrabaixo e guitarra portuguesa. Sua trajetória é composta por experiências diversas em cultura popular e por pesquisas em música contemporânea. Tendo gravado com vários músicos e participado de diversas mostras e festivais, foi selecionado pelo programa Rumos Itaú Cultural/ Música na categoria coletivo no biênio 2010-2012 dentro do qual, em março de 2012, participou de um show em comemoração aos 25 anos do Instituto Itaú Cultural tocando com Gilberto Gil. Em 2009, integrou o Circuito Syngenta de Viola no qual dividiu o palco com Paulo Freire e Levi Ramiro e que resultou em um álbum com violeiros de todo o país no qual Siqueira, junto com Zeca Collares, assina a faixa Brincando com as crianças na qual utiliza uma viola de 14 cordas. Em novembro de 2009 participou do projeto Vozes de Mestres – Festival Internacional de Cultura Popular – realizado em Natal (RN), junto com a cantora Déa Trancoso onde dividiu o palco com Egberto Gismonti. Participou em 2007 da gravação do DVD Violeiros do Brasil com produção de Myrian Taubkin, acompanhando Pereira da Viola; dentro deste projeto já dividiu palco com Almir Sater, Pena Branca, Paulo Freire e Ivan Vilela entre outros.

André Siqueira também lecionou violão e improvisação na Universidade Federal de Ouro Preto  (MG) e no Projeto Arena da Cultura da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte no período de 2004 a 2007. Em 2006 participou do 2º Festival de Cinema de países de línguas portuguesas, na cidade de Lagos, em Portugal. Foi diretor artístico e curador do projeto Viola Popular realizado em Belo Horizonte, ainda em 2006, por meio da Lei Estadual de Incentivo a Cultura e com patrocínio da Natura Musical, no qual “mestres” de cultura popular dividiram o palco com músicos que utilizam linguagens contemporâneas. Em 2005 tornou-se finalista do Prêmio Syngenta de Viola Caipira, realizado no Teatro Alfa (SP). Em 2001 participou do III Mercado Cultural, realizado na cidade de Salvador (BA). Atua como produtor/diretor musical e arranjador nos trabalhos de Déa Trancoso, Luca Bernar, Pereira da Viola, Rodrigo Delage, Rubinho do Vale, Titane, Wilson Dias e Zeca Collares, além de seu próprio trabalho como compositor e instrumentista no qual música brasileira e improvisação surgem como elementos principais.

O seu primeiro álbum, lithos, atinge um universo sonoro particular. Os diálogos entre os músicos surgem em improvisações nas quais os sons inusitados da guitarra portuguesa e da viola caipira se materializam em construções musicais que flertam com o Jazz e com as matrizes da cultura popular brasileira. A idéia de improvisação utilizada parte de uma liberdade que transcende os clichês e que busca uma real interação na construção musical. Esta se realiza no tempo, ou, em tempo real. Composição instantânea que abarca vários estilos e tendências musicais, da música modal ao século XX. André Siqueira se interessa tanto pelo processo de improviso que considera suas composições mais próximas de roteiros a serem seguidos do que uma obra fechada. “Não sei nem se são composições, são proposições musicais”. Durante o período em que morou em Belo Horizonte, André Siqueira remasterizou a gravação de lithos e conseguiu reeditar o disco por dois selos mineiros: Picuá e Tum Tum Tum.

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712 – Pereira da Viola é atração de mais uma rodada do projeto Canto & Viola em Belo Horizonte (MG)

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Se melhorar vira rapadura, uma alegria astronômica: um dos mais aclamados e queridos violeiros caipiras do Brasil, o mineiro Pereira da Viola, oriundo de São Julião, distrito de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, cantará e tocará nesta quarta-feira, 4, a partir das 19h30, no Cine Teatro Brasil Vallouréc, situado em Belo Horizonte. José Rodrigues Pereira, o Pereira da Viola, é convidado dos produtores culturais Luiz Trópia e Tadeu Martins e animará mais uma rodada do projeto Canto & Viola trazendo ao público canções derivadas das pesquisas que empreende sobre a cultura popular no norte das Alterosas, especialmente o Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres do Brasil, mas ricas em diversos tipos de manifestações artísticas e religiosas, além de sucessos de sua carreira marcada por canções autorais que expressam com delicada poesia a força e a magia da viola brasileira.

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