1093 – Francesa Fabianne Magnant promove workshop e toca viola caipira em Curitiba (PR)

Repertório da compositora e intérprete passeia desde as feiras populares do Nordeste brasileiro aos elegantes concertos eruditos de casas europeias , passando por tradições ibérico-mouriscas e manifestações africanas
Marcelino Lima

A violonista e violeira francesa Fabienne Magnant, em turnê pelo Brasil, após passar pelas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, será atração em Curitiba neste sábado, 11 de agosto. Fabienne, primeiro, protagonizará das 14 às 17 horas um workshop durante o qual falará sobre suas formação musical e influências, seu encontro com a viola e também ministrará conselhos técnicos, mas apenas para previamente inscritos; mais tarde, a partir das 20 horas, promoverá para o público em geral um concerto solo. Ambos os eventos serão oferecidos pelo Sesc da Esquina, respectivamente no auditório e no teatro daquela unidade, com apoio de Fernando Deghi (Violeiro Andante) e Claudio Avanso (Viola & Cantoria).

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1056- Banda O Bardo e o Banjo lança O Tempo e a Memória em três cidades de São Paulo

Conhecido por iniciar sua trajetória tocando em ruas de São Paulo, a banda de São Paulo O Bardo e O Banjo está atraindo cada vez mais amigos e novos seguidores aos shows de lançamento do álbum recém-lançado O Tempo da Memória. Nesta sexta-feira, 27, quem quiser conferir porque o grupo vem conquistando cada vez mais admiradores terá a oportunidade de ver os quatro integrantes no palco da Casa Amarela, pub rock situado em Osasco, cidade da Região Metropolitana Oeste da Grande São Paulo, a partir das 22h30. Para o dia seguinte, sábado, 28, a dica que daremos a quem mora em Sorocaba (distante cerca de 90 km da Capital) e região é colar no Eclétik Bar e Restaurante, que promoverá um festival entre 11 e 20 horas, o Texas Music, no qual estarão em cena Maré Urbana, Texas Flood e O Bardo e o Banjo.

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1044 – Morte de Índio Cachoeira silencia os ponteios de um mestre que fugia de casa para ficar perto das violas

Músico querido por ex-alunos e ex-parceiros não resistiu às sequelas de um acidente de trânsito que sofreu em Alfenas (MG), onde o corpo foi sepultado após homenagens de entidades locais e da Prefeitura 

Marcelino Lima, com o blogue Brasil Festeiro, Primeira Página (São Carlos), Cidade Escola Alfenas e Graciela Binaghi

 

O universo da viola caipira mineiro, paulista e nacional está de luto, dos mais sentidos, desde quarta-feira, 4 de abril, quando — conforme costuma dizer Rolando Boldrin em momentos tristes como estes – bem antes do combinado foi se embora para outro Plano José Pereira de Souza, com apenas 65 anos! Pelo nome de pia, talvez o conheciam apenas os mais chegados, familiares e amigos que juntou enquanto esteve entre nós. O nome artístico, entretanto, o levou à fama que apenas poucos Josés conseguem alcançar — ainda mais no boicotado meio em que resolveu nos brindar com seu talento e virtuosismo. Estamos falando de Índio Cachoeira, agora mais uma estrela na constelação na qual já brilham, ora, sim senhor, Tião Carreiro, Gedeão da Viola, Angelino de Oliveira, Raul Torres, Renato Andrade, José Fortuna, Helena Meirelles, se não todos violeiros, com certeza ícones de tradições e de uma cultura que formam o perfil brasileiro; se fossemos fazer uma comparação com ídolos do círculo dos mais cotados da MPB ou de outras vertentes brasileiras, Índio Cachoeira seria, por exemplo, um artista da primeira linha, não menos que João Gilberto, Toquinho ou Guinga.

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1015 – Contribua para a volta do “Oscar da Viola Caipira”, prêmio nacional de incentivo à cadeia produtiva da viola

Ficará aberta somente até 27 de janeiro a campanha que por meio de uma das plataformas nacionais de crowdfunding visa a arrecadar contribuições para a realização de nova edição do Prêmio Nacional de Excelência da Viola, que os organizadores divulgam como sendo “O Oscar da Viola Brasileira”. A meta é atingir ao menos R$30 mil, montante que permitiria promover, ainda neste ano, a quarta edição do evento, nos moldes das anteriores, e acolher inscrições para mais de 20 categorias — das quais, cinco de cada, receberão certificados e troféus que serão entregues aos indicados n“A Noite de Gala da Viola”. Aos contribuintes estão previstas recompensas que variam de acordo com o valor cedido e que incluem, por exemplo, o direito de chancelar o evento com suas marcas, obtendo, assim, destaque em todas as divulgações diárias em mídias sociais como Facebook, Instagram, Twitter e mídia espontânea, além de outros benefícios a serem negociados.

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945 – Cantores populares animam II Feira Nacional da Reforma Agrária, do MST, em São Paulo

Da página do MST e da Agência Brasil

Pereira da Viola, Arnaldo Freitas, Cacique e Pajé, Katya Teixeira, Sapiranga, Osni Ribeiro, Ricardo Vignini Trio, entre outros expoentes da melhor música caipira e regional do país estarão entre as atrações que o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) convidou para cantar e tocar nos palcos da II Feira Nacional da Reforma Agrária, que a exemplo da pioneira (promovida em outubro de 2015) transcorrerá mais uma vez no Parque da Água Branca, situado na zona Oeste de São Paulo, com entrada franca. Neste ano o evento começará na quinta-feira, 4 de maio, e se estenderá até o começo da noite de domingo, 7. Os organizadores contam com a presença de agricultores de acampamentos e assentamentos de todo país e pretendem com a iniciativa abrir diálogos com a sociedade sobre a necessidade de adoção de modos mais equilibrados de se alimentar e de uma transição do atual modelo agrícola, que o MST considera predatório dos recursos naturais, para um que respeite o trabalhador e o meio ambiente. Além dos shows musicais que contarão também com Tulipa Ruiz, Emicida e Chico César, o público encontrará ainda bancas com variada oferta de comidas saudável e típicas, poderá trocar mudas e sementes, ouvir palestras e acompanhar seminários, escolher livros disponíveis em tendas literárias ou curtir apresentações teatrais, entre outras atividades culturais (veja programação ao final da matéria).

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868 – André Rass corta o bolo de mais um aniversário em turnê pelo Canadá e Estados Unidos com o Matuto Moderno

A folhinha do Barulho d’água Música marca que em 1° de maio comemora-se o aniversário de André Rass, natural de Dom Pedrito (RS), e atualmente radicado em São Paulo onde desenvolve carreira das mais elogiadas como percussionista, conhecida por participações em destacados projetos acompanhando vários cantores e sobretudo na banda Matuto Moderno. Filho de casal formado por comerciante e dona de casa, André Rass criou-se em meio a festas populares e rodas de choro incentivado pelo pai, violonista, e pelo padrinho, acordeonista. A dupla, assim, tornou-se a primeira referência musical em sua vida. Mais tarde morando em Pelotas, passou a trabalhar profissionalmente como músico, ingressando na banda de Sulimar Rass. Juntos, ele e o irmão viajaram pelo Rio Grande do Sul e tocaram ainda o Uruguai e a Argentina. Nesse período, conheceu músicos tais quais Fernando do Ó, o guitarrista Daniel Sá, Gilberto Oliveira, Egbert Parada, Luciano Nasário, o violonista flamenco Romano Nunes, entre outros, e gravou com a cantora e compositora Ana Mascarenhas,Cardo Peixoto, Avendano Júnior, além do percussionista uruguaio Liber Bermudes, com que estudou ritmos latino-americanos.

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801- Anderson Baptista e Rodrigo Nali encerram festival violeiro em São Francisco Xavier (SP)

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Os violeiros Anderson Baptista e Rodrigo Nali serão a atração deste sábado, 30 de janeiro, da última rodada da temporada do festival São Chico das Violas, que a Photozofia Cozinha & Arte anualmente promove no distrito de São Francisco Xavier, situado em São José dos Campos, cidade do Vale do Paraíba, no estado de São Paulo. A dupla estará no palco montado no Largo São Benedito, 105, a partir das 21h30, apresentando repertório inspirado em Cornélio Pires e outras referências da cultura caipira como Tonico e Tinoco, Tião Carreiro, Tião do Carro, João Mulato, Bambico e Zé Mulato. Em 2016, o público do São Chico das Violas já curtiu Daniel Franciscão & Sérgio Turcão; Wilson Teixeira; e Ricardo Vignini e Zé Helder, estes apresentando o mais recente lançamento da série Moda de Rock.

Experientes violeiros com passagem por importantes formações de viola instrumental pelo Brasil e exterior, Anderson Baptista e Rodrigo Nali também vão animar a plateia que frequenta o projeto Viola&Café do Sesc Campinas (SP), a partir das 10 horas do domingo, 14 de fevereiro. Desta vez o repertório trará composições do primeiro álbum, que está em fase de produção, e deverá ser lançado ainda em 2016, sempre baseado na autêntica música caipira. Enquanto degusta um típico café de roça, os admiradores poderão curtir sucessos como Gato de Três Cores (Carreirinho), Capiau (Tião do Carro e Caetano Erba), Louco Romântico (Zé Mulato) e Sistema Bruto (Ruan e Juarez Benites), entre outros.

O Sesc Campinas não cobra entrada para os concertos do Viola&Café,  fica na rua Dom José I, 270, Bonfim, e o telefone para mais informações é (19) 3737-1500

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796 – Moda de Rock II vai ralar as botas no Interior paulista e pega a estrada depois do concerto de estreia no Sesc Pinheiros

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Assim que as luzes se acenderam para iluminar o palco do Sesc Pinheiros no domingo, 17, no qual começavam a tomar postos Ricardo Vignini e Zé Helder, um gaiato da plateia gritou, certamente fazendo troça: “toca Raul!”. Os músicos com certeza ouviram (em outras ocasiões durante a mesma apresentação nas quais foram chamados ou escutaram gracejos interagiram bem humorados com o público), mas cornetada ou não, frustraram o pedido. Obviamente, ambos nada têm contra o Maluco Beleza, que até poderia ter ganhado, sim, uma releitura de algum dos seus muitos sucessos na obra que os dois astros da noite ali iriam começar a mostrar, oferecendo um eclético repertório que mesclou desde Black Sabbath a Ozzy Osbourne, The Ramones (do tempo em que Zé Helder “era o único punk de Cachoeira de Minas”) e Pink Floyd (do período durante o qual Ricardo Vignini “passava a semana inteira em São Tomé das Letras tomando apenas cafezinho e comendo pão com mortadela e estava tudo lindo”). O concerto número 1 do álbum Moda de Rock II, entretanto, acabou sendo tão variado que até mesmo Raulzito o aplaudiria de pé  (se é que não estava no pedaço, vai saber!) fazendo o característico gesto de esticar apenas os fura-bolos e os mindinhos das duas mãos, sem se queixar, portanto, da compreensível omissão, yeah!.

O banquete proposto pelo cardápio, enfim, foi farto, uai, satisfez missourianos e piracicabanos: além dos já citados astros e grupos, o show de lançamento do segundo álbum da série iniciada em 2011, agora com mais 12 versões instrumentais de clássicos do rock para viola caipira (no Sesc foram sete, incluindo duas dinâmicas, com afinações em Cebolão D e E e Rio Abaixo, por exemplo) teve ainda Tião Carreiro, Matuto Moderno, Mozart e AC/DC, com direito até mesmo a Chico Mineiro (Francisco Ribeiro/Tonico), consagrado hino do sertão que Vignini e Zé Helder fundiram a Why Worry (do “caboclinho Mark Knopfler”, líder do Dire Straits) a passagens que fizeram lembrar e por na roda, ainda, os magistrais Ravi Shankar e Luiz Gonzaga quando Vignini e Zé Helder recebiam o ilustre convidado Robertinho do Recife!

O ícone da guitarra brasileira mundialmente conhecido tomou parte também em Bachianas Brasileiras (Villa Lobos), Gemedeira (parceria dele com Capiba)/Natureza (Ruy Maurity) e Paint in Black (The Rolling Stones). Já os característicos riffs de Robertinho do Recife soaram brilhantemente em Ghost Riders In The Sky, a famosa canção de  Stan Jones popularizada por Johnny Cash e Elvis Presley que relata  a visão do estouro de uma boiada de olhos avermelhados e patas de aço sendo perseguida por vaqueiros  amaldiçoados e que por aqui ganhou uma versão de Carlos Gonzaga, interpretada por Milton Nascimento. Pois é, viagem pura, mano!

O Moda de Rock II chegou às lojas e à internet em 6 de janeiro amparado em prêmio previsto em lei por meio do ProAC, vinculado à Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, para a produção do disco e circulação dos shows pelo Estado. Assim, a dupla pretende revisitar agora todos os lugares onde foi recebida por plateias entusiasmadas que lotaram as casas de espetáculos para curtir o primeiro Moda de Rock & Viola Extrema, gastando ainda mais a sola das botas, ou dos pares de tênis que calçarem para compor o visual da roupa preta sob camisa xadrez. Após a apresentação em São Paulo, Moda de Rock II será levado a várias cidades do interior e região metropolitana paulistas, com a primeira escala já neste sábado, 23, no distrito de São Francisco Xavier, localizado em São José dos Campos, movimentando mais uma rodada do festival São Chico das Violas (largo São Sebastião, 105), a partir das 21h30 (mais informações e reservas pelo telefone 12 3926-1406

O primeiro Moda de Rock & Viola Extrema contabilizou mais de 300 concertos,  saiu em DVD com as participações dos guitarristas Pepeu Gomes e Kiko Loureiro e do tradicional grupo Os Favoritos da Catira e colocou a dupla em palcos ao lado dos guitarristas Andreas Kisser (Sepultura), Lúcio Maia (Nação Zumbi), além de Renato Teixeira. Tocou em todo o Brasil, Estados Unidos e Argentina, um fenômeno de mídia e de vendas para um projeto nascido quase como brincadeira e que, em tese, seria arriscado por unir duas tendências dispares. A intenção era mostrar aos alunos o potencial da viola (Ricardo e Zé atuam também como professores do instrumento) e reviver a trilha sonora da adolescência. Foi assim que no espírito da viola caipira In the Flesh (Pink Floyd), por exemplo, tornou-se uma singela valsinha, Aces High (Iron Maiden) e Master of Puppets (Metallica) ganharam levadas de pagodes de Tião Carreiro e a viola bombou em templos até então inéditos para mostrar com o virtuosismo do ousado duo que há muitas semelhanças entre os jeitos de tocar Chora, Viola! e peças como Norwegian Wood (This Bird Has Flown), entre outras. Um brinde regado ao melhor 12 anos aos roqueiros que usam chapéu de palha e esgravatam os dentes com um ramo de capim gordura depois de apreciar um bom naco de pamonha!

Agenda de shows do Moda de Rock II

23 de janeiro, 21 horas, São Francisco Xavier/SP
12 de fevereiro, 20 horas, Assis/SP
13 de fevereiro, 20 horas, Guarulhos/SP
19 de fevereiro, 20h30, Santa Barbara D’Oeste/SP
25 de fevereiro, 20 horas, Tatuí/SP
27 de fevereiro, 20 horas, Brotas/SP
3 de março, 20 horas, Bragança Paulista/SP
9 de março, 20 horas, Botucatu/SP
10 de março, Patrocínio Paulista
12 de março, São Bernardo do Campo

 

780 – Primeira boa notícia de 2016: Ricardo Vignini e Zé Helder lançam Moda de Rock II em Sampa

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Em 6 de janeiro chegará às lojas e à internet, portanto em formato físico e em arquivos digitalizados, Moda de Rock II, álbum dos violeiros Ricardo Vignini (SP) e Zé Helder (MG), membros da banda paulistana Matuto Moderno. Moda de Rock II recebeu prêmio previsto em lei por meio do ProAC, vinculado à Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, para a produção do disco e circulação pelo Estado. Assim, em 2016, a dupla pretende revisitar todos os lugares onde foi recebida por plateias entusiasmadas que lotaram as casas de espetáculos para curtirem o primeiro álbum da série Moda de Rock & Viola Extrema e realizar uma turnê ainda maior já a partir de 17 de janeiro, quando será atração do, com a participação de Robertinho do Recife.

O novo trabalho segue a mesma fórmula do Moda de Rock & Viola Extrema (2011) anterior, apresentando versões instrumentais de clássicos do rock adaptados para a viola caipira. O público que há tempos já esperava pela boa notícia curtirá nesta nova edição sucessos de bandas como Metallica, Iron Maiden, Pink Floyd, Sepultura e novidades como Queen, Dire Straits, Slayer e Ramones.

Quase cinco anos após o lançamento do primeiro Moda de Rock & Viola Extrema (feito via financiamento coletivo, ou crowdfunding), a dupla contabiliza mais de 300 concertos, um DVD com as participações dos guitarristas Pepeu Gomes e Kiko Loureiro e do tradicional grupo Os Favoritos da Catira. A dupla também teve como convidados os guitarristas Andreas Kisser (Sepultura), Lúcio Maia (Nação Zumbi) e Renato Teixeira levando a vários palcos por todo o Brasil, Estados Unidos e Argentina um projeto nascido quase como brincadeira: a intenção era mostrar aos alunos o potencial da viola, posto que Ricardo e Zé atuam também como professores do instrumento, e reviver a trilha sonora da adolescência. O lançamento do CD Moda de Rock – Viola Extrema virou fenômeno de mídia e de vendas: no espírito da viola caipira, In the Flesh (Pink Floyd), por exemplo, tornou-se uma singela valsinha, Aces High (Iron Maiden) e Master of Puppets (Metallica) ganharam levadas de pagodes de Tião Carreiro e assim a viola chegou para amantes do rock pisando em templos até então inéditos.

Além da demanda de shows, outros projetos paralelos do duo contribuíram para a “demora” em lançar o volume II. Nesse meio tempo, os violeiros lançaram Matuto Moderno 5 (2012);  Ricardo Vignini trouxe Viola Caipira Duas Gerações, com o mestre violeiro Índio Cachoeira, e o power trio de rock pesado Mano Sinistra (2014). Fora isso Vignini produz e participa de inúmeros shows e álbuns, dentro e fora do país, entre os quais se destaca Carbono, que acabou rendendo um convite para ele tocar com o pernambucano quando Lenine protagonizou show no Rock in Rio, em setembro. Zé Helder lançou em 2015 Assopra o Borralho, terceiro volume de sua discografia.

Agenda de shows do Moda de Rock II

17 de janeiro, 18 horas: Lançamento do Moda de Rock II no Sesc Pinheiros, São Paulo, com participação de Robertinho de Recife
23 de janeiro, 21 horas, São Francisco Xavier/SP
12 de fevereiro, 20 horas, Assis/SP
13 de fevereiro, 20 horas, Guarulhos/SP
19 de fevereiro, 20h30, Santa Barbara D’Oeste/SP
25 de fevereiro, 20 horas, Tatuí/SP
27 de fevereiro, 20 horas, Brotas/SP
4 de março, 20 horas, Bragança Paulista/SP
9 de março, 20 horas, Botucatu/SP

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777 – Contribua com Renato Caetano (MG) para a gravação de álbum caipira à moda de Liverpool

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Renato Caetano começou a carreira em 1999 tocando com Pena Branca e Xavantinho e em 2013 recebeu importante prêmio pelo lançamento do álbum Que Viola é Essa? (Foto acima e no destaque ao lado do título: Élcio Paraíso/* Bendita – Conteúdo & Imagem)

O cantor e compositor mineiro Renato Caetano resolveu unir o talento que possui tocando violas à paixão pelos The Beatles em um só “balaio”, como está chamando o projeto de gravar um álbum com 10 faixas instrumentais do famoso e atemporal grupo inglês que até hoje segue influenciando músicos de todo o planeta. Renato Caetano apurou durante dois anos a escolha do repertório e a preparação dos arranjos de As Dez Cordas de Liverpool, nome do disco com o qual  pretende mostrar as peculiaridades que há entre a roça e a cidade que projetou os quatro astros da banda. Em recente apresentação no Teatro do Sesc Palladium (Belo Horizonte), ele encantou tanto a plateia que, diante de muitos pedidos, topou, no dia seguinte, oferecer uma sessão extra…e voltou a lotar o auditório!

 

A gravação do álbum, entretanto, dependerá do sucesso da campanha que Renato Caetano lançou na internet, por meio de uma plataforma de financiamento coletivo, que está chegando à reta final. Ainda restam nove dias para o encerramento da “vaquinha virtual”, as contribuições já cobrem boa parte da meta prevista, mas apenas o alcance do orçamento integral poderá garantir que o projeto se consuma. Os valores partem de R$ 10.

“Procurei fazer uma reverência àqueles que foram um dos principais influenciadores da minha formação musical”, explicou Renato Caetano, que em contrapartida às doações assegura várias modalidades de recompensa. A ideia é provocar uma fusão de estilos, possibilitar às canções do quarteto de Liverpool ora soarem como uma ode caipira, ora como um concerto de rock. “Nesse projeto, além da tradicional viola de 10 cordas, tenho usado, também, uma viola de 14 cordas [presente que recebeu do conterrâneo Fernando Sodré] que me dá várias outras possibilidades sonoras para os arranjos em algumas canções” do repertório que entre outras inclui And I Love Her, Because, The Long and Winding Road, Lady Madona e Eleanor Rigby.

Conheça em mais detalhes a campanha para arrecadar contribuições para As Dez Cordas de Liverpool em https://beta.benfeitoria.com/renatocaetano

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Em 2013 Renato Caetano recebeu de Margaret Lemos uma das estatuetas do III Prêmio Rozini de Excelência de Viola, em São Paulo (Foto: Marcelino Lima/Arquivo Barulho d’água Música)

Renato Caetano é autor do álbum Que Viola é Essa? (2009), com o qual ganhou uma das estatuetas da categoria solo do 3º Prêmio Rozini de Excelência da Viola Caipira, entregue em julho de 2013 no Memorial da América Latina, em São Paulo. Além de violeiro, o músico é compositor, professor, mestre pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), atuou como regente e diretor musical da Orquestra Mineira de Violas (entre 2002 e 2005), fez parte do Grupo Viola Urbana e desde 2007 integra o evento itinerante Causos e Violas das Gerais, realizado pelo Sesc. A carreira começou em 1999, dividindo palco com Pena Branca e Xavantinho, e já abriu cantorias de Renato Teixeira e de Geraldo Azevedo.  Desde então, baliza  sua trajetória mesclando às tradições caipiras influências de estilos contemporâneo como blues, rock e  jazz.


Chá com macaxeira 

Antes de Renato Caetano dedicar este álbum (inédito por ser inteiramente tocado apenas com violas) para os The Beatles, alguns violeiros da atual safra brasileira já haviam revisitado a obra de John Lennon, Ringo Starr, George Harrison e Paul McCartney. Um deles, Ivan Vilela (MG), gravou Eleanor Rygbi (Lennon e McCartney) em Dez Cordas (2007), no qual há, ainda, a faixa While My Guitar Gentle Weeps (George Harrison). O paulistano Ricardo Vignini e o também mineiro Zé Helder incluíram Norwegian Wood (The Bird Has Flown, Lennon e McCartney) na primeira edição do Moda de Rock-Viola Extrema (2011); neste ano esta composição e mais 12 dos ingleses formaram o repertório de Come Together Project, de Neymar Dias e Igor Pimenta, que as tocam, respectivamente, com viola caipira e contrabaixo acústico.

Outro projeto que destaca músicas dos The Beatles saiu já há quinze anos, assinado pelo cearense Nonato Luiz, um consagrado violonista brasileiro que apresenta 14 faixas nas quais sucessos do irreverente quarteto passeiam entre o erudito e o popular. As adaptações deste álbum para o violão ganharam, inclusive, pitadas incidentais próprias do cancioneiro nacional, mas os arranjos originais ficaram fielmente preservados. O disco do emblemático catálogo do selo Kuarup traz textos de Eugênio Leandro e Raimundo Fagner.

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