1012- Título de melhor rabequeiro do Brasil é pouco para reconhecer a contribuição de Zé Gomes (RS) à música do país

Desde a mudança da redação do Solar da Lageado, em Sampa, para o Parque Miraflores, em Itapevi, a maior parte dos álbuns do acervo de discos do Barulho d’água Música estava encaixotada pela falta de espaço. Com a chegada a São Roque, enfim, começamos a organizá-los e a fazer um inventário: colocamos todos no piso da sala e assim acabamos encontrando — mais do que uma tarefa burocrática —  perolas que nem mais nos lembrávamos que existiam no baú do tesouro. Resolvemos que poríamos alguns para tocar (antes de prosseguir fique publicamente registrado: o primeiro a ser tocado na nova residência foi Casa, por muitas e simbólicas razões além do nosso amor e admiração por Consuelo de Paula!), escolhendo, em ordem alfabética, pelo menos um de cada cantor, dupla ou grupo brasileiros. O mais lógico éramos seguir o sentido A-Z, mas invertemos a mão, pois no final da fila se destacavam dois instrumentais raros, de um autor dos mais criativos que a nossa música de qualidade independente já teve: o compositor, arranjador, luthier, maestro e pesquisador gaúcho José Bonifácio Kruel Gomes, internacionalmente conhecido por Zé Gomes.

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Peleja de Chico Bento e Zé Lelé narrada por Almir Sater


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É período de festas populares e religiosas, quermesses, quadrilhas e fogueira (qu)então vou deixar uma dica  para leitores e amigos, especialmente os violeiros e rabequeiros: ler e ouvir A Peleja do Violeiro Chico Bento com o Rabequeiro Zé Lelé” (2012), de autoria de Fábio Sombra e de Maurício de Souza.

A obra é da Editora Melhoramentos e narra, em versos de cordel escritos por Sombra, o desafio entre os dois personagens do nicho caipira do criador da “Turma da Mônica“. A peleja é para tentar provar qual dos instrumentos que Chico Bento e Zé Lelé tocam seria o “mais importante”, se a “Luzia”, ou a “Serafina”. É uma história rápida e divertida, que corre em texto primoroso e que se apoia em ilustrações muito ricas do “pai” do Cebolinha. Ah, o CD é narrado por Almir Sater, e tem direito a uma faixa bônus instrumental!