1571 – Paranga (SP) lança Redoma, disco com obra instrumental inédita de Elpídio dos Santos*

#MPB #MúsicaInstrumental #SãoLuizdoParaitinga #CulturaPopular #17ºSemanaElpidiodosSantos

Disco com composições das décadas de 1950 e 1960 que serão apresentadas durante a 17ª Semana Elpídio dos Santos traz à luz um tesouro guardado pela família do autor de mais de 1.000 composições

*Com Luciana Gandelini

O Grupo Paranga, de São Luiz do Paraitinga (SP) fará apresentação virtual neste feriado de 7 de setembro, a partir das 17 horas, do álbum Redoma, que reúne músicas instrumentais, como parte das atrações da 17ª Semana Elpídio dos Santos, que é promovida anualmente e está transcorrendo no município da parte paulista do Vale do Paraíba. O Paranga já fez o lançamento do disco físico em 3 de setembro, quando subiram ao palco Negão dos Santos, filho de Elpídio, e João Gaspar, no Coreto que leva o nome do homenageado. Elpídio dos Santos é um dos ícones da música caipira, mas também faz parte do panteão de muitos outros gêneros, o que lhe confere o inegável status de genuíno representante da cultura musical brasileira.

O concerto virtual estará disponível no canal do http://www.youtube.com/parangaoficial. Redoma foi gravado com o objetivo de registrar e preservar dez obras instrumentais inéditas de Elpídio, com produção executiva de Lia Marques e Renata Marques, integrantes do grupo. A direção artística e musical coube a Negão dos Santos, a produção musical a João Gaspar. Redoma conta, ainda, com participações especiais de Gabriel Sater, Mestrinho, Neymar Dias, Toninho Carrasqueira, Salomão Soares, Choro das 3, Thadeu Romano e Léo Couto.

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1565- Zimbher (DF) lança disco em parceria com Baleiro e homenagem a Laerte Coutinho

#MPB #Teatro #CulturaPopular

O cantor e compositor Zimbher está lançando seu novo álbum, Cordas, Nós e Voz, com participação de Ná Ozzetti e parceria com Zeca Baleiro, projeto no qual o músico se apropriou do conceito de movimentos comum no estilo erudito e no disco descritos como 1° movimento (silente), 2° (ausente) e 3° (premente). Com distribuição pela Tratore, Cordas, Nós e Voz (www.tratore.com.br) tem um conceito que o próprio título já explica e que Zimbher reforçou ao afirmar que “veio a vontade de agregar às ‘cordas’ (instrumentos) o ‘nós’ (pronome e referência às ‘cordas’ da palavra anterior), que também podem significar limites”, Ainda conforme o autor, “assim como ‘voz’ é o som vindo das pregas que vibram com a entrada e saída do ar, mas também o pronome e uma parte da composição musical, é a materialização de quem se é”. Zimbher reforçou: “Somos porque temos voz e, por ela, nos livramos de amarras, de ‘nós’ que nos aprisionam, possibilitando o ‘desenforcar’. Gosto de explorar essas dualidades, esses sentidos outros”.

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1561 – Maricenne Costa – A cantora de voz colorida conta em 260 páginas a história de vida e carreira da cantora e compositora

#MPB #Literatura #CulturaPopular

Figura importante da música brasileira, elogiada por João Gilberto — que dizia que ela possuía ‘voz colorida’ — foi a primeira a gravar Chico Buarque, cantou em festivais dos anos 1960 e fez parceria com o grupo punk Inocentes

A Editora Álbum de Família está lançando Maricenne CostaA cantora de voz colorida, livro que revela em 260 páginas informações sobre a biografia e a carreira da cantora paulista Maricenne Costa, de autoria de Elisabeth Sene-Costa e Laïs Vitale de Castro. O livro traz um apanhado das realizações da intérprete e compositora que fez parte da Bossa Nova paulista e representou a música brasileira em Portugal e nos Estados Unidos da América, nos anos 1960. Eclética, trabalhou com teatro e se destacou como atriz.

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1546 – Flávvio Alves e Elaine Frere iniciam parceria com Alamedas*

#MPB #Literatura #Circo #Teatro

*Com Adriana Bueno

Já está nas plataformas digitais em forma de single a primeira canção da cantora e compositora Elaine Frere em parceria com o poeta e produtor musical Flávvio Alves. Gravado no estúdio Canto da Coruja, em Piracaia (SP), Alamedas chega ao público pelo selo Sete Sóis, com distribuição da Tratore. 

A parceria começou quando Flávvio viu uma publicação de Elaine junto com a filha. “A foto era tão significativa, eivada de amor fraterno e de tantos outros sentimentos implícitos, que, emocionado, resolvi comentar”, contou Flávvio. “Receber um poema de Flávvio Alves para musicar é como atingir a maioridade!”, disse Elaine. “O comentário numa postagem na rede social era tão perfeito, que musiquei sem que ele soubesse”, prosseguiu ela, e emendou: “A coragem de mostrar demorou, mas rendeu uma enxurrada de escritos que me foram enviados pelo Flávvio, com uma mensagem para que eu escolhesse um para musicar”.

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1537 -Reitor da Univali (SC) publica livro sobre Zé Geraldo, um dos mais queridos poetas e cantores populares do Brasil

#MPB #Literatura #Futebol #CulturaPopular #Univali #Itajaí #RodeiroMG #SãoRoqueSP

Mineiro de Rodeiro, o autor da clássica canção Cidadão, entre tantos outros sucessos, tornou-se amigo pessoal de Valdir Cechinel Filho, que lhe dedicou a obra de 250 páginas, com prefácio de Renato Teixeira

O reitor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), situada em Santa Catarina, Valdir Cechinel Filho, lançou em março Cidadão Zé Geraldo: 40 e Poucos Anos de História e Estradas, livro no qual narra a trajetória de um dos principais nomes da Música Popular Brasileira, o mineiro Zé Geraldo. A obra, repleta de fotos e ilustrações, tem prefácio assinado por Renato Teixeira e um dos seus exemplares Cechinel enviou, gentilmente, à redação do Barulho d’água Música, situada no Solar do Barulho, na Estância Turística de São Roque (SP). Dividida em 11 capítulos, revela história e causos sobre Zé Geraldo desde a infância na cidade natal de Rodeiro (MG), alguns narrados pelo próprio biografado e compartilhados na vivência com o autor.

A rica discografia também pode ser encontrada nas 250 páginas do livro, relacionada pelos álbuns próprios e dos quais Zé Geraldo participa (com as respectivas capas, incluindo-se as coletâneas) e nelas há depoimentos de amigos, fãs e músicos como João Carreiro, Zeca Baleiro, Kleiton Ramil, Chico Teixeira, Chico Lobo e Luiz Vicentini. O leitor ainda encontrará 20 músicas de Zé Geraldo cifradas pelo cantor e compositor capixaba Max Gasperazzo, mais a transcrição de entrevista para a comunicadora Katyanne Krull ao programa Violas, Versos & Prosas, da Rádio Educativa Univali FM e TV Univali.

Este era um projeto que eu já acalentava há alguns anos e que foi possível tirar da gaveta durante a pandemia [de Covid-19]”, contou Cechinel. “Escrevi essa obra com o aval do próprio Zé Geraldo, de quem virei fã imediatamente após escutar pela primeira vez a canção Cidadão, em 1979. Durante muito tempo sonhei em conhecê-lo e a vida permitiu que pudéssemos ser amigos pessoais e até compor músicas em parceria”, emendou. “O livro traz causos, histórias e destaca a generosidade de Zé Geraldo como artista e como ser humano único que ele é”, frisou Cechinel.

Carinhosamente conhecido por Biá, além das atividades acadêmicas, Valdir Cechinel é compositor e assina parcerias com o próprio Zé Geraldo e diversos outros autores como o cantor e compositor itajaiense Luiz Vicentini. Uma das facetas de Zé Geraldo que Cechinel destacou, a generosidade, é descrita como característica peculiar do Zé pois o mineiro sempre procura “dar ênfase aos novos talentos e difundir seus versos e prosas, emprestando seu nome e voz aos cantores e compositores de nosso imenso país”. O próprio reitor é um desses compositores parceiros em Enquanto a Cidade Dorme, que ganhou clipe gravado em Itajaí, com autoria e interpretação de Gasperazzo.

O livro está disponível para venda na Editora da Univali e pelo portal da Amazon.

De rica trajetória acadêmica e científica, Cechinel atualmente é Reitor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), professor do mestrado e doutorado em Ciências Farmacêuticas e pesquisador 1C do CNPq, além do pé que de longa data mantém na arte e na cultura, ligação acentuada a partir ­de 2002, quando ficou responsável pela área cultural na Univali, como Pró-Reitor de pesquisas, pós-graduação, extensão e cultura, atuando por 16 anos à frente de ações culturais na instituição. Essa função possibilitou contato direto e mais intenso com muitos artistas, incluindo seus ídolos Zé Geraldo e Renato Teixeira, entre outros. Organizou inúmeros shows no Teatro da Univali com artistas nacionais e foi responsável pela seleção do repertório dos álbuns e DVD do Coral da Univali, Simplesmente Simples 1 (2011) e Simplesmente Simples 2 (2014). Escreveu sua primeira composição musical em 2008, Vida Rural, com Luiz Vicentini, que gravou a canção.

 

O reitor Valdir Cechinel Filho também é compositor. Tem três discos lançados e organizou inúmeros shows no Teatro da Univali com artistas nacionais.

 

Até o presente, Cechinel possui mais de 60 canções em parceria e lançou três álbuns: Valdir Cechinel Filho e Amigos: Pedaço de Mim (2018); Urbano e Rural (2019); e Eu Nunca Chegarei Só (2021), todos disponíveis nas plataformas digitais Nessa sua segunda incursão literária (a primeira foi escrever três versões do livro Casos, Causos e Algumas Mentirinhas), aborda os passos do ídolo, amigo e parceiro musical José Geraldo Juste, o Zé Geraldo, cuja importância ele resume na apresentação: “Quando Deus interrompeu a carreira de jogador de futebol do Zé Geraldo, certamente o Brasil já estava repleto de moleques bons de bola, mas carecia de cantores e compositores de canções que dissessem a verdade sobre a vida e atingissem os corações dos cidadãos!

O livro Cidadão Zé Geraldo: 40 e Poucos Anos de História e Estradas que Cechinel enviou ao blogue chegou acompanhado pelos álbuns Simplesmente Simples e Eu Nunca Chegarei Só; a faixa 7, Simplicidade, do segundo disco, ele compôs com Vicentini, cantor que a interpreta acompanhado por Renato Teixeira. Já ultrapassou 86 mil visualizações em postagens e se tornou trilha sonora de mais de 17 mil vídeos rápidos nas redes sociais, conhecidos como Reels.Nos surpreendemos, Valdir e eu, quando soubemos que Simplicidade vem sendo postada mais de 150 vezes por dia nos Reels do Instagram, aparecendo em mais de 17 mil postagens de vídeos usando a música, com média de 5 mil visualizações em cada postagem, somando 86 milhões de visualizações”, celebrou Vicentini. “Considerando que não fizemos nenhum impulsionamento pago, vemos isso como uma possível viralização da canção, o que nos deixa muito felizes.”

Simplicidade também faz parte do álbum de Vicentini Os Passos do Poeta (2019), que tem a participação de Renato Teixeira. Em Eu Nunca Chegarei Só ela integra uma seleta lista que inclui interpretações e parcerias de Cechinel com Cleiton Marques de Oliveira, Francis Rosa, Luciano Guarise, Zé Geraldo, Zé Grande, Samuel & Grace, Chico Lobo, Carlos Magrão, Carlos Bona, Sunny Dolga, Carol Hands e Gasperazzo. Francis Rosa, Zé Geraldo e Chico Lobo também cantam na canção O Homem de Taubaté, que Cechinel recentemente compôs para homenagear Renato Teixeira.

O mato-grossense de Arenápolis radicado em Jundiaí (SP), João Ormond também é parceiro de estradas de Zé Geraldo. Ambos já têm músicas gravadas e agora programaram lançar em 27 de maio um novo single, Revivendo, que além da dupla conta com a participação de Clemente Manoel. Esta canção retrata a vida interiorana que os três que criaram a letra tiveram, promovendo a junção das experiências vividas individualmente e que culminou na bela história.

Essa foi a primeira composição com parceria selada com Zé Geraldo, pois gravamos anteriormente Eu Nasci com Asas e gostamos muito dessa mistura da viola com a música Folk”, disse Ormond. “O Zé Geraldo é de uma simplicidade enorme, veio aqui para casa para botar a voz na música, e o Clemente veio para nos rever e prosearmos após a gravação”, prosseguiu Ormond. “Passamos um dia agradável. Além do trabalho, emplacamos um bom bate papo. Eu assino a produção da música e contei com apoio dos amigos e músicos Paulinho de Jesus, Cássio Soares, Rafael Virgulino.” Zé Geraldo

SÓ ENTRA NA MISSA DE AZUL E AMARELO

Zé Geraldo, todo fã sabe, é apaixonado por futebol e um dos beneméritos do Spartano Futebol Clube, equipe amadora de Rodeiro com mais de 90 anos e muito tradicional na Zona da Mata Mineira. Veste azul e amarelo, tem estádio próprio, o Alfredo Nicolato, e uma torcida entusiasmada entre os, com muito esforço na contagem, 8 mil habitantes; aos domingos, contam, se houver jogo do Spartano na cidade, o padre não deixa fiel entrar na igreja se não estiver vestindo roupas com as cores da equipe. O nome do clube é uma referência aos guerreiros de uma das cidades mais antigas da humanidade Esparta, da Grécia. O Spartano também tem expressiva carteira de sócios e dependendo de quem enfrenta em casa, o público supera as médias de todos os times do interior do Campeonato Mineiro.

Quando escrevíamos esta atualização, o Spartano estava disputando a 8ª Copa dos Campeões Regionais (Champions LEC) e ocupava a segunda colocação do grupo C, com 6 pontos ganhos, metade dos 12 do líder, Pombense, tricolor de Rio Pomba, após quatro rodadas. O onze rodeirense vinha de vitória fora de casa por 2×0 sobre o União Esporte Clube, de Piraúba (MG); na classificação geral aparecia em sétimo.

A Champions LEC é rivalizada e acirrada competição que reúne 16 times da Zona da Mata mineira e da porção Noroeste do estado do Rio de Janeiro, divididas em quatro grupos de 4. É  promovida pela Liga Esportiva de Cataguases (LEC), munícipio a cerca de 40 quilômetros do berço de Zé Geraldo. A sequência do torneio para o Spartano marcava para o domingo, 22 de maio, um jogo no qual o bicho deverá pegar: o clássico contra o Pombense, a partir das 16 horas, no alçapão do Alfredo Nicolato. Detalhe: o ingresso custava 15 paus, antecipado (20 pilas para o dia do duelo). E a carga de cerca de 3 mil entradas já estava quase esgotada!

CAMPEÃO BRASILEIRO, SEM GOLEIRO

O futebol também é tema do causo que o Barulho d’água Música pinçou do livro e que, pedindo licença do espoiler ao autor, compartilharemos abaixo:

Numa das idas à casa do Zé Geraldo, na Serra da Cantareira [em São Paulo], levei como presente um quadro que preparei com muito carinho, do Santos Futebol Clube, seu time do coração, campeão brasileiro de 1962”, escreveu Cechinel em “3. Meu presente ao Zé bateu na trave”. “Inseri sua foto entre a dos jogadores e ficou um quadro muito bacana, conforme a foto abaixo. O Zé olhou e disse: ‘Bicho, gostei, mas você inventou um time novo. Sem goleiro, uai…’”

O arqueiro esquecido por Cechinel era ninguém menos que Gylmar dos Santos Neves, o Gilmar, campeão mundial de 1958 e 1962 pelo Brasil.

O fac-símile do quadro que Cechinel criou para Zé Geraldo (página 69 do livro) não está lá estas coisas, mas dá para ver que o camisa 7 santista foi companheiro de Zito, Coutinho, Pelé e Pepé na volta olímpica..

Ouça entrevista de Valdir Cechinel Filho sobre o livro:

https://radiomarconi.net/2022/02/14/livro-narra-a-trajetoria-do-cantor-e-compositor-ze-geraldo/

Leia mais sobre Zé Geraldo ou conteúdos a ele relacionados aqui no Barulho d’água Música ao clicar no link abaixo:

https://barulhodeagua.com/tag/ze-geraldo/

1533 – Tuia (SP) lança álbum de inéditas e parcerias para marcar 25 anos de carreira

#MPB #FolkRock #RockRural #FolkPop #Country #CulturaPopular #Jacareí #ProdutoraeGravadoraKuarup

 Semente Que O Amor Dará traz o sucesso Flores da Manhã e as participações especais de Zeca Baleiro, Guarabyra e Renato Teixeira

Já chegou às plataformas digitais Semente Que O Amor Dará, novo álbum do cantor e compositor paulista Tuia, que tem distribuição pela produtora e gravadora Kuarup. O disco é o quinto disco da carreira do músico e compositor de Jacareí (SP), cidade do Vale do Paraíba, que fez parte nos anos 1990 do grupo Dotô Jéka, umas das bandas pioneiras do estilo rock rural no Brasil. Semente Que o Amor Dará brinda amigos e fãs com nove músicas inéditas autorais e em parcerias e participações de Zeca Baleiro, Guarabyra e Renato Teixeira. Além dos três convidados, integraram as gravações Ricardo Vignini (viola slide); Reginaldo Lincoln, da banda Vanguart (baixo e backings); Fábio Tagliaferro (violino); Mário Manga (cello); e Kadu Menezes (bateria).

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1529- Selo Belic Music chega ao mercado com foco na música instrumental e na canção brasileira*

#MPB #MúsicaInstrumental #Rock #Blues #Vanerão #Chacarera #Choro, #Baião #Forró #CaxiasdoSul #RS #Eindhoven #Holanda #CulturaPopular

* Com Verbena Assessoria: Eliane Verbena / João Pedro

Após mais de 10 anos de atuação no mercado artístico e cultural, a Belic Arte.Cultura está lançando o selo Belic Music que, em um primeiro momento, enfocará a música instrumental brasileira e na canção brasileira de artistas e grupos atendidos pela agência. O novo braço comercial entra no mercado musical com títulos dos seguintes artistas nos próximos meses – Beba Trio, Choro Pro Santo, Fábio Bergamini, Filó Machado e Quarteto de Cordas Vocais, cujos lançamentos serão divulgados oportunamente, além de outros programados ainda para este ano.

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1122 – “O Banquete dos Mendigos”: disco duplo de Jards Macalé e um coletivo de artistas que peitaram a ditadura completa 45 anos

Bolachão foi gravado ao vivo na cidade do Rio de Janeiro,  em clima tenso, com tropas dentro e fora do MAM e ficou seis anos “recolhido” até finalmente ser lançado em 1979, intercalando músicas e os 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que, naquele dia, completava 25 anos

Com o blogue Criatura de Sebo e Jornal GGN

O Barulho d’água Música retoma a série Clássico do Mês para nesta mais nova atualização antecipar a comemoração do aniversário de 45 anos, que ocorrerá em 10 de dezembro, do álbum O Banquete dos Mendigos, gravado ao vivo, em 1973, no Museu de Arte Moderna (MAM), na cidade do Rio de Janeiro. E por que antecipar a matéria sobre este emblemático disco? Para recordar  nestes tempos em que há nuvens sombrias pairando sobre os valores e as instituições que promovem a democracia, o respeito e amor ao próximo, que o show que resultou na gravação do projeto dirigido por Jards Macalé comemorava, naquela ocasião, os 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas também tinha a função de chamar a atenção da população brasileira para a violação, em larga escala e sob aplicação de intensa violência, de direitos civis pelos militares que estavam no poder. Após a Comissão Nacional da Verdade, recentemente, entregar seu relatório oficial sobre as barbaridades cometidas em nome do Estado nos anos de chumbo, cobrou-se a punição aos crimes da ditadura, o fim de seus “entulhos” — resquícios como os “autos de resistência”, que ceifam a vida da juventude negra nas periferias do país, a perseguição às minorias que formam o segmento LGBT,  aos partidários de setores mais à esquerda do espectro político — que candidatos durante as mais recentes eleições voltaram a demonizar, atribuindo a adversários socialistas, por exemplo, pechas e rótulos que não só os desumanizam, como os transformam em “monstros”, trazendo das trevas, por exemplo, a ridícula crença de que “comunistas” são por si só homens maus e que estes “comem criancinhas”, como se dizia naquela época na qual as “fake news” já estavam por ai.   Continuar lendo

1485 – Tuia (SP) protagoniza primeiro show de Versões de Vitrola acompanhado da banda, Zé Geraldo, Guarabyra, Kiko Zambianchi e Ricardo Vignini

#MPB #RockRural #ClubedaEsquina #CulturaPopular

Após o longo período de pandemia de Covid-19, o álbum Versões de Vitrola Volume 1, do músico, cantor e compositor Tuia, lançado pela produtora e gravadora Kuarup em 2019, ganhará o primeiro show de lançamento, na cidade de São Paulo. Acompanhado pelos músicos Matheus Reis (violão e voz), Bill Gaspar (baixo) e Ban Alves (teclados e voz), Tuia comandará uma amostra respeitável da música brasileira, desde as mais regionais até as mais populares no repertório que escolheu para o espetáculo Flor, que transcorrerá na casa Bourbon Street, a partir das 20h30 da quinta-feira, 9 de dezembro.

Tuia mesclará canções autorais e inéditas a versões ousadas de Espanhola (Sá, Guarabyra e Flávio Venturini); Chalana (Mario Zan, cuja versão na interpretação de Almir Sater é uma das mais consagradas); Senhorita (Zé Geraldo); Linda Juventude (14 Bis); e Começo Meio e Fim (Tavito), considerada um “estouro” na versão do grupo Roupa Nova. O pop de Kiko Zambianchi também embalará uma versão de Tudo é Possível, com direito à participação do autor. A apresentação promete o frescor de músicas próprias como Flores da Manhã, gravada com Guarabyra e Zeca Baleiro, além de Flor, que no álbum tem participação de Elba Ramalho e é uma das campeãs em pedidos em rádios do Brasil, ocupando o 5º lugar de execução na pesquisa da empresa Crowley.

O Bourbon Street fica na Rua dos Chanés, 127, em Moema, bairro da zona Sul de São Paulo. O ingresso custará R$65,00

Graziela Medori e Alexandre Vianna apresentam Nossas Esquinas

Graziela Medori e Alexandre Vianna (Foto: Luan Cardoso)

Também na Capital paulista, Graziela Medori e Alexandre Vianna protagonizarão sessão única na sexta, 10, a partir das 20 horas, para celebrarem o lançamento do disco que antecipará os 50 anos de existência do início da projeção do Clube da Esquina, cujos álbuns gravados por Milton Nascimento e Lô Borges na proa da famosa turma, em 1972 e em 1978, introduziram várias inovações e revolucionaram a música popular brasileira.

O trabalho de Graziela e Alexandre, reunido em Nossas Esquinas, saiu em 2020 pela produtora e gravadora Kuarup e agora será atração da Sala Guiomar Novaes do Teatro da Funarte. Trata-se do terceiro trabalho da carreira de ambos e reverencia duas das obras mais importantes do cancioneiro nacional e universal. Fora as três extras que eles destacaram para compor o repertório do show em Sampa, as 12 faixas originais (que incluem cinco mais conhecidas pelo público somadas às sete menos badalas) criaram um disco praticamente inédito para quem ainda não conhece a fundo a ousadia dos mineiros que ganharam o mundo a partir da confluência das ruas Paraisópolis e Divinópolis, situadas no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte (MG).

Disponível em todas as plataformas digitais, o álbum Nossas Esquinas está sendo executado com frequência em rádios de cidades do Brasil como Belo Horizonte, Porto Alegre e Santa Maria (RS), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Brasília (DF), entre outras. Para ouvi-lo ao vivo na Funarte, que oferece 144 assentos à plateia, o endereço é Alameda Nothmann, 1.058, Santa Cecília, bairro da região central de São Paulo servido pela linha 3 Vermelha do Metro. O ingresso será vendido somente a dinheiro a partir de sessenta minutos antes do início do espetáculo por R$ 10,00 (meia) e R$20 (inteira)

Sobre a Kuarup

Especializada em música brasileira de alta qualidade, o seu acervo concentra a maior coleção de Villa-Lobos em catálogo no país, além dos principais e mais importantes trabalhos de choro, música nordestina, caipira e sertaneja, MPB, samba e música instrumental em geral, com artistas como Baden Powell, Renato Teixeira, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Rolando Boldrin, Paulo Moura, Raphael Rabello, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar, Pena Branca & Xavantinho e Arthur Moreira Lima, entre outros.

Kuarup Música, Rádio, Imprensa e TV

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Telefones: (11) 2389-8920 e (11) 99136-0577

Rodolfo Zanke rodolfo@kuarup.com.br

1479 Renato Teixeira (SP) e Fagner (CE) gravam Naturezas, disco inédito registrado em estúdio inaugurado pela Kuarup

#MPB #Ceará #Ubatuba #Santos #SãoPauloSP #GravadoraKuarup #CulturaPopular

Artistas celebram  amizade de anos com lançamento de álbum e parceria de músicas captadas no porão onde fica o endereço atual da gravadora que, por coincidência, foi residência de Renato nos anos 1970.

A amizade entre Renato Teixeira e Raimundo Fagner vem de longa data. Os músicos compõem juntos há alguns anos e resolveram colocar como prioridade o desejo de lançar um álbum em dupla, ideia que surgiu com a troca de mensagens (e-mails) e tomou forma com o surgimento dos aplicativos de áudios e de textos que permitem e facilitam a troca de músicas e de letras. O projeto ganhou vida na Kuarup, gravadora com mais de 40 anos de estrada, que tem seis álbuns de Renato Teixeira em seu catálogo e que ele costuma chamar com carinho de sua casa fonográfica e sua antiga casa por uma inexplicável coincidência de endereços. Outro evento que tornou possível a realização de Naturezas, as gravações, ensaios e o lançamento do trabalho foi a inauguração do estúdio da Kuarup, espaço para atender artistas contratados e parceiros da gravadora.

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